O Outro Lado Da Escuridão
35 INCERTEZAS
Notas iniciais
-e então pato, o que pretende?...perguntou Saga autoritário.
-olha, eu já falei com Shun e expliquei o que aconteceu mas...o fato é que acredito em Shun e agora irei ajudá-lo a provar sua inocência. Disse Hyoga erguendo-se do chão.
-e o quê o fez mudar de ideia? Perguntou Kanon num tom zombeteiro
-primeiro, foi nosso encontro no metrô, quando olhei Shun pela primeira vez, vi que seus olhos não traziam culpa e sim uma mágoa profunda; depois, ao analisar o material do dossiê que Shyriu elaborou, decidi fazer o mesmo caminho que ele usou e descobri um fato que ele não conseguiu, sei que é dificil acreditar afinal eu o cacei pela cidade inteira, mas, poxa, eu estava cumprindo meu dever como policial! Disse o loiro num desabafo.
-Pai, tio eu...acredito nele...disse Shun se aproximando até ficar entre o loiro e os gêmeos. Ele disse que descobriu algo importante...por quê não aceitar a ajuda? Estou cansado disso tudo e não quero prejudicá-los, por favor, deem esse voto de confiança para ele! Pediu Shun com voz cansada porém com olhar firme para os gêmeos que, numa troca de olhares decidiram.
-muito bem, se você quer acreditar nele...mas, estaremos vigiando Russo, qualquer pensamento de traição e nós acabaremos com a sua raça, fui claro? Disse Saga próximo ao rosto do loiro
-e lógico que eu farei de tudo para que sua morte seja bemm lenta...disse Kanon também se aproximando.
-obrigado pai, obrigado tio! disse Shun alegre
-agradeço a oportunidade que me deram, não falharei! Disse Hyoga convicto e, num impulso, passou o braço ao redor dos ombros de Shun que ficou visivelmente envergonhado.
Só mais duas coisas Hyoga, chamou Saga: 1º tire as mãos do meu filho! 2º aja como cavalheiro e peça licença para entrar nesta casa e pela porta da frente, nada de bancar o romeu novamente!
-oh sim...e que eu...
-tudo bem pato já entendemos, agora vamos tomar café por que estou faminto! Disse Kanon já puxando Saga consigo para a cozinha.
-eles parecem legais, mas possuem um instinto assassino...
-proteger é natural para quem ama...respondeu Shun com um sorriso ao que o loiro concordou com a cabeça.
-venham logo para cá!!!!!!!! gritou Kanon da cozinha.
-já vamos!
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Apartamento de Hyoga
-Como? Digo..não tem problema, não sabia que meu irmão tinha visita, retirar-me-ei, disse Camus fechando a porta novamente. Passou a mão nos cabelo ruivos ainda confuso pela visão do belo loiro enquando seguia para o quarto de Hyoga, já ia entrar mas a voz do desconhecido o chamando o interrompeu.
-Camus, espere por favor!
-Oui! Disse virando-se, desculpe-me mas creio não conhece-lo disse Camus observando-o mais um pouco. -aliás, algo raro em se tratando de amigos do meu irmão...
Com um sorriso misterioso, Shaka aproximou-se devagar do ruivo -pessoalmente é a primeira vez que nos vemos, porém creio que já tenha ouvido algo a meu respeito; pretendia procurá-lo em breve mas, já que o destino tem seu próprio tempo, precisamos conversar. Disse o loiro de modo firme.
-quem é você? Perguntou desconfiado o ruivo, não gostou do rumo daquela conversa.
-Sou Shaka Aluhala, companheiro de Ikki Amamyia, irmão mais velho de Shun.
Camus ficou surpreso porém não demonstrou qualquer reação, — impossível, Ikki e seu companheiro estão mortos há anos...
-isso é o que todos acreditam e o que Afrodite, Máscara da morte e Mysti queriam e tramaram, por favor escute-me...
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-Como é? Eles não estavam lá? Surpreendeu-se Shun
-sim, o Shiryu rastreou até o aeroporto de Nantuck mas não chegou ao fim por falta dessa informação, eu tive sorte! Disse Hyoga antes de tomar mais um gole de café. — no dia da tempestade, três pessoas viajaram de lá até New York e voltaram no mesmo dia, foram eles, Shura, Aioria e Afrodite. O sistema de informações de Nantuck não registrou a passagem deles devido um problema técnico, porém a velha encarregada dos registros de voo anotou manualmente na ata de embarque.
-Então você já sabe o que eles vieram fazer aqui saindo tão escondidos? Perguntou Saga.
-em partes, Shura veio atrás de Aioros, parece que foi uma briga de casal...disse o loiro com um sorriso; Aioria veio a pedido de Shion para prestar declarações durante um areunião da comissão; porém Afrodite é um mistério.
-Agora lembrei que Mysti estava muito animado, parece que havia recebido dinheiro extra, será que Afrodite o pagou para que ficasse em Nantuck e sondasse nossas ações? Disse Shun pensativo.
-tem outra coisa, a velha disse que outro homem antes de mim havia feito as mesmas perguntas que eu e também vira os registros, porém não conseguiu descrevê-lo.
-apesar de nebuloso, tudo aponta mesmo para Afrodite... disse Kanon.
Nisso Hyoga ao ver o quão tarde já era decide ligar o celular e vê as chamadas perdidas de Fenrir lembrando-se que havia deixado o indiano abandonado em seu apartamento.
-Droga! Esqueci que tinha visita em casa, como pude esquecer dele? Preciso ir! disse levantando-se.
-ele...disse Shun com certa tristeza.
-Shun é apenas um amigo! Disse o loiro feliz ao sentir o incômodo de Shun. Ele chegou ontem do exterior e não é certo abandonar as visitar sozinhas em casa.
