Inês- Defender! Estava apenas tentando te agradar e disposta a dizer toda a verdade.

V- Verdade? Que verdade?

Inês- Eu não vou dizer você não mercê saber.

As lágrimas começaram a cair lágrimas pela face dela.

V- Inês! Você sempre diz isso disse na noite que levei o tiro também a que verdade se refere?

Inês- Nenhuma verdade, saia daqui! Eu não estou bem quero descansar.

V- Está bem vou porque quero que melhore, mas vou querer saber amanhã.

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Inês tinha acabado de tomar banho, usava uma camisola longa na cor branca e um roupão acompanho o tom da mesma, seus cabelos ainda estavam molhados, e sua expressão era de cansaço, tinha tido uma discussão muito forte com Victoriano naquela manhã e agora tudo que queria era um pouco de paz. Ficou remoendo tudo que Victoriano disse sobre esquecer o passado.

Inês- Talvez ele esteja certo devo esquecer o passado. E continuar a viver, mas para isso sem mentiras.

Foi até a gaveta do criado mudo que fica ao lado da sua cama e pegou sua foto e a correntinha com a pedra verde e apertou contra seu peito dizendo:

Inês- Ah victoriano! Como eu ainda o amo!

.......................

Escritório de Las Dianas.

Victoriano estava sentando na sua mesa olhando uma foto do seu passado com Inês. E uma lágrima escorria em seus olhos, sem perceber que Inês tinha entrado e o observava ele falando sozinho.

V- Inês quando vamos viver o nosso amor Morenita?

Dizia para ele mesmo.

Inês- Victoriano...

V- Inês????

Disse ele surpreso com a presença dela.

Ele se levanta fecha a porta e diz.

V- Que bom que você veio, não estava mais aguentando ia atrás de você. Sei que quer me dizer algo Inês e não vou deixar que sai sem me dizer, preciso saber o que tanto te angustia.

Inês- Eu não posso!

V- Inês meu amor, por favor, não vamos fugir mais! Disse isso se aproximado dos lábios dela até se selaram e ele a trouce para si segurando na cintura dela, seus corpos estavam juntos, suas lingas estavam em uma sintonia que parecia que o mundo estava parando, queriam e necessitavam sentir aquela sensação de um estar com o outro, após tanto tempo, era um beijo de entrega, de fome de paixão, parecia interminável...até que eles se soltam Inês se afasta e se vira de costas para ele, deixando as lagrimas tomar conta de seu rosto.

Inês- Eu não posso!

V- Morenita.

Disse ele cheirando seus cabelos a abraçando por trás pela cintura.

V- Você ainda me ama e me quer eu senti isso, na entrega do seu beijo seu corpo vibrou, não minta para mim.

Inês- O que nos separa não é apenas os 20 anos de desprezo Victoriano.

V- Já te disse vamos esquecer o passado.

Inês chora ainda mais.

Inês- Eu não posso, pois, o que eu vivi foi muito doloroso, vergonhoso... Eu não consigo.

Inês disse isso entre soluços e choro.

V- Morenita, esqueça te perdoo por qualquer coisa, que tenha acontecido até uma traição.

INÊS- EU NUNCA TE TRAI, LORETO ME PEGOU A FORÇA, ABUSOU DE MIM.... ISSO ME MACHUCOU...NÃO SÓ O FÍSICO, O PSICOLÓGICO, ME FERIO ONDE MAIS PODE SE DESTRUIR UMA MULHER...ME SINTO SUJA...INDIGNA NÃO POSSO FICAR COM VOCÊ ENTENDE AGORA POR QUE?

Ele num impulso a abraça chorando junto com ela!!!!

V- Inês... eu...

Ele chora desesperadamente.

Inês- não sinta pena de mim!

V- Meu amor eu nunca sentirei pena...Ah! como eu falhei! Não cuidei de você.... Eu sou um monstro...

