O Passado E O Futuro De Peixes
7 Capítulo 7: Comprometimento - Parte II
Notas iniciais
Obs.: Leiam as notas finais.
“A presença do amor nos faz humanos; sua ausência pode nos tornar “deuses” ou “monstros”...”
— Augusto Cury
Algum sábio disse certa vez que nós apenas damos o real valor que uma coisa tem quando estamos prestes a perdê-la, quis sá quando já a perdemos. E isso não é culpa de alguém especificamente, é uma característica da raça humana. Mas o que mais implica nessas decisões, é o fato de que algumas perdas podem ser definitivas.
— Não! – O pisciano gritou quando o outro homem tentou tocar a garota em seus braços. Os dois pareciam atordoados com o que acabara de ocorrer. O olhar do falso Pefko demonstrava que ele não tinha real intenção de feri-la. Mesmo assim os nervos de Afrodite estavam a mil. E seu coração parecia falhar. Ele havia se agachado no chão ajeitando a menor em seu colo olhou-a nos olhos e ela lhe sorriu, enquanto um pequeno filete de sangue lhe escorria pelo canto direito dos lábios. Ele sussurrou. — Porque?
— É isso que as pessoas fazem quando se importam. – Ele tentou impedi-la de falar, mas ela era teimosa e se virou para o homem que considerava seu mestre. — É tudo verdade? – Ele não a respondeu, apenas desviou o olhar um pouco frio e ela interpretou como um sim. — A-afrodite... Por favor... Não morra.
— Fique quieta teimosa! – Ela a encarou. Com a mão que estava por baixo da garota sentiu o sangue escorrer. Tinha que ajudá-la. Mas quem iria ajudá-lo? A acolheu em seus braços e fitou o homem a sua frente. — Como pôde? Ela não tinha nada haver com isso seu desgraçado.
— Pelo que estou vendo não passava de outra idiota. – Ele deu de ombros. — Eu não tinha a intenção de feri-la. Esse golpe era pra você Afrodite, você sabe. E mais uma vez o seu corpinho lindo está intacto e há sangue inocente em suas mãos.
— CALE A BOCA! Você não tem o direito de falar do meu corpo. E o sangue inocente foi derramado por você. Você não tinha esse direito. Você não pode brincar de ‘Deus’!
— Como se você se importasse com as pessoas.
— Eu ainda não me importo com o mundo. Na realidade se importar com o ‘mundo’ é uma tarefa suicida. Mas eu me importo com ela. – A garota abriu os olhos nos braços dele e conseguiu ver o rosto do cavaleiro que a olhava. — Você não vai ficar só Ann. Eu não vou te deixar.
O outro homem começou a bater palmas e rir audível. Enquanto olhava a cena.
— Que coisa mais linda não? O frio cavaleiro de peixes está se tornando um inútil sentimental como todos os outros fracos e patéticos. Que ridículo.
O cavaleiro estava enfurecido com o as palavras proferidas pelo outro. O ódio corria por suas veias misturado com a preocupação. Nunca havia se sentido assim antes, ou melhor,, fazia tanto tempo que ele não se sentia assim que havia se esquecido de como era ser... Humano. Esse pensamento o fez relaxar os ombros e voltar a se acalmar, era o que podia fazer por Ann agora, manter a calma e fazer o que deveria ser feito. Ele estava mais concentrado e mais centrado que antes. Encarou o homem a sua frente apenas então começou a falar.
— E você achou mesmo que iria passar o resto da vida na pele de Pefko e ninguém iria notar?
— Não pretendia ficar a vida toda, apenas o bastante para alcançar meus objetivos. E não, ninguém iria notar, se você não tivesse aparecido. Eu sou como Pefko... Melhor que ele na realidade, tenho as habilidades e a inteligência, só que sem as falhas que ele tinha.
— Acho que eu já ouvi essas palavras antes... – Disse o cavaleiro recordando, chegou a rir baixo. — E o pior é que elas saíram da minha boca. À algum tempo atrás essas palavras me fariam muito sentido, talvez se eu tivesse conhecido você antes da Ann, eu te apoiasse. Mas algumas coisas mudaram, não que eu saiba exatamente o que ou o por que. Mas isso não importa tanto assim. O que importa é que eu enxergo agora, enxergo o que Athena enxergava quando me disse algumas palavras, admito que não tenho a mesma visão que Albafica tinha, nossos propósito jamais serão iguais porque somos pessoas diferentes.
— As pessoas não são boas umas com as outras. – Disse o impostor, mesmo foi ignorado.
— Eu nunca vou conseguir me importar com o mundo, ele não vale a pena. Mas me importo com uma pequena parte dele agora.
— Afrodite eu não estou brincando. As pessoas não são boas umas com as outras.
