Inês- Victoriano está atrasado uma semana! Não se importou com a gente, por devo lê-la.

R- Poço?

Disse pegando a carta e leu em silêncio. Inês faz sinal de positivo e se deita.

R- NÃOOOO... Não pode ser!

Disse Rosa colocando a mão na boca! E chorando desesperadamente.

R- O que aconteceu com Victoriano?

Inês ficou desesperada, imaginando o pior.

R- Ele...Ele....

Rosa, gaguejava em meios aos planos e não conseguia falar.

R- Senhora tenha paciência com ele, voltará em 3 semanas.

Inês- Rosa tem ideia do que isso significa?

R- Senhora veja pelo lado bom essa será a ultima viagem dele.

Disse Rosa tentando amenizar a situação.

Inês- não era para ele nem ter saído, eu pedi, insisti e agora por causa desta maldita viagem tudo aconteceu!

Inês estava chorando muito.

R- O que aconteceu!

Inês- Eu... Na verdade não suporto ficar sem ele.

Disse Inês percebendo que estava falando demais.

R- Senhora, estamos todas bem! E três semanas passa rápido.

Inês- Mas não era para ele ter ido nem um mês, ele passou uma semana do prazo combinado e agora isso?

R- Fique calma, vou fazer um chazinho, fique descansando quanto tempo precisar. Cuidarei de você enquanto meu filho não chega.

Rosa se pegou falando “filho”, mas para Inês foi de consideração.

Passaram às três semanas e Inês não saiu do quarto para nada, estava traumatizada, com medo, as marcas de seu corpo já não apareciam tanto, exceto as dos seios que ainda eram fortes pelas mordidas daquele animal infeliz. Já estava anoitecendo aquele dia Victoriano chegaria, Rosa preparou tudo que ele gostava de comer.

Até que Victóriano chega! já era hora do jantar, Inês fez um esforço de sair do quarto para receber seu esposo e por sua filha. Ela estava com um vestido azul de linho, marinho, que torneava seu corpo, ela estava levemente maquiada.

Victoriano chega e todos na fazenda o esperavam. Diana correu em busca de um abraço.

D- Papai

V- Minha menininha! Que saudades!

Ele a apertou e olhou para sua esposa, esperava um abraço dela também, mas antes que viesse na direção dela, Rosa o abraçou. Logo se aproxima de Inês e a agarra pela cintura, mas ela não retribui muito. Estava muito apática.

V- Que saudades de você Morenita!

Ele fala isso e lasca um beijo na boca dela, ela de inicio fica sem reação, queria o beijo, mas isso era tudo que ela poderia lhe dar, estava se sentindo suja demais, para estar com seu marido. Ele estranhou um pouco a reação dela, mas Imaginou que ela estivesse com raiva.

Durante o jantar ele degustava contava sobre a viagem.

V- Quero fazer um brinde! A minha família, a minha processadora e ao nosso sucesso.

Inês- Processadora?

V- Sim consegui muitos contatos e graças ao meu empenho nesta viagem, vamos ter a nossa própria empresa, você me quer ao seu lado, não posso deixar vocês passarem fome.

Inês abaixa a cabeça estava um pouco enjoada e pede para sair.

V- O que ela tem?

R- Esta assim desde que recebeu sua ultima carta há 3 semanas, não come, Só fica no quarto.

Diana já tinha subido para dormir, e Victoriano logo foi ver como Inês estava.

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Quarto do casal

Inês já estava deitada, Victoriano se aproxima se sentando na cama. Queria matar as saudades, a abraçou por trás, beijando-a no pescoço.

V- Como senti falta da sua pele na minha Moreita.

Inês se assusta, com a aproximação e se senta. Ele a invade ainda mais tentando tirar a alça da sua camisola preta. Ela o impede de despi-la.

Inês- Hoje não! Preciso dormir, não estou bem!

V- O que tem meu amor? Esta com raiva? Rosa me disse que não saiu do quarto nos últimos dias.

Inês- Rosa não tem que se meter na minha vida.

V- Ela falou por bem! Mostrou-se preocupada.

Ele estranhou a atitude dela. Inês não responde se vira, demonstrando que não queria conversar.

V- Não me ama mais?

Inês- Se eu te pedisse o divorcio você me daria?

Disse ela séria. Ela dizia da boca para fora, não queria, mas não saberia quando voltaria a se entregar a ele, por mais que quisesse.

