O Outro Lado Da Escuridão

16 Sentimentos contraditórios


Notas iniciais
Olá, desculpem-me pela demora mas a vida real me chamou...bem, acho que perceberam que todos os nossos amados estão OOC (jura?)por isso não me joquem pedras pelos destinos dos queridos! XD obrigada aos que estão acompanhando,vocês me incentivam a continuar, um xeru! Boa leitura. P.S: linguagem chula...

Olá Mime Benetnasch, prazer em conhecê-lo! Disse Shun ao reflexo no espelho. Era outra pessoa agora, pintara o cabelo de ruivo bem vivo que combinava com a palidez de sua pele e os olhos verdes e cortara os cabelos acima dos ombros num corte repicado. Naquela tarde saíra do quarto com a intenção de saber o horário dos ônibus para New York, não poderia ficar mais tempo ali.

Encontrara June em sua habitual posição desleixada na recepção

— Boa tarde senhora June! Disse educado.

—Boa tarde, respondeu ela com enfado.

—Onde é que tem uma loja ou supermercado por aqui?

—Tem um projeto de loja a duas quadras daqui, disse June, -e ai, vai continuar hospedado?

—Vou, disse ele, sairei mas logo retorno.

Caminhou pelas ruas quase vazias com cuidado, mesmo anoitecendo, temia ser reconhecido e por isso agia com cautela. Achou o supermercado que mais parecia um armazém, porém era bem sortido vendendo de tudo um pouco. Andava de cabeça baixa, mas sentia o olhar das pessoas sobre si, era uma cidade pequena e todo estranho é notado.

Agia com calma, mas era rápido na escolha do que queria, comprou um pacote de cuecas, meias, 2 pares de jeans, 3 camisas, 1 par de tênis, 1 gorro, 1 mochila, tintura, tesoura, desodorante, sabonete, xampu, condicionador e 1 desinfetante.

Pagou as compras e correu novamente para o hotel; lá chegando, June não estava na recepção porém ouviu sua voz vindo da cozinha ao lado:

— Pensei que tivesse desistido, quer jantar? Aproveita que hoje é de graça.

— Obrigado mas já lanchei, mentiu, não teria muito tempo para agir. — Pretendo ficar mais alguns dias por aqui, disse e foi para o quarto.

“Cara estranho!” pensou June e voltou a comer e ver TV – Droga, já vai começar aquela porcaria de noticiário! Disse ela já pegando o controle para mudar de canal, no entanto ao ver a chamada sobre a fuga de Shun Amamiya e sua imagem, ela cuspiu a garfada de macarrão que estava mastigando, era uma foto antiga, porém June era muito observadora. — Não acredito! Será? O nariz é diferente e o cabelo está curto mas...ele apareceu do nada e sem malas! Devo chamar a policia?...

No quarto, enquanto a tintura agia, Shun juntava o lixo que havia produzido e limpava os locais onde poderiam colher suas digitais, em 1 hora pegaria o ônibus e começaria a sua vingança...

—É bom que seja verdade June! Dizia a voz de homem pelo telefone

—Tô dizendo que é verdade Byan! Falou June irritada, você quer ou não prendê-lo e ficar famoso?

—Tá! Quando o delegado chegar eu vou, não o deixe sair, disse o policial.

—Fique tranquilo amor!

Estou pronto! Disse Shun a si mesmo, estava com as roupas novas e o gorro, alguns fios vermelhos escapavam mas ele estava bonito e sentia-se confortável. Riu ao lembrar do passado e seus ternos sob medida. “Quem diria que um jeans popular um dia me faria me sentir tão feliz...”meneou a cabeça afastando o pensamento, verificou novamente o lugar, estava tudo limpo e arrumado sem sinais de que alguém havia passado por ali; usando as sacolas como luvas abriu a janela e saiu, esgueirou-se pelas ruas até chegar a rodoviária improvisada e pegou o ônibus.

—Então June, o que me diz disso? Disse o policial aborrecido.

