O Pecado Mora ao Lado
1 Começo - Personagens
Notas iniciais
As gotas da chuva caiam sem parar lá fora, o céu estava mais escuro do que o costume para o horário e tudo indicava que o final de tarde junto com a noite seria chuvoso, eu não esperava pela chuva e por isso ia ficar toda molhada e em seguida gripada pra variar. Antes de descer do ônibus chequei o celular e sim, tinha mais uma mensagem dele perguntando se eu já havia chego.
De todas as pessoas na vida, eu nunca havia lidado com alguém como ele, era o 4° sms que ele mandava dentro de um minuto dizendo a mesma coisa. Fala sério o cara era pirado.
Sem responder guardei o celular e sai do ônibus em disparada pela rua atravessando no sinal e parando em frente ao prédio e em seguida entrando no mesmo, nem ao menos parei pra falar com o porteiro. Subi os dois lances de escadas e entrei em casa.
Pra variar estava sozinha sorri muito com isso, joguei minhas coisas no sofá e me joguei nele também, fechei os olhos e pensei em ficar ali e dormir e eu podia fazer isso, acordar apenas amanhã para mais um dia cansativo de trabalho. .
Se não fosse meu celular vibrar da bolsa com provavelmente mais uma mensagem com os mesmos dizeres da mesma pessoa.
' Já chegou? '
Corri para o banho pensando qual era o problema dele. A água quente caia sobre mim deixando meu corpo com uma sensação estranha de conforto que não durou muito já que tive que me apressar. Sai de lá já em busca do secador e sequei o cabelo de qualquer jeito impaciente com a perfeição por hoje, afinal era apenas um filme. Escolhi qualquer perfume e vesti minha blusa do Batman e um shorts amarelo, coloquei um all star qualquer e sai porta a fora deixando meu celular carregar.
Bati na porta ao lado já nervosa, e ele abriu com o celular na mão, possivelmente pra me mandar mais uma mensagem.
– Você demorou, já estava te mandando outra mensagem — disse enquanto me puxava pela cintura para um abraço, fiquei nervosa na hora mais não pude deixar de reparar no quanto seu cheiro era delicioso.
– E você é a pessoa mais impaciente que existe — disse em voz baixa enquanto relutante me separei dos seus braços.
– Entra logo baixinha — ele abriu um pouco mais a porta e indicou com a mão que eu entrasse e assim o fiz.
A casa dele não era muito diferente da minha, a única diferença era que no lugar onde era meu quarto, ficava a sala dele, ao restante o apartamento era o mesmo. Na sala dele tinha um casal e mais um menino fumando narguilé eu acho, disse um 'oi' tímido a todos me sentando ao seu lado no pequeno sofá marrom. Todos pareciam entretidos enquanto eu me sentia a pessoa mais estranha que existia, olhei para o garoto ao meu lado e sua mão escorregou pra minha perna o que me deixou mais constrangida ainda e nervosa.
– Quer alguma coisa menina tímida? — Ele parecia divertido com a minha situação e não sei por que mais acabei rindo disso
– Quero água, pode ser? — levantamos ao mesmo tempo seguindo em direção à cozinha que era no cômodo à frente, as pessoas na sala riam e eu tinha certeza que era de mim.
Mal reparei quando ele me estendeu o copo cheio de água, bebi em um gole tudo e me senti quente por dentro.
Encostei-me a pia que beirava o corredor que dariam a mais dois quartos, ele estava parado na outra parede do corredor me olhando de uma forma que fez com que meu rosto ficasse vermelho, mais ainda.
– Então... — comecei a tentativa de puxar assunto — Estou aqui
– Sim, você está — ok, que idiota eu fui mais pelo menos rimos, o corredor era pequeno então estávamos próximos um do outro, mesmo que cada um em um lado da parede. Olhei para chão não aguentando sustentar seu olhar por muito tempo, o piso era de mármore brilhante, os detalhes marrons eu não acredito que estou reparando no chão... Senti dois dedos erguendo meu queixo e minha respiração falhou quando notei o quão perto ele estava.
– Olha pra mim — sua voz saiu deliciosamente baixa
– Estou olhando — Respondi no mesmo tom
– É... — no segundo seguinte seus olhos se fecharam quando sua outra mão foi a minha cintura e ele foi chegando cada vez mais e mais perto, fechei os olhos em busca de refúgio, senti seu nariz perto da minha bochecha quase ao lado da boca e respirei fundo, ouvi seu riso e rindo coloquei minha mão na sua nuca e puxei seu cabelo acabando assim com o pequeno espaço que existia entre nossas bocas.