-Saga, Kanon, obrigado pela confiança! Shun, mais tarde eu volto.
-Ei! Só venha se for algo importante, não quero entra e sai na minha casa! Disse Kanon tentando ser sério mas só causou risos de todos.
O celular tocou novamente e, já no carro Hyoga viu que era Fenrir e atendeu.
-bom dia Fenrir!
-bom dia o cacete! O teu irmão está agora no teu apartamento falando com o Shaka! Você disse que o protegeria! Queixou-se o geólogo.
-Droga! Nunca imaginei que Camus fosse ao meu apartamento sem me avisar, ele nunca faz isso!
-e avisaria como se teu celular estava desligado?
-calma! Já eu chego lá! Disse desligando.
-Camus, não me atrapalhe! Disse o loiro a si mesmo.
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Droga, cadê meu Rubi?onde aquele ruivo se escondeu? Porra! Dizia Milo arremessando a última garrafa de vinho que havia no balcão de casa. Andava de lado a outro da casa como um animal enjaulado. Camus desligara o celular e, ao ligar para o escritório (falando com toda a gentileza do mundo com a velha secretária de Camus) foi informado de que o ruivo ordenara que nenhuma ligação sua fosse encaminhada, o que o deixou ainda mais furioso.
QUEM AQUELE RUIVO GELADO PENSA QUE É? PORRA! ELE DÁ MAIS IMPORTÂNCIA A SECRETÁRIA DO QUE A MIM! Disse jogando-se no sofá, as lágrimas presas agora escorrendo sem parar acompanhadas de soluços que o faziam estremecer. Olhando para o chão, viu os restos das fotos que havia rasgado, pegou uma onde ainda podia ver o belo rosto de Camus. Amava o ruivo com todas as suas forças, ele era sua jóia preciosa, seu Rubi...possessivo? Sim, mas seu jeito de amar era assim, 8 ou 80 nada de meio termo, não para o escorpião grego. Ligou novamente para o apartamento de Hyoga mas novamente caiu na caixa postal.
-droga! Disse tomando a última dose de wisky – espera! Ele só pode estar lá! Ai que idiota eu sou! Ele não iria para um hotel e muito menos incomodaria o pessoal do FBI, ele está com Hyoga e eu vou já buscar o meu rubi fujão! Disse pegando as chaves do carro, mesmo bêbado, seu único interesse era recuperar sua jóia preciosa...
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-então Camus, agora entende o porquê de termos fingido todo esse tempo? Perguntou Shaka após tomar um gole de chá. Contara sua história a Camus da mesma forma que fizera a Hyoga; escutando-o em silêncio, o ruivo foi da incredulidade à dúvida e terminou por ficar admirado, apesar de manter a mesma postura fria, sua mente fervilhava, analisava detalhes buscando mentiras ou incorreções e o resultado fora de que era tudo verdade e ali, na forma de um loiro belissimo, estava a chave para o maior mistério que encontrara.
-eu preciso analisar alguns pontos, mas lembro de que Hyoga mudara seu comportamento em relação a esse caso, não dei crédito no inicio mas creio que agora temos elementos substanciais para investigar, quando ele chegar veremos como vamos fazer, preciso falar com esse tal Fenrir também. Disse Camus tomando uma dose de vinho.
-logo ele virá, mandei uma mensagem avisando que você estava aqui. Hyoga disse que era pouco provável que você aparecesse sem avisar, por isso fiquei mas logo mais irei para um hotel. Disse Shaka o observando.
-é verdade mas...dessa vez tive problemas particulares...disse o ruivo mais para si mesmo.
-desculpe-me novamente por incomodá-lo.
-não, você não me incomodou, além disso agora preciso agir, foi muito bom você ter aparecido, jamais me perdoaria por não conseguir resolver esse caso, disse Camus olhando mais demoradamente para o loiro, Enquanto Shaka falava observou a pele branca e que parecia ser macia, os cabelos suaves nada comuns em indianos e os belos olhos azuis.
-você tem descendência não indiana. Afirmou o ruivo.
-verdade, meu pai era Inglês. disse Shaka por sua vez também analisando o ruivo, o contraste entre o vermelho vivo dos cabelos e olhar de um tom gelado como o oceano Ártico, apesar da noite insone e dos resquicios de bebedeira, Camus com seu porte elegante e seu sotaque francês era muito atraente...o silêncio entre eles começou a pesar e camus o quebrou dizendo que iria tomar um banho. Foi até o quarto onde deixara algumas roupas guardadas sendo seguido pelo loiro.
-ajeitarei a cama para que descanse um pouco..
-obrigado mas não é necessário, dormirei no quarto de Hyoga, além disso você também não dormiu...e por falar em Hyoga, tem ideia de para onde ele foi?
-acho que deve ter ido atrás de Shun.
Enquanto Camus tomava banho, Shaka voltou a deitar-se, ainda estava cansado da viagem quando a campainha tocou – deve ser Fenrir...disse levantando-se, porém ao olhar pelo olho mágico viu um loiro com ar furioso e decidiu não abrir mas do outro lado o loiro começou a esmurrar a porta e a gritar.
-CAMUS EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AI! ABRE ESSA PORTA OU EU ARROMBO! VOU CONTAR ATÉ 10!
-por Buda quem é esse louco?
-o que está havendo disse Camus que vinha vestido em um roupão e trazia na mão a pistola destravada.
-tem um louco te procurando.
-abra!
Quando Shaka abriu a porta foi logo empurrado por um Milo furioso que travou diante da cena: Camus só de roupão e com os cabelos molhados e um loiro vestido numa túnica azul que mal escondia as coxas...
-MAS QUE PUTARIA É ESSA?
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