Notas iniciais
Hey hey honeys! Como vão? Então, seguinte: atrasei o cap pro problemas pessoas e tal, ficou pequeno e tal, eu ia escrever mais porém cadê inspiração? Enfim, me perdoem pelo atraso e vão ler

POV ALICE

Fazia vinte minutos que apenas Marcus e eu estávamos na casa dele. Sozinhos. Era uma situação estranha, mas ao mesmo tempo eu queria aquilo. Ou talvez não quisesse. Eu não sabia dizer, estava um pouco nervosa, tinha certeza que Mel e Rosie armaram tudo isso. Fala sério, o irmão da Rosie atropelado? No hospital? Só a cria de girafa pra inventar algo tão idiota.

O mais impressionante foi Marcus não ter percebido o que elas faziam. Ou talvez ele tivesse sacado tudo e não disse nada por que quisesse aquilo. Balancei minha cabeça, afastando esses pensamentos antes que ficasse mais confusa do que já estava.

―Vou pegar alguma coisa pra gente comer lá na cozinha. ― Eu falei, me levantando e quase correndo aos tropeços pra lá. O filme estava na arte em que Umbridge assume a diretoria de Hogwarts e começa a colocar aquele monte de leis estúpidas.

― Ok.

Eu já estava na cozinha quando ouvi-o responder. Suspirei e tentei na pensar na situação que nos encontrávamos, imaginando o que Mel faria. Achei pipoca em um dos armários e resolvi fazer pipoca, brigadeiro e arrumei duas latinhas de coca na geladeira. Eu estava distraída, concentrada na comida, com os pensamentos perdidos em Marcus lá na sala esperando por mim, tentando decidir como agir quando senti um pequeno sopro acariciar minha nuca. Senti meus pelos se eriçarem. Minhas mãos apertaram a tigela de pipoca com mais força quando ele meio que riu, meio que suspirou com minha reação.

Eu travei esperando ver o que ele faria. Mas o que está acontecendo comigo? Eu estou agindo como uma adolescente apaixonada pela primeira vez, fala sério, essa não é a Alice foda que todos conhecem e amam, obrigada. Tecnicamente eu era uma adolescente apaixonada pela primeira vez, mas rapidamente, interrompi minha linha de raciocínio, quando uma mão pesada pousou em meu ombro, escorregando lentamente pelo meu braço, parando na dobra do cotovelo. Marcus deu um leve puxão em meu braço, em um pedido silencioso para que eu me virasse. Hesitei num primeiro momento, mas eu queria aquilo.

Então, fiquei de frente pra ele, mas desviei o olhar, encanado sua mão em meu braço, percebendo o quanto gostava da sensação de sua pele na minha.

― Relaxa, Lice. Eu não mordo. ― Sua voz veio em um tom mais baixo, deixando vestígios de uma rouquidão inimaginável.

Minha respiração acelerou imediatamente e eu ri com suas palavras, em uma tentativa de desanuviar a pequena tensão que eu mesma criara entre nós. Era isso que a Alice faz. Faz graça para deixar o clima mais leve e não ao contrário.

― Bom, mas eu mordo. ― Ele arqueou uma sobrancelha, um ar divertido no rosto. ― É só você pedir. ― Olhei fundo em seus olhos e pisquei.

Ele riu, claramente à vontade, e percebi que eu me sentia da mesma maneira. Eu gostava dessa sensação. De estar a vontade perto do Marcus. Ele se inclinou em minha direção e eu recuei um passo instintivamente, sua respiração batendo em meu rosto, seu braço contornando minha cintura. Senti minhas mãos se apoiarem na pia fria. Mas quando ele voltou à sua posição inicial, com a tigela de pipoca e as latas de coca na mão, eu estava dividida entre a decepção e ao alívio, talvez? Eu já estava mais à vontade perto do Marcus, mas ainda estava receosa e confusa e não queria estar nessa situação.

Eu peguei a panela de brigadeiro e ele passou o braço livre por minha cintura, aconchegando-me à seu corpo enquanto me conduzia até o sofá outra vez. Quando Marcus se sentou, puxou-me pra cima dele sem medo, totalmente relaxado e não pensei muito sobre o que fazia. Apenas deitei-me no sofá, com a cabeça apoiada em seu peito enquanto comíamos, assistindo ai filme e xingando a Dolores.

― Fazia tempo que eu não me divertia assistindo um filme. Apesar de essa ser a adaptação de Harry Potter que eu mais odeio. ― Comentei quando o filme acabou e Marcus não fez nem menção de se levantar e desligar o aparelho. A música final e os créditos continuaram rodando enquanto eu falava e ele subia e descia os dedos pelo meu braço.

― Ah, é mesmo? E porque você não gosta dessa adaptação? ― Sua voz continuava rouca e baixa e eu gostava de ouvi-la assim.

― Porque a Rosie ama esse filme. ― Eu respondi o fazendo rir. ― Zoa, eu não sei. Só não gosto. Depois disso ficamos alguns momentos em silêncio. Os créditos continuavam a rodar.

― Não vai desligar o DVD? ― Eu perguntei baixinho, tentando ignorar o fato de que era a segunda vez que eu puxava assunto.

― Estou bem demais pra sair daqui agora. ― Ele sussurrou em meu cabelo e depois respirando nele, estreitando os braços à minha volta. Isso me fez sorria, embora fosse uma reação boba.

Eu também estava muito bem, obrigada sentada ali com ele me dando carinho. Uma de suas mãos deixou minha cintura, subindo pelo meu braço até chegar ao me pescoço, afastando meu cabelo ali para que ele pudesse roçar o nariz por minha pele, me causando arrepios. Senti-o sorrir contra meu pescoço. Quando se deu por satisfeito, embriagado pelo meu cheiro, ele se concentrou nos beijos, distribuindo-os por cada pedacinho de pele exposta que ele conseguia alcançar.

A sensação era gostosa. Eu queria que o tempo parasse só para ficar sentada naquele sofá com Marcus o tempo que eu suportasse receber suas carícias e seus beijos. Ele empurrou-me levemente, tentando girar eu meu corpo e eu entendi o que ele queria fazer. Levantei-me, sentando em seu colo, uma perna de cada lado, enquanto ele tornava a roçar o nariz pelo meu pescoço e clavícula, trilhando o caminho de volta com beijos. Minhas mãos avançaram para sua nuca, brincando com seus cabelos, puxando-o para mim, agindo em perfeita sincronia com as mãos de Marcus. E finalmente, com um suspirou, ele tomou meus lábios com os seus, levando-nos em um beijo calmo, demorado e de certo modo doce.

Tentei aproveitar o máximo que consegui daquele momento que eu muitas vezes imaginei como seria. Nada fazia jus à tê-lo ali agora, suas mãos possessivas em minha cintura, minha nuca, meu rosto, minhas coxas, parecendo estar em todos os lugares ao mesmo tempo, como se ele ansiasse pelo toque tanto quanto eu. E eu só pude puxá-lo para mais perto, aprofundando ainda mais o beijo, que começara calmo e agora já era urgente, cheio de desejo, enquanto ele me inclinava para trás, deitando-me no pequeno sofá, com ele por cima.

Eu sentia uma coisa maravilhosa em mim que pensei que nunca poderia sentir. E eu sabia que estar ali com Marcus me completava de um jeito estranhamente surreal. Quase inumano. Bom demais para acabar tão depressa.

O DVD ainda continuava ligado.

Notas finais
É só isso :c Gostaram? Beijim