O Outro Lado Da Escuridão
23 As Areias do Tempo...
Notas iniciais
boa leitura!
New York, Hospital, noite....
- Tu és doido? Acha que aquele feioso é o tal Shun Amamiya? Dizia um faxineiro para seu colega. — claro que é! Tá diferente mas é ele eu sei! Vou denunciar e pegar a recompensa! Disse satisfeito. — cara, eu tô fora! Sou imigrante clandestino aqui e não quero confusão para o meu lado...- melhor pra mim que fico com a grana sozinho! Vou ligar e falar com o tal do yanov sei lá...
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Deitado no sofá da sua sala na delegacia, Hyoga pensava em Shun. “onde ele está? Será que desistiu da vingança?” Levantou-se e pegou sua pasta de recortes, olhando as fotos, pensou em todas as reviravoltas que ocorreram apartir do momento em que passou a investigar Andrea. “Shura e Aioros...quem diria que o macho alpha” pensou Hyoga com um sorriso. Estavam juntos mas, pelo que Aioros lhe falou dias depois do primeiro encontro em seu apartamento, ele havia exigido que Shura decidisse com quem ficaria pois não aceitaria mais continuar numa relação pela metade, ainda mais agora que, depois de tantos anos de sofrimento, conseguiu se reaproximar do irmão Aioria.
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Depois do incidente em que quase foi morto por Shun, Aioria começou a repensar sua vida. Tudo o que fizera só trouxe dor, a si e a outros. Marin...ainda a amava mas...tornara-se um ladrão por amor a ela, traíra amigos e tornara-se cumplice de um assassino; Mesmo que a vitima tenha sido um agiota que a ameaçara, ele fora o mandante. Marin por sua vez não mudava, continuava o traindo, mas ele já não estava mais disposto a aceitar essa situação. Uma noite ao chegar em casa não a encontrou, furioso foi para um bar, “não sou mais um homem! Aioros sendo gay é muito mais macho do que eu pois teve coragem de enfrentar o mundo pra fazer o que quer e eu? Sou um corno covarde isso sim!” pensava entre um gole de bebida e outro. Já era tarde quando, ao olhar mais para o final do balcão, avistou Shina sentada sozinha com uma garrafa de Tequila já pela metade. — Shina, o que faz aqui? Cadê o Shura? Perguntou ao se aproximar. Ela visivelmente alterada disse com um sorriso irônico – eu tô bebendo não tá vendo idiota! Já seu amiginho deve tá trepando com alguma vagabunda por ai...e começou a enxugar as lágrimas. “coitada, se ela soubesse da verdade” pensava o grego, fazia algum tempo que descobrira que Shura tinha UM amante, mas quando soube que era seu irmão isso só aumentou o desprezo que sentia por Aioros mas a experiencia de quase morte o fez repensar suas atitudes com o irmão e por isso, vencendo o orgulho foi procurá-lo e foi recebido de braços abertos pelo irmão e pelo “cunhado”.
-vamos Shina, você já bebeu demais por hoje. Disse ajudando-a a se levantar. — não quero ir para aquela casa! Não quero mais aquela vida! Gritou ela o abraçando. — calma Shina! Vamos para minha casa, lá Marin conversa contigo, se é que ela voltou para casa...- Marin...sabe Aioria, eu sou muito azarada! Sou uma mulher fiel e sou traída com qualquer vadia, já Marin que não vale nada é casada contigo que é um cara bonito e honesto! Vamos nos vingar deles vamos? Vamos traí-los também? Disse shina enquanto abraçava Aioria com força e tentava morder-lhe o pescoço. — Shina calma, eu sei que você não está em seu juizo perfeito! Disse Aioria tentando colocá-la dentro do carro, se algum fotógrafo estivesse alí isso seria o fim da reputação de Shura e, por conseguinte, de sua campanha eleitoral. Conseguiram sair do bar e, ao chegar em casa, constatou que Marin ainda não voltara. “dessa vez não perdoo!” pensava o grego enquanto carregava uma adormecida Shina para o quarto de hospedes; no caminho até a casa de Aioria, ela ainda o agarrara umas três ou quatro vezes, cantara e por fim adormecera.