V- O que significa isso Inês!?

Inês- Vamos dormir amanhã é outro dia ai conversamos.

Inês- É melhor dormir antes que eu te magoe ainda mais.

V- Não! Quero você!

Ele a puxa para si distribuindo beijos pelo pescoço, ela tenta ceder, pois a dias não o sentia daquele jeito, era o que ela mais queria. Até que as lembranças do abuso de Loreto vem a sua mente e ela o impede o empurrando e dizendo exaltada e ofegante.

Inês- EU DISSE NÃO! PARE!

Não querendo contraria-la mais foi tomar um banho, quando voltou ela já estava dormindo, ou melhor, fingindo, para não ter nada com ele.

Na manhã seguinte ele tinha um compromisso se levantou cedo, mais que o normal e foi à casa de Evandro, a quem tinha como ex-patrão. Inês acordou e viu que seu esposo já não estava. Estranhou ele ter saído sem dizer nada. Levantou e perguntou para Rosa.

R- ele foi à casa de Seu Evandro disse que ele marcou uma reunião logo cedo.

Inês estranhou, mas entendeu, logo foi ajudar Rosa nos afazeres da casa, precisava se distrair.

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Casa de Evandro

Victoriano chegou e ouvia uma discussão de longe, parecia a voz de Loreto, seu irmão e de Evandro do lado de fora do escritório dava para ouvir os gritos, um tentando falar mais alto que o outro.

L- Eu quero minha parte, se não eu te mato velho desgraçado.

E- Hoje mesmo vou contar toda a verdade a Victoriano e vou lhe dar o lhe pertence por direito, você não vai mais me chantagear, nunca mais.

L- ISSO É O QUE NÓS VEREMOS, ANTES QUE ISSO ACONTEÇA EU MATO VICTORIANO E VOCÊ.

Disse Loreto apontando uma arma para Evandro. Victoriano entra e tenta impedir Loreto de atirar.

V- PARE LORETO!

L- O QUE FAZ AQUI SEU INFELIZ!

Eles entram em uma luta corporal, Victoriano tenta tirar a arma, quando de repente um tiro sai da arma que estava nas mãos de Loreto e Victoriano.

Evandro cai em seguida. Victoriano corre na direção dele para socorrê-lo.

E- Victoriano!

Evandro estava morrendo.

V- Não fale por favor espera o socorro.

E- Preciso falar antes que seja tarde, Loreto, é mal e quer te Roubar.

Da uma pausa para respiração ofegante.

E- Me chatageou para não dizer a verdade, me perdoa precisa saber. quando eu Morrer não quero velório, não mereço.

Morra logo velho desgraçado.

V- quem pensa que é para falar assim?

L- Olha chegou todo valentão.

Victoriano o pega pelo colarim

L- É melhor me soltar, Inezita, não vai gostar que esteja tratando assim o seu homem.

Victoriano lhe transfere um soco.

v- OLHA COMO FALA DA MINHA MULHER SEU VERME!

Loreto cai logo se levando indo em direção da porta...

L- Inês dormiu comigo e adorou... disse que sou muito melhor que você...Que pena que você já voltou. Inês me disse que quer ser minha mulher, pensando bem eu aceitei, afinal ela é a mulher mais gostosa que já comi.

Quando Victoriano Foi lhe bater novamente Evandro o chama

E-Vic..to.. .no vo...cêeee éee meuuu..

Victoriano estava ajoelhado tentando ouvi-lo, mas era tarde demais, Evandro morre.

Loreto pega o envelope e sai correndo.

Logo chega a emergência.

E o advogado de Evandro.

Ad.- Evandro não quer ser velado, vamos cremar o seu corpo, daqui 3 dias precisará comparecer ao cartório.

V- Eu?

Ad. – Sim! Ele pede apenas a sua presença. E não se preocupe com o corpo, vamos cuidar dele.

Victoriano tinha algo muito importante para resolver e foi para casa. Durante o caminho dirigia em alta velocidade, estava tentando entender. Inês parou de mandar carta, ontem não quis nada com ele e estava muito seca e ainda pediu o divorcio. Isso jamais aconteceria porque ela era doida por ele. “Será que era verdade?” pensava ele.

Lembranças on Victoriano.

“V- não me ama mais?

Inês- Se eu te pedisse o divorcio você me daria?”

...............

