O Padrasto
49 Capítulo 49
Na manha seguinte.*
No hospital, havia ficado apenas Maria e Estevão com Roberta. Cristina e Frederico com Acsa. Ambas haviam recebido alta na mesma hora, porém a diferente entre elas, era que Roberta permanecia dormindo.
Quarto de Roberta.*
Maria olhando para Estevão. Ele apenas olhava para sua filha, e tentava organizar seus problemas, idéias. Estava sendo tanta coisa, tanto sofrimento, entre momentos de alegria. E se havia um momento, para se perguntar se devia continuar, o momento era agora. Sua liberdade por fim provada, a verdade de certa forma trágica, mais ainda assim revelada, seu casamento do jeito que sempre sonhará. Se era difícil desistir de tudo, era e muito. Mais sua cabeça estava a mil, necessitava de um tempo. E já sabia aonde iria dar este tempo de tudo, onde sua dor começou, e onde a mesma deveria acabar. Aruba!
Maria: Estevão está bem? (Preocupada).
Estevão: (Vira-se para ela). Estou. (Sorri). Mais tarde temos que conversar.
Maria: Temos? Sobre o que? O que aconteceu? Estevão... (Manhosa). Sabe que meu dom, não é esperar.
Estevão: (Sorri). Sei sim, minha vida. Mais terá que aprender, a esperar.
Maria: Não tenho outro jeito? (Se aproximando dele).
Estevão: Não! (Beija a mão dela, que estava sobre seu ombro).
Maria: Melhor acordar ela, para irmos pra casa. Estou cansada.
Estevão: Eu sei meu amor, sinto muito. Mais pedi para ir para casa, com os meninos, assim descansaria.
Maria: Jamais deixaria nossa caçula.
Estevão: Estava aqui.
Maria: Eu sei! (Sorri e beija a bochecha dele). Te amo sabia?
Estevão: Sim, estou sabendo a anos. (Brinca).
Maria: Nem se achou. (Sorrindo).
Quarto de Acsa.*
Acsa saia do banheiro, com uma roupa que seu pai havia buscado. E os vê se beijando, sorri. Enfim tinha o que tanto almejava, um pai... Uma família.
Acsa: Vocês não cansam, não? (Adorava importuna-los).
Cristina: Na verdade, não. (Frederico a beija, para provocar a filha). Quando encontrar o amor da sua vida, saberá como é.
Frederico: Isso só vai acontecer quando tiver seus 50 anos. (Sério).
Acsa: Ah legal. Vou dar pra titia!
Frederico: Melhor ainda.
Acsa: Não quer netos, papai? É isso? (O fitando).
Frederico: Quando tiver esta idade e ninguém lhe querer, adota uma criança.
Acsa: Está dizendo que estarei velha para encontrar um boy magia, é isso? Pra sua informação Seu Frederico Rivero, eu serei uma titia muito da pá virada. Bem vida louca. (Rindo, só de imaginar-se desta forma).
Frederico: Creio que não será assim, pois se ousar tentar ser assim, mesmo com seus 50 anos, irá apanhar neste seu bumbum. (Sorrindo irônico).
Cristina: Ai céus, vocês nunca mudaram? (Revira os olhos).
Acsa e Frederico: (Respondem em uníssono). Não!
Ambos riem. E se olham com carinho. Acsa vai até os pais, e os abraça. Entre o abraço sussurra que os ama. Se sentia a pessoa mais sortuda do mundo, em ter Frederico como pai. Não aquele velho e antigo Frederico, o grosso e totalmente arrogante. Ele já era um novo Frederico, o qual tanto ela como a mãe amavam.
Cristina: Vamos, meus amores? (Sorridente).
Acsa: Vamos! Precisamos passar na farmácia, pois o efeito dos analgésicos estão passando, e meu corpo começa a doer.
Frederico: O dó, dessa minha pequena heroína. (Irônico).
Acsa: Seu sem graça. (Sorri fraco).
