Depois disto Inês, teve um progresso muito significativo com Suzana. Ela já não era mais a louca que parecia. E agora tinha um propósito maior, ir em busca do seu filho.

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Enfermeira- INÊS!

Inês volta à realidade, estava no pátio, observando a Suzana.

Inês- Oi! Chamou-me?

Enfermeira- Sim, tem visita.

Inês imaginava que era Diana, pois no dia anterior, Inês tinha dito a ela onde estava. Sem saber que Victoriano sem querer, percebeu que Diana falava com a mãe e ouvindo a conversa e anotou o endereço quando falou a Diana.

Inês- Que bom que veio não aguentava mais de saudades.

D- Ai mamãe! Estou sofrendo tanto estes dias sem você.

Inês- Eu também! Minha filha!

Inês a abraçava e alguns pensamentos invadiam sua mente. “Nunca vai deixar de ser minha menina, pode não ter o meu sangue... mas é minha filha.”

D- Mamãe meu casamento será daqui 15 dias.

Inês- Filha eu posso levar uma amiga, que conheci aqui.

D- Sim mamãe! Claro.

Inês se referia a Suzana, queria que ela assistisse ao casamento da filha. Em breve iria embora levando Suzana com ela, pois, Dr.Eduardo em breve a mandaria para casa, uma vez provado que ela não estava louca.

Conversara algumas coisas sobre o casamento, Inês acompanhou Diana até o portão para se despedir de Diana, Victoriano as observava de longe sem ser percebido. Esperou Diana se afastar e chamou Inês, antes que ela entrasse.

Inês- O que faz aqui, como me achou?

V-Não é possível que você tenha saído assim Inês, como se estivesse fugindo.

Inês-Tinha que ser assim, não conseguira sair, tendo que me despedir de Diana, e vendo ela me pedindo para ficar, eu necessitava de um tempo.

V-Morenita perdoa-me... Eu vim te levar.

Inês- Não. Não eu não vou voltar Victoriano, já não tenho mais lugar naquela casa.

V- Não diga isso Inês, Diana e Rosa ficaram desesperadas, você desapareceu sem dar nenhuma explicação... Por favor, tua ausência me fere, me descarreira, por favor! Volte.

Inês- Não Victoriano, não, entenda... Será melhor assim!

V- Não vou insistir, mas te advirto que não vou me dar por vencido.

Inês- Que ironia é a vida! Deveria me sentir feliz por ti, mas me dói, me dói na alma, mas creio que o nosso amor está morto, e o melhor que fiz é ter vindo embora, Victoriano.

V- Não, não, não pode me abandonar.

Inês- Você também me abandonou no dia em que decidiu que queria um filho com Débora. A vida já te deu o que queria.

V- Te tirando das minhas mãos... Inês algum dia poderemos nos amar novamente?

Inês-Não, esta ilusão acaba de se desfalecer-se, Victoriano... Desta vez eu estou fora da sua vida.

V -Inês...

Ambos já estavam chorando.

Inês-Não, não tenho lugar dentro da sua vida, assim que... vou viver em outro lugar, vou comprar um apartamento.

V- Mas a fazenda é a sua casa. É LÁ QUE VAI FICAR.

Disse ele impondo, querendo impedi-la de ir para sempre.

Inês- Não!

V- Ainda que viva longe, eu já não sei viver sem você Inês.

Inês- Isto me dói tanto em mim como em você Victoriano, entretanto, nos dois teremos que aprender a viver um sem o outro.

Ele passa a mãos no rosto dela tentando limpar as lagrimas e trazendo o rosto dela para ele, lhe da um beijo em seus lábios fazendo-os se unirem, ela o abraça correspondendo, mas logo ela se solta o olha recupera o folego e dizendo:

Inês- Adeus!

E entra. Ele fica ali chorando, querendo ir atrás dela e trazê-la a força de volta para viver com ele, mas não poderia, pois, teria que respeitar vontade dela.

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Dois dias depois, Inês estava tentando comprar um apartamento, quando recebe uma ligação de Diana pedindo para almoçarem juntas. Diana parecia alterada. E Quando chegou ao restaurante viu Diana chorando desesperada.

Inês- Filha, o que aconteceu?

D- Vocês precisa voltar mamãe! Pelo menos para a empresa.

Inês- E por quê?

D- Acredita que papai deu 5% das ações dele para aquela mulher. E agora ela exigiu que trabalhasse lá, disse que têm direitos, por possuir ações dentro da empresa e agora esta usando este filho para manipular o papai. Hoje ela me disse que vai ser a senhora santos, e tomar tudo que pertence a nossa família. Eu disse a ela que jamais permitiria então me disse “Quer ver?” E se jogou da escada fazendo todos pensar que eu a joguei de lá mamãe. Todos incluindo o meu pai acreditaram nela.

Inês- Calma meu amor, ninguém vai fazer nada com a nossa família, porque eu vou te defender e a tudo que pertence a vocês... nem que pra isso eu tenha que... Votar.

Naquele mesmo dia Inês vai à empresa, e entra com tudo na sala de Victoriano e alterada dizendo:

Inês- ESTA DEIXARÁ DE SER SUA EMPRESA.

V- Como?

Inês- Se lembra daquelas ações que me deu de presente, no nosso aniversário de bodas e eu que não quis fazer uso delas?

V- Sim!

Inês- Pois, agora te exijo o direito que tenho sobre elas, a partir de amanhã quero uma oficina nesta empresa. Irei trabalhar como acionista da empresa San lácteos e terei voz e voto no conselho.

V- E por quê?

Inês- Debora te enlouquece tanto, que não se da conta do dano que está te causando a sua filha?

V- Vejo que já se inteirou do que aconteceu.

Inês- Quero que amanhã esteja pronta minha sala nesta empresa.

Despois desta ordem ela sai.

Notas finais
Victoriano merece sofrer um pouquinho... Depois de tudo que fez Inês passar todos esses anos. Acho justo ele sofrer.