O Pacto
12 Capítulo 12
P.O.V Reid Blake
Todos na minha família estavam felizes, menos eu e Damon. Sobre a infelicidade de Damon: Ele e Ally haviam brigado e ai Ally saiu com meu filho. Já sobre a minha era um pouco mais séria. Depois de descobrir sobre Daniel, que foi o ponto alto desde que voltei para a cidade, eu percebi que minha ex-ficante, Kristen Evans voltou para a minha infelicidade, meu irmão Sebastian que eu esperava que voltasse, não voltou e Caleb e Damon tem brigado frequentemente. A vida nessa casa tem sido um verdadeiro inferno. O ponto alto é ter Daniel e Kol por perto, tanto meu filho como meu irmão, me fazem bem.
Passei uma noite meio tenso, sentia que algo de muito sério aconteceria na minha vida no dia seguinte, mas como vampiro, tentei ignorar pois só o fato de ser um vampiro, já atraio desastres. Quando o dia amanheceu, tomei um banho frio e me arrumei. Iria ao cemitério ver o túmulo de Sebastian mais uma vez e tentar entender o porque de Ally voltar e ele não. Quando desci Daniel tomava café sentado recostado na bancada. Damon discutia e Daniel o ignorava. Ele dizia que Daniel era um traidor saindo com a ex namorada de Damon e que ele não devia nem lhe chamar de tio pois era um desonra. Quando entrei no cômodo, ambos me olharam surpresos e eu sorri como se não tivesse ouvido.
– Bom Dia família feliz! – Falei sarcástico e peguei uma maçã que estava na bancada e sentei-me ao lado de Daniel. Damon revirou os olhos e saiu batendo a porta. Olhei Daniel que sorria satisfeito como se houvesse vencido uma batalha.
– Vou sair, tente não matar ninguém ok?
– Não prometo nada pai!
Saí da casa e peguei minha moto seguindo até o cemitério Entrei e não havia ninguém lá. Na verdade, quase nunca havia gente naquele local. Caminhei até o túmulo de Sebastian e fiquei o olhando tentando entender. Suspirei e me abaixei pegando as flores mortas que haviam ali. As tirei e as joguei de lado. Usando minha velocidade fui até a loja de flores que havia ao lado e comprei um buque de tulipas. Voltei ao túmulo e coloquei em um vaso para ele.
– Me explica por que não voltou... Por favor!
– Estranho não é? – Aquela voz me tirou de meus pensamentos e eu me levantei. – Allicia voltou... Eu voltei... Dois seres sobrenaturais que foram injustamente mortas voltaram, mas quanto a ele... Não entendo!
– Como você..? – Deixei a pergunta no ar ainda tentando entender como ela poderia estar ali.
– Quando Ally descobrir me avise ok? Pois também não sei!
– Quando voltou?
– Não recebo nem um abraço pela minha volta a vida?
– Quando me contar por que voltou, talvez... – Falei frio ignorando o biquinho que ela fez ao pedir o abraço.
– Já disse que não sei!
– Por que não consigo acreditar em você?
– Nunca confiou em mim.
– Eu ia me casar com você... Eu a amava...
– E mesmo assim me traiu com Kristen Evans... Por que não consigo acreditar em seu amor?
– Não use minhas palavras contra mim Cristine... Isso é meu talento, não seu!
– Querido Reid, você me traiu, depois me abandonou para a morte e agora não acredita em mim?! Qualquer mulher ficaria ofendida!
– E porque não está?
– Porque te amo!
– Não consigo acreditar, desculpe!
– Você me traiu com minha melhor amiga, espera que eu me ajoelhe ao seus pés e peça perdão pelo que aconteceu?
– Você mereceu a morte que teve!
– Caleb não pensava assim!
– Sei que não, mas quanto ao seu precioso Caleb, ele também te deixou para morrer.
– Os Blake são todos iguais!
– Ainda não em respondeu... O que faz aqui?
– Já respondi sim, disse que não sei! – Ela falou grossa e eu sorri.
– Cuidado Lobinha, não estamos na lua cheia... Você não põe medo nem na mais jovem criança de Ipswich!
– Quanto amor Reid...
– Já te amei, não amo mais!
– Frase digna de um livro não acha? – Ela falou desviando olhar para o túmulo de Sebastian. Abaixou tocando as tulipas que havia colocado para meu irmão. – Talvez ele volte... O clima está tenso para nós, seres sobrenaturais!
– Mesmo se não souber porque voltou, sabe de algo que eu não, quero que me conte agora!
– Você nem pediu com carinho! – Ela se levantou fazendo biquinho e com minha velocidade a segurei pelo pescoço a tirando do chão.