Inês- Não vitoriano eu mereci, por ter ficado em silencio, DEVERIA TER DITO A VERDADE!

V- Quando foi?

Inês- Na sua ultima viagem eu...

Inês foi se lembrando e contando...

Lembranças on de Inês:

“... alguém bateu na porta, imaginando que fosse alguns dos peões querendo algo ela abriu, quando foi atender percebeu que era Loreto, ela tenta fechar a porta, mas ele coloca o pé impedindo que ela trancasse. Forçou até entrou, trancou a porta com a chave, Ela se afastou assustada, usava um de vestido florido que torneava seu corpo valorizando suas curvas, ele a olhava de uma forma que a deixava apavorada, até que ele avançou pra cima dela apertando contra seu corpo. Ela tentando se soltar diz.
Inês- O que pensa que está fazendo? Me solta

L- Calada!

Ele disse, puxando seu cabelo com uma de suas mãos. Ela sentia uma sensação de medo e ao mesmo tempo tudo que queria era se livrar dele.
Tentou resistir, ele a jogou no sofá, e se jogou por cima dela e sussurrou no ouvido dela.

L- Vou te fazer minha.

Em seguida ergueu o vestido dela forçadamente fazendo com que o mesmo se rasgasse, ele já sem camisa, logo tirou abriu as suas calças ficando sobre ela a deixando com mais nojo, se remexia tentando se levantar, mas o peso dele contra ela não a deixava nem ao menos se mover. Assim ele a possuiu e ao mesmo tempo pressionava o pescoço dela com uma mãos de forma que a machucava no desespero ela grita:

Inês- PARE, POR FAVOR! ESTA ME MACHUCANDO! EU SUPLICO! NÃOOO...
L- ISSO GRITA! É ASSIM QUE EU GOSTO!

Ele a tratava como um animal, arrancou o que restava do vestido no corpo dela e começou Apalpa-la, deixando marcas, pois, era violento enquanto ela suplicava por clemencia, ele deu um tapa na cara dela. Que desesperada chorava querendo morrer.
L- VOCE INSISTE EM ABRIR A BOCA NÉ?

Apertou Seu rosto enquanto ela apenas chorava.
L-TA APRENDENDO NÉ, Inezita? VOU DAR SUA LIÇÃO FINAL.
Ela Engoliu em seco e gritou ainda mais, sabia que ele ia machuca-la ainda mais, já estava sentindo muita dor. Depois de satisfeito ele se levantou, colocou sua calça, se aproximou dela que estava jogada acabada em cima do sofá.
L-ACHO BOM LEVANTAR E SE LIMPAR, NAO VAI QUERER QUE NINGUÉM A VEJA ASSIM. SE FALAR PARA ALGUÉM EU TE MATO OUVIU BEM?EU QUERO QUE VOCÊ VENHA COMIGO QUANDO SEU ESPOSO VOLTAR E SE NEGAR EU MATO ELE E SUA FILHA.

Ela sabia que ele não estava blefando ele certamente o faria. Ela se levantou se apoiando e com muita dificuldade de foi até ao banheiro e se sentou na banheira ligou a torneira e deixou a água escorrer pelo seu corpo e a mesma caia pelo ralo, se sentia suja e ali permaneceu por horas. Tudo nela doía, mas não era só o físico, era a alma.

Lembranças off de Inês

Inês contou tudo que aconteceu lembrou em detalhe, aquilo a machucava profundamente e seria difícil de esquecer.

Inês- E acredito eu que foi quando engravidei de Emilino, pois esta foi a única e ultima vez que Loreto me violou.

V- Nossa vida todos esses anos foram baseada em mentiras e enganos, te fiz pagar um preço que você não merece. Ai meu amor, me perdoa... eu sei que o que eu fiz não tem perdão, mas te juro que Loreto vai pagar por tudo.

Inês- Eu te perdoou e até esqueço, mas com uma condição?

V- Condição?

