Notas iniciais
Agradecimentos e dedicatória a minha Irmã DeOutraMãe Ana u.u, obrigada pela recomendação nega! Espero que gostem.

Cristina desce as escadas lentamente. Todos a salam a observam. Estevão vendo que sua cunhada não estava bem, vai até ela e a ajuda a descer os últimos degraus.

Estevão: Como se sente?

Cristina: Bem. Cade Frederico e Acsa?

Maria: Acsa saiu correndo de casa depois de ouvir sua discussão com Frederico. Ele foi atrás dela, mais já faz algum tempo. (Sussurra última parte).

Cristina: Não... (Entra em desespero). Algo acontece com eles.

Estrela: Tia as vezes é coisa de sua cabeça, logo eles chegaram e a senhora vai ver. Eles estão bem. (Tenta acalmar a tia).

Evandro: Ou não! As vezes ocorreu algo com eles.

Maria: Tio por favor, não vê que Cristina já esta o suficientemente preocupada? (Irrita-se com o jeito de seu tio).

Cristina pega seu celular e liga para Frederico.

Cristina: Nada, eles não atendem. Eu vou atrás deles. (Pegando a chave do seu carro).

Estevão: Não, Cristina! (Segura nas mãos dela). Eu irei.

Maria: Eu também, vou junto amor.

Heitor: Nós homens que iremos, é o certo. Vamos Ângelo?!

Ângelo: Claro. (Saindo junto a Heitor).

Estevão: Te amo! (Beija sua esposa).

Maria: Também te amo!

[...]

Frederico acabará de despertar, ao acordar percebe que havias amarras em suas pernas e pulso, até em sua cintura se encontrava uma corda, que induzia a outra cadeira ao lado. De cara soube que era Acsa, seu desespero aumentou em questões de segundos, sabia que sua filha necessitava urgente de um médico, pelo atropelamento, que era óbvio que Bruno havia feito de propósito.

Frederico apenas pensava em vingança. Bruno já tinha ido longe demais com aquilo tudo. Primeiro sua mulher, depois sua filha? Estava pedindo para morrer, morrer apenas não, sedo torturado. Frederico não mediria esforços, quando o tivesse em mãos.

Aquela escuridão o incomodava, era difícil estudar o lugar o qual pretendia fugir rápido. Mesmo sem luz no local, começa a se mover bruscamente tentando despertar Acsa, que suspeitava estar apagada ainda.

Com os movimentos bruscos de seu pai Acsa despertar, com um gemido de dor. E pavor! Tinha medo do escuro. Acreditava que Bruno já havia descoberto seu ponto fraco ou teve um belo golpe de sorte.

Acsa: Tinha gente tentando dormir sabia? (Com a voz de choro).

Frederico: Shhh... Sente muita dor? (Sussurra).

Acsa: Talvez um dia desses du lhe atropelhe e você possa me dizer se dói. (Irônica como sempre).

Frederico: Vai sobreviver! (Suspira).

Acsa: E você? Dói muito sua cabeça? Estava sangrando muito. (Preocupada).

Frederico: Deixe-me lhe bater na cabeça com uma barra de ferro, e você me diz sobre a experiência. (Movendo suas mãos rapidamente).

Acsa: (sorri entre lágrimas). Ok, experiencias trocadas. (Suspira). Porque ele esta fazendo isso? Eu bem era nascida na época que ele matou a tal Patrícia, ele devia manter apenas você aqui, não eu.

Frederico: Que bom que esta curtindo minha companhia.

Acsa: Desculpa. Estou com medo. (Aperta a mão do pai, entre as amarras). Promete me tirar viva? Não peço nem inteira! Mais se conseguir é uma boa opção.

Frederico: (ri sem graça). Cala a boca pirralha, vou lhe tirar daqui. Linda e saudável ou quase.

Do nada as luzes do galpão são acessas. Chegando a doer a luz, para eles que estavam tempo demais no escuro. Bruno, sobre a metade da escada, os admirava e sorria perverso, pois ouvirá toda a conversa entre pai e filha.

