O Passado Sempre Volta

12 Capítulo 11: Evento histórico


Notas iniciais
TO FELIZ COM OS COMENTÁRIOS! ♥

Mal você sabe
Eu te amo até o sol morre

Oito anos atrás:

O estranho cara vestido de morcego nos levou até uma garagem. Apenas eu e Sweet estávamos atentas a tudo, prestando atenção nas ruas e placas. Não queríamos ser surpreendidas novamente. Mesmo que a arma seja inútil, continuo segurando-a, porque me faz sentir menos indefesa. As ruas estão desertas e a vizinhança também. Penso em pergunta para o nosso morcego o que ele planeja, mas é melhor não o irritar.

Quando a porta da garagem se fechou, as luzes do local se acendem e posso ver que não é outro lugar de prostituição. O nosso motorista pede para que descêssemos e nós não hesitamos. Ele consegue ser muito intimidador.

—Vocês precisam sair da cidade o mais rápido possível. – creio eu que ele não estava pedindo. Seu tom de voz está no imperativo. — Nessa bolsa tem o dinheiro necessário. – afirma jogando uma bolsa aberta no chão. – O carro é de vocês. – ele coloca a chave em cima de uma mesa. – Fechem o portão quando eu sair. – todas concordam e agradecem.

Lembro-me de dizer a mim mesma que quando eu conseguisse minha liberdade, eu a usaria para vingaria minha mãe e minha irmã. No entanto, para eu conseguir fazer isso, preciso de ajuda. Tirando as meninas, o único que se ofereceu para me ajudar foi um homem desconhecido.

—Ei, morcegão – o chamo antes de sair. – Quero trocar umas ideias. – me aproximo e começo a sussurrar. As meninas estão olhando a garagem, então não prestarão atenção na nossa conversa.

—Fale. – manda sem nenhuma emoção na voz.

—Conhece Bruce Wayne? Porque ele tinha me dito que iria nos tirar daquele lugar, fico até feliz que ele não tentou nenhuma loucura e chamou você, pois mesmo ele com muitos músculos não daria para lutar com tanta bala no ar... – me atrapalho nas palavras.

—O que quer com ele? – corta minha falação. Respiro fundo e recupero o foco.

—Quero saber como encontrá-lo. – digo convicta. Nem pareço mais a falante de segundos atrás.

—Não será muito difícil de achá-lo. Ele é bem conhecido nesta cidade. – declara saindo.

—Tudo bem. – anoto a informação na minha cabeça, mesmo ela não sendo tão boa quanto eu queria e nem de muita ajuda. – Obrigada por nos tirar de lá, morcegão. – digo antes de ele desaparecer no escuro. Por mais que uma de minhas amigas tenha morrido, ele conseguiu nos salvar igual ao combinado de Bruce.

Coloco a arma em cima da mesa e aperto o botão para fechar o portão eletrônico da garagem. Depois de conferir que ela realmente está fechada, viro para minhas amigas que estão em pé me encarando.

—Vocês estão bem? – pergunto para todas, mas meus olhos focam em Blondie. Ela é a que está mais devastada com a morte de Amber.

Quando os olhos de Blondie encontram-se nos meus, uma enorme culpa se apodera em mim. Mesmo que eu não as conheça muito tempo, criei um laço com todas elas. Por causa delas consegui seguir em frente, por causa delas não tentei o suicídio que passava em minha mente quase todos os dias após a morte de minha irmã. Olhar para elas e saber que agora somos apenas quatro me machuca. Meu plano nunca foi deixar uma para trás, era para todas nós sairmos juntas.

—Nós vamos ficar bem. A japonesa não iria querer que ficássemos tristes. – declara Rocket abraçando sua irmã.

—Tem razão, ela iria querer todas nós felizes. – Blondie disse com os olhos lacrimejando novamente. – Babydoll, você entendeu o que ela falou antes de morrer? – balanço a cabeça negando. A minha aflição não conseguiu me deixar entender. – Ela disse que finalmente estava livre.