Após acomodá-la na cama, foi para seu quarto, Marin passara dos limites, dormir fora era deixar claro o quanto ele era desprezado por ela. Adormeceu ainda vestido, acordou quando ouviu a voz da empregada o chamando. — Bom dia senhor Aioria, desculpe-me incomodá-lo mas a senhora Marin ordenou que lhe entregasse esta correspondencia. — e onde ela está? Perguntou já com um aperto no coração — infelizmente não sei senhor, ela mandou um rapaz entregar a carta e depois ligou para confirmar se eu a havia recebido e com a ordem de entregá-la ao senhor. — tudo bem, obrigado. Ah! por favor, prepare um café reforçado, a Senhora Bonilla está dormindo no quarto de hospedes.- sim senhor, com licença. Disse a mulher retirando-se. “esses ricos são que nem cachorro no cio, mal a mulher foi embora e ele já pegou a mulher do amigo!” pensava ela enquanto voltava para a cozinha.
-onde estou? Pensava Shina quando acordou. Não reconhecia o quarto, lembrava-se apenas que, desesperada, saíra de casa. Queria fugir de seus problemas e por um momento esquecer a vida miserável que levava. Shura estava cada dia pior, mas agora ela sentia que seu casamento chegaria ao fim. Ele viajara dizendo que na volta tomaria uma decisão que mudaria a vida de todos para sempre. — o que eu fiz? Será que eu traí Shura?! pensou horrorizada. Ao olhar para si, viu que ainda estava vestida. Levantou-se sentindo o mundo girar mas precisava saber onde estava, ao sair do quarto reconheceu a decoração — estou na casa de Marin? Mas como vim parar aqui? Devagar foi até o quarto da amiga, lá para sua surpresa encontrou Aioria chorando sentado na cama. — Aioria, o que houve? — ela foi embora! Ele disse, — como? — Marin foi embora, Aioria estendeu a carta para Shina que, mesmo com uma ressaca violenta entendeu que era uma carta de despedida. — Calma, dê um tempo a Marin e depois vocês conversam, ai minha cabeça!como cheguei aqui? Perguntou ela. — Eu a encontrei no bar, estava sozinha e um pouco alterada, achei melhor trazê-la...disse ele já limpando o rosto, não ia bancar o fraco na frente de Shina, era humilhação demais que ela o tenha visto chorando. — obrigada Aioria. eu...vou deixá-lo só, mas pode contar comigo para o que precisar! — tome o café e tome um banho, avisei que você está aqui. — tudo bem, obrigada mais uma vez. E saiu do quarto pensando “Marin, como pode abandonar um homem desses? Eu faria qualquer coisa para que Shura gostasse de mim pelo menos um décimo do que ele te ama...”
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-Shura, será que você vai deixar sua ambição falar mais alto? Dizia Hyoga para si. Depois pegou a foto de Mu e Aldebaran — o amor é forte o bastante para superar uma traição? Acredito que depende; continuava o loiro em seu monólogo. Que Mu era um ordinário não tinha dúvidas, mas acreditara que ele estava arrependido por ter traído Deba. Porém Deba estaria disposto a perdoá-lo? depois do dia em que fora interrogar Mu e Aldebaran acabou descobrindo do caso entre ele e Andrea, falara com o brasileiro apenas uma vez. Soube que havia voltado ao Brasil deixando a empresa aos cuidados de Mu; estava magoado e queria ficar o mais distante possível para pensar, no entanto, pediu para que o russo cuidasse de Mu. Afinal se Shun descobrisse, se é que não já havia descoberto, certamente queria vingança e Deba temia pela vida do advogado. É Mu toda ação tem sua reação. Você fez o Deba sofrer, se o ama de verdade terá que provar isso agora...pegando uma foto de Shun não pode deixar de sorrir, — você é muito esperto pequeno príncipe, mas vou pegá-lo p... – muito bem pato, esse é o espírito! disse Milo invadindo a sala, — chefe, poderia bater antes de entrar? Afinal aqui ainda é minha sala...- que bonitinho! Mas saiba que hoje é minha folga e portanto posso me dar ao luxo de ser apenas seu cunhado mala! Disse Milo rindo já pegando uma xícara de café. — e o Camus onde está? — se você fosse um irmão decente apareceria mais vezes em casa! Disse Milo com cara de bravo. — Milo, me erra vai! Disse o loiro menor rindo já pegando um café. — e ai, pensando numa estratégia para pegar o príncipe fujão? Olha que você tem prazo, hoje eu tô relax mas amanhã...