[...]
Na saída do hospital. Frederico reconhece o irmão e o chama, fazendo um pequeno escândalo o gritando. Maria e Estevão olham para trás, e riem de Frederico, e de Acsa e Cristina que abaixam a cabeça envergonhadas, e balançam com a cabeça negativamente. Roberta que estava do lado da mãe, não dizia nada. Na verdade não havia dito uma só palavra, ainda um pouco pálida, mais bem.
Frederico: O que faziam aqui no hospital, vieram nos ver? (Os olhando).
Acsa: Papai... eles estavam saindo do hospital, e não entrando (Diz em tom irônico).
Maria: Quando chegarmos em casa, contamos o que ouve. Mais e você pequena, como está? (Sorrindo para sua afilhada).
Acsa: Melhor, obrigada. Só me sinto um pouco fraca, pela força bruta que tive que utilizar. (Brinca).
Frederico: Eu que tive que carregar-te, seu monte de ossos.
Estevão: Nunca vão mudar? (Sorrindo).
Cristina: Nunca. Maria você levou meu carro para mansão? (A olhando).
Maria: Sim Cristina, querem vir conosco?
Frederico: Não cabem todos, Estevão e eu vamos de táxi, depois de passar na farmácia.
Maria: Está bem, nos encontramos em casa. (Abraça a filha de lado, sem ser correspondida).
Assim as quatro vão para o carro de Maria... Frederico e Estevão começam a caminha, rumo a farmácia.
Estevão: Irei pra Aruba. (Diz do nada).
Frederico: Como assim? Fará o que lá? (O olhando, surpreso).
Estevão: Darei um tempo a Roberta, ela precisa. Maria precisa, eu preciso. Enfim, todos precisamos.
Frederico: Eu queria meu irmão comigo, (Visivelmente triste). Fiquei 15 anos pensando que estava morto, cara. Agora que enfim, podemos dizer que somos irmãos o que não é difícil de imaginarem. (Sorri sem mostrar os dentes). Agora que deixamos de ser O PADRASTO de nossos próprios filhos. Você não pode os deixar, não pode me deixar, porra. (Abraça o irmão).
Estevão: Eu não irei morrer, (Tenta brincar). Voltarei. Jamais irei abrir mão de lutar por nossa família. (Sorri).
Frederico: (Se afasta dele, dando-lhe leves tapinhas no ombro). Se não voltar logo, vou lhe buscar a ponta pés. (Sorri).
Estevão: Só resolver uns assuntos por lá, e reorganizar minhas idéias, estou aqui.
Frederico confirma com a cabeça. Assim eles seguem caminho a farmácia, cada um com seus pensamentos.
Mansão San Román.*
Durante o caminho todo foi um silêncio constrangedor. Ao chegar em frente a mansão, Todas desembarcam do carro, entrando em casa. Roberta sobe direto para o seu quarto, Acsa a segue. Estava preocupada com a amiga.
Acsa: Ro o que ouve? (Entra na quarto, logo depois).
Roberta: Podemos conversar outra hora? Outro dia? Outro ano, não sei. Só me deixa dormir um pouco. (Se deita na cama, cobrindo até sua cabeça).
Acsa: O que houve? Me conta, somos amigas, não somos?
Roberta: (Se senta na cama). Amigas não escondem as coisas uma das outras. Agora me diga, sabia que Estevão é meu pai? (A fitando de cara fechada).
Acsa: É por isso que esta assim? (Se aproxima). Estou passando por algo parecido, eu não sabia que Frederico era meu pai biológico.
Roberta: Grande amiga! Saia daqui por favor. (Cobre a cabeça novamente).
Acsa faz o que ela pede, se sentindo uma péssima amiga. Mas o que poderia fazer? O segredo não era seu, e sabia que esta mentira havia sido dita para não machuca-la, nem ao restante dos irmãos San Román.
