Inês- Embora tudo me condenasse na época, eu era inocente...

Ela embarga as palavras com vontade de chorar.

V- Inocente, Do que esta falando?

Inês- Não acreditou em mim nesses 20 anos, não espero que vá acreditar agora.

V- Inês tem algo que esta me escondendo? Diga-me, porque não vou suportar mais mentiras. Porque por mais que os anos passem, eu ainda não consegui te arrancar do meu coração e me odeio por isso.

Ele se aproxima dela pega em suas mãos.

V- Às vezes eu me pego pensando se ainda é tarde para esquecer tudo e viver nosso amor.

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Ele abaixa para ficar na altura dela, de forma que seu rosto fique próximo ao dela e encosta seus lábios nos dela. Ela se afasta achando que aquele era apenas um capricho dele e diz quase chorando:

Inês-Deixe o passado no passado, existe muito magoa entre nós... não acredito...que algum dia isso possa ser revivido.

Ela se levanta e vai em direção da porta.

Inês- Se não precisa de nada eu já vou, afinal já está tarde.

Disse isso e saiu, ele sabia que ela tinha razão, mas sentiu que ela estava fugindo, e não era só dele, mas de algo que não queira contar. Ele queria ir até o quarto dela e obrigar a contar, mas não ia se humilhar. Ele fica ali bebendo e chorando.

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Quarto de Inês.

Ela entra correndo fechando a porta, e ali se senta encostada na porta aos prantos.

Inês- Como queria te contar tudo Victoriano, tenho certeza que iria se arrepender por tudo, por ter acreditado em todos menos em mim! Mas você insiste em me humilhar e isso eu não vou mais permitir, estou cansada de te ver pisando em mim, me humilhando para seus empregados, nossos filhos e amigos.

Se lembra que várias vezes tentou a reconciliação, tentou explicar, e até o procurou no quarto dele muitas noites e ele não estava. E se lembrou da ultima noite que entrou no quarto dele, há alguns anos atrás decidida a contar tudo.

Lembranças de on Inês.

“Inês estava com uma camisola azul marinho curta e usava com um roupão da mesma cor aberto, que permitia que ele visse seus seios que estavam a mostra pela fina renda que tinha naquela região da camisola e da cintura para baixo cetim que caia solto, ela estava linda, toda maquiada, seus lábios vermelhos queria que ele a ouvisse e achava que assim ele não a rejeitaria, precisava dizer a verdade e também precisava de amor.

Inês- Victoriano! Te atrapalho?

Ele fica pasmo no primeiro momento querendo possui-la com saudades, mas resiste desviando o olhar.

V- Com que direito entra em meu quarto sem bater!

Ela engole seco.

Inês- Me perdoe, é que eu pensei que...

V- Pensou errado! Você não é paga para isso. Ou anda fazendo esse trabalho extra para os peões também.

Inês- Eu me enganei, achei que pudesse ter uma conversa amigável com você, mas me trata como uma qualquer.

V- E o que você é? Uma dama da sociedade? Que nunca traiu o marido e nem teve filho com outro homem que não fosse seu marido.

Inês começa a chorar.

Inês- Pare eu já disse que está enganado.

V- O que quer? Quer apenas dormir na minha cama como uma qualquer, como você mesma disse?

Disse pegando-a pelos braços com violência e a jogando na cama.

V-Pare esta me machucando!

Inês se recorda de Loreto e começa a ficar desesperada e respira ofegante. Victoriano para percebendo seu desespero. Ele começa a rir, por ter conseguido humilhá-la. Fazia parte da sua vingança. “Ela se levanta e sai correndo.”

Lenbranças off de Inês.

Ela fica ali chorando por algumas horas, até que vai dormir.

Quando acorda pela manhã faz sua higienização e vai servir o café como sempre. quando chega no jardim de fora da casa onde Victoriano e Diana adoravam tomar café juntos, ela aparece com um bandeja na mão. Os filhos achavam que ela servia por querer cuidar deles, como sempre era muito caprichosa e prestativa.

