O Passado do Profano
1 Na mansão
Notas iniciais
Era noite,um jovem vai andando normalmente e chuta a caixa, no momento que ele chuta ele ouve um choro de criança muito melancólico. Ele abre a caixa e encontra um bebê coberto da cabeça até os pés. Além disso, acha uma pequenina bolsa amarrada ao braço do recém-nascido. O jovem vai até a casa mais próxima é uma mansão de uma família rica, sem nenhum filho. Ele bate na porta onde é recebido por uma mulher vestida como uma empregada com roupas pretas e um vestido de babados brancos e pretos. A mulher com pele rosada, algumas sardas no rosto e de aparência cansada.
- Por favor... Eu achei essa criança na ponte... Seus patrões não têm nenhum herdeiro certo? – Suplicou o homem.
-Sim, mas eu não sei se...
-Por favor! Tente!
A mulher pega a caixa e a leva para dentro, é a ultima vez que o jovem vê o bebê.
Charlene, a mulher que acolheu o menino, bate na porta do filho de seus patrões, falando quase como uma canção baixa de ninar:
-Dio querido, levanta! Seus pais o esperam!
-Ahn... Mais cinco minutos...
O menino demora a levantar fazendo alguns murmúrios e gemidos. A mulher pega a colcha da cama do menino e puxa com toda a sua força. O menino bate com a bunda no chão. Dio aparece de pé revelando um corpo baixo e franzino algo incomum para um garoto de apenas dez anos. Com cabelos roxos, pele azulada parecendo um cadáver, um par de chifres no topo da sua cabeça e no seu braço uma tatuagem roxa não exibindo nada, apenas como uma mancha bem grande.
-Anda menino, vamos!
Dio é levado a uma sala de jantar finíssima e luxuosa com uma mesa enorme com um homem e uma mulher. O homem com terno preto, pele corada, mas seus cabelos castanhos e olhos vermelhos e frios. A mulher com um vestido vermelho-sangue, brincos de diamantes que reluziam a mínima faixa de luz, com cabelos loiros e orelhas grandes e pontudas, como de um elfo e um olhar calmo e terno, porém contido.
-Dio, por que você não veio quando a Charlene pediu?
-Dio porque você não veiowh quanrdoh a bla, bla, bla, bla, bla... -Resmungou Dio
Nesse exato momento, Dio recebeu um tapa na boca vindo da mulher que estava ao seu lado.
-Quantas vezes têm que lhe dizer para ter bons modos?
-Desculpe mamãe.
-Por que você não é igual a sua irmã Maryh?
-Porque eu não sou ela
Nesse exato momento entra na sala uma garotinha mais nova que Dio, com cinco anos a menos. A menina com um vestido azul, cabelos ruivos, com uma fita preta no topo, sapatos pretos e uma meia-calça listrada.
-Bom dia mamãe. Bom dia papai. Bom dia irmãozinho.
-Bom dia!- falaram os pais, mas Dio ficou se afundando na cadeira enquanto mexia no tapa que acabara de levar na boca.
-Querida, por que você se atrasou? – Indagou o pai que até agora parecia firme durante o café.
- O mordomo mau não me chamou na hora certa...
-É mesmo? Traga-lhe aqui imediatamente!
Quando o mordomo chega, era jovem, vestido como um mordomo normal, sem nada de especial a não ser uma enorme cicatriz que sangrava nas suas costas.
-Sim meu senhor?
-Não acordou a minha filha na hora?
-Me-Meu-Meu Senhor... — O mordomo estava pensando na mesma manhã no quarto da pequena Maryh. Ele a chamou para levantar, mas ela não quis ir, então ele fez como qualquer empregado é ordenado: pegar a colcha e puxar, mas ao fazer isso a menininha rasga-lhe as costas com um gesto e sussurra no ouvido dele quase rindo:
-Se você fazer isso de novo... Bom... Vai descobrir...
A garotinha sai pulando e cantando, mesmo do que havia acontecido.
O pai sussurra algo para a filhinha, nesse momento, apareceu em uma palidez mortal, pois o seu patrão acabara de ordenar que Maryh o executasse.
A doce menininha aponta o seu dedo indicador para o mordomo e rasga o ar. Nesse mesmo instante, o mordomo cai morto no chão com um golpe no seu pescoço. Enquanto a pequena garotinha ria com satisfação.
- Papai, quando o senhor vai arrumar uma boa babá para mim? Essa já é a quinta só essa semana.
-Paciência meu tesouro- Respondeu a mãe que alisava os cabelos da filha.
Dio não tirava os olhos da garotinha.
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