Inês- não quero que procure Loreto ele é um homem violento e agressivo, não quero que comprometa os anos que nos resta porque você tenha feito alguma besteira, eu não quero te perder, me prometa Victoriano.

Eles se abraçam

V- Morenita, não me peça isso.

Inês- É só o que te peço me devolva o tempo que perdemos, não me deixe pagar por isso em vão, por favor.

V- Está bem!

Ele a abraça ainda mais forte e pensa “não vou mata-lo, mas vou quebrar a cada dele por ter tocado em você”

Eles se beijam. Ambos sentiam suas língua explorar um ao outro, seus corpos gemiam de prazer. Sentiam o gosto um do outro se derramar em seus lábios, suas mãos passeavam alisando o corpo um do outro, ela o deixava louco, deliravam de prazer depois de tanto tempo ela precisava daquele corpo, era como se ela pedisse que a possuísse ali mesmo, que se entregassem ao prazer, a chama estava acessa, a mesma que por vinte anos por causa de uma mentira se apagou, agora ele via o brilho dos olhos dela se acender novamente, parou tudo novamente...se podia notar que havia só um batimentos naqueles corações.

Até que seus beijos de saudades, ternos e apaixonados foram se tornando ousados, famintos e com desejo... Ele sentia aquela pele macia contra a sua, uma de suas mãos deslizando nas costas dele enquanto a outra, apertava seus braços puxando-os para próximo dele. Aquele olhar sedutor, sua respiração que o arrepiava a cada sussurro no pescoço, tudo isso só aumentava o seu desejo... Tudo perfeito parecia não acreditar que aquilo estava acontecendo com ele depois de tanto tempo, desejando aquilo.

Percebendo como ele estava ela começou a beijar o seu corpo, descendo boca pelo seu pescoço, acariciando e beijando os peitos dele deliciosamente. Ajeitou-se ao lado dele, procurando uma posição em que pudesse retribuir as carícias e, enquanto ela o tocava, deslizou seu corpo pela mesa e ele pode tocar os seus lábios em seu corpo. Inês não resistiu e deixou o prazer lhe dominar. Beijou sua boca e sentiu um sabor suave e doce... Queria mais! Seus braços envoltos nas costas dele, suas mãos quando não acariciavam os cabelos do seu amado, tocavam e apertavam o seu braço, estavam suados. Até que parou e se sentou dizendo:

V- Sente-se

Pediu que ela sentasse sobre suas pernas, ela sorriu dizendo:

Inês-Isso não vai dar certo!

E para seu delírio, respondeu.

V- É assim que eu quero...

Ela se sentou, ele a beijou e acariciou suas costas. Os movimentos ficaram mais ferozes... Suas mãos seguravam meus cabelos com mais intensidade, gemidos, naquele momento o desejo invadia o escritório... Estavam excitados.

Victoriano ajeitou a sua mão e começou a acariciar cada parte do corpo dela, se deliciando em cada pedacinho e isso o enlouquecia, logo passeou sua boca, por aquele corpo cheios de curvas, ela gemia de prazer o querendo ele sem poder esperar mais, ele abriu um pouco mais as pernas dela e foi se encaixando devagar para não machuca-la, pois, há anos ela não tinha uma relação sexual era como se ela estivesse virgem de novo, e assim foi a possuindo com amabilidade, embora ela sentisse dor, tentava demostrar prazer, pois, era o que queria sentir muito prazer. Ele quis parar, pois, a conhecia e sabia que estava com dor.

V- Quer que eu pare? Estou te machucando?

Ela balançou a cabeça fazendo sinal de não.

V- Não quero te machucar meu amor!

Inês- Preciso de você e agora!

Ele obedecendo aos pedidos dela, após algum tempo ela já não estava mais sentido dor, apenas prazer que estava sendo saciado depois de tanto tempo.