Descendo as escadas, começa a ouvir a conversa de sua tia com a mãe. Melhor se dizendo, só havia escutado a voz das duas, pois na sala estava Vivian e Estrela, junto.
Cristina: Jamais pensei que Roberta agiria assim, na verdade pensei que a imatura seria a Estrela.
Estrela: Para ser sincera, até eu pensei. Mas acho que a maternidade, está me amadurecendo.
Maria: (Sorri). Também, acho Estrelinha! (Abraça a filha). Me sinto muito orgulhosa, de ti.
Estrela: Obrigada mamãe. (Sorrindo). Saber que meu pai esta vivo, e que nos ama, foi o suficiente para perdoa-los, e admira-los.
Vivian: Ainda bem. Eu acredito que em breve Roberta pensará igual, apenas está confusa. Ela sempre foi uma menina tão madura.
Maria: Cristina, e com Acsa como foi a conversa? Reparei, que ela já chama Frederico de pai.
Estrela: Com esta revelação de segredos, e verdade no ar. Vocês são mesmo irmãs? Ou tio Frederico e papai que são irmãos?
Maria: (Olha para Cristina). Não somos irmãs de sangue, mais se Cristina precisar eu doou o meu. Frederico e seu pai que são irmãos.
Estrela: Porque mentiram? (Fitando a mãe).
Maria: Porque Frederico não queria que o tratassem mal, já que ele viria para ajudar seu pai, a descobrir quem era o verdadeiro assassino.
Estrela: Entendi.
Acsa se aproxima delas.
Maria: (Olha para a sobrinha). Ela conversou com você?
Acsa: Não, nem se quer me deu ouvidos. O que houve com as coisas dela? Ela quebrou?
Maria: (Confirma com a cabeça). Amanhã comprarei outras coisas para substituir.
Estrela: E o tio Evandro? Porque ele decidiu pôr uma imagem de um homem desconhecido, justo quando meu pai regressou? (Olhando para a mãe).
Maria: Ele odeia seu pai, sempre os colocava contra ele.
Estevão e Frederico, se aproximam das mulheres, a sala. Estevão beija a testa de sua filha, e de sua nora, por último dá um selinho em Maria.
Estevão: Vou tomar banho. Depois poderemos conversar.
Maria: Esta bem.
[...]
Maria: Aqui estou. (O olhando).
Estevão adentrava o escritório. Ao contrário de todas as manhãs, não estava com roupas social. Estava visivelmente abatido, talvez fosse por passar a noite em claro.
Estevão: Sente-se. (Se sentando no sofá).
Maria: (Se senta). Não vai vir com essa de ir embora, não é?
Estevão: Sim. (Suspira). Mas volto, em menos de um mês. (Beija as mãos da esposa).
Maria: Porque tem que ir?
Estevão: Quero dar um tempo a nossos filhos, e também preciso pensar. Antes mesmo do que possa imaginar estarei aqui. E também, quero estar ao lado de Luciano, um amigo que convivia na prisão.
Maria: (O beija). Promete voltar, logo?
Estevão: Prometo. (Acaricia o corpo dela). Vou sem me despedir dos meninos, sabe o quanto odeio despedidas.
Maria: Sei, sim. (Triste).
Estevão: Estou levando uma de suas camisolas, para matar a saudade. (Chupa os lábios dela).
[...]
Havia se passado dois meses desde a revelação da verdade. As coisas pareciam ir de mal a pior. Maria se sentia sem força para lidar com os problemas, tanto em casa como na empresa. Roberta parou de frequentar o colégio, estava depressiva, e cortará a relação com os irmãos, que a culpavam do pai ter ido embora. A menina não saia mais do quarto para nada, estava com saudade de Estevão, saudade da família. Mas orgulhosa demais para admitir. Estrela, parecia cada vez menos animada para se casar, sobre o sexo de seu bebê, não queria saber, só iria descobrir no dia que o pão voltasse ou no nascimento, queria seu pai ao seu lado neste dia tão importante. Ângelo, estava um pouco distante, estava em busca de seu verdadeiro pai, esquecendo-se de sua familia e empresa. Heitor era o que mais tentava ajudar sua mãe, a ajudando tanto na empresa como com seus irmãos. Na empresa ocorrerá um roubo, Maria precisava saber quem havia feito aquele desvio que foi muito grande, e estava trabalhando nisso.