Ver outra pessoa querida morrer na minha frente, era como ver minha mãe e minha irmã morrendo novamente. Quando os olhos de Amber ficaram vazios, eu sabia que tinha falhado novamente. No entanto, elas não precisam saber do meu sentimento de culpa, pois falam que não tinha o que fazer. Mas se não houvesse, por que deixo a culpa me consumir?

—Gente, eu quero muito lamentar pela morte de nossa amiga, porém não podemos nos esquecer de que temos que ir embora o quanto antes. – Sweet Pea pega a mala de dinheiro. – Eu não sei vocês, mas quero voltar para casa.

—É tudo que mais quero. – um pequeno sorriso escapa do rosto de Blondie.

—Vamos contar quanto temos e dividirmos uma para cada uma. – Sweet Pea nos assegura removendo o dinheiro da bolsa.

Começamos a contar e percebermos que realmente tinha o necessário e até mais do que o necessário para nós. Cerca de 100 mil reais, dividimos 25 mil para cada uma.

—Meninas vocês podem ir com o carro, pois eu ficarei na cidade. – manifesto minha ideia. Todas me encaram surpresas.

—Por que vai ficar aqui? – pergunta Rocket.

—Porque não tenho lugar para ir. – respondo-a.

—Então venha comigo. – pede Blondie. – Meus pais irão permitir que more comigo.

—Eu adoraria. – lhe abro um sorriso triste. Seria maravilhoso me dar esta oportunidade. Entretanto, o que mais quero acima de tudo é vingança. – Mas eu tenho assuntos inacabados antes de ir embora da cidade.

—É uma pena. – lamenta-se. – Acho melhor irmos agora, quero chegar ao amanhecer em casa.

—Um abraço em conjunto? – pede Rocket.

—Por que não? – ri Sweet Pea pela primeira vez, sem haver maldade ou ser falso.

Todas nós nos abraçamos forte. Nunca achei que eu fosse fazer amizades naquele lugar, mas agradeço por ter feito, mesmo sendo em uma péssima circunstância.

—Babydoll, obrigada por nos salvar. – Sweet Pea sussurra para mim. Eu apenas abro um sorriso fraco e continuo abraçando todas elas.

—Vamos antes que eu decida arrastar Babydoll conosco! – resmunga Rocket limpando lagrimas que caíram em seu rosto.

Damos o ultimo aperto de abraço e nos separamos. Sweet Pea pega o dinheiro delas e entra na parte do motorista, Rocket senta ao no lado de passageiros e Blondie no banco de trás. Aperto o botão para que elas possam sair e as observo partir.

Uma parte do meu coração queria ir junto com elas, abandonar a ideia de vingança ou justiça que eu estava tentando fazer. Mas se eu abandonasse, significará que meu pai vai ficar impune e andando livre pelas ruas, pronto para fazer outra pessoa sua vítima. Ou até outra família.

Quem sabe quando eu conseguir justiça, eu me encontre com Hannah, este é o nome verdadeiro de Blondie, ela me deu para caso eu queira morar com ela em sua casa. É um tanto estranho dizer outro nome em vez do maldito apelido que Blue o dera. Mas isto só me faz lembrar que realmente estamos livres, não é um sonho da minha cabeça.

Está na hora de aproveitar minha liberdade.

Atualmente:

—Bruce Wayne é um desgraçado! – afirmo me jogando em cima da cama de hospedes.

—Coitado! – Sweet Pea o defende.

—Coitado uma vírgula! – levando meu pescoço para fita-la. – Nós planejamos e arrumamos a festa que era para ELE fazer!

—Na verdade eu insisti para que ele deixasse eu e você prepararmos. – ela senta ao meu lado.

—Por que fez isso? – arregalo meus olhos. Eu havia ofendido e o amaldiçoado pelo menos umas dez vezes.

—Porque queria passar mais tempo como você. – diz calma.

—Você já passa muito tempo comigo. – franzo o cenho.

—Até passo, mas a maioria das vezes é quando estamos vestidas de vigilantes. – comenta manhosa. – Quero passar mais tempo com a minha melhor amiga e principalmente quando não envolve procurar por um vilão.

