O Outro.
2 Passeio pela França
Notas iniciais
Espero que gostem.
Eu estava em uma viagem escolar para ver as "maravilhas" da França. E logo depois de ver a Torre Eiffel, a turma foi para o Louvre.
A viagem estava divertida até este ponto; nós havíamos parado em vários restaurantes para provar a "deliciosa comida Francesa", a qual a Sra. Sadie adorava elogiar.
Minha Professora de Natureza e Sociedade, a Sra. Sadie era assustadoramente bonita. Estranho, não é? Mas é verdade. Ela usava uma blusa azul com o desenho de um tubarão branco mostrando os dentes, uma calça com pontos brancos que faziam ela parecer um dálmata da cintura pra baixo e uma sandália que fazia seus pés de gigante aparecerem. Mas mesmo com essas roupas que faziam você achar ela doida, o rosto dela compensava. Ela era morena e tinha os olhos verdes como esmeraldas; se você olhasse de primeira para ela, iria pensar que ela tem 16 anos.
Eu estava com meu melhor ( e único ) amigo Dony no Starbucks de um shopping, quando a Professora Sadie levantou-se e disse:
--- Pessoal, agora vamos ao Museu do Louvre, para aprender sobre a arte e blá blá blá --- tá, ela não disse isso, mas eu não prestei atenção no que ela havia dito.
--- Finalmente --- disse Dony. --- Por quê demorou tanto?
Dony era um amante da arte (completamente diferente de mim); ele tinha uma coleção de quadros feitos por ele mesmo. Dony chegava a me impressionar com o entusiasmo que ele mostrava nas aulas de Artes; uma vez nós precisávamos fazer um quadro com materiais reutilizáveis, ele conseguiu latas de refrigerante separadas em pedacinhos para fazer a chuva, um vaso de flores para fazer o barco e pedaços de um carropara fazer o resto (nem me pergunte como isso era possível).
As roupas de Dony refletiam bem as suas características; ele usava uma camiseta verde dizendo: “Amo a Natureza’’; usava calças que estavam muitolargas mesmo; tênis do tamanho da minha cabeça; e como de costume estava com suas muletas apoiadas em seu colo.
--- Como você pode estar tão animado com isso? --- Perguntei. --- Não é diferente de nenhum outro museu que nós já vimos.
Ele me fuzilou com os olhos e disse:
--- Não é diferente? Como assim? É apenas o museu em que é guardada a Monalisa .
--- Sim, guardada. Você acha que eles botariam suas obras mais valiosas para milhões de pessoas verem todas as noites? Ver a Monalisa que está exposta seria o mesmo que ver uma foto dela na internet.
--- Cara, o importante é que eu vou entrar no mesmo museu em que a Monalisa está.
Ele falou de uma forma que parecia que a Monalisa era uma cantora famosa e ele era um fã maluco que sonhava em conhecê-la.
Quando eu ia rebater, a Sra. Sadie pediu para que nós entrássemos no ônibus para seguir caminho até o Louvre.
Seguimos o caminho sem nenhuma parada desta vez, o que irritou Dony. Como alguém conseguia comer tanto? No Starbucks, ele havia comido 2 pedaços de bolo, uma torta inteira e 7 benditas rosquinhas.
Enquanto o ônibus andava, eu pensei em minha mãe, estava com saudades dela, ela sempre me deu muito mais amor e carinho do que eu merecia. Talvez fosse por causa do meu pai, ela disse que conheceu ele em um cruzeiro. Eles haviam ficado juntos por uns meses depois do cruzeiro e acabaram se apaixonando, mas meu pai precisou ir embora e tudo o que ele deixou foi um colar com uma vogal de alguma língua na ponta... E um bebê. Como alguém pode ser tão cruel a ponto de abandonar o próprio filho? Sempre que eu pensava nele, eu jurava para mim mesmo que nunca seria igual a ele.
Mesmo assim eu queria conhecê-lo, queria saber o motivo dele ter abandonado eu e minha mãe. Eu também guardava o colar que ele deu para minha mãe antes de partir, pois, mesmo que ele tenha feito o que fez ele era meu pai.
--- Chegamos, pessoal. --- gritou a Sra. Sadie.
Todos começamos a sair do ônibus de acordo com a chamada. Eu fui chamado um pouco depois de Dony e quando encontrei ele lá fora vi que ele estava olhando assustado para a entrada do museu, como se soubesse que alguma coisa ruim esperava lá dentro.
--- Tudo bem cara? --- perguntei.
Ele olhou para mim como se estivesse aliviado de estar perto de mim.
--- Tudo bem sim. --- ele mentiu mal. --- Por que a pergunta? --- depois ele fez uma cara de que parecia ter se arrependido da pergunta.
--- É que parecia que você estava... --- fiquei em silêncio enquanto procurava a palavra pra descrevê-lo. --- Assustado.
--- Assustado? Eu? Você está imaginando coisas. --- então saiu andando e fez um gesto para eu segui-lo. --- Vamos entrar logo.
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