Notas iniciais
olá! pensem numa dificuldade para escrever esse capítulo, bateu aquela insegurança...mas vejam e comentem como ficou. tem muitos diálogos mas é necessário para dar ideia de ação!:)

Kiki não acreditava na sua sorte, era a chance de sair do serviço pesado e ir para o bem bom lá nos computadores. Voltara para o setor de passagem de roupas como uma bala, sua cabeça tentava entender como seria aquilo; ouvira Seiya se despedir do docinho, mas precisava descobrir como seria a fuga e nada melhor que perguntar aos outros detentos, mas como não era bem visto entre os outros presos, era sempre excluído das conversas.

"Se for verdade, com certeza alguém sabe..." nisso viu Geki, um novato, terminando de passar uma pilha de lençóis e se chegou na maior cara de inocente:

—e ai Geki, cê acha que o docinho vaza mesmo hoje? Perguntou como se soubesse de tudo.

—acho que não, ele não vai querer levar bala naquele rabo empinado! Disse com um sorriso sacana.

—ah! Mas o plano é bom...jogou Kiki.

—é nada! onde já se viu querer fugir escondido numa caixa? Acha que os guardas vão deixar o caminhão sair cheio de ferro velho sem olhar tudo?

"ahá! Então é isso, vão aproveitar o caminhão que vai levar o ferro velho pra sumir com o docinho! Muito bom...só que ele não tem sorte, foi mal docinho, você é legal e tal mas aqui é uma selva, na próxima cê foge!" pensava, olhando para o relógio viu que ainda faltavam 3 horas para o caminhão chegar, tinha que agir com cuidado, na lei do presidio, tudo era permitido MENOS dedurar; se soubessem que ele ia entregar o docinho, seria morto por todos.

—e cadê o Seiya? Fingiu não saber.

—sei lá? Ele tá mais pirado do que nunca, acho que ele tá assim por causa do docinho...acho que o pangaré gosta dele.

—ih! Se o docinho fugir vamos ter que aguentar o burro voador choramingando pra sempre...e o Jabu apareceu por aqui hoje?

—hum, cês tão juntos é? Zombou Geki.

—sai pra lá eu sou macho! Isso de se agarrar com homem é com o docinho e o Seiya; só tô perguntando porque o Jabu ficou de me emprestar uma revista.

—agora só à noite, ele tá ocupado com o pessoal dos Direitos humanos, tão trancados lá na secretaria olhando documentos, e agora para de enrolar e vem fazer tua parte!

—Ah mas é que eu preciso resolver um problema e...

—sem papo furado, vai logo tampinha! "droga!", olhou novamente para o relógio, "vai dá tempo."

Tudo estava pronto e saíra melhor que o planejado, por causa da comissão o almoxarifado foi usado como depósito para tudo que não prestava naquele presidio e Tatsume mandara que tudo fosse retirado o mais rápido e discretamente possível, com isso, eram maiores as chances da fuga dar certo.

Seiya e Shun repassaram o plano e marcaram a caixa a ser usada; Jamian conseguira uma camisa e uma calça jeans e entregou a Seiya que escondeu no local combinado, antes de sair Shun trocaria de roupa e estaria pronto.

—você tem certeza que cabe ai dentro? Perguntou o moreno incrédulo ao ver o tamanho da caixa.

—claro que caibo, sou flexível! Disse Shun com certo nervosismo

—pois vamos logo senão vão estranhar, disse Seiya, -docinho, vai trabalhar agora e na hora combinada você vem.

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PORRA JÁ SÃO 15:30! gritou Kiki, Geki era o encarregado do setor naquele dia e por isso havia mandado o baixinho para a outra sala de onde não conseguia ver as horas e de onde não pode sair antes de terminar seu serviço.

—Qual o problema Kiki? Perguntou Geki desconfiado,

—nada, mas tenho que sair! Disse já correndo.

—ele vai aprontar! Disse Geki para os outros que estavam perto dele

—é, mas se ele tiver ido dedurar o docinho, vai ver só! Disseram os outros.

Kiki chegou esbaforido na sala da direção e já foi logo perguntando pelo diretor.