—Merda! Ele tava aqui porra! Disse June descontrolada ao ver o quarto limpo e arrumado como nunca foi, era ele Byan! Ele chegou de madrugada, sem malas e todos desarrumado!

—Ah tá! E eu sou o Marte dos Cibercops! Disse Byan furioso, o delegado vai rir de mim pelo resto da vida sua idiota!

—mas amor eu...

—Ah me esquece June! Nunca mais faça isso ou irei prendê-la por falsa comunicação de ocorrência!

No dia seguinte...

—NÃO ACREDITO! Gritou Aioria ao ler o jornal

— O que foi amor? Perguntou Marin que veio correndo ao ouvir o marido gritar, algo que NUNCA ele havia feito antes...

— Shun fugiu! Disse ele tremulo sentando-se no sofá e lhe mostrando o jornal. — você consegue imaginar isso Marin? Shun, o bolinho de arroz fugiu de uma penitenciária de segurança máxima! diz jogando o jornal na mesa.

Marin olha para o marido com desdém – um horror, mas não é motivo para escândalos, logo ele será preso; não fique com essa cara, até parece que estão atrás de você!

— Você não entende a gravidade do caso! Disse Aioria se levantando e andando de um lado e do outro da sala, se ele fugiu é porque mudou! O Shun que conhecemos nem andava pela cidade de tão bobo e superprotegido, já imaginou se ele decide se vingar de nós?

— Ah Aioria, deixe de ser ridículo! Ele nunca se aproximaria de nós, ele sabe que a policia virá perguntar por ele a qualquer momento!

— você acha? Perguntou ele num sussurro – claro amor! Você precisa ver mais televisão. Dizendo isso o beijou e já estava saindo quando ele perguntou para onde ela ia tão cedo

— Vou pegar o Dior que encomendei e passar na joalheria para ver e comprar umas joias novas que Misty me indicou, adio!

“Ah Marin!” disse Aioria se ajoelhando e com lágrimas escorrendo pelo rosto – fiz tudo por você meu amor será que não entende?

Havia um ano que Aioria não conseguia dormir em paz tendo pesadelos com Máscara; o estresse o estava matando aos poucos, tinha dores de estômago e enxaqueca mas nada era pior que a dor moral. Se não fosse por Marin, jamais teria feito tudo aquilo, não seria um ladrão, um traidor e não teria conhecido Asterion...

Se não fosse pela ajuda de Afrodite, estaria em maus lençóis. — mantenha nossa historia e você ficará bem, aliás nós ficaremos. Disse ele. Tudo ia bem, mas agora que Shun fugira... seu roubo nas finanças do Alfa foi grande, porém nada comparável aos números descobertos durante a investigação.

Não, definitivamente Aioria não fora o responsável pela falência do fundo; mas se o FBI descobrisse o que havia feito jamais acreditariam nele e ele ficaria preso no lugar de Shun! “Shun me perdoe, eu sei que você é inocente mas não posso voltar atrás!”

—Puta que pariu ele fugiu! Disse Shura ao ver pela TV do bar a reportagem sobre a fuga de Shun. — merda! Disse Hagen O´Donnell agente de campanha de Shura, logo agora que a eleição está próxima...você vai ter que dar alguma declaração.

— E agora? Ninguém tinha conseguido fugir de Bedford Hills, por que o bolinho de arroz tinha que ser o primeiro?! Disse Shura esmurrando a mesa. — calma! Vá pra casa e não fale com ninguém até que eu mande! Disse o agente.

No caminho até casa, Shura pensava sobre o impacto da fuga de Shun em sua vida, Hagen sabia dos problemas de divida de jogo que teve e que Máscara havia se recusado a ajudá-lo, mas aquilo era só uma parte da verdade. Shura guardava um segredo que, se viesse à tona, acabaria com sua vida política, só uma pessoa sabia disso e estava morta agora, mas e se ele tivesse contado a Shun? Antes não temeu porque sabia do coração mole do rapaz mas agora, se ele conseguiu fugir de uma penitenciária era sinal de que o bolinho de arroz não existia mais!