Frederico, Cristina e Acsa já estavam morando em sua casa. Haviam começado a mexer com a decoração dos gêmeos, sim gêmeos. Havia descoberto de pouco, que era um casal. A felicidade era muita para a família, mais tofos se sentiam mal, de certa forma por Estevão não estar com sua família, os deixando triste em ver o sofrimento deles. Acsa enfim começou a estudar, estava estudando no mesmo colégio que os primos, frequentaram um dia.
Estevão bem... Esse estava em Aruba, naquele momento comemorando a liberdade de Luciano. Engana-se quem pensa, que ele esteve feliz nestes meses, esteve o tempo todo a pensar nos filhos, e esposa. Sempre que lhe sobrava tempo ligava para o irmão, para saber de como as coisas estavam. E cada vez ficava mais preocupado, com todos. Isso porque seu irmão omitia muitas coisas dele.
[...]
Estevão: Irá morar no México, agora?
Luciano: Acho que sim, quero recomeçar em outro lugar. Foram anos demais aqui. (Sorri).
Ana Rosa: Isso é verdade. Acho que irei morar no México, também. (Sorri).
Luciano: E seus clientes aqui?
Ana Rosa: Vocês foram os dois últimos, o restante estão assim como vocês, livres. (Sorrindo).
Estevão: Ainda bem! Vida nossa a nós três. (Eles brindam).
Luciano: Quando voltará para o México.
Estevão: Amanhã pela manhã, agora que esta livre preciso ir cuidar da minha família.
Eles ficam no bar, bebendo e rindo. Era um momento de alegria, para por as magoas para fora.
Mansão San Roman.*
Maria estava na sacada de seu quarto, fumava. Desde que Estevão se foi, pegará este terrível hábito. Pensava em quem poderia ter feito o roubo. Quando batem na porta de seu quarto, em seguida entra Cristina com sua linda barriga, Maria sorri para a amiga.
Cristina: É a segunda vez que lhe pego com esta porcaria. (Toma o cigarro de suas mãos e o apaga). Heitor me contou o que houve, não tem idéia de quem fez este roubo? (Se sentando ao lado).
Maria: Não. Sabe o que é engraçado? Foi que eu tentei durante 15 anos da minha vida seguir em frente, mais hoje percebo que sempre estive no mesmo lugar, e novamente me sinto assim, como um caranguejo que anda pra trás. Não sei o que fazer para ajudar Ângelo. Estrela esta a cada dia mais nervosa e ansiosa, já tentei acalma-la, mas sei que só Estevão pata fazer este milagre. Roberta? Essa que não sei o que fazer de vez, parece que faz greve de fome, de pessoas de tudo. Me sinto tão inútil. (Chorando).
Cristina: (A abraça). Shhh... Não diga bobagens. Você é forte Maria, não se deixe abalar por estes problemas, que resolveram surgir de uma só vez. Eu prometo lhe ajudar, tanto eu como Frederico. Ele pode lhe ajudar na empresa, enquanto eu lhe ajudo aqui na casa e os meninos.
Maria: Obrigada, não sei nem como lhe agradecer.
Cristina: Eu sei, se anima, a vida continua. Seus filhos precisam de você.
Maria: Você tem razão. (Suspira). Frederico falou com Estevão, esta semana?
Cristina: Falou. Mas não sei lhe dizer sobre o quê, eles conversaram. (Mente).
Maria: Ele não me liga, não atende. As vezes acho que ele só voltará para se divorciar.
Cristina: Ele te ama. Duvido que ele te deixe. (Sorri).
