Capitulo 2



Cinco a nos se passaram desde a chegada de Yue. Era uma
noite calma de primavera. O mago Clow estava deitada em sua cama quando sente
seus lençóis se mexerem e se vira encontrando Yue se ajeitando perto dele



- O que aconteceu Yue? Não consegue dormir?



-Eu tive um pesadelo pai



-com que?



-eu estava em um lugar bem grande mas eu não conhecia no
colo de uma moça muito bonita, Eça estava correndo e parecia assustada. Depois
eu ouvi um grito e quando olhei para ela, ela estava toda suja de sangue então
ela disse “Não preocupe nada vai acontecer a você Yue “ daí acabo mas de
qualquer jeito de deixo assustado



-não se preocupe foi só um sonho



-posso ficar aqui com o senhor?



-pode



-obrigado



No dia seguinte na mesa do café Clow estava tomando uma
xícara de chá e Kerberus estava comendo biscoitos



-Pai quando a tia Yuuko volta?



-ela só tem que resolver alguns assuntos da loja dela



-mas faz um mês que não a vejo – ele disse com um bico



-os assuntos dela nunca são fáceis de resolver – o mago respondeu com um pequeno riso



Depois de algum tempo de silencio Clow percebe que Yue
olhava intrigado para sua xícara de chá



-Quer provar Yue?



-Não obrigado é que eu estava pensando por que eu nunca
tenho fome ou sede como você o Kerberus ou as crianças da vila?



-é que você é diferente, filho



-diferente como?



-diferente especial



-a... pai posso ir brincar na vila hoje?



-pode mas volte cedo que hoje começa suas aulas



-Kerberus quer vir comigo?



-claro pequeno vá se trocar então podemos ir



-não me chama de pequeno



-*riso* mas é o que você é



-sem graça *mostra a língua e sobe para o quarto*



-você se apegou a ele não Kerberus



-não tem com não se apegar ele esta se tornando uma criança
maravilhosa



-lá vem ele cuide dele para mim sim?



-claro



Yue aparece na porta ele vestia um kimono masculino, que ia
até seus joelhos,azul escuro e nos pés
uma sandália simples de madeira



-vamos Kerberus?



-vamos* levantam e vão para os terrenos descendo até a vila
de Chibuya*



-o que você vai fazer hoje?



-hoje vai ter competição de Beigoma (n/a:jogo de peão) e de pega-pega



-hum...



-Yue!!



-Oi Rubi



-oi Kerberus



-oi Rubi tudo bem?



-tudo e com você?



-bem, Yue esta pronto para a competição de hoje? o Daisuke
falou que vai vencer fácil



-nem vem ele vai ver só



-vamos



Os dois saem correndo para perto do rio. Enquanto isso Yuuko
havia acabado de chegar



-Clow, cheguei



-Yuuko seja bem vinda como foi lá?



-nada demais apenas alguns desejos mais complicados e o Yue
onde está?



-ele foi brincar na vila



-que bom



-estou começando a ficar preocupado com ele



-por quê?



-ele sonhou com a Tsuki essa noite



-a... Mãe dele?



-é e ele já percebeu que não é como todos. Hoje no café, ele
perguntou por que não sente fome ou sede
como eu, Kerberus, e as crianças da vila



-e o que você respondeu?



-que ele era diferente de um jeito especial, mas sorte que
ele não alongou o assunto



-você sabe que não vai dar para esconder isso dele por muito
tempo não sabe?



-sei mas não tenho idéia de como contar para ele



-vai ser difícil de contar



-mas você já se costumou de ser a Tia Yuuko?



-esse nome que ele arranjou para mim saiu melhor que o
esperado afinal eu não quero tomar o lugar da mãe dele



-Você se lembra do dia que ele começou a te chamar assim?



-sim



Flash Back
On



Era o aniversário de 3 ano do Yue



-Mago Clow?



-sim Yue



-qual seu nome inteiro?



-Clow Reed, por que?