Ao chegar em casa, Shina o esperava na porta – Shura voc...- já sei! Disse de mau humor, o Hagen vai escrever uma declaração sobre isso, até que ele mande, não saia de casa e nem as crianças! Disse indo para o bar se servir.

—Certo! Disse Shina triste e de cabeça baixa, sentia pena de Shun sendo caçado como um bicho – se nós não o tivéssemos abandonado, se tivéssemos sido amigos de verdade...começou ela

—Não enche meu saco Shina! Sou um politico e não posso me envolver com criminosos e foi nisso em que Shun se tornou! Você queria o quê? Que me indispusesse com meus eleitores? Disse ele com raiva

— Por que você acha que ele fugiu? É tão perigoso, ele pode morrer a qualquer momento! Disse ela já chorando. A culpa nunca a deixou um minuto sequer, Shura era dado como o próximo presidente do pais e com isso se afastou de vez dela, sem sexo, sem carinho ou mesmo diálogo, se antes ela continuava casada por amor, agora continuava como uma penitencia, fora fraca e falsa com aquele que sempre a ajudara e protegera, ele estava vivendo um inferno e ela fora incapaz de dar pelo menos uma palavra amiga, portanto merecia o que estava sofrendo.

Olhando com desprezo para a loira, Shura deixa o copo sobre o balcão e subindo as escadas diz de modo vago – sei lá! A prisão muda as pessoas. “assim como a politica” pensou Shina.

—Incrível! Disse Aldebaran ao saber da fuga, Mu lera bem cedo no jornal e não acreditou no que viu – ora e pensar que o bolinho de arroz mal sabia onde morava de tão estúpido! O que a prisão não faz, que milagre! Disse Mu enquanto penteava seus cabelos.

Ouvindo o tom raivoso como falara, Aldebaran o olhou com tristeza – Mu, nunca achei certo todos e isso nos inclui, se afastarem dele, talvez seja a hora de ajudá-lo,

— você enlouqueceu?! Disse Mu com um olhar assassino – Deba, já esqueceu o inferno que vivemos? Só depois que Shun sumiu de nossas vidas é que as coisas começaram a melhorar, até uma herança eu ganhei!

Aldebaran quase fora a falência, seus negócios foram de mal a pior e, assim como os outros, fora prejudicado com a falência do Alfa, mas seu coração se recusava a acreditar que Shun fosse culpado, Andrea sim; na opinião dele, Andrea fora covarde ao ponto de se matar e jogar a bomba nas mãos dele. Enquanto Mu era seu oposto, o ódio que sentia era quase palpável de tão grande.

Durante a crise Mu ameaçou deixá-lo se ele não tratasse de se reerguer, o medo de perder seu amor fez com que se comportasse como empresário e fosse menos sentimental, vendeu a empresa pelo melhor preço que conseguiu e mudou de ramo, mas o voo aconteceu quando Mu informou que foi procurado pelo velho advogado da família informando que ele havia herdado 5 milhões de Dólares! No começo, desconfiou daquilo mas como Mu era advogado então devia ser verdade.

Mu o olhava num misto de raiva e ternura, “ele é tão crédulo, o que fiz para me apaixonar por esse gigante idiota e sentimental?” pensava ele, como ele acreditou naquela conversa de herança? Os 5 milhões eram os que havia recebido de Andrea na mansão da praia, o pagamento pelo silencio sobre o caso que tiveram. — Deba, você me ama? Perguntou Mu o abraçando – mas é claro Mu! Com todas as minhas forças! Você me fortalece e enfraquece, sou seu! Disse o abraçando como se escondesse uma joia. “ você é idiota mas eu te amo!” pensou Mu – então esqueça Shun, logo ele volta ao presidio ou será morto, mas nunca voltará às nossas vidas....