Ele se embebedecia com aquele corpo, ele estava quase chegando ao cume, então ela quis mudar de posição, ficando sobre, porque poderia sentir que estava no controle, ele a segurava firme pela cintura, o deixando louco. Ela se empolgou e estava quase chegando ao clímax, ela ainda podia sentir ele pulsar dentro dela foi um turgescência longa e deliciosa, conseguiram chegar juntos a essa sensação de prazer, que a muito ambos não sentiam, Inês quase desmaiou no peito dele.

V- Obriga por se minha novamente!

Iês- Quanto tempo esperávamos por isso?

Ele a levanta ambos se ajeitam, ele a pega no colo e a leva para o quarto e pergunta:

V- Quero tomar um banho contigo!

Ela sorri se despindo e logo seguem para o banheiro onde a banheira enchia fazendo uma deliciosa espuma, tomarão um banho maravilhoso juntos relaxaram na banheira e logo foram para cama ela se aninhou nos braços dele e sentiram o calor dos seus corpos e assim dormiram até que ele acordou no meio da madrugada eram 2h da manhã e a vê ali dormindo desnuda ao seu lado, e queria mais necessitava daquele corpo fundido ao seu, se aproxima dela a acariciando e desejoso ela acorda meio sonolenta com um belo sorriso nos lábios e retribui as caricias e lá se foram horas de amor, se satisfizeram até o dia amanhecer.

Inês ia se levantar ele a segura trazendo para perto dele.

Inês- Preciso ir tenho que preparar o café.

V- Meu amor temos empregadas para isso.

Inês- Mas as crianças precisam comer e elas gostam quando eu faço.

V- Amor! Eles não são mais crianças!

Inês- Eu sei, mas não quero que eles cresçam!

Ele sorri e ele diz:

V- Não quero que saia! Vamos ficar aqui para sempre!

Inês- O que é isso precisamos cuidar de tudo, ainda somos responsáveis pelo bem estar da nossa família.

V- Eu sei! Mas tenho medo de acordar, tenho medo de pensar que foi apenas um sonho!

Inês- não foi! Quer que eu te belisque?

Perguntou ela o cutucando como se quisesse beliscar e ele a impede fazendo com que ambos rissem e rolassem na cama, até que ele cai e ela por cima, ali começam um delicioso beijo e se entregam novamente um ao outro, como uma sede que precisa ser saciada.

...................

Cidade

Emiliano estava na cidade comprando ração para os animais, quando ouve uma voz atrás chamando por ele.

xx- Então você é Emiliano?

E- Sim! E quem é você?

L- Loreto! Prazer!

E- Em que posso ajudar?

L- Sou o seu tio!

E- Ah sim já ouvi Diana falar de você uma vez. É irmão do meu pai?

L- Sim, Sou!

E- Por onde andou todo este tempo? Quase nunca ouvi falar de você... meu pai não deixa Diana falar de você, por que?

L- Eu te respondo Victoriano não gosta de mim, porque teve inveja de mim a vida toda. É meu irmão adotivo, sempre quis tudo que era meu, o ciúmes era tanto que meus pais mantinha ele longe de mim a casa da minha vó Madalena que descanse em paz. E quando namorei sua mãe não deu outra ele a quis também, matou o próprio pai e colocou a culpa em mim para que eu fosse para a cadeia e me separando de Inês. Neste tempo eu descobri que ele tinha abusado dela, aquele desgraçado a teve a força, e agora que eu voltei vou recuperar sua mãe, porque eu a amo e a você meu filho.

E- Filho? Isso não pode ser verdade.

L- Sim! Ela esperava um você quando Victoriano me mandou para cadeia para abusar dela e ficar com ela para se vingar de mim.

Logo lhe vem às lembranças de Victoriano falando com ele:

Lembranças on Emiliano:

“V-Deveria se preocupar com seu pai de verdade!

E- O que? O que esta falando?

V- Nada! Saia eu já disse.

Lembranças off Emiliano.

Emiliano sai correndo com sua caminhonete velha em direção à fazenda. Enquanto Loreto o observa e ria se sentindo vitorioso.