- Milo eu...deixa pra lá, você não concorda com minhas ideias mesmo. — já disse para esquecer reabertura de caso e pegar o fugitivo, você é pago para isso! Poxa, você e Camus quando colocam uma coisa na cabeça... — o que ele tem?perguntou Hyoga preocupado, afinal Camus tendo dúvidas era algo impensável, — ah! Dia desses teve uma crise se achando um incompetente por causa do encerramento da comissão que procurava a grana do Alfa, quer saber? acho que Shun pegou mesmo a grana, só isso explica o sumiço dele...- não Milo, eu sei que Shun é inocente e ele não aparecer enquanto não tiver provas, ele mesmo está procurando o culpado por toda essa tragédia na vida dele...-é? Pena que VOCÊ o pegará antes não é cunhadinho? Bem, tô de passagem, fui comprar um vinho e vim dar-lhe a honra de apreciar minha presença avassaladora! Disse Milo com um sorriso típico de propaganda de creme dental — Milo, isso foi tão gay! Prefiro quando você finge que é homem...fazendo um gesto com o dedo médio Milo disse – sei que você me ama mas eu sou do Camus, tchau pato! E saiu deixando Hyoga novamente em sua paz acolhedora mas que não durou muito, o telefone tocou e ao atender uma voz com forte sotaque espanhol disse: — detetive yano não sei o que? — é Yanovick! Disse o loiro já aborrecido – sim, sim, eu tô ligando para dizer que sei onde está Shun Amamyia. — O QUÊ? ONDE ELE ESTÁ? -calma detetive! Como é que eu recebo a grana da recompensa? Perguntou a pessoa na linha -essa ligação é gravada, entraremos em contato se sua indicação for procedente...- tudo bem, ele está internado no hospital central, foi baleado no Brooklyn e o trouxeram quase morto, ele tá usando o nome de Mime Bene, Bena...sei lá como é! Eu trabalho no hospital e ao reparar direito o reconheci mas até agora só eu sei disso, vai me pagar? — claro! Diga-me seu nome, anotou os dados e já ia sair correndo quando lembrou do caso que Roger comentara, -será? Voltou e começou a buscar nos arquivos as ocorrencias e lá estava, um morto e outro gravemente ferido. — mas por que Roger não voltou ou ligou para saber desse caso? Ou melhor, por quê o hospital não avisou da melhora da vítima? Por quê Shun foi baleado? — Muitas coisas para saber e é agora! Disse ele para si enquanto pegava suas coisas e saia.
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Passada a emoção inicial, Saga reconstruiu na memória seu passado com Sasha; quando soube que ela o marido haviam morrido em um acidente, sentiu uma dor terrivel como se uma parte de si tivesse morrido também, a segunda parte, porque a primeira morreu quando ela o abandonou. Depois do primeiro encontro na praia algo os havia ligado de um modo poderoso, ele sentia a necessidade de vê-la, queria protegê-la ainda mais ao saber que o marido era violento com ela, já Sasha não parava de pensar no belo estudante.
-mamãe, quem era aquele homem? Perguntou Ikki curioso — um anjo meu filho! Entraram no hotel caminhando o mais rápido possível para não chamar muita atenção; chegando a suite, encontraram Mitsumasa tranquilamente tomando café da manhã e lendo o jornal. Sasha o olhou com ódio, era humilhada por ele e só continuava casada por que ele ameaçava tomar a guarda de Ikki já que numa estratégia covarde, havia ficado com os bens que eram de sua família. Olhando-a com desprezo, o homem apenas disse – dê um jeito nessa cara por que hoje temos uma festa para ir. — eu não quero ir! Disse ela – não perguntei o que você quer, eu disse que nós iremos a uma festa e assunto encerrado. — eu te odeio! — Sasha você quer levar outro tapa? Disse ele já levantando com a mão erguida. — NÃO BATA NA MINHA MÃE SEU MONSTRO! Gritou Ikki jogando o bule de café no pai. -seu ordinário! Mitsumasa avançou em direção ao menino mas Sasha o segurou – NÃO! SE QUER BATER EM ALGUÉM BATA EM MIM MAS DEIXA MEU FILHO! — eu só não te dou uma lição porque preciso dessa sua cara bonita para exibir, mas depois vamos ter uma conversa! Sumam! Sasha pegou Ikki e foi para o quarto, antes de fechar a porta ouviu quando o marido disse – ficaremos aqui por um mês, comportem-se! -mamãe, por que ele é assim? Queria que ele fosse diferente! Disse Ikki chorando abraçado a mãe. — eu também meu filho! Disse enquanto lembrava do rosto de Saga.
