O Passado e Futuro de Juvia
6 Melhor amigo, Primeiro namorado
Notas iniciais
Lá fora Erza chamou a Levy em um canto e disse: Preciso de um favor Levy, preciso que procure uma maldição que apague a memória dos amaldiçoados e peço para que seja em segredo, consegue fazer isso? É muito importante.
–Claro Erza, vou agora procurar. – Dizendo isso Levy saiu em direção à biblioteca da guilda.
Erza foi até o mestre e contou a ele e o que Juvia havia lhe contado, depois do mestre ter ouvido o que Erza disse ele foi diretamente contar a Poluchka.
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Juvia olha pela janela e vê o mesmo lobo branco a olhando como se ela fosse algo realmente muito interessante ela percebe que os olhos do lobo brilham em um azul intenso prendendo seu olhar nele e então alguém abre a porta e ela se assusta e quando volta a olhar la fora o lobo havia sumido, ela não entendia muito bem, mas quis que ele voltasse, quando o lobo estava por perto ela sentia a presença de seu irmão, era estranho, mas ela sentia.
–Oi Juvia, está melhor? — Lucy havia entrado no quarto e sentou-se na frente de Juvia sem ao menos a Juvia perceber.
–Oi Lucy-san, Juvia esta bem sim, Juvia esta bem melhor hoje. – Juvia forçou um sorriso, mas era verdade Juvia se sentia melhor essa manhã.
–A chuva faz bem a você né, fico feliz, o que estava olhando Juvia?
–N-nada, Juvia só estava apreciando a paisagem, e sim a chuva faz bem pra Juvia. – Juvia estava feliz pela chuva, ela gostava mesmo da chuva.
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Poluchka não respondia, apenas caminhava de um lado para o outro, murmurando coisas quase inaudíveis.
–Não me lembro de ter visto isso, deve ser de algum livro que eu não tenha conhecimento. Bom o irmão dela disse que era uma maldição não muito conhecida e que não tinha cura. Não acho que tenha registro em algum lugar, deve ser um livro de magia negra, algo realmente raro.
–Talvez a Levy saiba de algum livro assim. Ela pode ajudar. –Makarov disse despertando Poluchka de seu transe.
–Sim, acho que a garota pode ajudar, peça a ela para procurar livros de magia negra, os que são mais raros e edições limitadas ou até mesmo únicas. –Poluchka disse, começando a caminhar em frente às estantes de livros.
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Juvia havia saído do banho quando percebeu que tinha alguém em seu quarto, quando chegou perto o suficiente viu que era o Gray e ele estava dormido na cadeira perto a cama, Juvia sorriu para a cena que estava vendo.
“-Ele é tão bonito dormindo” — Ela pensou, rapidamente pegou um cobertor que estava perto e colocou sobre ele, ele se remexeu, Juvia rapidamente abaixou a luz do abajur que estava ao lado dele e sentou-se na beirada da cama, olhando-o, sorrindo para a presença dele, estava grata por ele estar lá, não queria ficar sozinha e ele mesmo estando dormindo, era uma ótima companhia.
Juvia pegou no sono poucas horas depois, e assim teve seu pior e mais doloroso pesadelo até agora: Ela estava caída, era noite, ela se lembrou da manha daquele dia, era um dia importante para seu pai, e de novo, não parava de chover, claro que o pai de Juvia a culpava e ela sabia que no fim das contas, a culpa era dela, mas não sabia como controlar os seus poderes, ou maldição como seu pai costumava chamar, ela havia sido jogada e trancada na masmorra e antes disso havia apanhado como sempre, daqui a algumas horas — ela sabia. –a baba dela viria limpar suas feridas e levaria ela de volta para seu quarto, Juvia apenas esperou ainda no chão frio da masmorra se mexendo o menos possível, pois até mesmo o pequeno movimento que fazia seu corpo ardia em dor. Depois de esperar mais ou menos 2 horas a porta de madeira se abriu quem entrou foi seu melhor amigo e namorado acompanhado da baba, ele a carregou até o quarto dela ajudou a limpar seus ferimentos e fez os curativos apropriados, então ele se virou para ela e perguntou: — Você quer fugir comigo Juvia? Iremos para uma cidade distante, formaremos uma família, você sabe que eu te amo Juvia e sei que me ama também, e se... -Ele foi interrompido pela mão da Juvia em seus lábios. –Shiiii, Juvia ama você, mas o pai de Juvia jamais a deixaria ir, e além do mais, depois de semanas na chuva você cansaria de Juvia e iria embora. –Juvia lhe deu um sorriso e depois gemeu de dor, ele pegou a mão dela e se aproximou mais e disse. –Jamais cansaria da sua chuva Juvia, ela tem algo especial quando vem de você, quando estou longe e começa a chover, eu sinto seu cheiro e fico mais Feliz, fico imaginando quando a verei de novo e sonho com você, e seu pai saiu da cidade e só volta daqui a duas semanas, se formos fazer isso Juvia, se formos realmente ficar juntos e fugir tem que ser agora. – Juvia olhou para a baba apenas para confirmar que seu pai havia saído da cidade, quando Juvia teve sua confirmação decidiu que iria fugir, sendo assim, começaram a arrumar as malas, pegaram apenas o essencial, combinaram que depois que estivessem longe comprariam roupas e outras coisas, e quando tudo estava pronto, saíram, esperando e até conseguindo ver um futuro longe de toda tristeza que havia naquela cidade.