— A raça humana exagera em tudo é verdade. Exageram em seus heróis, tanto quanto em seus vilões. No meio desses estão às pessoas de verdade. As que merecem viver.
— Ah é claro. – O sarcasmo na pequena frase se exaltou tanto que o cavaleiro teve que dar atenção. — É lindo, as pessoas merecem viver em um mundo vão e pútrido como este. A sociedade atual coloca em nossas mentes que todos podemos ser grandes cavaleiros, verdadeiros heróis. Mas eles se esquecem de contar da outra parte, se esquecem de contar sobre a pobreza, a miséria, as mortes, as injustiças, da frieza e da crueldade humana. Esquecem-se do medo, do terror de uma pessoa viver uma vida toda sozinha, num lugar esquecido pelos Deuses... Intocado...
— Tentando criar uma rosa? – O pisciano o interrompeu com a voz calma que costumava ter até em suas piores batalhas. — Eu sei exatamente o que significa essa situação. O que ela quer dizer. Eu cresci assim.
— Está vendo Afrodite? É isso que eu quero dizer, o mundo é um lugar horrível... E nós... Somos iguais, não precisamos ser inimigos. Junte-se a mim! Terá regalias... Será imortal.
— Você tem razão. – Disse ele olhando pela janela. Ele respirava profundamente agora. — Você tem toda a razão. O mundo é um lugar horrível e merecia ser totalmente refeito.
— Nós podemos fazer isso. Juntos!
— Mas você está errado Pefko... Ou seja lá qual for o seu nome. Nós não somos iguais. Não completamente iguais, não mais ao menos. Eu não sei, mas... Eu não sou como você. Ou... Não vou ser.
— Porque se humanizar Afrodite? Pefko era extremamente humanitário e isso casou a sua morte.
— Não, ele era humanitário e isso o salvou de ser um monstro como você... E como eu também.
O impostor encostou-se ao balcão de frente para o cavaleiro e riu um pouco desdenhoso. Estava cansado.
— Eu deveria tê-los matado antes. Quando tive a chance.
— O que? – O pisciano franziu o cenho. — Do que está falando?
— Vai dizer que você não sabe mesmo como chegou aqui Afrodite? – Segurou um riso baixo. — Você levou uma bela surra não se lembra. Não estava sentindo o corpo um tanto fraco, mal conseguia se levantar quando chegou aqui não é? Estava se sentindo mais ou menos como está se sentidno agora não é
? Cansado? Sem forças? Você estava se aproximando demais Afrodite, desculpe, algo me dizia que se você chegasse aqui seria a minha ruína. E esse algo estava certo. Porem, Ann apareceu quando eu estava pra espantar você daqui para sempre. Ela te alcançou antes que eu pudesse terminar o trabalho. Achei então que não precisaria te matar. Fiquei observando, Ann talvez conseguisse te espantar assim que ficasse bom. Mas vocês começaram a se aproximar demais, tentei intervir indiretamente aquele dia no rio.
— Seu desgraçado. Foi você no rio!
— Claro que fui eu. Esperava o que? Mas não funcionou. Nem isso fez você ir embora, então tive que usar meu ultimo recurso. E intervir diretamente. Você apenas tinha que ir embora Afrodite, e tudo ficaria bem, voltaria ao normal. Mas não! Nem pra isso você serve!
— Eu vou matar você!
— Você nem consegue se levantar.
— Está certo disso?
Afrodite respirou fundo sem dificuldade e se pôs de pé devagar com a loira em seus braços. Ann estava quase desacordada. Apenas ouvia ao longe o que acontecia ao seu redor. O falso Pefko arregalou os olhos não acreditando que ele poderia se levantar tão facilmente depois de todo o veneno inalado.
— Como você... – O farsante começou a se pronunciar quando se cortou ao ver uma pétala de rosa vermelha passando diante de seus olhos. Seguida de outra que ele pegou no ar esmagando em meio ao punho. Quando olhou em volta notou que o chão estava forrado com as mesmas pétalas, com rosas inteiras, o vento que entrava as espalhava ainda mais.
Afrodite aproveitando a distração do outro, havia levado a garota até o sofá na sala, onde ela pode ficar acomodada, voltando em seguida para a outra sala para poder terminar o que havia começado.
— As rosas?! Neutralizaram o efeito do meu veneno. Como? – A fúria transparecia nos olhos do outro.
— Não foi apenas isso que elas fizeram. – Afrodite agora estava circundado pelas rosas vermelhas no chão. Em suas mãos ele segurava uma rosa negra e a olhava fixamente. — Elas também afetaram o seu sistema imunológico enquanto você falava. Essas rosas são o pior de todos os venenos. Penetraram pela sua pele invadindo todo o seu corpo até cair na corrente sanguínea, que já deve ter atingido seu coração a essa altura. Eu poderia te deixar trancado aqui para morrer lenta e dolorosamente. Mas não seria o bastante.