Estou de volta!” Pensou Shun ao descer do ônibus, era estranho voltar àquela cidade, mesmo vendo seu rosto em todas as bancas de jornais, sentia-se seguro; estava diferente, não só na aparência mas no modo de ver a vida. Vagou a esmo pela cidade pelo simples prazer de se sentir livre, nunca fizera aquilo antes, quando Ikki era vivo, saia com ele pelas ruas mas sempre eram seguidos pelos seguranças; com Andrea, só saiam escoltados por seguranças e andavam num carro blindado.

Lembrou-se novamente do passado...

—Não é exagero Andrea? Esse carro é à prova de mísseis! Disse ao ver o carro que havia ganho de presente.

—Para protegê-lo meu anjo NADA é exagero! Disse Andrea, o motorista, o Sr Orfeu é um ex agente da inteligencia grega, além dos seguranças que foram treinados pelas forças russas e israelenses; há muitos criminosos a solta e não podemos nos arriscar, ninguém irá machucá-lo eu juro!

“ Estava errado meu amor, fui muito machucado e você morto, e o golpe não veio de fora, o inimigo estava ao nosso lado e você confiava nele! Mas irei vingá-lo eu juro!”.

Hospedou-se num hotel barato na periferia e decidiu pedir dinheiro ao “amigo” que Jamian havia indicado “ quem será essa pessoa? Será que sabe que sou eu? Seja quem for, quando tudo acabar vou agradecer pessoalmente e devolver o dinheiro!” foi ao cibercafé do bairro passou o e-mail e decidiu ligar para Shiryu, “espero que tenha avançado nas investigações...”

—SHUN?! VOCÊ É LOUCO? Gritou o rapaz quase tendo um infarto ao ouvi-lo, — SABE QUE AGORA JÁ NÃO PODE MAIS PEDIR APELAÇÃO DA SENTENÇA

—Cala a boca e me ouve! Disse Shun sério, você continuou investigando

—Sim, terminei de investigar os álibis de todos que estavam na mansão e achei umas coisas interessantes... disse ele.

—Ótimo, quero que me mostre o relatório com tudo que conseguiu, logo ligarei dizendo onde iremos nos encontrar, até breve! e desligou.

—Shun enlouqueceu! Suspirou — e pensar que Seiya quase morreu por causa dele...Após a fuga, o diretor Tatsume mandou interrogar Cársius e Seiya a seu modo para que dissessem como e para onde Shun fugira porém como nenhum dos dois falou, foram quase mortos a pancadas.

Jamian de modo secreto denunciou o caso aos direitos humanos que foram ao presídio investigar e os encontraram quase mortos na solitária, Cársius estava cego e Seiya prestes a morrer devido a hemorragia, seu fígado e pulmões estava muito danificados.

Tatsume foi preso por tortura e aguardava julgamento; ninguém havia relacionado Jamian a fuga já que Jabu confirmou que o havia encontrado sangrando na cela após o suposto ataque de Shun.

—Sinto que vou me meter em encrenca! Disse Shiryu a si mesmo, — mas eu já estou metido nisso mesmo... Decidiu relaxar tomando uma cerveja e lendo o jornal quando um anuncio o fez engasgar, a policia oferecia um a recompensa de 300 mil Dólares por uma informação que os levassem a Shun.

*******************************************************

—Finalmente ele entrou em contato Jamian, já está em New York. Disse uma voz masculina pelo telefone

—Isso é uma imprudência! Disse o carcereiro, acho que ele ainda não está pronto, se pudesse ajudá-lo eu...

—Você já fez tudo que podia, o protegeu como havia prometido, agora é hora dele mostrar que tem o mesmo sangue de Ikki e renascer das cinzas como uma fênix! Falou o homem.

—Tudo bem, de qualquer modo me mantenha informado sobre ele sim? Gosto muito do docinho e também tem Seiya e Cársius que fizeram tudo por ele..

—Não se preocupe, eles serão recompensados, farei de tudo para que eles sejam postos em liberdade quando Shun for inocentado. Agora tenho que desligar e vou demorar a entrar em contato, até breve Jamian! e desligou.

— Até breve, Shaka...