—Já falei que você é uma comedia? – começo a rir. – Nunca entenderei como consegue ser fria uma hora e amor na outra!

—Sou como você, uma hora a senhorita consegue ser totalmente fofa e na outra hora consegue ser perigosa. – ela se levanta. – Agora chega de moleza, temos que escolher nossos vestidos.

—Eu acho melhor nós não sairmos, pois já tivemos que ir para o salão e arrumar a festa. Vamos escolher algum vestido que tenha em seu guarda-roupa. – saio de cima da cama.

—Olha, em poucos meses estarei casada com um homem muito rico. Senão for para ele me trazer roupas de loja até mim, não sei para que o seu dinheiro me sirvará. – cantarola.

—Pelo visto terei que agradecer Bruce, graças a ele não terei que usar alguma roupa sua. – dou um tapinha em suas costas.

—Isto mesmo, fala mal das minhas roupas. – ela faz uma expressão de ofendida.

—Eu não estou falando isso. Eu só as acho um pouco exagerada. – e reveladoras, decotadas, ousadas... Bem, ela usa o contrário do que eu visto.

—Cala boca, seus vestidos também são curtos! – eu a encaro me sentindo insultada. Meus vestidos não expõem tanto quanto os dela. Ninguém nunca reclamou pelo que sei.

—Mas mostram apenas minhas pernas! – defendo-me.

—E suas belas cochas! – acrescenta nos fazendo rir.

Descemos até o porão, pois é onde todas as peças de vestidos foram deixadas. Até agora eu não tinha ousado descer no porão, porque achei que quando entrasse, estaria à armadura do Batman e seus brinquedinhos. Mas não tinha nada disso, muito pelo contrário. Está cheio, ou melhor, lotado de vestidos. Sweet tinha razão, para que serve um homem rico senão para comprar suas roupas?

Provamos todos os vestidos e colocamos até uma música para a situação. Eu tinha que agradar Sweet e ela tinha que me agradar. No fim escolhemos os melhores.

O meu vestido que foi aprovado é na cor verde, longo com uma abertura na lateral, mostrando minha coxa direita. Ele havia uma leve abertura na lateral que mostrava minha pele. Ele também não havia mangas e no busto era trançado, para não mostrar totalmente meus seios, mas deixava um ar bem sexy, mas por ser pouco decotado, ainda mostrava a presença seria que era necessária. Opinei em usar uma pulseira que me caiu bem e prendi meu cabelo em um coque desajustado.

No caso de Sweet um belo vestido longo preto que deixa amostra sua perna direita, a única manga que possui é no lado esquerdo, deixando o outro ombro nu e exposto. Prendeu seu cabelo de lado que com isso fez a parecer mais séria. Além dos brincos, finalmente decidiu usar o belíssimo anel de noivado que ganhou de Bruce.

A maquiagem ficou por conta nossa, e decidimos não exagerar.

Chegamos alguns minutos mais cedo do que os convidados, pois tínhamos que confirmar se está tudo da maneira como queríamos. Confesso que às vezes eu e Sweet somos muito controladoras, e com isso queremos tudo perfeito. Nós duas temos noção de que esse evento será histórico para ambas as cidades.

Só falta agora chegar nossos homens, quero dizer, Bruce Wayne e Oliver Queen chegarem.

Apesar de toda diversão e preparação, eu não me esqueci de estar preparada para qualquer convidado indesejado, como por exemplo, Blue e Pinguim. Se eles aparecerem não será de mãos vazias, será provável que estarão preparando algo para nós. Portanto peguei um acessório para que com ele, o time consiga se comunicar mesmo distantes um do outro.

Comentei com Sweet e Bruce sobre a possível aparição dos nossos inimigos indesejados, e ambos concordaram em ficar ligados e preparados para evitar qualquer atentado. Mas meus sentidos dizem-me que não será suficiente para impedi-los e que algo acontecerá nesta noite.

A festa não tem restrição. Qualquer um pode entrar desde que não portasse uma arma ou qualquer outro utensílio que possa machucar uma pessoa. Com isso a casa está cheia de pessoas, todos querem saber qual é o anuncio de Bruce Wayne e conhecê-lo.