Inês- Bom dia!

Diana- Bom dia mamãe!

Fala Diana amorosa dando lhe um beijo no rosto. Victoriano a olha, como se nada tivesse acontecido.

V- Cadê aquele preguiçoso do seu filho Emiliano?

Inês- Ele está no estabulo servindo os cavalos.

D- Pai, falando assim até parece que Emiliano é um vagabundo.

V- E o que ele faz de útil? Só anda de cavalo pra baixo e pra cima.

Indignada Inês responde:

Inês- Victoriano, ele trabalha dia e noite nesta fazenda, sem ganhar nada em troco, nem os estudos você tem para a ele, vive jogando na cara dele que precisa trabalhar se quiser ser alguém na vida. O coitado só faz te admirar e respeitar, faz todas as suas vontades, quer ser como você! NÃO VOU PERMITIR QUE CONTINUE INSULTANDO ELE.

V- Acha mesmo que ele vai ser como eu? Eu não o trato mal apenas o educo para não ser um aproveitador, e se ele não achar que está bom que procure outro lugar para morar.

D- Papai você...

Inês-Sim! Ele fará isso uma oura ou outra e te digo que neste dia eu vou junto com ele, porque você Diana minha filha em breve estará casada com Elias ai não terei mais obrigações nesta casa.

Disse Inês e logo se retirou.

V-INÊS!INÊESSS!

D- Porque sempre a trata assim, não a ama?

V- Não diz o que você não sabe. Já tenho que ir.

Victoriano sai cantado pneu de raiva.

D- Mal sabem eles que estou namorando Alexandro.

Inês estava na cozinha ajudando a preparar o almoço. Estela se aproveita que não tem ninguém e ajuda Loreto a entrar no quarto de Inês. Ele entra, observa o quarto de Inês, vai até seu guarda roupa, onde tinha várias camisas de cetim e pega uma para cheirar. Quando percebe que alguém está entrando pela maçaneta se movendo, ele entra no guarda roupa, que era quase um closet, e pela fresta vê Inês, que entra e quando ela esta quase se despindo alguém bate na porta. Era Estela.

E- Vim para dizer que sinto muito por Emiliano, sei que ele não demonstra, mas sofre pelo desprezo de Victoriano, mas também entendo Victoriano, não deve ser fácil criar um filho sabendo que é de outro, Loreto deveria saber que é o pai de Emiliano.

Inês- SAIA DAQUI SUA COBRA, MULHER INFERNAL ME DEIXE EM PAZ.

Estela sai rindo, porque matou dois coelhos com uma cajadada só. Sabia que Loreto estava ali e tinha que contar para ele e esta foi a melhor forma que ela encontrou.

Loreto sai do armário assustando Inês.

L- Inezita meu amor...

Inês- AA....

Colocando a mão da boca mostrando ela desesperada e com medo sem poder gritar. O que deixava Loreto ainda mais excitado.

L- Então você teve um filho meu?

Quando se sentiu seguro soltou a boca dela.

Inês- saia daqui se não vou gritar.

L- Ótimo vou dizer que você me mandou subir. Não se preocupe este não é o único filho homem que você teve. Além do nosso filho também teve outro filho homem, mas eu troquei na maternidade. E te dei a Diana. kkkkkkkkkkkkk

Inês- você esta mentindo esta dizendo isso para me ferir, como sempre faz.

L- Não, e vou te provar que estou falando a verdade.

Inês- O que quer de mim? Infeliz?

L- Quero que volte para mim! Voltei porque quero esta fazenda, que seu marido hipotecou e vou te-la novamente em meus braços... ah! Antes que eu me esqueça, fale a verdade para Emiliano, se não eu mesmo vou dizer do meu jeito.

Ele sai rindo com ar de vitorioso.