Estava quase amanhecendo e Shun não conseguira dormir, estava agitado, levantou-se e começou a montar seu mural com fotos recortadas de jornais dos seus oito “amigos” Shura e Shina, Aldebaran e Mu, Marin e Aioria e Afrodite e Misty. Havia recortado também a foto de Hyoga, pegou-a e ficou admirando “meu caçador, tão bonito e nobre!”— deixe de besteiras! Disse a si mesmo,com certeza ele é hétero e muito bem casado ou é cheio de garotas por ai! Olhou novamente e ficou tentando imaginar como seria sua voz, ficara tão indignado com suas palavras na entrevista que ignorou esse detalhe que agora atiçava sua curiosidade.

— Ele é russo...será que tem sotaque forte? Será que bebe Vodca como quem bebe água? E começou a rir da besteira que estava falando.“sei que você vai me pegar meu caro detetive, porém não antes de eu fazer o que devo, depois pode até me matar se quiser”. Colocou a foto junto com as outras e voltou a se deitar; “Andrea, Ikki, me ajudem só mais dessa vez!” virando-se tentou dormir...

No dia seguinte

—Policia de New York, gostaria de falar com o casal Bonilla. Disse Hyoga na entrada da mansão. Ao ser autorizado a entrar, admirou por um momento a beleza do lugar “ele ganha muito para não fazer nada!” Ao ser apresentado a Shina, sentiu que ela estava muito nervosa. — aceita um café Sr policial? Meu marido logo chegará.

—Não, obrigado; Sra Bonilla, gostaria de falar com a Sra sobre Shun Amamiya, ele tentou entrar em contato? foi logo disparando.

—Comigo? Não! Porque ele faria isso? disse a loira agitada.

—Bem, ao que consta, a senhora era amiga intima dele chegando mesmo a ajudá-lo a organizar alguns eventos, seria compreensível se quisesse protegê-lo, disse Hyoga tentando ser gentil. Sentindo-se envergonhada mas ainda defendendo o marido Shina respirou fundo e disse:

—Shun fez muitos inimigos, a prisão era mais segura para ele, estou tão preocupada com o que possa lhe acontecer!

“ Verdade?” pensou o loiro — A senhora foi ao julgamento?

— Não.

— Foi visitá-lo no presidio?

— Não.

— Telefonou ou mandou carta?

— Não, depois que ele foi preso ele ligou uma vez e depois nunca mais entramos em contato.

— Por que? Perguntou o detetive desconfiado.

— Bem...meu marido e eu achamos melhor, ele se esforçou tanto para chegar onde está que...se fosse associado ao escândalo...o senhor sabe...entende? Perguntou ela de cabeça baixa.

“Que nojento, então a amizade só servia se não maculasse a imagem dele como candidato!” ao sentir o olhar de reprovação do policial Shina se descontrolou:

— Shura fez muito por esse país, acha justo perder tudo por causa dele? Ele escolheu seu caminho então...e começou a chorar.

Hyoga a olhou com pena “uma fraca que só faz o que o marido quer” desculpe-me mas não vejo mais necessidade de falar com seu esposo, obrigado Sra Bonilla, sei o caminho da saída.

Ao final do dia, deitado só de calça em sua cama, Hyoga pensava no rumo das investigações,“estou ficando com pena desse cara, parece que o mundo em que ele vivia era uma grande ilusão que se desfez com a morte de Andrea” pensava, levantou-se e pegou a pasta com os dados de Shun, pegou uma foto que fora tirada durante o último baile promovido pelo fundo.

—Será?, ele não parece um criminoso, por mais que eu leia os autos e tudo esteja claro, há algo que me incomoda nele...os olhos me parecem tão inocentes, a vida dele foi uma sucessão de tragédias e contos de fadas ao mesmo tempo. Sempre foi superprotegido pelo irmão que morreu num acidente junto com o companheiro e não teve sequer o direito de ver os corpos, depois foi superprotegido por Andrea e paparicado pelos falsos amigos até que o companheiro se mata o deixando com uma bomba nas mãos sendo preso e condenado e agora foge sem ter para onde ir...que vida infeliz a dele!Suspirou.