Nem mesmo o nosso time sabe o que acontecerá nesta festa. Eles estão aqui para manter as pessoas seguras caso algo de errado – uma coisa que sei que vai dar – mas com sorte conseguiremos cuidar antes que transforme em algo maior.

As irmãs Lances estão deslumbrantes, nem se quer parecem as vigilantes que ficam na rua salvando a cidade. Sara está com um vestido até os pés na cor vinho, ele expõem apenas um de seus ombros. Laurel com um vestido longo na cor branca que possui mangas. Confesso que Diggle também está bem bonito com um terno preto e todo sério. Entreguei para eles o comunicador e os deixe para que pudessem curtir um pouco do evento.

Eu e Sweet Pea estamos saudando nossos convidados e reparo que até Thea Queen está aqui. Ela está usando um vestido amarelo comprido e prendeu seu cabelo em um pequeno rabo de cavalo. Ela me dá um enorme sorriso e depois volta sua atenção para Roy que está ao seu lado com um olhar atento a tudo.

Um orgulho se espalha por mim ao ver tanta gente. Escolhemos um local com estrutura grande, mas conseguimos mantê-lo gracioso. Espalhamos várias rosas pelo lugar para dar mais vida, pois suas paredes e chão são feitas de madeiras, no entanto, não é rústico. No palco, onde Bruce e Oliver apresentarão e anunciarão a parceria, ficará várias fotos passando por de trás deles, as imagens são de pessoas que moram nesta cidade.

Quando termino de receber uma mulher jovem, sinto um olhar sobre mim. Procuro por alguém me encarando e encontro o meu observador. Perdi o ar ao vê-lo, senti minhas pernas fraquejarem e minhas mãos vacilarem. Não duvido que minhas bochechas estejam com rubores. A batida do meu coração se acelera cada vez mais que o vejo se aproximar. Seus olhos estão cravados no meu, e com isso fazem meus pelos arrepiarem.

—Está muito bonita, Felicity. – um sorriso se abre em seu rosto.

—O-obrigada. – hesito em agradecer. Meus olhos o fitam e não consigo pensar em outra coisa para falar.

—Por que verde? – questiona observando meu vestido de baixo para cima.

—Porque é a cor que o arqueiro usa. Já percebeu? – arrumo sua gravata borboleta que está deslocada. Seu sorriso abre-se mais ainda e faz o meu coração parar por um segundo. Oliver já era lindo usando roupas normais, mas com um terno o deixa ainda mais tentador. Ah, como estou ferrada.

—Nunca notei. – entra na minha brincadeira e com isso faz minha respiração se acalmar.

—Uma pena. – aperto sua mão colocando o aparelho que usarão para se comunicar. – Coloque no ouvido.

—Claro, Srta. Smoak. – eu apenas reviro os olhos e ele pega uma taça de champanhe que o garçom lhe oferece.

Paramos de conversa, pois pessoas começam a bater palma, tudo indica que Bruce Wayne chegou, ou melhor, surgiu como sempre faz. Mas ele já está no palco para começar a falar.

—Boa noite. – inicia. – Agradeço a todos que estão presente neste evento que serve para anunciar que a Wayne Enterprises fez parceria com a Corporação Queen. – silencio se instala no local. Começo a observar os rostos ao meu lado e todos parecem surpresos.

—Felicity. – Oliver me chama e o encaro. – Aquele não é o Pinguim? – indica com a cabeça em direção à um homem que está um pouco distante. Eu apenas concordo. – Avisarei ao time para que fiquem ligados e irei vestir o uniforme.

—Oliver, você não pode sair agora. – digo ansiosa. – Bruce vai chamar você daqui a pouco.

—Lembra-se do que lhe disse? Se fosse necessário você iria me substituir. – sussurra calmo.

—Achei que estivesse brincando. – apesar dele nunca brincar, aquilo era muito estranho para se levar a sério.

—Nunca estou. – sua expressão séria faz com que meu estomago reviresse. – Lembre-se da outra parte também.