— Você está mentindo. – Gritou de desencostando do balcão, sentindo seu corpo cambalear e a respiração mais pesada que o normal voltando a se apoiar ali.
— Faça as pazes com os Deuses falsário. E eu espero que eles não tenham piedade da sua alma.
— Você não tem que fazer isso. – As pupilas escurecidas se dilataram quando notou que o pisciano fechava a porta atrás de si.
— Ah eu preciso sim... – Fez uma pequena pausa. — Eu nasci para isso. Nasci para arrastar rosas pelas ruas da morte.
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Enquanto tudo isso acontecia, a pequena Ann estava na sala. Sentia uma dor aguda onde havia sido atingida, sentia fundo e dolorido. Doía tanto, e como toda a dor forte demais produz uma anestesia própria e aos poucos a loira foi parando de sentir. Seus olhos estavam fechando e se movimentavam vez ou outra sobre as pálpebras. Sua respiração estava mais lenta e seu corpo todo cansado. Teve que fazer um grande esforço para abrir os olhos e fitar a porta, bem no instante em que viu Afrodite saindo de uma chuva de pétalas vermelhas e negras que lotavam o quarto. Era provavelmente a cena mais bela que Ann já havia visto em toda a sua vida. Ela sorriu para ele e em fim cedeu ao cansaço. Seus olhos se fecharam lentamente e seu corpo perdeu de uma vez as forças e a ultima coisa que ela ouviu foi a voz do cavaleiro mais belo gritando por seu nome. Parecia tão... Distante.
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— Ann?
— Eu morri? – Disse a loira em resposta a voz que ouvia chamando seu nome.
— Infelizmente... – Disse a voz melodiosa.
— Não é tão ruim quanto eu imaginei. – Ela continuou sem coragem de abrir os olhos.
— Ah é?
— É... Achei que estariam cantando musiquinhas sem sentido e me servindo muffins de chocolate.
— E isso não seria bom?
— Não! Eu odeio chocolate. – Ela riu sem graça e por fim suspirou. — Eu achei que não sentiria saudades nem dor.
— E está sentindo?
— Hurum... Profundamente. Não sei se era pra ser assim, mas sinto falta de um homem que conheci a tão pouco tempo e se tornou tão importante para mim. – Ela corou. — Eu disse isso em voz alta?
— Disse sim. – Ele riu baixo e ela se sentiu confortável. — E só há uma boa explicação para o que está sentindo.
— E o que é?
— Você não está morta garota chata! – Ele riu mais uma vez lhe bagunçando os fios loiros.
Ann apenas então reconheceu a voz, era como se estivesse acordando de um sonho. Abriu os olhos e viu o rosto sorridente do cavaleiro a sua frente, primeiramente ela sorriu e em seguida corou visivelmente arregalando os olhos ao se lembrar do que havia dito. Fechou os olhos novamente torcendo pra que fosse um sonho.
— Tem certeza que eu não morri? Teria sido menos constrangedor.
Ann olhou em volta, não estava mais no sofá. E sim na cama, no quarto. Afrodite havia levado a garota para lá. Ela tentou se levantar, ao menos sentar na cama mas algo a impedia alem da mão de Afrodite em seu peito que lhe dizia para manter-se deitada.
— Por favor, não se mecha tanto ainda.
— Você cuidou de mim?
— Ainda estou cuidando, mas você coopera bem mais quando está desacordada.
— O mesmo chato de sempre.
— A mesma teimosa de sempre.
Ela riu e ergueu a cabeça notando que estava coberta por alguns ramos estranhos, mas que cheiravam bem. Olhou para o pisciano, confusa.
— O que fez comigo?
— Apenas curei seu corpo.
— Como?
Ele passou a mão sobre os ramos e começou a falar sério.
— É uma antiga técnica minha. Chama-se Vinha de Rosas. Foi-me passada durante o meu treinamento. Ela serve tanto para ataque, quanto para defesa. Mas ela tem mais uma utilidade oculta. – Ele deixou de olhar a vinha e olhou o rosto dela. — Eu sou vangloriado como um cavaleiro belo, sem marcas que pudessem mancar essa beleza, e isso é verdade, eu gosto disso, mas não tenho essas marcas, não porque nunca fui tocado, mas porque essa é uma técnica de cura Ann. Mas... Essa é a primeira vez que uso em prol de outra pessoa. E achei que nunca iria usar.
— E o que te fez mudar de idéia?
— Você Ann. – Ele sentou-se ao lado dela na cama acariciando-lhe o rosto com a destra. — Você me fez mudas em muitos aspectos Ann. E só agora eu vejo. – Ele sorriu e respirou fundo antes de continuar. — Ann, você sabe o que significa comprometimento?
— Fazer o que deve ser feito quando deve ser feito? – Ele riu.