Ao sair da casa de Shina procurou Aldebaran e Mu e se admirou com o tamanho do ódio demonstrado pelo advogado – não tivemos noticias e nem queremos ter e se tiver aviso a policia imediatamente! Disse Mu com veemência.

—Infelizmente detetive, o que aconteceu com o Alfa nos prejudicou muito, no entanto não odeio Shun só não tenho como ajudá-lo disse Aldebaran triste.

—lá vem você com seu coração mole! Shun nos roubou e você querendo ter pena! Disse Mu irônico e aborrecido.

Como um cara legal como esse gigante pode gostar desse mala?” pensou o detetive,“aliás Shun só tinha “amigos gays? Que coisa!”— ele tinha outros amigos além de vocês e o casal Bonilla?

—Você sabe muito bem que tinha o idiota do Afrodite, mas Misty colocou um pouco de juízo naquela cabeça ainda que tarde demais, disse Mu.

—Como assim?

—Afrodite não passava de um capacho do Andrea!.

—Mu, pare com isso! disse Deba mas foi ignorado, — nem sócio ele era mais porque o carcamano tirou as ações que tinha e as deu ao Shun, dizem que Afrodite é um gênio mas é mentira, quem comandava tudo era o Máscara, tanto que até hoje, Afrodite ajuda o FBI e não acharam o dinheiro! O Afrodite era só testa de ferro! disse Mu irônico, mais alguma coisa caro detetive?

—Não, obrigado; e eu sei onde fica a saída.

— Bem meu caro Shun, disse o loiro olhando para a foto, compreendo que sua vida não foi normal e que foi apunhalado pelas costas por quem você pensou que fosse seu amigo e a única pessoa que o amou sem interesse foi seu irmão, mas irei prendê-lo de qualquer maneira! guardou a foto e foi tomar um banho....

Uma semana depois...

Shun estava nervoso, iria receber o dinheiro que o amigo secreto o enviara, esperou uma semana para ir novamente ao cibercafé, usava uma conta fake criada por Jamian e recebera o aviso por e-mail de que o dinheiro já estava disponível. Usando roupas largas e o inseparável gorro foi até o posto do correio, lá apresentou a identidade falsa que nem foi checada com seu rosto, recebeu um pacote com dinheiro e um recibo; ligou para Shiryu marcando um encontro no dia seguinte ao meio dia em frente a estação do Metrô, como evitava sair e no quarto do hotel não tinha televisão, ainda não sabia da recompensa oferecida por sua cabeça....

— Suma com esses enxeridos daqui! Disse Milo furioso indicando a imprensa aos policiais. O caso Amamiya o estava esgotando; No começo, pensou que seria fácil e no máximo em 12 horas o pegaria no entanto uma semana se passou e nada. Mas nada era pior que a cara de Camus, não que seu rubi fizesse comentários, em casa tentavam ser apenas Camus e Milo, mas naqueles dias era algo impossível.

Sentia como se estivesse decepcionando o ruivo e isso era humilhante para seu orgulho.

— calma Milo, o caso é complicado, se você se desesperar, ai é que não vai conseguir trabalhar direito! Dizia Camus tentando confortá-lo mas não era assim que o loiro entendia, achava que estava com pena dele, afinal Camus era o melhor do FBI enquanto ele era apenas um chefe de policia...

—Hyoga, diga algo que seja bom! Exigiu Milo quase desesperado.

—Sexo! Respondeu o detetive

—Porra, tô falando sério pato!

—Eu também! Tem algo melhor que isso oh venenoso?

—Por um momento Milo sorriu; olhando para ele, Hyoga viu o tamanho do estrago que o caso estava fazendo com o loiro mais velho, os olhos vermelhos e com olheiras devido as noites mal dormidas, além do cheiro de cigarro...

—Camus percebeu que você tá fumando novamente Milo?