Eu o encaro sem entender. O nervosismo não estava me deixando raciocinar e nem encaixar nenhuma lembrança da nossa conversa. Eu sempre me achei ótima na área de TI, pois ficava escondida atrás de computadores, e neste momento é o que eu queria fazer.

—Estou falando de quando disse que se passará por uma ótima Queen. – ele parece notar o meu nervosismo. – Você até não pode ter meu sobrenome, Felicity. Mas é uma rainha. – comenta e me dá um último olhar.

Meus olhos o acompanhar sair e não demoraria muito para o arqueiro-verde aparecer. Busco para ver onde está o nosso inusitado convidado e vejo que não está mais no lugar que estava. Uma preocupação começa a surgir dentro de mim.

Para tentar aliviar toda tensão que estou criando para mim mesma, aceito um dos champanhes que o garçom oferece.

—Agora chamarei o Sr. Queen para nos dar algumas palavras. – Bruce afirma após acabar de explicar como sua empresa trabalha. Nem todas as pessoas sabem como funciona a Wayne Enterprises.

Caminho até o palco e me aproximo no microfone. Antes de começar respiro várias vezes e busco me lembrar do quanto isto é importante para empresa e para cidade. Minhas palavras representarão a empresa de Oliver, eu preciso transmitir o que Oliver transmitiria se estivesse aqui na frente.

—Boa noite. – escuto minha voz preencher o lugar. – Infelizmente o Sr. Queen teve que dar uma saída, pois aconteceu algo em sua empresa – espero as pessoas absorverem a notícia e vejo seus rostos de decepção. Eu queria que eles soubessem que Oliver não podia estar aqui porque estava salvando a cidade e arriscando sua vida. – Entretanto, ele me pediu para que eu representasse sua empresa e contasse as notícias boas que traz com ele.

Foco meu olhar em uma pessoa conhecida, que sei que não me julgará caso eu fale algo errado ou sem sentido. Meus olhos posam em Thea que está sorrindo e prestando atenção em mim. Sua animação me deu ânimo para continuar.

—Quando o Sr. Queen falou que precisava falar comigo, na mesma hora pensei que seria demitida. – tento cortar a tensão que se criou. – Caminhei até ele pensando no que falar, e quando me vi, eu estava suplicando para que não me demitisse porque eu tinha que pagar o meu apartamento. Ele me olhou como se fosse louca e disse que não ia me demitir. Imaginem a minha felicidade?

Algumas pessoas riram.

—O Sr. Queen precisava falar comigo porque tinha uma ótima novidade. Quando contou para mim que tinha conseguido fechar negócios com a empresa do Sr. Wayne eu fiquei com a mesma cara de surpresa que vocês.

Mais sons de risadas. Minha estratégia de cortar a tensão está dando certo.

—Mas bem, não estou aqui para falar sobre mim. Estou aqui para falar o quanto esta aliança nos ajudará. Sabemos que os Glades foram destruídos, mas não podemos ficar nos lamentando. Pessoas precisam de lugar. De ajuda. De esperança.

Minha plateia parece gostar, pois vibram de animação. Isto me faz ter ainda mais coragem e conforto diante deles.

—Wayne Enterprises e Corporação Queen estão trabalhando juntos para oferecer tudo isso a nós e muito mais. As construções nos Glades já se iniciaram e em pouco tempo, novas moradias estarão prontas. Mas esta junção não é o suficiente para acabar com o que acontece em Starling City. Esta cidade também precisa se unir. As pessoas precisam ajudar uma as outras. Não podemos ter apenas duas pessoas lutando por nós. Esta luta é tanto nossa quanto deles. — Empolgo-me e fico eufórica. — Nós também temos que lutar com eles. – finalizo meu discurso.

Sons de palmas preenchem o lugar, e me fazem sentir orgulhosa. Desço do palco e procuro por Bruce e Sweet que durante meu pequeno discurso saíram do meu lado. Aonde eles se enfiaram nesta hora?

—Belo discurso, Srta. Smoak. – viro-me para olhar a pessoa que elogio. O sorriso que eu tinha aberto pelo meu encômio se fechou ao ver a pessoa a minha frente.