Maria: Vai jantar conosco? (Mudando de assunto).
Cristina: Não posso, iremos jantar fora hoje. (Sorri).
Maria: Que bom, fico feliz por vocês.
Cristina: Obrigada. Eu vou ver Roberta, seguida me vou. (Saindo do quarto).
Cristina vai ao quarto da sobrinha, bate na porta. Não obteve resposta, por isso entra no quarto. Estava escuro. Roberta saia do banho, estava com um pijama branco, e com a toalha secava seus cabelos. Roberta a olha, não diz nada, e se senta já cama.
Cristina: (Se senta ao seu lado). Como se sente?
Roberta: Bem! (Diz seca).
Cristina: Não me trate assim, sabe que quero apenas o seu bem.
Roberta: Estou lhe tratando normal, tia. (Suspira). Mais só veio falar comigo, pra saber isso?
Cristina: Não, para conversar contigo como duas adultas. (Sorri fraco). Eu me importo contigo.
Roberta: Eu não précis conversar, se foi minha mãe que lhe pediu. Só diz que to bem. (Ascende o abajur)
Cristina: Ela não me pediu isso, na verdade não me pediu nada. Vim por livre e espontânea vontade, me preocupo contigo. Sentimos a falta daquela menina brincalhona, sempre com seu sorriso encantador, simpática. Onde esta ela?
Roberta: Não sei. (Se encolhe, abraçando seus joelhos).
Cristina: (A abraça). Seus irmãos estão chateados por Estevão ter ido embora. Mas não te culpam, não fica assim com eles.
Roberta: Eles me culpam sim, e eu sei que sou culpada. Eu queria que ele estivesse aqui, tia.
Cristina: Queria, é? E para que?
Roberta: Para dizer a ele, que o amo. Que eu sinto muito, pela forma que acabei agindo. (Chorando).
Cristina: E o que lhe impede de ligar e dizer isso? Ou mandar uma mensagem?
Roberto: Orgulho, muito orgulho.
Cristina: Uma das piores dores que existi é a que o orgulho cria. Que tal conversar com seus irmãos, e sua mãe? Ela está muito mal, por você. Ela já tem tantos problemas, você quer criar mais um a ela? Roberta San Román, cadê a maturidade, que Vi em você a meses atrás?
Roberta: Acha que eles querem conversar comigo?
Cristina: Maturidade?
Roberta: (sorri). Tem razão tia, mais posso ficar aqui só mais hoje? (A olhando).
Cristina: (Limpa as lágrimas dela). Não, não pode porque se ficar só mais hoje, irá pedir o mesmo amanhã. Tem que se alimentar melhor, pois sei que esta comendo pouco.
Roberta: Não sinto fome.
Cristina: Essa semana te levo ao médico, então.
Roberta: Começou a me dar fome agora. (Sorri).
Cristina: Assim espero. (Sorri). Troque-se, para me levar até a porta. Em seguida se juntar aos seus irmãos.
Roberta: Tia...
Cristina: (A interrompe). Nem tia nem mais. (Se levanta, e pega um vestido qualquer e entrega a Roberta). Você fica linda com ele, o vista.
Roberta: Foi Estevão que me deu. (Sorri de canto, e vai ao banheiro pô-lo).
Depois de alguns minutos Roberta sai vestida com o vestido, Cristina a abraça de lado, ela a corresponde.
Cristina: Essa semana voltará estudar. Precisa atualizar as matérias.
Roberta: Não preciso. (Sorri). Um colega me passava as matérias, e me explicava pelo facebook.
Cristina: Ainda bem, que não se descuidou nisso.
[...]
Depois que Cristina foi Roberta, ficou na sala de estar, vendo desenho. Seus irmãos não haviam chegado.
Maria desce as escadas e da de cara com Roberta, sorri, ao ver a filha enfim fora do quarto.
Maria: Se sente bem? (Se senta ao lado).
Roberta: Estou sim. (Olhando para a TV).