-eu tava pensando é estranho eu te chama assim



-como você gostaria de me chamar?



-posso te chamar de pai?



-*sorriso* claro, mas por que você chegou a isso?



- é que é como a Rubi chama o homem que cuida dela



-ele deve ser o marido da mãe dela não é?



-acho que sim.... Yuuko você é a minha mamãe?



-*riso* não Yue eu sou amiga do Mago Clow



-u.... Posso te chamar de Tia Yuuko?



-a... Claro fica bom assim e o Kerberus você vai chamá-lo
assim mesmo?



-é eu gosto desse nome



-que bom



Flash Back Off



-falando na mãe dele será que ela está bem?



-acho que sim senão alguém já teria vindo buscá-lo



-assim espero não gostaria que ele tivesse perdido a mãe sem
nem mesmo conhecê-la



-será que ela não se lembra mesmo dela?



-acho que não ele era muito pequeno quando ela o deixou aqui



-sei, mas a guerra é realmente um horror obrigar uma mãe a
abandonar o filho





Enquanto isso no campeonato de Beigoma



-e ai Magrelo pronto para perder?



-só depois de fazer você comer poeira cabelo de fogueira



-não me chama assim!



-que foi fogueirinha ficou nervoso?



-seu magrelo... chega de papo e vamos logo ao jogo



-tudo bem se você quer perder tão rápido



-vai ver só



Vão para perto da margem do rio onde quatro círculos que
estavam desenhados no chão



-as regras são as seguintes: serão dois times de quarto o
primeiro time vai ser eu, Ruka, Syaoran e Kazuma e outro será Rubi, Koraku,
Sakura e o magrelo



-ei!



-tudo bem, Yue- disse Rubi segurando na mão de Yue



-hum...



-continuando, serão disputas em duplas e todos enfrentarão a
todos se você jogar seu oponente para fora do campo serão dois pontos para sua
equipe e se um dois peões parar de rodar quem ficou com o peão rodando ganha um
ponto, entenderam?



-sim



-vamos fazer o sorteio nesse saquinho tem oito pedras
coloridas vamos tirar para ver quem vai enfrentar quem



-quem serão os juízes Daisuke?



-a Chii, o Ishida, o Raito e o Fye



-quem você tirou Rubi?



-a Ruka e você?



-O Syaoran



-Eleé bom boa sorte



-obrigado



-Vamos lá em suas posições na minha contagem ichi, ni, san,
shi, go!



As crianças lançam os peões
que começam a bater um no outro logo os juízes começam a anunciar os
vencedores



-Ponto para a equipe 2



-dois pontos para a equipe 1



-dois pontos para equipe a 2



-um ponto para a 1



-Resultado final empate 3 a 3 próxima rodada



Algum tempo depois na ultima rodada Yue ia jogar com Daisuke



-pronto para perder magrelo?



-e você fogueirinha?



-vamos
logo ichi, ni, san, shi, go!



O placar estava12 a
11 para equipe de Yue eles lançam os peões que estranhamente mantém distancia
um do outro todos olhavam tensos para os peões
que estavam começam a para de girar o peão de Daisuke dá uma leve batida
no de Yue fazendo com ele de umas voltas mais caindo no chão poucos segundos
depois do outro



-um ponto para a equipe 2 Resultado final 13 a 11 para a
equipe doisfazendo deles vencedores do
torneio!!



-conseguimos Yue !



-Eu sei Sakura muito legal



-Yue quer ir até a minha casa almoçar?



-an.... não posso Rubi eu tenho aula agora



-a... que pena então fica para a próxima





-Yue vamos já é tarde



-To indo Kerberus



Chegando na Casa



-Tia Yuuko!*pula no pescoço dela*



-ai! Meu sobrinho lindo como que você está?



-estou bem e você?



-melhor agora que matei a saudade de você seu pai tinha me
falado que você tinha ido brincar na vila o que você fez lá?



-teve torneio de Beigoma



-e quem ganhou?