Eu não sei exatamente como posso descrever esse momento, mas, com certeza a palavra'mágica'se encaixaria perfeitamente, quase tão perfeito quanto aquele beijo. Minhas mãos tocavam com leveza cada traço do seu rosto querendo lembrar-me de absolutamente cada detalhe. Sua boca quente se misturava com a minha que estava gelada devido à água, sua língua parecia querer tocar cada detalhe da minha boca, e foi apenas risos vindo da sala que nos separaram, olhei para os lados me sentindo uma garotinha fazendo algo errado pela primeira vez na vida.
Ele pegou na minha mão me guiando até o quarto dele, entrei com um pouco de receio no quarto extremamente bagunçado e pequeno, olhei com atenção os detalhes e respirei fundo, logo o cansaço começou a tomar conta de mim e fechei os olhos por instinto.
– Alguém está com sono
– Só um pouco – disse me entregando enquanto esfregava os olhos — que filme vamos ver?
– Eu me esqueci de falar, não tenho nenhum filme aqui só na casa do meu pai.
– Bem esperto da sua parte — me joguei na cama dele feito louca sem nem me importar com aquilo — Agora eu posso dormir?
– Não ele disse rindo do meu estado
– Eu estou cansada, diferente de você eu faço algo na minha vida.
– Eu aqui, sozinho em casa.
– Tem mais três pessoas na sala
– Então vai lá, fica com eles.
– Tudo bem então — levantei da cama em direção à porta mais duas mãos me jogaram na cama com força, ele apoiou cada mão em um lado do meu corpo.
– Não te chamei aqui pra você ir com meus primos
– Então foi pra que? — seu rosto veio em direção ao meu, e foi ai que eu entendi exatamente o porquê de eu estar ali.
– Foi pra isso — sua boca tomou a minha em um beijo calmo, que foi se tornando intenso e viciante.
A razão me dizia o quão daquilo era errado ao mesmo tempo em que a emoção não me deixava enxergar nada que não fosse ele e entre os dois eu preferia não pensar no que estava fazendo, consequências não estavam me preocupando naquele momento.
As mãos dele passeavam pelo meu corpo acendendo uma chama que estava muito bem apagada, por instinto comecei a puxar os cabelos pretos e enrolados dele...
Só percebi que estava com falta de ar quando seus beijos foram em direção ao meu pescoço dando leves mordidas que me faziam gemer baixinho.
– Vem cá — deitando — se direito na cama ele me puxou pro seu peito me fazendo deitar junto dele.
– O dono dessa cama não liga que eu esteja nela de tênis?
– Me deixa pensar — ele sorriu e mais uma vez me deu um selinho e logo depois apertou minha boca — Não, mais prefere que você fique sem eles.
– Pena que eu sou preguiçosa até pra fazer isso.
– Nossa que menina morta
– Eu já disse, não fico a toa por ai jogando futebol americano.
– É Rugbi
– Pra mim da no mesmo
– Mais não é e se você não parar de falar isso eu vou
– Vai o que? Explicar as táticas de jogo?
– Não, vou fazer melhor — em um impulso ele estava novamente por cima de mim me fazendo ficar frente a frente a ele, segurou minhas mãos cada uma em um lado da cama e sorriu cinicamente, se aproximou do meu rosto mais foi em direção ao ouvido e sussurrou de uma forma que me fez arrepiar dos pés à cabeça — Eu vou te prender aqui e fazer o que eu quiser.
– Eu duvido — Não quis que parecesse um sussurro mais pela voz falha foi o que saiu.
Ele voltou a me beijar daquele jeito que você não quer parar nunca, ainda segurando minhas mãos ele apertou a direita entrelaçando seus dedos nela, ok isso me surpreendeu, e finalizou o beijo mordendo meu lábio inferior com força senti o gosto do sangue e por instinto o empurrei que acabou sentando na cama.
– Ai
– O que foi?
– Isso doeu — saiu mais como choro
– Ai meu Deus como eu sou ruim vem cá deixa eu te dar um beijo
– Também não quero — disse enquanto fui puxada para o seu colo, não pude deixar de perceber o tamanho da sua ereção.
Sua mão direita foi até minha nuca enquanto a esquerda apertava minha cintura com força fazendo que meu corpo roçasse por sua intimidade. Enquanto sua mão fazia carinho nos meus cabelos eu fechava os olhos só aproveitando tudo aquilo.
– Vai acabar dormindo
– E assim tem como? — novamente estávamos em um beijo que eu não queria que acabasse suas mãos apertavam minha bunda com força enquanto eu apenas alisava seu peitoral definido. Quando paramos o beijo voltei a me deitar na cama ele logo fez o mesmo.
– Você fica muito sozinho?
– Ultimamente sim, minha vó vai muito à casa da minha mãe.
– Espera sua mãe não mora aqui?
– Não, nem ela e nem meu pai.
– Por que você não mora com eles?
– Por que não, prefiro minha avó.
– Sua mãe mora onde? — perguntei baixinho
– No centro da cidade
– E seu pai?
– Meu pai mora longe bem longe e você já esta muito tempo sem me beijar