—tenha modos! repreendeu o Secretário — o Diretor Tatsume não está, ele está acompanhando a comissão.

—ah! droga, esqueci dessa merda de comissão....-Mas ele vai demorar?

—não, ele ficou de vir pegar essas xerox daqui a pouco, posso ajudar?

— não, é só com ele e eu espero....

Que bando de filhos da mãe!” pensava Jabu enquanto acompanhava Tatsume e a comissão de Direitos Humanos. “É fácil tratar esses animais como gente quando eles nunca tocaram em ninguém que vocês amam!” Jabu odiava os criminosos e por isso dedicava sua vida a infernizar os prisioneiros sob sua responsabilidade, se pudesse mataria a todos! Nunca esqueceu que seu pai, o gentil carteiro da cidade, fora morto
por um ladrão que queria as encomendas que ele trazia. Nunca esqueceu as dificuldades pelas quais ele e a mãe passaram, e “cadê vocês Direitos Humanos? Nunca nos ajudaram, as vitimas desses humanos não eram humanos também?” ¹

O diretor ia a frente mostrando todas as dependências e documentos exigidos “se esses trouxas soubessem o trabalho que deu para limpar tudo...” pensava consigo e sorria, tudo corria bem até um dos fiscais mais por curiosidade perguntar:

—é verdade que o Sr. Shun Amamiya trabalha em serviços pesados como um preso qualquer?

—o quê? O Sr Amamiya? Gaguejou o diretor não! Ele trabalha na biblioteca e ajuda na escola, afinal temos que aproveitar todas as potencialidades dos internos e ele é muito culto...

—faz muito bem Sr Iamamoto! Conheci Amamiya e, apesar do que fez, ele sempre foi muito gentil, com certeza será muito útil.

—claro! Tatsume sorriu amarelo. Afastando-se um pouco dos fiscais chamou Jabu num canto e disse:

—tire Shun da lavanderia e o leve para a cela, levarei esses trouxas
para outra ala e você depois o leva para a biblioteca!

Meia hora, esse era o tempo que faltava para o caminhão chegar e o tempo que separava Shun da liberdade, o medo se dissipara e dera lugar a excitação, seria o primeiro a fugir dali...olhou para o céu pela janela da lavanderia, estava cinzento, nevara pela madrugada e fazia frio, mas com o sangue fervendo nas veias Shun quase não o sentia; Seiya voltara para seu setor e não percebeu a ausência de Kiki que,
por sua vez, continuava esperando que o diretor ou Jabu aparecesse.

—vamos docinho! disse Jabu já puxando Shun pelo braço

—O que? Gritou ele perdendo a cor o que foi que eu fiz dessa vez?

— nada, mas o diretor mandou te levar pra cela e bora logo que não tenho tempo a perder...

—mas eu preciso terminar de lavar a roupa e...

—amanhã você termina, afinal não vai sair daqui nunca! Disse e enquanto o acompanhava, Shun se esforçou para não chorar “tem razão, nunca vou sair!” Geki tinha ido buscar mais roupa quando viu Jabu algemando Shun e estranhou a cena, tentando sondar perguntou:

o Kiki tava te procurando, você encontrou com ele? E olhou para Shun que andava de cabeça baixa tamanha a tristeza que sentia.

—não! E o que o tampinha queria comigo?

— Sei lá! Deu de ombros -parece que era sobre uma revista que você ficou de emprestar...

—e o tampinha sabe ler?, ele tá é maluco e me deixa fazer meu serviço, bora docinho!

Jamian havia sondado os agentes, naquele frio o que eles menos queriam era sair do calor das guarnições, e também com a comissão não poderiam expor os presos aquela temperatura.

—mas que frio! Disse Jamian esfregando as mãos.

—e como! Nem mesmo esses presos ordinários merecem ficar nesse frio de rachar disse o Guarda do pátio...

—ah! E por falar em ordinários, quando o caminhão de entregas chegar, vou mandar Cársius e Seiya fazerem o serviço de descarregar a mercadoria e carregar o ferro velho.

— E por que esses dois? Perguntou o outro.