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Gray acordou com um pulo, ouvira durante o sono barulhos, quando finalmente acordou, viu que Juvia estava dormindo, e parecia que estava tendo outro dos pesadelos vividos, elas estava chorando, quando ele se inclinou para aumentar o abajur viu que tinha uma coberta em cima dele, sorriu automaticamente imaginando Juvia cobrindo-o, ela gemeu se contorcendo de dor, e o sorriso desapareceu, Gray rapidamente se levantou, indo sentar na beira da cama de Juvia, gotas de suor brotavam em sua testa, ela estava febril dava para ver claramente seu sofrimento, Gray foi até o banheiro e pegou uma tigela de água fria e toalhas de rosto, levou até a cômoda que tinha perto da cama de Juvia e começou a secar sua testa com uma das toalhas, pegou outra toalha e mergulho na água, torceu e colocou na testa de Juvia, para ver se conseguia baixar um pouco a febre, ao toque da toalha molhada Juvia se contorceu, Gray fez uma careta e olhou piedosamente para Juvia, sem que Gray percebesse estava segurando a toalha que havia secado o suor com força, soltou relutante, ele queria poder fazer algo por ela, mas não havia nada que pudesse fazer, pelo menos não sabia se tinha.
–Doloroso não?
–Oh. Olá Fineus, não sabia que tinha voltado.
–Cheguei agora. Desculpe se o assustei.
–Não assustou, apenas fiquei surpreso de ver alguém ainda aqui. O que faz aqui tão tarde?
–Apenas não consegui dormir, queria vê-la logo, então vim aqui ver como ela estava, então, como ela esta?
–Parece que é um pesadelo bem doloroso, mas ela é forte, logo acordará. –Gray disse querendo convencer não apenas Fineus, mas a si mesmo.
–Não são pesadelos. –Fineus soou mais rude do que pretendia. –São memórias Gray, memórias de um passado terrivelmente doloroso, que estavam escondidas bem no fundo de seu inconsciente, eu queria poder fazer algo, mas não sei o que eu poderia fazer.
–Como... Como era? Quer dizer, como ela era quando criança? –Gray disse antes que pudesse se parar, o desejo de saber expressado nos seus olhos.
–Você quer saber como a Juvia era quando criança? –Fineus se aproximou, tinha um sorriso brincando em seus lábios. –Ela era doce, linda, gostava de brincar na chuva, ela brincava de cozinhar, e meu Deus, a comida dela era gostosa, ela na verdade era bem parecida com nossa mãe, que ela não conheceu, morreu, quando a Juvia nasceu, estava chovendo no dia, então antes de morrer nossa mãe escolheu o nome, meu pai odiou a Juvia nos primeiros meses de vida dela, por que na cabeça dele a Juvia havia matado nossa mãe, depois dele a ver dormindo, amou a Juvia até ela ter cinco anos, era a eleição dele e estava chovendo, ele ficou irritado com ela, e foi a primeira vez que ele bateu nela eu e o Teddy fomos ajuda-la, mas era tarde demais, depois daquilo, a única coisa que ele sentia pela Juvia era desprezo. –Fineus terminou de falar e olhou para a irmã, que estava inconsciente e ainda se contorcendo e gemendo.
–Fineus, quem... Quem é Teddy? A Juvia o mencionou quando você disse que ia embora, quem ele é? –Gray perguntou, quebrando o silencio.
–Você devia perguntar a ela não acha? Se esta assim tão interessado.