Se Maria soubesse o quanto estava sendo difícil para Roberta abrir a boca, para pedi perdão, tomaria a inciativa. Roberta depois de uma longa briga interna, decide abrir a boca.
Roberta: Er... Mamãe, eu. Me perdoa?! (A abraça). Eu sou muito idiota as vezes, ou sempre.
Maria: Não, não é, pequena.
Roberta: Eu queria tanto poder pedir desculpa, ao Estevão.
Maria: Seu pai. (A corrige).
Roberta: Sim, meu pai. Mais vou demorar a me acostumar com isso. (Sorri fraco).
Estrela: Desencantou do quarto? (Se senta no sofá. Acabará de chegar, da casa de Magui).
Maria: E seus irmãos? (Olhando para filha).
Estrela: Estão na garagem, chegaram pouco depois de mim.
Na mesma hora, os dois adentram a sala. Se sentando ao lado de Estrela. Alma estava junto de Ângelo, ela se sentou ao lado dele.
Heitor: Alguma notícia do papai?
Maria: Acho que bem, Frederico conversa com ele direto, eu acho. (Suspira).
Roberta: A senhora não conversou com ele?
Maria: Não, acho que queria um tempo de tudo, e conversa com Frederico para não se preocupar.
Heitor: Hum... O jantar está pronto?
Maria: Vou verificar isso. (Sorri e vai pra cozinha).
Estrela: Se sente melhor Roberta? (A olhando).
Roberta: Sim, me sinto. Vocês ainda me culpam?
Heitor: (se senta ao lado da irmã caçula). Ro, jamais te culpamos. Sabe que te amamos, pirralha.
Roberta: Também amo vocês, só um pouco. (Sorri e abraça o irmão).
Alma: (Sorrindo). Acho linda a relação entre vocês.
Ângelo: (A beija). Linda é você, amor.
Estrela: Que coisa melosa. (Rindo). Tem crianças aqui, sabiam?
Ângelo: Oras que feche os olhos. (Dá um selinho na namorada).
Heitor: Mano, como está sua busca por seu pai? (O olhando).
Ângelo: Está difícil, jamais pensei que Alba teria tantos homens em sua vida.
Estrela: (Gargalhando). Desculpa, mais é impossível conter a risada. Alba é uma mulher feia.
Ângelo: Mas rica. E não achei graça.
Estrela: Desculpa. (Começa a mexer no celular).
Roberta: O testamento de Alba, já foi revelado?
Ângelo: Sim. 75% de sua herança me corresponde, e 25% de nossa mãe, por ter sido uma grande amiga e ter cuidado de mim. (Dando de ombros). Talvez se ela tivesse me assumido, não teria morrido cheia de culpa.
Estrela: Não acredito. (Olhando para a tela de seu celular).
Heitor: Entendo Ângelo. (Olha para Estrela). O que foi, sua maluca?
Estrela: Olhem isso. (Irritada).
O celular vai passando de mão em mão, dos irmãos San Román, deixando todos irritados. Era uma foto a qual Estevão havia sido marcado, na foto estava ele com Ana Rosa, e um homem ao lado da mesma, em bar.
Heitor: Acha que ele esta aproveitando bastante.
Ângelo: Isso realmente ficou engraçado, não? Prefere se divertir com essazinha, do que ficar ao lado dos filhos.
Estrela: É bom ele ter uma boa explicação para isso. (Cruza os braços).
Maria entra na sala, por trás de Ângelo que estava com o celular, olhando a foto do pai. Ela vê a foto, mas finge não ver.
Maria: Vamos jantar? (Sorri para disfarçar).
[...]
Restaurante.*
A familia Rivero estava em um dos restaurantes mais chique, que tinha no México. Frederico estava com um terno, por muita insistência de Cristina.
Frederico: A comida, está uma delícia.
Acsa: Está sim. Eu falei que seria bom, sair um pouco de casa.