Aqueles ordinários estava fazendo corpo mole esses dias, não posso deixar assim ou perco a moral! Disse com orgulho

— verdade! Esse é o grande Jamian, calado e cruel como um corvo! Agora, tu vai ter que ficar olhando porque eu não vou ficar nesse frio por horas não!

—Deixa comigo! “Sr Amamiya vai dar certo; proteja Shun de agora em diante!”

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—kiki, trás o carrinho pra levar...ué, cadê o salva vida de aquário? Perguntou Seiya finalmente sentindo falta do ruivinho, olhou para o relógio — AH! JÁ SÃO 16:00! droga! O caminhão já deve ter chegado...

—Seiya, acho que o Kiki dedurou o docinho disse Geki baixinho.

—O QUE? gritou o moreno.

—Ele fez um monte de perguntas e veio com uma história de que
precisava falar com o Jabu e pouco tempo depois o Jabu veio e levou o
Shun de volta pra cela dizendo que foi ordem do diretor.

—merda! Preciso fazer alguma coisa! Desesperou-se Seiya.

—ei! o docinho vai fugir mesmo? Perguntou Geki.

—Claro que não! Mentiu Seiya, — confesso que amarelei e não ia dar certo.

—é, mas agora se o Kiki tiver dado com a língua nos dentes, o docinho se ferrou sem merecer...

—vou já atrás dele...

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—Droga! nunca vou sair daqui nem fazer aquele ordinário pagar pelo que me fez! encolhido na cama, chorara até cansar; todo o esforço feito fora em vão, tinha vontade de se matar tamanho seu desespero...”o caminhão já deve ter chegado e irá embora sem mim...”

—Geki, cadê o Seiya? Perguntou Cársius preocupado com a demora.

—ih! é uma longa história!

—Como assim? perguntou e Geki contou o que aconteceu... “então não era pra ser, pensou, talvez seja melhor assim”

—Cadê o Seiya? Perguntou Jamian ao ver Cársius voltando sozinho.

—sumiu! disse seco e foi tirar as caixas do caminhão. Como havia um guarda por perto, não poderiam conversar.

droga! Será que o pangaré é tão egoísta ao ponto de amarelar só pro Shun ficar?” pensava – então vou atrás daquele pangaré folgado e ele vai se ver comigo! Disse o agente recebendo um “é isso ai” do guarda em apoio.

—Cadê o Seiya, Geki? O burro deixou o gigante fazendo o serviço sozinho...

—Eita que hoje tá todo mundo doido aqui! Disse o preso rindo.

—Por que tá dizendo isso?

— Porque o Seiya saiu correndo feito um maluco quando eu disse que o Kiki tava atrás do Jabu...

—droga, então vou mandar o docinho descarregar as coisas com o gigante.

—ih esquece, o docinho tá na cela.

—O QUE? Disse Jamian nervoso, — o que houve?

—sei lá, o diretor mandou o Jabu levar ele de volta, talvez ele desconfiou e OPS!

—desconfiou de que? Perguntou Jamian quase o espremendo na parede.

—nada! Só boatos...nada que mereça atenção!

—Fale!

Então Geki falou mesmo morrendo de medo de ser chamado de dedo duro.

—Por favor não diga que fui eu! Implorou.

—relaxa! O docinho não seria doido de tentar fugir daqui, ainda mais comigo de olho E quem mais sabe disso?

—Todo mundo menos os agentes, os guardas e o diretor, isso se o Kiki não tiver dado com a lingua nos dentes...

Preciso achar o pangaré antes que ele faça merda!” pensava Jamian preocupado enquanto seguia até a sala da diretoria.

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—Me solta seu pangaré desgraçado! Dizia Kiki enquanto Seiya o segurava pelos cabelos com uma mão e com a outra apertava seu pescoço, o arrastou até o consultório do Dr. Siegfried; como ele estava doente e não havia substituto, a sala estava vazia. Assim que ouviu a conversa de Geki entendeu e foi atrás do ruivo, o encontrou saindo da sala do diretor já que ele cansara de esperar e decidiu procurá-lo pelo presidio, mesmo sabendo que seria mais perigoso.

