P.O.V. Ester.

Se eu não tiver um filho meu esposo vai me deixar por uma mulher mais jovem e mais bonita e serei desgraçada perante a sociedade.

Por isso terei que pedir ajuda a minha irmã mais velha que não vejo a anos.

—Ora, ora a filha pródiga retorna.

—Por favor irmã, estou desesperada. Ajude-me.

—Se não estivesse desesperada não estaria aqui correto?

—Sim.

—O que você quer?

—Não consigo engravidar, preciso de um feitiço.

—Eu tenho um preço.

—Qual seria?

—Todos os primogênitos de todas as gerações de nossa família serão meus.

—Feito.

Minha irmã realizou o feitiço e quando chegou a hora da troca eu não consegui. Ela levou a minha filha e eu revidei. Prendi Dália num receptáculo, uma prisão inescapável.

Se depender de mim ela vai ficar presa naquele lugar pela eternidade. A minha filha morreu e eu traí a natureza para proteger os filhos que me restam, transformei-os em vampiros. Monstros imortais bebedores de sangue.

A natureza revidou, mas nós queimamos a árvore cuja madeira é a única arma que pode ferir os meus meninos.

Nunca mais tive notícias de Freya, eu a procurei por todos os lugares, mas não a encontrei. A vingança final de minha irmã. Sumiu com a minha filha.

Minha tão amada filha.