Bruno: (Rindo). Então Frederico irá tirar-lhe com vida daqui? Que isso Frederico, tudo isso para conquistar Cristina? Nem você sairá com você, imagine a pobre Acsa. (Se aproxima dela. Acariciando sua face. Ela se esquivava, do toque dele). Vou lhe explicar porque esta envolvida em minha pequena vingança! (Pega uma faca). Porque quando temos filhos, eles se tornam nossos pontos fracos. Você sofre? Sua mãe sofre em dobro. (Rindo).

Acsa: Doente.

Bruno lhe dá um murro, a fazendo cortar a boca, seguindo cuspir sangue.

Vontade de xinga-lo mais era enorme, mais não queria apanhar. Gostava de seu rosto sem hematomas.

Frederico: (Irritado). Porque não bate em alguém que mais tarde vai revidar? E com muita força, seu merda.

Bruno: Eu poderia lhe matar aqui e agora mesmo, mais não posso e nem quero estragar minha felicidade. (Rindo).

Frederico: Faz isso mais a deixe em paz.

Bruno: (se abaixa a altura de Frederico). E que graça teria? Acha que não sei já que é o pai dela? Que pena descobriram tarde demais, né? Mais no inferno vocês irão aproveitar juntos.

Bruno larga a faca em uma mesa próxima a Acsa. E pega um martelo.

Bruno: Acsa linda, onde quer que eu bata no seu papai?

Acsa: Em qualquer lugar, eu o odeio, se quiser bata nele todo. (Finge ter ódio em suas palavras). Eu mesma bateria se tivesse a oportunidade. (Faz força para se soltar).

Bruno: Te deixarei dar espanca-lo, sem tramóias. Ou te mato como uma mosca, entendeu? (A solta).

Acsa: Não se preocupe. Frederico não fez nada além de me humilhar nessa vida. O fato de descobrir que é meu pai não muda minha raiva, o que aconteceu. (Bate na cara de Frederico, deixando marca de seus finos e pequenos dedos).

Bruno: Adoro esses momentos em família. (Gargalhando).

Frederico deixa escorrer lágrimas por sua face, acreditava que sua filha lhe adiava realmente. Queria morrer naquele momento, mais obviamente não pelas mãos dela. A olha com seu olhar pesado, triste.

Acsa pega uma marreta. Se aproxima de Frederico e a ergue no ar. Frederico aguardava as pancadas de cabeça baixa. Acsa gira rapidamente e bate em Bruno com a marreta, o fazendo Jr direto pro chão. Ela parte para cima dele, o agredindo apenas na cabeça. Estava com tanta raiva, ele havia abusado de sua mãe, ferido seu primo e sabe se lá Deus mais aquele psicopata haverá de ter feito.

Ao sentir o sangue de Bruno jorrar em si. Apavorada consigo mesma pela brutalidade que havia feito começa a chorar. Se desligando do mundo a sua volta. Frederico com seus vários gritos a desperta. Pega uma faca e corta a corda que prendia seu pai a cadeira. Enquanto Frederico se levantava ela cospe em Bruno, e chuta sua parte genital. E sai correndo praticamente arrastada.

Acsa: A porta fica lá? (Apontando para a porta atrás deles).

Frederico: E os capangas?

A faz novamente temer. E a correr mais rápido, mais assim como Frederico sentia suas pernas dormentes, estava caminhando em câmera lenta. E para piorar aquele maldito galpão tinha que ser enorme e aparentar um labirinto. Começou a se sentir perdido, ao olhar para tudo e tudo aparentar exatamente a mesma coisa. Acsa apenas olhava para o chão durante o percurso, pela pancada do carro seu corpo todo doía muito.

Frederico: Deve de ter uma saída nesta merda.

Acsa: Olha a boca. (Fala com dificuldades).

Frederico: (A olha). Você não está bem! Se alimentou ao menos? (A levando ao lado agora)

Acsa: Por falar em comida, cairia bem.

Frederico consegue ver uma possível luz no fim do túnel. Consegue ver um "ladrão", fora escada a única forma de subida para os andares acima. Ele consegue enfileirar algumas caixas, para assim subir. Acsa faz o mesmo movimento seguida dele. Mais por puro azar, acaba esbarrando na última caixa a fazendo cair e surgindo um barulho alto, e chamando atenção dos bandidos. Frederico novamente volta a puxa-lá pelo braço, correndo, e vê mais uma escada para o terceiro e último andar.