—O que você contou hein seu dedo duro? perguntou o moreno ameaçador

—nada! Eu não falei nada eu juro! ai cê tá me sufocando!

—Eu vou te matar isso sim! E apertou o pescoço do ruivinho até ele desmaiar, depois o amarrou com um lençol da cama e passou esparadrapo na boca do moleque, Jamian ia passando quando ouviu o grito de Kiki e abriu a porta encontrando-o desacordado e amordaçado.

—Até que enfim fez algo certo pangaré! nisso pegou Kiki e o trancou no banheiro. –vai logo pro pátio que já tu vai ajudar a despachar uma carga importante pra fora daqui, disse seco.

—Jamian você tá mesmo do nosso lado? Perguntou o moreno desconfiado

—não, tô do meu lado! Vai logo que já eu apareço com a encomenda.

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merda Seiya, cadê você? Afinal o docinho vai ou não?” pensava Cársius quando o moreno chegou correndo e sorrindo.

—até que enfim! Disse o motorista que observava o trabalho enquanto Jamian não voltava.

—foi mal ai Cársius, tive um problema...

—e o Jamian cadê? Pô tô com muito frio, vocês que congelem ai, eu vou pra cabine, me avisem quando terminarem.

—O que aconteceu? perguntou Cársius

—Depois eu conto, agora é esperar que tragam a encomenda...

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—ei docinho acorda! Chamou Jamian apressado abriu a cela.

—Jamian eu...

—cala a boca! Você vai correr pro almoxarifado e segue com o plano, não esquece o e-mail que te dei.

— certo, muito obrigado meu amigo! Disse Shun emocionado.

—espera, você vai ter que me atacar senão vão desconfiar de mim; tome, disse lhe dando um estilete.

—mas, não, não posso fazer isso! Disse nervoso

—pode e vai, mostra o que aprendeu com Cársius, me dê um soco e me golpei no braço, é o único jeito de você fugir sem me prejudicar, e agora! Leve o estilete contigo.

—tá certo, perdão! Nisso juntando toda sua coragem, deu um golpe com o estilete no braço e um soco que fez o corvo cair desacordado e sangrando, fechou a cela e correu para sua liberdade...

—Shun até que enfim! Disse Seiya aliviado.

—vamos logo, não posso perder tempo! Disse ele afobado, entraram no almoxarifado, trocando de roupa o mais rápido que pode entrou na caixa, Seiya entregou os documentos falsos e dinheiro, Shun os guardou na cueca e disse:

—Seiya, se for nosso destino, ainda nos encontraremos!

—vou esperar! Disse o moreno sentindo seu coração doer.

—deixem de drama e vamo logo! gritou Cársius; colocaram Shun no fundo do caminhão com peças o cobrindo mas deixando espaço para que ele respirasse.

—terminamos! Disse Cársius para o motorista.

—até que enfim! Cadê o Jamian?

—O diretor mandou chamar, mas ele disse que você podia ir embora mentiu Seiya.

—Certo! Eu vou mesmo, já olhei muito para a cara feia de vocês.

"Boa sorte docinho!" pensou Seiya.

Lentamente o caminhão começou a se mover, estava escuro e frio, tão frio que lentamente o corpo encolhido de Shun ficou dormente, era ruim mas estava perto da saída, “Ikki, meu irmão, me proteja só mais essa vez, faça com que não olhem todas as caixas.”

Aquele era o momento final, sentiu o caminhão parar na muralha... “é agora”

— tá levando o que? perguntou o guarda.

—Ah! Um monte de máquina e peça quebrada do setor de passagem de roupa.disse o motorista

—certo, vamos olhar porque é de praxe. Começaram a retirar e abrir caixas, um dos guardas após olhar uma a jogou em cima da que Shun estava machucando-o e ele gemeu.

—ouviu alguma coisa? Perguntou o outro guarda.

— só meus dentes rangendo, tá muito frio! Vamos deixar ele ir, ninguém consegue fugir daqui mesmo...

—isso porque não deixamos! Disse o outro

—além disso foram horas colocando tudo ai dentro e ainda tenho mais 6 horas de estrada, quebrem esse galho pra mim! pediu o motorista.

