O Passado Atormenta
2 Mensagem Maldita.
Notas iniciais
Todos os seis amigos estavam na casa da Tori vendo um filme. A Jade acabou caindo no sono com a cabeça no colo do namorado, ocupando todo o sofá. Tori estava na mesma posição que Jade, e André fazia carinho em sua cabeça. Cat e Robbie estavam sentados no chão, um do lado do outro. Tudo estava calmo, até que o celular de Beck vibra, alertando a chegada de uma nova mensagem. Ele pegou o celular e leu a mensagem.
"Soube que já sabe quem eu sou, pena que não é nem metade do que a Jade esconde. Já que eu estou com pressa, vou te dar uma forcinha. Pergunte à quem é Sofia. E para ter certeza que a resposta estará certa vou dar uma dica, tem haver comigo e a viajem da Jade."
O que mais ela esconde? Pressa para que? O que ele vai fazer quando eu descobrir? Quem é Sofia? Essas eram perguntas que passavam na cabeça de Beck quando terminou de ler a maldita mensagem. Ele queria resolver isso o mais rápido possível, mas não podia, não com tanta gente. No dia seguinte o casal foi para a RV do Beck. Ele pediu para conversar com ele, sozinhos.
—O que houve?
—Eu preciso saber quem é Sofia.
—Quem te falou dela?—Jade perguntou, escondendo o desespero.
—É...o...—Beck gaguejou, e Jade o interropeu.
—Você está me escondendo algo?—Jade perguntou desconfiada e com medo.
Beck não conseguia esconder nada da namorada. Por isso pegou o celular e mostrou a mensagem. Jade ficou paralisada ao ver a mensagem, lágrimas começaram a se formar em seus olhos, um desespero veio com as lembranças. Jade não conseguia segurar as lágrimas. Quando começou a chorar, silenciosamente, seu namorado a abraçou e ela aceitou o abraço, ainda chorando.
A quantidade de lágrima foi aumentando, o choro ficando mais profundo. Do nada Jade desabou, caindo no colo do namorado, desacordada. Beck a deitou na cama, com a cabeça em seu colo. Verificou a pulsação dela e a respiração. Estavam irregulares,mas bem. Tentou acorda-la, sem sucesso. Não sabia o que fazer, resolveu pegar álcool. Molhou um pano com ele e colocou no nariz de Jade. Ela começou a abrir os olhos e finalmente acordou. Ela levantou, meia tonta.
—Está se sentindo bem?— Beck perguntou, meio deseperado.
—Mais ou menos. O que aconteceu?
—Você desmaiou, Jade.
Jade se levantou. Foi até o banheiro e lavou o rosto. Voltou à sala e pegou a sua bolsa.
—Para onde vai?—Beck perguntou confuso.
—Para casa.— Ela repondeu, como se fosse óbvio.
—Você não pode ir. Precisamos conversar!
Beck se levantou e segurou o braço de Jade. Lembranças vieram até ela, ela rapidamente se soltou e saiu. Beck ficou paralizado, depois acordou e foi correndo atrás da Jade, mas ela já tinha ido em alta velocidade com o carro. Eles precisavam conversar, então ele pediu o carro do pai emprestado e foi atrás da namorada. Chegou na casa dela e tocou a campainha, a Sra. West atendeu.
—Olá Beck! A Jade acabou de chegar, entrou como um furacão. Aconteceu algo entre vocês?
—Mais ou menos. Mas preciso falar com ela.
—Claro.—a Sra. West disse docemente—pode entrar, querido.
Ela deu espaço e ele entrou, indo direto para o quarto de Jade. Abriu a porta lentamente e se desesperou com a cena que viu, Jade estava sentada no chão com as costas encostada na cama, segurando uma navalha na mão, cortando o pulso. Sangue já escorria de seus pulsos e lágrimas continuas borravam sua maquiagem. Beck se ajoelho em frente à Jade, pegou a navalha das mãos dela e jogou na lixeira, sem se levantar, depois limpou as lágrimas do rosto da amada.
O coração dela estava quebrado pelas lembranças, o coração dele estava quebrado por ver ela sofrer. Ela sabia que tudo só estava começando e, por isso tinha medo, medo do que o passado podia fazer com o presente. Ela também sabia que tinha que contar, eles sabiam que ia doer nos dois. Mas o que eles poderiam fazer? Então, ela começou a contar.
—Quando eu tinha doze anos e o Matt treze, começamos a namorar. Era um namoro bobo, mas ele era ciumento e vivia se metendo em briga.— Ela suspirou— Depois de um tempo ele começou a ficar muito violento, só que comigo. Ele me xingava e me batia. André e Cat ficavam preucupados quando viam as marcas deixadas por ele. Então eu resolvi terminar. Tomei coragem e falei com ele. Eu vi ódio se formando nos olhos dele. Eu fiquei com medo e tentei fugir. Foi em vão. Depois de mais de 4 horas eu desmaiei. Acordei no dia seguinte, nua e machuca sobre a cama dele. Eu me lembrei do que houve, peguei minhas coisas, me vesti como pude e sai correndo. Eu me recuperei, mas ele não me deixou em paz. Passei uma semana presa na casa dele. Foi horrível. Para o André e a Cat disse que tinha viajado, quando contei para mnha mãe ela apoiou a minha mentira. Eu o denunciei, ele fugiu mais jurou vingança.—Ela deu outra pausa, mas não tinha acabado— Três meses depois eu descobri...
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