-minha equipe e olha tia caiu mais um dente meu – deu da um
sorriso onde já se via 3 dentes faltando e dois pela metade



-que legal vamos subir até a biblioteca seu pai já está te
esperando



-o que vocês vão me ensinar?



-vamos te ensinar a ler, escrever, a fazer contas e muitas
outras coisas



-que legal eu adoro ouvir as histórias que o papai me conta
na hora de dormir



-qual sua favorita?



-o pássaro do poente



-também gosto dessa



Eles entram na biblioteca onde Clow já os esperava. Eles
começam a ensinar o alfabeto katakana. Yue mostrava uma memória prodigiosa e ao
fim de meia hora ele já sabia escrever metade as silabas quase sem erros e no
fim de três horas todo o alfabeto sem erros



-Muito bom Yue vamos jogar Shiritori para praticar



-como se joga?



-eu explico pegamos esses bloquinhos com as silabas e quem
começa tem que formar uma palavra quem vai depois tem que escrever outra mas
essa tem que começar com a ultima silaba da palavra anterior e só valem
substantivos entendeu?



-acho que sim...substantivos nos usamos para dar nome né?





-Vamos jogar



-aqui está você vai usar essa cartilha de palavras para
poder consultar nos vamos usar só as palavras que vimos com você hoje tá?



-tá



-(Clow) sakura (さくら)

-(Yuuko) rajio (ラジオ)

-(Yue) onigiri (おにぎり)

-(Clow) risu (りす)

-(Yuuko) sumou (すもう)

-(Yue) udon (うどん)



– Perdeu Yue



-por que?



-não existem palavras que comecem com ん



-a...vamos de novo?



-vamos



Eles jogam por mais algumas horas até que perceberam que Yue
já estava bocejando e com os olhos pequenos de sono



-parece que tem alguém que já está com sono



-Tia Yuuko você vai me colocar para dormir? Você prometeu



-Claro vamos indo?



Chegam no quarto de Yue que já tinha uma caminha as paredes
eram brancas no chão um tapete de bambu trançado e na parede uma estante com
alguns livros Yue se troca e vai se deitar na cama onde sua tia já o esperava
sentada em uma cadeira ao lado da cama



-Conta uma história tia?



-Qual você quer ouvir?



-Papai falou que você conhece muito lugares pode me contar
uma história nova?



-claro que tal a da....Kaguia Hime? Você conhece?



-não



-então lá vai



Há muito, muito tempo, existia um velhinho e uma velhinha,
que viviam juntos numa casa no meio da floresta. Eles eram muito pobres e
solitários, pois não tinham filhos para criar. O velhinho era conhecido pelo
nome de Cortador de Bambus, pois, todos os dias, ele saía cedo para cortar
bambus na floresta. Os dois faziam cestas e chapéus para vender e ganhar algum
dinheiro. Um belo dia, enquanto estava na floresta, o velhinho avistou um broto
de bambu, que brilhava, com uma luz muito intensa. Ele ficou espantado, pois,
em anos e anos de trabalho, nunca havia visto algo como aquilo. Muito curioso,
ele cortou o bambu e mal pôde acreditar no que viu. "Uma menina, uma
menina! Tão pequena e tão linda, só pode ser um presente de Deus!". Ele
levou a pequena menina na palma de uma de suas mãos para casa. Ao ver a menina,
a velhinha também ficou muito contente e eles resolveram que o nome dela seria
Kaguya Hime quer dizer princesa radiante. A partir daquele dia, o velhinho
passou a encontrar outros bambus brilhantes na floresta. Mas, ao invés de uma
menina, eles continham moedas de ouro. Assim, a vida do casal melhorou e eles
não precisavam mais produzir cestos para sobreviver. Eles creditaram o milagre
à chegada de sua linda filha.