—tudo bem, pode passar e boa viagem!

consegui!”

Quando o caminhão começou a andar novamente, saiu da caixa e se sentou esperando a circulação normalizar, quando estava melhor passou a procurar a porta, estava muito escuro e tateando achou o trinco, “é agora!” e abriu a porta, porém devido a velocidade, Shun foi puxado para fora e só não caiu porque se segurou no trinco, no entanto, havia uma curva na estrada e acabou escorregando a mão sendo jogado em direção às árvores a beira da estrada, sentiu uma batida nas costas e depois caiu no barranco e apagou.

No presidio era um verdadeiro pandemônio, Tatsume ficara preso na reunião com a comissão até as 18:00 horas, quando Jabu foi buscar Shun para levá-lo até a biblioteca, encontrou Jamian desacordado e sangrando.

—o que houve cara? perguntou Jabu o ajudando a se levantar.

—o vadio do Amamiya! disse que tava passando mal, quando entrei, me atacou mas vou já mandá-lo pra solitária e dar uma lição nele! Ai! urrou Jamian sentindo dor no nariz quebrado.

Jabu Mandou todos os guardas procurá-lo até entender que Shun havia fugido e esperaram Tatsume voltar; quando soube do fato, o diretor quase teve um infarto fulminante.

—COMO FUGIU? POR ONDE? Gritava

—ele aproveitou o caminhão da entrega, disse Jabu. Durante as buscas encontraram Kiki que tratou de contar o que sabia. — você promete que não vai dizer pra ninguém que fui eu né Jabu? Senão vão acabar comigo. — relaxa tampinha! De mim ninguém vai saber de nada.

—VOCÊS OLHARAM TODAS AS CAIXAS? Gritava Tatsumi

— CLARO! Mentiram os agentes, não iriam se entregar daquele jeito.

—QUEM AJUDOU A CARREGAR O CAMINHÃO?

—foram dois presos...como era mesmo...ah! Seiya e Cársius.

—CHAMEM OS DOIS E CHAMEM A POLICIA! NÃO DEIXEM AQUELE ORDINÁRIO IR LONGE SENÃO CORTO A CABEÇA DE VOCÊS! Determinou e deixou-se cair na cadeira velha, “Sim! mas a primeira a rolar será a minha!” pensava triste.

Acordou com um zumbido na cabeça, aos poucos abriu os olhos e mais algum tempo, sentou-se, o zumbido era dos helicópteros que o procuravam entre as árvores, levantou-se e foi para o lado mais próximo da raiz. Notou, a medida que seus olhos se acostumavam com a escuridão, que estava em um barranco próximo a estrada; mesmo com medo de ser capturado, sabia que não tinha outra escolha a não ser subir e tentar pegar uma carona, subiu com dificuldades, não havia nada quebrado porém estava todo dolorido além de faminto e exausto.

Tentou se arrumar da melhor maneira tirando as folhas e penteando os cabelos com os dedos, estava muito frio e sua roupa era fina, tremia muito. Aos pouco uma sirene de viatura se aproximava e no instinto, pulou de volta para o barranco; esperou até que a viatura passasse e subiu novamente. Começava a sentir os efeitos do frio, cansaço e fome, sentia que desmaiaria a qualquer momento quando um caminhão parou ao seu sinal.

—ei garota, tá maluca? Shun olhou para o motorista já meio zonzo.

—você não tem casaco?

—nãnãnã não, disse Shun tremendo.

—entra! Disse o motorista abrindo a porta do carona.

Após alguns minutos, Shun já se sentia melhor, pois estava aquecido dentro da cabine, o motorista o olhava como se o analisasse.

—vai pra onde boneca?

— sou homem! Disse Shun firme.

O motorista olhou novamente e sorriu, — foi mal, você parece uma garota; -Qual o seu nome docinho? “nem aqui fora me livro desse apelido ridículo!” pensou Shun.

—Mime, disse de modo vago.