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Grécia, noite....
“As mesmas músicas, mesmas pessoas, mesmas mentiras...pensava Sasha recostada a janela do salão de festas. O maquiador havia feito um milagre e o único sinal da agressão sofrida era a marca do corte no lábio que ela prontamente alegara ter sido devido a uma queda no banheiro. Fazia bem seu papel de milionária feliz mas por dentro sentia-se vazia, até que a brisa marinha a atingiu e ela lembrou de Saga. “será que ele está lá? Deus o que estou pensando” e ela balançou a cabeça afastando a lembrança e tomou mais um gole de champagne, ao procurar o marido o viu numa conversa muito agradável com uma famosa atriz inglesa. “vai me trair com ela...basta, não preciso ver isso!” aproximando-se cumprimentou a mulher com sua reconhecida elegancia e pediu licença ao marido para retirar-se alegando não estar se sentindo bem. — quer que eu a acompanhe? Mitsumasa fingiu preocupação – não querido, aproveite a festa por mim, ficarei bem, boa noite, vou despedir-me dos anfitriões. — sua esposa é muito bonita, disse a atriz – verdade, mas não tanto quanto a senhorita, disse Mitsumasa galanteador...
Sasha decidiu ir até a praia, precisava respirar, precisava encontrá-lo “por alguns minutos serei feliz!” pensava, na portaria dispensou os seguranças. — vou caminhar na praia e não quero ser seguida! — não podemos deixá-la só em locais públicos, são ordens do senhor Mitsumasa, disse o segurança. — tomem, disse Sasha entregando a cada um uma gorda gorjeta, me acompanhem só até o calçadão. — sim senhora, obrigado! Disseram os homens. Caminhou alguns minutos sentindo a brisa e procurando por ele, nem um sinal! — idiota! Ele deve estar com alguma namorada! Disse triste e sentou nas pedras. — não, estou aqui. Ouviu alguém dizer, ao virar-se deu de cara com Saga que sorria e trazia nas mãos uma ostra. -oh! Eu é...gaguejou Sasha. — calma, não queria assustá-la, sempre fico deitado aqui atrás dessas pedras, tome, trouxe para você. Disse entregando a ostra aberta onde ela viu uma pérola. — Saga, que linda! Muito obrigada!. A lua cheia deixava o cabelo loiro de Saga com um brilho suave, parecia uma aura, Sasha o contemplava quando sentiu seu rosto tocado pela mão forte do grego. — quase não tem marca, disse enquanto passava o polegar no lábio machucado, aquele monstro merece. — shiiii! Não fale dele, disse colocando a mão sobre a de Saga, vim para esquecer a vida infernal que tenho...e foi calada pelo beijo do rapaz, começou um tanto agressivo, fruto da decisão repentina dele mas depois foi ficando gentil e profundo e ela se entregou por inteira àquele sentimento novo, nunca sentira aquela sensação de desejo, eletricidade correndo pelo corpo. Nenhum conhecimento apenas paixão, amor...quando pararam para recuperar o folego, o medo veio e Sasha tentou recuar. — não podemos eu...-shiii! vamos viver o agora..e a beijou novamente...aquela foi a primeira noite dos dois.