—Já! e tá dormindo no outro quarto só por ter notado! disse o loiro aborrecido.-Hyoga...desculpe-me mas, se em 24 horas não tivermos novidade você será fastado do caso e, talvez rebaixado ou mesmo demitido, sei que não é justo mas, esse não podemos admitir falhas... e foi saindo de cabeça baixa quando Hyoga o deteve.

—Milo, obrigado por tudo e eu que peço desculpas se o decepcionei....

—Fica frio, pato, deixe para me dizer isso só daqui a 24 horas certo? E saiu deixando Hyoga sem rumo..Shun, eu estava com pena de você mas agora o detesto!”

—Departamento de policia....atendeu a secretaria- e quem deseja falar com o detetive Yanovich?....quem? Um momento!

—Hyoga, Hyoga! O Sr Shun Amamiya quer falar com você! Vou passar a ligação! Disse a jovem entusiasmada, tinha ouvido a voz do homem mais procurado do país antes que todos!

—Ah tá Freya! Obrigado mas tô sem saco para trotes! e desligou.

Outra vez o telefone tocou – Freya eu...-Boa tarde detetive Hyoga, não é trote, sou Shun Amamiya.

—O QUE? olá Sr Amamiya! disse Hyoga gesticulando pela porta para um colega que estava no lado de fora da sala para rastrear a ligação,

—Confesso que nem em meus melhores sonhos eu imaginava isso; o que posso fazer por você?

—Escute-me apenas! Prometo não tomar muito seu tempo já que deve está ocupado e por favor, não tome isso como uma ironia de minha parte. Disse Shun firme.

—Sem problemas, sou todo ouvidos! disse o loiro se controlando, precisava mantê-lo na linha para que pudesse rastreá-lo.

—Nunca roubamos nada, mataram meu marido e nos incriminaram e foi o Afrodite Gesler o responsável por tudo isso!

—Por que me diz isso, não participei do seu julgamento e...

—O vi na TV e o achei um homem honesto e que busca a verdade.

—Como? Perguntou o loiro surpreso, não esperava essa.

—Você me parece uma pessoa de confiança.

—Obrigado! “ logo o pegarei ai poderemos conversar melhor” pensava

—10 segundos! disse o técnico- o mantenha falando!

—Sabe Sr Shun, o melhor que deve fazer agora é se entregar! Dai poderemos conversar melhor sobre o que está me contando.

Ouviu um breve sorriso de Shun — por favor detetive, não insulte a minha inteligencia! Até breve!

—Não! Espere eu posso....silêncio...

— Droga! mais 2 segundos e tudo feito...disse o técnico.

—O que ele pretende afinal? Eu preciso saber! Disse Hyoga, jogou-se no sofá ainda se lamentando por ter perdido a chace de rastreá-lo quando Freya chega quase sem folego:

—Hyoga! Quase me esqueço de lhe dar este recado! Um homem veio aqui dizendo ter informações sobre o caso Amamiya e que gostaria de conversar contigo neste endereço disse entregando um pedaço de papel, — Ele disse também que só iria esperá-lo até as 13h..faltavam apenas 10 minutos mas o local era um pequeno restaurante que ficava próximo, achava que era um absurdo mas depois de falar com Shun tudo valia a pena...

Era 13h em ponto quando entrou no local, estava vazio, porém lembrou que, ao passar, cruzou com um rapaz de longos cabelos negros e saiu correndo atrás dele.

— Ei, você é o cara que estava me esperando? Sou Hyoga Yanovick.

Olhando para o relógio o rapaz disse – está atrasado!

—Qual é a sua afinal? Não tenho tempo a perder, sabe de algo ou não sobre o caso Amamiya? Perguntou o loiro irritado.

—Fique calmo loiro, se você for educado e me pagar a recompensa, não só direi onde ele estará amanhã como o levarei até ele.

—E como vou saber que não está blefando?

—kkkk, caro detetive, para quem está com o rabo na reta você poderia ser mais receptivo! disse debochando, vamos conversar... e voltaram ao restaurante.

Notas finais
Comentários please!como perceberam, certas perguntas começam a ser respondidas e outras surgem então...em breve posto o próximo capitulo. xerus!