– Espera, eu sou curiosa.
Ele ia voltar a me beijar se não fosse alguém gritar na sala:
'Já estou indo'
– Quem esta indo aonde? — Perguntei confusa
– O Josh vai pra casa da Priscila — ele abriu um sorriso tão malicioso que chegou a ser nojento
– Quero nem pensar no que eles vão fazer — encarei seus olhos e seu sorriso que era incrivelmente lindo — Seu outro primo vai ficar ai sozinho?
– Quer ir ficar lá com ele?
– Aqui esta bem melhor — disse puxando a gola da sua camiseta em minha direção e começando um beijo quente, com a vergonha deixada de lado o empurrei de volta a cama sem desgrudar da sua boca, suas mãos foram em direção a minha nuca e em seguida ele puxou meu cabelo com força o que me fez gemer baixinho, ele riu e direcionou sua boca ao meu pescoço dando mordidas com mais força e desceu em direção ao meu colo, era a sincronia perfeita e aquilo me assustou por um minuto, eu não queria pensar no que aquilo significava por que não estava a fim de parar aquilo, mais não mesmo.
Ele me apertava ainda mais pra ele e eu já não estava lúcida das minhas ações então me separei dele e ele me olhou confusa, dei risada quando me sentei em cima dele e o puxei em minha direção, com as mãos tremendo tirei sua blusa revelando seu maravilhoso corpo a joguei em algum lugar no chão e voltei a olhar pra ele, em seguida ele imitou meu gesto tirando minha blusa e o sutiã de uma vez só, me tirou do seu colo me jogando na cama novamente (ia acabar quebrando) e voltou a me beijar e suas mãos foram ao fecho do meu shorts, eu estava dividida em parar ele e em continuar, resolvi me deixar levar e não impedir nada, ele desceu sua boca ao meu pescoço e não demorou tanto quanto antes, logo ele estava beijando meus seios e por instinto fechei os olhos e puxei seu cabelo, eu não achava certo gemer mais não deu pra segurar, enquanto ele mordia e chupava um ele acariciava outro com a mão, foi enchendo minha barriga de beijos molhados e retirou meu shorts junto com a calcinha jogando no chão junto com o resto das roupas, levei a mão na boca quando ele beijou minha intimidade, sua boca estava tão quente, não conseguia me concentrar no que ele estava fazendo por que segurava os gemidos e apertava sem cabelo sem parar, logo a melhor sensação do universo tomou conta de mim e com o corpo tremendo relaxei sobre a cama sentido meu corpo relaxar em quanto ele voltava a beijar minha barriga e subia até minha boca, ainda de olhos fechados senti ele me dar um selinho e abri os olhos, ele sorria feito menino bobo que era tudo que ele não era, voltamos a nos beijar dessa vez com mais desejo do que antes, só notei que ele tirou seu moletom quando ele separou de mim para pegar a camisinha na gaveta da cama. Eu tentei fechar os olhos diante a cena mais não deu, eu observei seus olhos não desgrudarem do meu corpo enquanto com habilidade ele colocava a camisinha sobre seu membro, voltando a se deitar sobre mim, ele apertou com força minha cintura e me penetrou com força, e como estava sem sexo a um tempinho doeu muito, apertei os olhos e arranhei suas costas com toda minha força, mais ele não parou, ainda bem, ele não começou devagar e sim pulou esta fase para logo estocar rápido e com força, eu desisti de segurando meus gemidos e me concentrei naquela sensação gostosa que era estar ali com ele. Ele entrava e saia de dentro de mim, afoguei minha cabeça no seu pescoço deixando chupões que com toda certeza ia deixar sua pele branca vermelha, cheguei ao meu ápice em poucos segundos gozando pela segunda vez na noite, não demorou muito pra ele chegar também e se jogar sobre meu corpo.
Ele era pesado mais quem liga? Infelizmente minha cabeça me lembrava de pensamentos do tipo 'Quantas ele já não trouxe aqui e fez a mesma coisa?'
Respirei fundo enquanto dormia em seus braços, depois eu penso nisso.
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PERSONAGENS
Matt: Melhor amigo ruivo da Mellany

Marcus: Melhor amigo da Mellany

Rosallie: Melhor amiga/vive em pé de guerra com a Alice/A única normal/ Melhores conselhos da Mellany

Josh: Primo ( Quase irmão) do Felipe

Dave: (ex) Namorado da Mellany

Mellany: A fofa, indecisa e sortuda personagem principal

Katherine: Prima da Mellany

Alice: Melhor amiga (doida) da Mellany
Logan: Primo (esse toca todo sábado as oito da manhã) do Felipe

Rodrigo: Primo (esse quer pegar todas ) do Felipe

Felipe: Vizinho (aquele que é O gostoso)

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