—A quem devo agradecer? – tento fingir que não o conheço.

—Pode me chamar de Pinguim. – ele abre um sorriso de lado. – E a Senhorita? Prefere ser chamada de Felicity ou Babydoll?

—Você sabe quem eu sou – Digo afirmando em voz alta. Blue o contou e isto significa que minha identidade está ainda mais em perigo. – Aposto que não veio aqui apenas para me ver falar e me agradar. O Sr. Jones também veio?

—Infelizmente não. Sente saudades dele? – faço uma expressão de repulsa. – Uma pena, pois ele sente muitas saudades de você.

—Se veio aqui para me falar isso, eu peço com educação que saia. – minha voz sai com desprezo. Espero que ninguém esteja prestando atenção em nossa conversa.

—Não vim apenas para isso. – seu olhar desce me avaliando. – Quero ver se é tão inteligente quanto dizem. – diz parando um garçom e pegando uma taça de champanhe. – Parece tão boa esta bebida, fico até tentando a beber, mas não posso.

—Porque? Tem medo de ficar bêbado? — pergunto irônica e um sorriso se abre em seu rosto. A intenção não é fazê-lo, mas se ele achou graça, não há o que fazer.

— Claro que não. Espero que não se importe, mas coloquei uma droga nos champanhes. — afirma com orgulho.

—Isto não me surpreende. – o sorriso em seu rosto fecha.

—No seu copo coloquei duas doses. Logo sentira os efeitos. – foi por isso que aquele garçom me ofereceu uma taça mesmo sem eu pedir. – Para os outros, os sintomas demoraram cerca de 1 hora, mas e aqueles que chegaram à festa e já tomaram uma dose? Ou mais de uma? – ele cheira seu copo.

—O que acontecera quando os efeitos começarem aparecer? — questiono dura e evito deixar minha preocupação transparecer.

—As pessoas irão se atacar em todos os sentidos que possa imaginar. – uma angustia passa por mim. Todos que estão aqui dentro beberam pelo menos uma taça, até mesmo Oliver bebeu. – É melhor correr para resolver o problema. – ele me entrega sua taça e caminha em direção a saída.

Eu não tinha tempo para prendê-lo, pois se eu tivesse já o teria mandado para prisão. Meus olhos procuram por alguém do time e começo a passar entre as pessoas até chegar perto de Roy que está conversando com Thea. Minha preocupação aumenta mais ainda. Todas as pessoas aqui dentro estão em riscos, inclusive eu.

—Roy. – o chamo e ele percebe minha seriedade, pois para sua conversa para me dar atenção. – Você bebeu o champanhe?

—Não. – afirma estranhando. – Aconteceu algo? – pergunta olhando em volta.

—Preciso que faça o que eu mandar. – ele balança a cabeça levemente. – Proteja Thea, leve-a para dentro de algum cômodo e não a deixe sair. É possível que ela fique atacada, mas em nenhuma circunstância a solte, isto será necessário para mantê-la segura. – não preciso repetir duas vezes para ele fazer o que mando.

Peguei meu celular para enviar mensagem ao resto do pessoal. Eu não peguei um comunicador para mim, porque não havia muitos, apenas para três pessoas, então tive que selecionar quem receberia e quem não. Eu apenas os avisei para ficarem atentos, pois algo podia acontecer. Infelizmente, Roy e Diggle fora os únicos a não beber champanhe. Então era questão de tempo até que o resto do time entre nesses possíveis efeitos.

A única pessoa que sabe como desfazer isto, é o nosso grande detetive Bruce. As mensagens que mandei para ele não foram respondidas, e eu não tinha ideia para onde foi. Minha opção foi recorrer ao rastreador que coloquei nele caso fosse necessário igual está sendo. Eu não coloquei só nele como também coloquei em Sweet Pea e em mim. Eles sabem e permitiram isto, seria bom sabermos onde estamos caso algo aconteça e não podemos avisar onde estamos.

Eu o localizei em um dos cômodos que tem dentro deste salão que aluguei. Entro nele e fecho a porta atrás de mim para evitar que as pessoas escutem nossa conversa. Mas pelo que parece, não haverá nenhuma conversa sensata aqui.