—Nome diferente, bonito que nem você, mas já deve tá cansado de saber disso né? Disse com um tom de voz que deixou Shun tenso “esse cara não tá bem intencionado”

— vai pra onde? Começou Shun com cautela

—até a próxima cidade, respondeu o motorista e sem avisar parou o caminhão no acostamento. — vou mijar, mas não demoro.

e agora o que faço? Roubo o caminhão ou fujo? Não, vou com ele até a próxima cidade”. planejou, quando o motorista voltou, trazia uma garrafa térmica e um pote cheio de sanduíches.

—aceita? Não se preocupe, eu lavei as mãos! disse sorrindo.

—Shun retribuiu o sorriso e aceitou; após algum tempo começou a sentir-se fraco e desmaiou.

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Departamento de Policia

—Isso é bom ou ruim? Perguntou o detetive Hyoga para Milo, chefe de policia de New York e seu chefe por tabela.

—como é? Porra Hyoga, eu tô te dando uma chance de ouro e tu ainda pergunta se é bom ou ruim! Disse Milo indignado.

Alto, loiro e com olhos de um azul profundo e frio. Hyoga era considerado o melhor policial do distrito, estava sempre atento mas era muito controlado, sua postura séria e modos de falar que demonstravam segurança e decisão eram tidos como mal de família, afinal ele é o único irmão do grande Camus Chevalier.

Hyoga sempre admirou o irmão como um herói mesmo só o tendo conhecido com sete anos, eram irmãos por parte de pai e, quando sua mãe Natássia morreu, ele foi para a França ficar com eles. Apesar disso não gostava de comparações, tanto que usava o sobrenome Russo da mãe para evitar comentários, principalmente quando entrou na policia e todos diziam que ele só conseguiu devido a influencia do irmão.

Sentado, analisava o caso que poderia torná-lo o policial mais famoso do país, Shun Amamiya havia fugido de uma penitenciaria de segurança máxima, seu trabalho seria encontrá-lo, prendê-lo e levá-lo de volta ao presidio. Sentado com os pés sobre a mesa, Milo tomava café e o observava, “ele é muito parecido com meu rubi..pensa muito”.

—por que tanta hesitação? Você é o meu melhor agente Hyoga, não o chamaria se não fosse. Disse entre um gole e outro no café fresquinho que adorava.

Algo naquele caso o estava incomodando mas Hyoga não sabia dizer o que era, quando de repente entendeu:

—já sei! Disse se levantando de uma vez da cadeira assustando Milo que derramou o café todo sobre si.

—Porra Hyoga tá maluco! Quase me matou de susto e olha o você me fez fazer!, o Camus adorava essa camisa, foi um presente que ele me deu e ele vai me matar! Disse o loiro triste vendo a enorme mancha marrom na camisa azul clara.

—É esse o problema Milo! O FBI leia-se Camus, vai ficar me cercando, se metendo, faz mais de um ano que eles procuram o dinheiro do Alfa e não acharam nada ainda e agora com Amamiya solto vão pensar que podem conseguir algo...

—Olha, em relação a isso você está certo, se pegar o caso esteja pronto para se livrar dos ataques de Camus, você sabe, em casa somos apenas Milo e Camus, tentamos esquecer trabalho do lado de fora e não vou me meter no assunto de vocês. Disse decidido.

—Quer saber Milo? Eu pego! O dinheiro é problema do Camus, Shun Amamiya é problema meu!

—ótimo! Disse Milo, vou mandar trazer todos os arquivos sobre ele. Sabia que meu cunhadinho lindo não me decepcionaria! Disse Milo fazendo um biquinho e apertando as bochechas de Hyoga.

—para Milo! Aqui você é o grande Chefe, o escorpião rei, não pode soltar purpurina!

—que purpurina o quê! Eu solto é veneno! já volto!

Shun Amamiya prepare-se, pois eu Hyoga a partir de de hoje serei seu pior pesadelo!”

Notas finais
Enfim o loiro apareceu! e ai? ¹ todo mundo já disse isso nem que tenha sido só uma vez! o trabalho dos Direitos Humanos é sério e de muito valor, por mais dificil que seja entender, mesmo os criminosos não podem ser submetidos a tratamento desumano. Obrigada e até o próximo!