– Se espera por um por favor, ficará esperando Cristine...
– Já falei que amo seu jeito selvagem de vampiro?
– Já falei que posso cortar sua garganta em segundos se não me contar o que sabe?
– Ok Reid, você venceu... Ipswich está sobre um feitiço antigo, Ally deve saber, só sei que teremos problemas com velhos inimigos voltando....
– Do que está falando?
– Acho que você devia se preocupar com os caçadores que te caçavam antigamente... Eles tem problemas com vingança, tem sede por ela!
– O que mais você sabe?
– Nada... Só isso... E você está me machucando! – A soltei contra a vontade e ela sorriu.
– Obrigado pelos avisos, adeus Cristine! – E dito isso eu usei minha velocidade, fui até minha moto e fui dirigindo até a mansão Evans. Precisava falar com Ally. Quando cheguei, desci da moto e apertei a campanhia. Kristen abriu e ficou toda sorridente quando me viu.
– Que bons ventos te trazem aqui nobre Blake?
– Pode ter certeza que não foram os mesmo que te trouxeram de volta a cidade, Ally está? – Ela bufou e afirmou.
– Entre! – Após ser convidado entrei na casa e usando minha velocidade fui ao quarto de Ally. Bati na porta e esta estava apenas encostada e se abiu com meu toque. Com receio entrei no quarto e chamei por Ally. Ouvi barulho do chuveiro e vi roupa em cima da cama, ou seja, Ally sairia ou sem nada ou apenas de toalha do banheiro. Corei ao perceber que eu viria isso e me virei para sair, mas foi tarde de mais pois Ally já estava na porta apenas com a toalha enrolada no corpo.
– Me desculpe, eu bati e a porta estava aberta.
– Sem problemas Reid, só vou me vestir e podemos conversar! – Ela pegou as roupas e voltou ao banheiro. Sentei-me na cama a espera de Ally e com o calor tirei minha camisa xadrez ficando apenas com a camiseta preta. O quarto da morena era extremamente quente. Quando ela saiu do banheiro estava linda, secava o cabelo com a toalha e depois o prendeu de lado. Sentou-se ao meu lado encolhendo as pernas ficando na posição do Buda. A olhei e sorri.
– Bom te ver de novo, só gostaria que não fosse nessa situação...
– O que aconteceu?
– Cristine voltou! – Fui direto e ela endireitou a postura ficando ereta. A vi suspirar e fiz o mesmo colocando as mãos no rosto. – Mas o mais importante foi o que ouvi dela.
– E o que foi?
– Que a cidade está sob um feitiço antigo, que está trazendo os seres sobrenaturais de volta. Ally, você tem noção de quantos inimigos irão voltar por vingança?
– Acho que eu tenho uma ideia!
– O que?
– Posso tentar falar com a minha mãe e saber sobre o feitiço, mas preciso de ajuda e não pode ser da minha irmã. Ela vai me matar se souber.
– Ally, não é perigoso?
– É sim, mas não posso deixar isso sem respostas. Preciso que quando chegar em casa, peça para Daniel me ligar, ele passou toda a vida dele estudando os feitiços e agora não pode mais usar, mas pode me ajudar!
– Ok então... E mudando de assunto... Você e meu filho... O que ta acontecendo entre vocês?
– Não está acontecendo nada Reid, somos amigos e só amigos! Sem ofensas, mas quero distância amorosa de Blake’s por um tempo. – Ela falou rindo e eu a acompanhei. Levantei-me da cama e a olhei. Ela estava muito bem desde que voltou, estava feliz por ela.
– Preciso ir... Tchau Ally e obrigado pela ajuda! – Falei e dei um beijo em sua bochecha. Saí usando minha velocidade e fui até minha moto, fui dirigindo até em casa e quando cheguei contei tudo a Daniel e Damon ouviu, principalmente a parte de que Ally chamava Daniel para ajudá-la.
– Estão bem próximos!
– Não começa! – Falei logo cortando Damon e Daniel se virou o encarando.
– Qual o seu problema com minha amizade com Ally?
– O problema, é que pra quem é só amigo, você está próximo demais dela!
– Que eu saiba vocês não estão mais juntos para você ficar controlando quem está próximo ou não dela. – Damon usou sua velocidade e prensou Daniel contra a parede mostrando as presas. Usei a minha velocidade e minha força e joguei Damon longe mostrando as minhas.
– Desculpe, mas acabou a briga, odeio dar uma de mais velho... – Fiz uma pausa e olhei para Daniel. – E de pai, mas vão para os quartos e tentem não se matar!
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