L- Inês dormiu comigo e adorou... disse que sou muito melhor que você...Que pena que você já voltou. Inês me disse que quer ser minha mulher, pensando bem eu aceitei, afinal ela é a melhor mulher que já tive.

Lembranças off Victoriano.

V- Então era isso!

Victoriano vai para casa como um furacão e chega quase estourando a porta do quarto, Inês guardava algumas roupas limpas e acaba se assustando com a maneira que ele invade o quarto.

V- Maldita, mentirosa.

Diz ele com sangue nos olhos.

Inês- O que aconteceu, Victoriano?

Diz ela pálida e chorosa com medo imaginado o pior.

V- Você ainda tem o cinismo de me perguntar? Como pode me enganar assim? Trazer seu amante em minha própria casa, Logo alguém que considerava meu irmão, que comeu na mesa junto comigo, esse desgraçado mordeu a mão a mesma que lhe dei como amigo.

Inês se aproxima tentando aclama-lo

Inês- Deixa eu me explicar Victoriano.

Ele a impede segurando nas mãos dela e a jogando no chão.

V- VOCÊ É UMA.... Por que? Porque fez isso?

Ela se levanta e se afasta assustada.

Inês- Calma você esta equivocado, te juro que nunca te trai, foi Loreto não foi?.

V- CALA-SE! É uma perdida Nunca conheci uma mulher tão baixa, JAMAIS CONHECI UMA MULHER COMO VOCÊ E EU COMO TROUXA TETANDO ME ILUDIR, PORQUE FOI A ELE QUEM SEMPRE VOCÊ AMOU, COMO PUDE SER TÃO SEGO!

Começa a quebrar o quarto jogando todos os objetos pelo chão.

Inês- EU NÃO TIVE CULPA, FOI TUDO UM ACIDENTE E VOCÊ ME DEIXOU SOZINHA...

V- AH AGORA A CULPA É MINHA? Queria fugir com seu amante, mas seus planos não deu certo, porque ele é um assassino e matou Evandro.

Inês coloca a mão da boca fazendo cara de assustada.

V- Por essa você não esperava, não é? Sai da minha casa, não, melhor... vai ser muito fácil, vai visitar Loreto na cadeia, com suas visitinha conjugais e continuar rindo da minha cara. Você vai viver ao meu lado até que um dos dois morra, vai passar o resto aqui e ao meu lado, ouviu bem? E não pense que será minha mulher, você vai me servir será uma empregada qualquer, como todas as outras, Vamos dormir em quarto separado e tente não ficar circulando pela casa, quero te ver o mínimo possível, será como uma prisioneira que não soube aproveitar a libertade que tinha, não irá mais a cidade, sem minha autorização. ME OUVIU BEM? E SUMA DA MINHA FRENTE ANTES QUE EU TE MATE!

Inês desce as escadas correndo e vai para cozinha e vê Rosa com as outras cozinhando, por favor, saiam me deixe sozinha. Rosa faz sinal para todas saírem e abraça Inês tentando consolá-la.

R- O que aconteceu menina?

Inês – Victorino acha que eu o traí, mas não é verdade!

Rosa mesmo sem saber da verdade sabia que Inês seria incapaz de mentir ou trair alguém, Inês sente uma fraqueza e desmaia.

R- SOCORROOO!

Algumas cozinheiras e peões chegam.

R- Chamem seu Victoriano!

Peião- Ele não está saiu para cavalgar e parecia muito alterado.

R- Então me ajude vamos leva-la para um hospital.

Victoriano cavalgava pela fazenda, Estela soube da briga que ele teve com Inês, mas não sabia o motivo. Pegou um cavalo e correu atrás dele e o achou na beira da cachoeira chorando.

E- O que faz ai?

V – Sai me deixe em paz

Ela insistiu ficaram ali por algum tempo, ele acabou cantando que acreditava que Inês tinha traído ele, depois ela o convidou para ir a casa dela, por queria lhe dar algo. E ele a acompanhou, pois, não queria ir para casa ver Inês. Ele deu ordens para que seu cavalo fosse embora sozinho, assim que chegou na casa dela não queria ser perturbado e nem que o encontrassem por qualquer motivo que fosse. Os peões o procuravam por tudo, para dizer que Inês estava no hospital, mas não imaginavam que estivesse na casa de Estela.

Notas finais
INÊS conseguirá desfazer o mal entendido contará a verdade?