Acsa: Não, não vamos subir. (Para de andar).

Frederico: (A olha). O quê? Porquê? (Impaciente).

Acsa: Nunca assistiu filme de terror? Sobe as escadas morre.

Frederico: Gostaria de discutir esta sua "lógica" (faz entre parentes com os dedos), mais estamos ocupados demais tentando salvar nossas vidas. Agora para de cenas, por favor?

Acsa: Vamos nos esconder, não sei. Lá estaremos encurralados feito ratos. Mais se quiser a ajudar eles no trabalho? Tudo bem, bora lá pra cima.

Ele ouve passos já no andar de cima e se esconde com a filha, tampando a boca dela como se ela fosse falar algo. Os dois capangas se separam, dando uma porcentagem de chances a Frederico para esmurrar um e tomar-lhe a arma.

[...]

Mansão San Román.*

Depois de duas horas de busca pelos integrantes da familia, eles voltam acompanhados por Victória. A mesma não continha uma cara de boas notícias. Cristina ao vê-lá, e procurando entre os que entravam, seu marido e filha. Mas nada, no mesmo momento se levanta.

Cristina: E Acsa e Frederico? (Os fitando).

Victória: Soube sobre seu estado Cristina, por isso lhe peço para não se exaltar.

Cristina: Falando assim me sinto bem mais calma detetive. (Nervosa). Fala logo por gentileza.

Victória: Encontramos o carro de seu marido em um matagal... (Cristina a interrompe).

Cristina: Ele estava no carro? Se machucou? (O pingente de sua gargantilha, ia de um lado ao outro, mostrando seu nervosismo).

Victória: Não. Isso o que estranhei, por não haver um pingo de sangue. Acabei por concluir que Bruno pode estar envolvido nisso. Sinto muito. Os encontraremos. (Diz convicção).

Cristina se senta no sofá, com lágrimas brotando em seus olhos. Derrepente lhe ocorre uma ideia, a fazendo levantar-se.

Cristina: Celular?

Maria: Como? Onde esta eu pego. (Desligada).

Victória: Não encontramos no local onde o carro estava, ou melhor o de Acsa não, vocês sabem se ela o levou? (Os fitando).

Maria: Você lembra amor? Ou viu?

Estevão: Não, não tinha como e...

Roberta: (O interrompe). Sempre carrega consigo, é adolescente gente. (Revira os olhos). Mais não sei se será fácil localiza-lo. (Morde o canto da boca pensativa). Tem GPS, não tem tia?

Cristina: Tem... Tem!

Victória: Ótimo, preciso do número, podem me passar?

[...]

Galpão.*

Um disparo é ouvido por todo o galpão juntamente com o um grito de Acsa. A menina estava abaixada com as mãos em seus ouvidos, até ouvir o disparo. O que a faz no impulso se levantar, e grita, chamando Frederico pela primeira vez de pai.

Acsa: Paiii... (Corre até os dois corpos).

Frederico: Não fui eu! (Sorrindo). Estou bem pequena. (Se levanta e a abraça, e beija o topo de sua cabeça). Vamos dar o fora daqui.

Pega em sua mão a puxando para o andar de cima. O terceiro e último andar, era diferente dos dois a baixo, havia galões de gasolina. E uma pequena janela de vidro, a qual para Frederico passar teria uma certa dificuldade. Ele se aproxima da micro janela, e olha para ver se havia sacada, e por um incrível azar, não tinha.

Frederico; Hey minha pequena, a olhando nos olhos). Terá que perder seu medo de altura, está bem?

Acsa: (Nega com a cabeça). Não dá!

Frederico: (olha ao redor). Viu quantos capangas tinha?

Acsa: Dois. Mais não tenho certeza.

Frederico: Como não?

Acsa: Ele me apagou novamente, e pode ter chegado mais.

Frederico: Fica aqui, e assim que lhe der o sinal, derrame a gasolina. Entendeu?

Acsa: Ok. Mais se for para pular essa droga de janela, porque vai para o lado oposto?

Frederico: Não temos tempo. (Indo para o outro lado).