— Eu também respondi exatamente isso uma vez. Sabe Ann, certa vez a própria Athena passou pela casa de peixes e conversamos. Ela disse que se algum dia entendesse o significado, o real significado de comprometimento entenderia o que ela sente pelo mundo, o que meu ancestral também sentia por ele.
— E o qeu significa?
— Comprometimento quer dizer “Morrer pela causa”. Você só deve dizer que se compromete com algo pelo qual estiver disposto a dar a sua vida. Agora eu entendo isso. E... Acho que devo lhe agradecer por isso.
— Esperai! Está mesmo me agradecendo? Vai chover canivete lá fora.
— Porque você sempre tem que estragar um clima criado com tanta dificuldade? – Ele disse a ajudando a se sentar e assim ficando mais próximo a ela lhe dando apoio.
— Sei lá... É um dom.
— É um péssimo dom. Assim eu nunca vou conquistar o meu objetivo.
— Que seria?
— Esse! – Ele sussurrou apoiando sua mão na nuca da loira e a puxando com cuidado para si colocando sem aviso prévio seus lábios contra os dela. Afrodite manteve seus olhos fechados inclinando um pouco o corpo para frente. Ann sentiu o sangue gelar, a principio arregalou os olhos um pouco desnorteada, mas não demorou mais que um instante para que deixasse as pálpebras cobrirem a pupilas esverdeadas deixando que ele a beija-se de forma delicada e não invasiva, enquanto o coração de ambos acelerava. Afrodite foi quem quebrou o beijo e a fitou sorrindo. Ann demorou um momento a mais para abrir os olhos e sentiu o rosto queimar quando viu os olhos azuis a olhando diretamente.
— Não me acha mais uma garota chata? – Ela perguntou sem jeito.
— A mais chata, implicante e teimosa que eu já conheci. – Ela estreitou o olhar. — Mas também a mais corajosa. Não pensei que faria o que fez por mim.
— É isso que as pessoas fazem... Protegem que elas... Quem... Lhes é.. Importante.
— Nunca mais se coloque na frente de uma faca por mim e eu não esfolo esse seu rostinho lindo na parede. Estamos combinados?
— Acho que eu posso aceitar esses termos. – Ela riu encostando a cabeça no ombro dele. Estava visivelmente cansada e envergonhada também. Não sabia como reagir quanto ao que havia acabado de acontecer. Aquele era o primeiro beijo da sua vida. Quando voltou a falar estava apreensiva. — Vai ficar comigo não é?
— Eu não vou te deixar sozinha. Agora descanse. Amanha estará bem e pronta pra outra.
— O que eu mais quero é ficar bem... Mas eu dispenso outra dessas.
— Ué?! Cadê aquela garota marrenta? Não agüenta uma facadinha? – Ele riu a encarando. — Está parecendo uma mulherzinha.
— Eu tenho uma novidade... Diferente de você que quer ser... Eu realmente sou uma mulher.
— Quem disse que eu quero ser?
— O mundo!
— E você prefere acreditar no mundo que em mim?
— Eu não ligo pro mundo. Só quando me convém. E me convém fazer isso com você. – Ela riu.
— Juro que se você não estivesse machucada eu te machucaria. Mulherzinha.
— Que seja, mulher ou homem ainda posso acabar com a sua raça. Espera só eu sair dessa cama.
— Quando você sair dessa cama e tiver alguns anos a mais de experiência agente volta a falar disso.
— Veremos! – Disse ela o encarando já nervosa novamente, não entendia como aquele cavaleiro podia ser tão irritante até em um momento desses.
— Veremos! – A encarou de volta com a mesma expressão que ela, mas não estava nervoso, queria apenas se aproximar o bastante para puxá-la novamente para um doce beijo que desarmou a garota cheia de marra a deixando sem reação programada.
Continuaram entre tapas e beijos até a noite cair e a loira adormecer. Afrodite não conseguiu dormir, não naquele lugar, não naquele dia. Haviam acontecido coisas demais, e ele sentia-se diferente. Sentia que muita coisa iria mudar dali pra frente. Ele ainda nem tinha certeza se queria que mudasse, mas já havia aprendido desde cedo que algumas coisas mudam sem depender da vontade de ninguém, ao menos não aparentemente. E graças a Ann, ele estava preparado para se readaptar mais uma vez.
Notas finais
Espero que estejam gostando.
E só queria constar que a tecnica citada no texto "Vinha de rosas" realmente existe. É uma tecnica menos conhecida que as outras, mas muito poderosa que serve como ataque envolvendo o inimido e desabrochando rosas vermelhas venenosas, pode proteger Afrodite servindo como um escudo em batalha e por fim ter o poder de cura que pode ser usado nele ou em outros. É a ultima tecnica de Peixes.
Por hora é isso... Até mais com o proximo e ultimo capitulo.
Kissus ♥
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