—Bruce quantas vezes eu já lhe disse que você não manda em mim? – grita Sweet.

—E quantas vezes eu terei que falar que não quero mandar em você? Eu quero protegê-la. — resmunga Bruce.

—Pessoal, eu lamento atrapalhar, mas preciso da ajuda de vocês. – me aproximo perto deles e estranho a maneira como estão agindo um com o outro.

—Sai daqui, Felicity. Isto não tem nada haver com você. – Bruce rosna para mim de uma maneira que nunca tinha feito. Seu olhar é totalmente sombrio.

—Na verdade, ela tem sim. Tudo isso é culpa dela. – berra minha amiga.

—Do que está dizendo? – a encaro sem entender. Por que ambos estão agindo assim?

—Fingindo de ingênua? – diz sarcástica. – Sabe, quando eu olho para você, eu só consigo ver uma assassina.

—Sweet, você não quer dizer isto. – recuo para trás.

—Não, eu quero muito. Todas às vezes me seguro, mas está na hora de pararmos de fingir. Temos que encarar a verdade, você é uma assassina. – isto só pode ser o efeito que o Pinguim me avisou. — Matou sua mãe, matou sua irmã, matou Amber... – eu lhe dou um tapa para ela parar de falar. Eu não queria ouvir isso, pois sei o que fiz. — Admita, isto tudo é sua culpa. – ela abre um enorme sorriso.

—Pare com isso. – choramingo.

—É melhor a fazermos pagar pelo que fez. – Bruce comenta com um tom de voz ameaçador. Ambos se entreolham e Sweet balança a cabeça.

—Sim, já passou à hora dela pagar. — Ela avança para cima de mim e eu consigo desviar por sorte. – Irá morrer assassina.

Começo a andar para trás e percebo que não há muito que fazer. Eu não conseguiria lutar contra esses dois. Essa é a minha resposta, eu não preciso lutar. Com este pensamento, pego dois sedativos que estão dentro da minha bolsa e a coloco em cima da mesa. Minha mão agora segura apenas às duas seringas. Eu não preciso ganhar deles, apenas acertar e apagá-los. Isto impedira que eles me matem.

Bruce avança sobre mim me derrubando, e suas mãos vão diretas para o meu pescoço. A cada aperto seu, eu perdia o ar, mas consegui aplicar a seringa — que contém o mesmo sedativo da minha arma – e em poucos segundos seus olhos se fecharam e seu corpo caiu em cima do meu. Foi complicado remover aquele peso todo de cima de mim, mas eu consegui.

Mal me levantei e Sweet começou a me encher de socos, apenas fiquei me defendendo, mas a cada segundo que passava significava que mais perto dos efeitos começarem a surgir em mim. Quando ela tentou me socar, eu abaixei e lhe dei uma rasteira. Seu corpo bateu com tudo no chão e permaneceu caído após eu injetar o sedativo em seu pescoço.

Deixei ambos jogados no chão e tranquei o cômodo, evitando assim pessoas entrarem e darem de cara com Bruce Wayne desmaiado. Antes de eu sair do cômodo, pego minha bolsa e meu celular. Envio mensagens para Oliver, mas sem resposta. Suspiro e minha opção é utilizar o rastreador que coloquei nele – sem permissão dele -, o localizo em cima do terraço e começo a subir para encontrá-lo.

Eu o vejo parado olhando para baixo. Ele está vestindo o uniforme, mas não entrou e nem tentou parar o Pinguim. O que será que aconteceu?

— Oliver?

Notas finais
Vestido de Felicity: https://goo.gl/2ZNeA2 Vestido de Thea: https://goo.gl/Rh44BP Vestido de Sara: https://goo.gl/mg3Gzx Vestido de Sweet Pea: https://goo.gl/Kc7UXn Vestido de Laurel: https://goo.gl/Y8TmqJ —---------------------- O que será que houve com OLIVER QUEEN??? Apenas saberá no próximo capítulo (sério, Elisa?) Não me matem por causa da minha piada nada engraçada!