Acsa aponta seu dedo do meio para seu pai, já que o mesmo estava de costa. E no centro do galpão estava Bruno com seu capanga. Atrás dele estava Frederico.

Bruno: Apareçam, andem. Sabem que não tem outra saída. Se aparecerem logo irei ser bonzinho. (Gritando).

Acsa revira os olhos. Quem seria idiota a tal ponto? Pensa.

Vê Frederico apontar para um dos galões, mas Bruno e seu capanga estavam perto demais, por isso decidiu esperar um pouco.

Bruno: Estou perdendo a paciência. Acsa apareça, ou farei o mesmo que fiz a sua Mamãezinha. (Com um sorriso cínico).

Acsa que o tinha de inteligente tinha de sangue quente. Era uma Rivero, sem sombras de dúvidas. Se levanta.

Acsa: Seu filho da puta, cala a boca ao falar da minha mãe. (Irritada).
Bruno a agarra pela cintura, e a faz ficar de costa para si. Mesmo ela tentando lutar contra. Mais que força teria ela, contra ele?

Bruno: (passando a arma por todo o corpo dela, para na região pélvica). Vai adorar! (Passa a língua por sua face).

Frederico atira no capanga por trás puto da vida, por Bruno já ter abusado de sua esposa, ter incriminado seu irmão e agora sua filha? Estava pedindo para morrer. Atirá até ver o filho da mãe no chão.

Frederico: Solta minha filha seu merda. (Apontando a arma para a cabeça dele).

Bruno: (Rindo com deboche). E você lá sabe utilizar um resolver, bicho do mato? Ter matado os dois trouxas não quer dizer que tenha boa pontaria. Enquanto você, atirá em mim, atiro nela. (Beija o pescoço da garota).

Acsa lhe dá uma cotovelada na costela, e corre para o lado do pai. Ambos se abraçam. Frederico com a mão disponível, para Bruno.

Frederico: Quem é o bicho do mato?!

Seu revólver dispara, acertou em seu abdômen, e tenta atirar novamente, mais as balas havia acabado, sendo assim, ele faz uma rápida caminhada até Bruno lhe tomando seu revólver e dando um chute em sua cara. E como já suspeitou do plano de Bruno assim que pôs seu pé no terceiro andar com aqueles galões de gasolina. Procura pelo esqueiro ou fósforo, e encontra o fósforo e as chaves.

Frederico: Vamos? (Indo pro lado da escada).

Acsa: Sim. (O seguindo. Pega na mão dele).

Frederico: (Olha para a mão deles e sorri). Me aceita, é isso?

Acsa: Vai querer discutir isso agora? (Solta a mão dele correndo a frente).

Frederico a olha correndo e sorri. Ascende o fósforo, e joga onde derramou a gasolina, e segue correndo junto a filha, para os andares a baixo, agora que já podiam utilizar as escadas, saem correndo pela mesma.

Frederico: Merda menina, atrapalhada.

Acsa havia caido na escada, e batido a cabeça, estava desmaiada em frente da parte. Ele destranca a porta, ouvindo a explosão, deveria enfim a gasolina ter se espalhado. E a pega no colo, a pondo no ombro e saindo rápido de lá. Vai até o carro, estava destrancado, porém sem a chave. Com certeza estava com Bruno, não tinha chances de voltar lá. Põe Acsa no banco do carona, e tenta ligar o carro com os fios. Mais ouve o barulho da sirene, e ao ver o celular de Acsa no banco de trás agradeceu, por saber que não seriam tantas perguntas. Ao seu lado ouve um longo suspiro, e Acsa despertando.

Acsa: Foi pesadelo? (Com apenas um olho aberto).

Frederico; Qual parte? (A olhando, enquanto chegava os carros ao lado).

Acsa: A que você é meu pai, o restante foi bem divertido, pois veio pacote completo sangue do inimigo na cara, e dor no corpo que mal consigo me mover. (Irônica).

Frederico: Que bom que gostou! (Sai do carro). Consegue sair?

Acsa: (confirma com a cabeça). Mais vou descansar mais um pouco. (Fecha os olhos).

Cristina salta em cima de Frederico, ele a ergue alguns centímetros do chão, por breves segundos. E assim que a põe no chão se beijam.

Notas finais
Fim da história