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Na lembrança da Juvia:
Quando estavam quase fora da cidade, viram duas luzes vindo na direção oposta, quando as luzes se aproximaram eles viram que era um carro que vinha em direção a eles, quando chegou perto o suficiente o carro parou e o pai de Juvia saiu, estava chovendo, estava frio e quando o pai de Juvia saiu do carro o vento parecia cortante, a chuva aumentou, era um dos poderes dele, a chuva estava no sangue, só que diferente da Juvia ele controlava seus poderes, ele só os usava quando estava com raiva, e naquele momento, ele estava com muita raiva.
–Então era com esse plebeu que você pretendia fugir Juvia? Esse cara não vai te dar o que você precisa, agora, entre no carro e vamos embora antes que eu decida qual será a punição por seu mau comportamento e claro não podemos esquecer-nos do rapazinho aqui. –Ele disse tentando conter a raiva.
Juvia olhou para o pai assustada, mas determinada então olhou para seu namorado e eles concordaram silenciosamente que eles não desistiriam assim, tão fácil.
–Juvia sente muito pai, mas Juvia não ira voltar, Juvia ira ir com o homem que ama, porque sabe que com ele ela será feliz.
–Ora, você não sabe de nada garota, agora entre JÁ NO CARRO. –A chuva ficou mais forte e violenta, os poderes deles estavam se intensificando, fazendo a chuva aumentar. –ENTRE AGORA.
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Gray olhou para Juvia, o sol já vinha nascendo e ela ainda não acordará, ela chorava e dizia coisas sem sentido, coisas que Fineus escutava, se aproximava e depois sussurrava algo em seu ouvido, Gray olhou para ele com curiosidade, mas recusava perguntar, Fineus viu seu olhar e sorriu.
–Se quiser perguntar...
–Pergunte a ela, sim, sim, já entendi. –Gray disse rudemente.
–Bom, eu ia dizer, se quiser perguntar é só perguntar, mas se quiser perguntar a ela, não vejo problema. –Fineus deu um sorriso que logo voltou a sua forma séria quando viu a expressão de Gray. –Sabe garoto, quando se é triste por muito tempo e de repente se lembra de como é ser feliz, você tende a sorrir por coisas que não deveria, mas não significa que deve ficar serio o tempo todo. –Fineus olhou para Juvia que ainda se contorcia e gemia.
–Quem disse?
–Ela... Juvia costumava me falar isso quando eu estava triste, por mais triste que ela estivesse também, ela me fazia sorrir e dizia: “marcas de expressão só são bonitas se são marcas de sorrisos” e quando dizia isso e eu sorria para ela, o rosto dela se iluminava, como se tivesse cumprido uma missão impossível e secreta que ninguém nunca, jamais descobriria e então se jogava em cima de mim, rindo, é minha memória favorita.
–Ela devia ser incrível. –Disse Gray com uma voz sonhadora que não pretenderá. Fineus riu e em seguida falou.
–Era sim, você... Você quer saber o que digo para ela?
–Eu... Eu só queria saber o porquê de tanto sofrimento, só isso.
–Sabe Gray, é Gray certo?
–Sim.
–Então Gray, nossa mãe morreu, meu pai passou a tomar conta de nossa educação, quando fazíamos algo errado, uma governanta terrível contava para ele, e ele como um bom pai batia em nós, e ele tinha uma masmorra, ele nos jogava lá de vez em quando, para que nos lembrássemos de não fazer nada de errado ou o que ele considerava errado. Uma vez a Juvia estava fazendo chover por duas semanas e ele estava cansado de se molhar sempre que saia de casa, ele bateu nela e depois a jogou na masmorra, nós não podíamos fazer nada se não ele não deixaria a gente ajudar ela depois, ela tinha uma baba apenas dela, que a tratava como uma filha, sempre que a Juvia apanhava ela chorava e se desesperava querendo tira-la de lá, mais sabíamos que se fizesse isso, seria pior, então apenas esperávamos até o jantar e depois a ajudaríamos, limpávamos as feridas e levávamos ela de volta ao quarto e dávamos o jantar a ela, era a única coisa que podíamos fazer.
– Desculpe-me, mas o pai de vocês é um mostro, ela não tinha culpa, mas então você pode me contar que memória ela esta vendo?
–Essa memória é muito mais dolorosa que qualquer outra, essa memória foi à primeira vez em que brigamos com o velho, ele havia feito algo que realmente não devia ter acontecido, vou contar, só me deixe trocar a toalha da testa dela certo.
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