Cristina: Mas fui eu que escolhi o restaurante.
Frederico: E eu pagarei, por tanto créditos pra mim. (Sorri).
Acsa: Acabou com a graça, pai. (Faz careta). Já escolheram os nomes?
Cristina: Para a menina eu que vou escolher, e do menino será seu pai.
Acsa: Hum, qual o nome da menina?
Cristina: Agatha! (Sorri).
Acsa: Lindo! E do menino, papai?
Frederico: Gosto de Thiago.
Acsa: Porque não Frederico Rivero Júnior?
Frederico: Não tinha pensado, nisso. O que acha amor?
Cristina: Gostei. (Sorrindo).
Acsa: O que seriam sem mim?
Frederico: Nada, pirralha.
[...]
Pela manhã Maria se sentia muito deprimida, por tanto ficou na cama por aquela manhã.
Os irmãos San Román, tomavam seu café, quando pela porta entra Estevão, sorrindo. Nenhum retribuiu o sorriso.
Estevão: Bom dia filhos, nenhum vem me dar um abraço? (Os olhando).
Estrela: (Vai até o pai e o abraça). Senti saudades.
Ângelo: Quase pensamos que não voltaria mais.(Sem olha-lo).
Heitor: Se divertiu muito, por lá? (O fitando).
Estevão: (Solta uma risada). Podem me dizer porque estão me tratando assim? Claro que não me diverti, estava sem vocês.
Roberta: Não era o que sua foto com Ana Rosa, mostrava. (Comendo sua torrada).
Estevão: Ah, entendi. Posso me defender?
Todos: Deve! (Falam junto).
Estevão: O meu ex-parceiro de cela, foi solto, por isso comemorava.
Estrela: Pra isso a biscate da Ana Rosa, precisava estar junto?
Estevão: Claro, por dois motivos. Ela namora com Luciano, e foi nossa advogada.
Estrela: Ah!
Heitor: Sério? (Sorri envergonhado). Desculpa.
Ângelo: Já que foi um mal entendido, faria bem o senhor ir falar com a mamãe. Ela não falou nada, mais acredito que já tenha visto, e como nós tenha pensado coisa errada ao seu respeito.
Estevão: (Beija a testa de Estrela). Irei falar com ela, depois venho para dar umas boas palmadas em vocês quatro, por pensarem bobagens, ao meu respeito. (Saindo da sala de jantar).
Ângelo: Pisamos na bola
Estrela: E como. Mas o lado bom é que ele está de volta. (Sorrindo).
Roberta: Sim.
[...]
Estevão sobe as escadas correndo, estava morrendo de saudades de sua morena. Logo entra no quarto, e a vê deitada encolhida, sobre si tinha apenas um lençol. Estevão tranca a porta, tira seu sapato. E lentamente se põe sobre a cama, e por trás dela começa a beijar seu pescoço. Mais do que rápido, ela vira-se para ele. Ele a beija, sendo rejeitado de inicia. Mas não por muito tempo, logo o corresponde.
Maria: O que faz aqui? Não estava legal lá com a Ana Rosa? (Com ciúmes).
Estevão: (Sorrindo, enquanto acaricia a face dela). Você e os meninos merecem umas boas palmadas, sabia? (lhe dá um selinho). Ana Rosa namora com Luciano, o meu ex-companheiro de cela. Estou perdoado?(Se pondo em cima dela).
Maria: Eu sou uma tonta! (Sorri). Sabe que sou ciumenta.
Estevão: É uma tonta mesmo, por achar que eu seria capaz de lhe trocar. (a beija). Sempre soube, disso amor. (Retirando sua roupa).
Maria: Te amo! (O ajudando a se despir). Sinto tanta falta do seu corpo.
Estevão: E eu a do seu, minha vida.
Voltam a se beijar. Maria passava levemente suas unhas pelos braços dele, fazia o movimento lentamente. Estevão enquanto morde seu queixo, rasga sua calcinha.
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