Kaguya Hime crescia muito rápido e a cada dia parecia mais
bonita. Em apenas três meses, ela já tinha o tamanho de uma criança de oito
anos. Ninguém poderia acreditar que uma pessoa tão bonita pertencesse a este
mundo. Logo os comentários sobre a beleza da Kaguya Hime se espalharam e vinham
jovens de todos os cantos do país para conhecê-la. Todos queriam se casar com
Kaguya, mas ela não queria se casar com ninguém. "Quero ficar ao lado de
vocês dois", dizia a jovem para seus pais. Mas cinco jovens nobres, de
posições importantes, foram mais persistentes. Eles acamparam em frente à casa
de Kaguya Hime e pediam uma chance a ela. Preocupado, o velhinho chamou Kaguya
e disse: "Minha filha, eu gostaria muito de ter você sempre por perto, mas
acho justo que se case. Escolha um dentre os cinco rapazes que estão acampados
aqui". Assim, a linda jovem decidiu. "Eu me casarei com aquele que me
trouxer o objeto mágico que pedirei"Um colar feito com os olhos de um
dragão, um vaso feito com pedras dos deuses que nunca se quebra, um manto de
pele de animal forrado de ouro, um galho que faz crescer pedras preciosas, um
leque que brilha como a luz do sol e uma concha que a andorinha põe junto com
seus ovos. Estes foram os objetos que Kaguya Hime pediu.O velhinho levou os
pedidos de Kaguya aos pretendentes acampados. Ele sabia que seria muito difícil
conseguirem obter tais objetos. Qual não foi sua surpresa quando, ao final de
alguns meses, todos os pretendentes trouxeram os presentes para Kaguya. Mas,
quando eles foram obrigados a entregá-los a jovem, todos admitiram que os
presentes eram falsos, pois conseguir os verdadeiros era uma missão muito
difícil. E assim, nenhum deles obteve êxito.



Quatro primaveras haviam se passado desde que Kaguya fora
encontrada no broto de bambu. Mas ela ficava mais triste a cada dia. Noite após
noite, Kaguya Hime olhava para a lua, suspirando. Preocupado, o velhinho um dia
perguntou: "Por que está tão triste minha filha?". "Eu gostaria
de ficar aqui para sempre, mas logo devo retornar", disse a jovem."
"Retornar, mas para onde? O seu lugar é aqui conosco, nunca deixaremos
você partir", disse o pai aflito." "Este não é o meu reino, eu
sou uma princesa de Reino da Lua e, na próxima lua cheia, eles virão me
buscar". Muito assustados com a reveladora confissão de Kaguya Hime, os
velhinhos decidiram pedir ajuda ao príncipe do reino onde viviam. O príncipe
ajudou e enviou muitos guardas para vigiarem a casa do casal. Um verdadeiro
exército foi formado.



No dia seguinte, a temida noite de lua cheia chegou. A casa
estava tão vigiada que parecia impossível alguém conseguir levar Kaguya Hime.
De repente, uma enorme luz surgiu no céu, como se milhares luas estivessem
presentes ao mesmo tempo. A luz era tão intensa que ninguém conseguiu enxergar
a carruagem que descia, guiada por um grande cavalo alado e muitas pessoas bem
vestidas. Depois de algum tempo, quando a luz diminuiu, a carruagem já estava
voando, em direção à lua. Kaguya Hime não estava mais presente, ela fora junto
com a comitiva. Os velhinhos ficaram muito tristes, inconformados. Voltaram ao
quarto de Kaguya e encontraram um potinho, presente da filha querida. Ela havia
deixado um pó mágico, que garantiria a vida eterna para os dois.Mas, sem sua
filha amada, os velhinhos não queriam viver para sempre. Eles recolheram todos
os pertences de Kaguya e levaram para o monte mais alto do Japão. Lá, queimaram
tudo, junto com o pó mágico deixado pela jovem. Uma fumacinha branca subiu ao
céu naquele dia. A montanha era o Monte Fuji. Dizem que até hoje é possível ver
a fumacinha subindo e subindo.



Olha para a cama e percebe que Yue já dormia um sono
profundo



-boa noite meu pequeno príncipe da Lua *beija o rosto do
pequeno*





Notas finais
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