Notas iniciais
Muita gente já conhece esse... mas como é um poema narrativo, achei legal estreiar com ele. ^^

Quando passei a percorrer esse caminho

Descobri lá de longe que havia alguém

Não era qualquer um, era ela lá longe

E eu, que sempre me senti tão sozinho

Agora tinha ela, bela visão no além.

Percebi então que era só um sonho.

Mesmo assim procurei doce dama em vão

Amarga se fez a triste descoberta:

Tinha em minha frente a visão do medonho

Desabei triste com tal decepção.

A mesma dama estava ali me fitando

No instante me ergui a me proteger

Lançada a mim foi a vara de pescar

Que minha mãe estava por aí andando

Pronta para contra eu nessa hora erguer.

Percebi que sonho não era não, só

Temi que ela não relutasse. E contra

Mim realmente a chibata ela usasse

A pequena vida resumida a pó

Minha nesse amado dia se transformasse.

Tão cruel era ela a mãezinha querida

Que nem tratou de olhar o meu ferimento.

Grande revolta cresceu dentro do peito

Da então dama tomaria sua vida.

Procurei dentro de meu ser todo alento

Logo que a mãe girasse para outro lado

Preparada estava a vara em mãos minhas.

Nas costas dela penetrou todo ódio

Guardado em meu coração machucado

Vencida foi a mãe que por filho tinhas

Nenhum sinal de terna admiração.

Domingo segundo de maio se fez

Cor de carmim o marfim de minha casa.

Dormi com a mamãe em meu coração

Nunca mais vi esse e nenhum outro mês.

Notas finais
Por: Selina.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!