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-Dr Saga? — ah! É você Esmeralda...- sim...Dr. o paciente Mime já está em condições de ser liberado não? Quando poderei avisar a policia para virem interrogá-lo? — por que quer tanto que a policia o veja? — ahn? Ah! Dr. são as regras do hospital eu...- Esmeralda, a policia sabe que ele está aqui, quando quiserem virão. Disse Saga já aborrecido. — por quê o Senhor se preocupa tanto com ele? — ele é meu paciente e ainda está debilitado mesmo que você não acredite nisso! E outra coisa, o que faço ou deixo de fazer não é da sua conta, se não gosta do meu método, peça para mudar de setor! — desculpe-me Dr Saga, não tocarei mais no assunto...- algum paciente para cirurgia? — não por enquanto, com licença. Disse a enfermeira saindo. Ao se ver só novamente, Saga ficou preocupado — Preciso tirar meu filho daqui antes que a policia venha, mas como farei isso? como vou dizer a ele? Levantou-se e foi pegar um copo d`água, aproveitou para olhar o movimento da rua pela janela quando notou uma viatura aproximando-se e depois outra. — Droga, Esmeralda o denunciou! correu até a enfermaria, Shun dormia inocente quando foi acordado pelo médico. — Shun acorde! Precisamos fugir agora! Disse Saga o mais discreto possível para não acordar os outros pacientes. — o quê? mas.. — vamos! Disse Saga já o puxando pela mão, — a policia está aqui, Esmeralda o denunciou só temos alguns minutos antes deles chegarem até aqui. Correndo com esforço já que a perna ainda estava ferida, Shun não entendia o que estava acontecendo, “ como ele sabe quem eu sou? Por quê está me ajudando? O que ele vai querer em troca?” pensava mas naquele momento teria que confiar nele, pelo menos até chegar ao lado de fora do hospital...pela escada de emergência chegaram ao segundo andar mas ouviram o barulho de passos perto do próximo lance e pararam. — deveria ter imaginado que eles fariam isso, disse Saga, vamos para o banheiro. — Por quê está me ajudando? O que vai querer de mim? Perguntou Shun desconfiado. — Shun, agora não é o momento para essa conversa, mas nós temos uma ligação maior do que você possa imaginar, por enquanto saiba que sua mãe, Ikki e eu nos conhecemos desde antes de você nascer. — minha mãe? O senhor a conheceu? Como, onde? — Shun, vamos sair daqui primeiro e depois falamos disso...nisso o celular de Saga começou a vibrar, era Esmeralda. — o que quer? — doutor o detetive Yanovick quer falar com o senhor agora...- detetive? O que ele quer? — parece que o paciente Mime, na verdade é Shun Amamiya, ele recebeu uma denúncia e veio averiguar, os policiais estão olhando em todo o hospital, aqui está um caos! Onde o senhor está? -No banheiro, diga a ele que já eu vou. — Droga! Cercaram o hospital. Disse Saga passando a mão no cabelo de modo nervoso. Shun atordoado não tinha ideia do que fazer, ali seria o ponto final? Olhando para cima, viu a grade de ventilação, pelo que viu era mais ou menos do tamanho da caixa onde havia fugido. — vou por ali, onde essa tubulação tem uma saida? Perguntou Shun — bom não sei, mas se conseguir chegar até minha sala estará seguro já que o detetive com certeza já revistou tudo e...por Athena! Esqueci um documento importante na impressora será que ele leu? Perguntou-se Saga. Com dificuldade, usando a pia como apoio, Shun puxou a grade o que fez cair uma núvem de poeira, aos poucos se apoiando nas paredes da tubulação subiu, quando estava totalmente dentro do tubo Saga empurrou a grade de volta, no exato momento em que Hyoga invadia o banheiro. — Doutor Saga, algum problema? Perguntou o detetive desconfiado. — sim, estou com disenteria, é algo assustador em um médico. Disse Saga ironico. — perdão Doutor mas não estou em condições de perder tempo, disse Hyoga enquanto olhava todas as divisões do banheiro, está sozinho? -sim, como deve ter percebido...- podemos ir até sua sala para conversármos sobre seu paciente Mime? -claro, deixe-me apenas lavar as mãos. — sim, senhor. Com um gesto rápido, Saga limpou a poeira que havia sobre a pia, no entanto Hyoga percebeu o que ele havia feito. “realmente, ele é mesmo pai do Shun...” pensou Hyoga.
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