O Oráculo

5 Capítulo 5 - Theriem


Notas iniciais
Gente bonita, desculpa demorar tanto. Mas a partir de hoje, irei atualizar todos os capítulos ;) Boa leitura

Makarov chegou com uma caixa media, feita de couro com um vidro espesso no meio, podendo-se ver o punhal prateado. Ele parecia intocável, perfeito. Porém, com um pedaço faltando.

— Mas... Mestre? – Gajeel esticou o quanto podia para ver o artefato. Makarov respirou fundo e abriu a caixa.

— Zanty não contou que o punhal se quebrou, ou talvez não deu tempo de ver isto acontecer.

— E agora? – perguntou Lucy analisando a arma nas mãos do mestre.

— Bom... Há um jeito. Forjar uma nova. – todos se entreolharam sem entender muito. Como se forjar uma arma tão antiga? – Os McGarden eram muito mais que historiadores, eram gênios em tudo o que faziam. Zanty, por sua vez, era o melhor ferreiro de sua vila, conforme contam as historias. Portanto, pirralhos, terão que ir á vila Theriem, onde existe o minério que o punhal foi criado.

— Ah! Isto é moleza! Esta vila não é tão longe daqui! – observou esperançoso Jet.

— Vamos fazer o punhal! Estou pegando fogo! – gritou Natsu ficando em cima de uma mesa, com suas mãos cobertas de chamas.

— Calma ai! – pediu pacientemente o ancião. – Há um “porém”.

— Que “porém”? – desconfiado, Gajeel já esperava por mais obstáculos.

— Reza a lenda, que, apenas quem irá forjá-la, será o responsável por acertar o coração do o Oráculo em seu procedimento de transferência.

“Eu posso guiá-lo!”. Gajeel ouviu em sua mente a voz de Zanty. Gajeel respirou fundo e pegou a caixa das mãos de seu mestre e sem dizer mais nada saiu dando as costas para seus amigos. Apenas Lily o seguiu, mas, também sem dizer nada. Makarov apenas o observou ir, e em seguida dispensou os magos da reunião, afinal, o dia seguinte seria longo para todos.

Gajeel não conseguia dormir. Revirava-se na cama pensando como iria forjar uma arma dessas. Era obvio que quem poderia entender mais de armas seria ele, já que podia transformar seu corpo em qualquer arma metálica. Zanty apareceu em seu quarto e o vulto deu apenas um passo a frente, próximo da cama olhou para Lily que dormia tranquilamente.

— Eu também gostava de gatos, eles são fofos e bem independentes. Às vezes... Solitários por opção. – Gajeel sentou na cama e observou o fantasma – mais para apenas um ser meio transparente, pois, em sua aparência, estava muito bem.

— Quantos anos tinham quando tudo aconteceu. – um ar amigável pairou sobre Gajeel, ele sabia que Zanty havia descoberto alguém com poderia conversar, após séculos de solidão.

— Eu tinha vinte e cinco enquanto ela... Hm... Acho que era uns dezenove por ai.

— Minha idade.

— Qual?

— Vinte cinco anos.

— Nossa! Nem parece... Enfim, meu assunto aqui não é sobre isso. Na verdade, você já deve saber o que deve fazer. Ir á mina onde esse precioso minério fica. Ele, por sua vez, está na mais profunda. Onde está desmoronado, então cuidado, não leve muito dos seus para lá, ou poderão se perder e, o pior, morrer soterrado. Ok?

— Sim... – levou alguns segundos para Gajeel montar outra frase. A presença do rapaz alto, de pele bem clara e cabelos azuis escuros lhe trazia confiabilidade. – Zanty por que apareceu para mim? Por que não para o mestre, ou até mesmo para Levy?

— Por que você me faz lembrar dos meus tempos. Eu era medito á valentão e isso não é uma ofensa... Só... Que... Eu errei em não deter Chloe por amá-la demais. Sabe Gajeel... Quando precisamos tomar decisões pensadas, tudo nem sempre segue do jeito que queremos. Eu pensei demais e não segui meu coração e deu no que deu.

— Eu prometi que não tocaria na Shadow Gear ou... Nela outra vez. Eu não posso simplesmente enviar uma faca no coração dela! – nisso, Gajeel exaltou a voz, fazendo Lily se remexer um pouco antes de acordar. Zanty desapareceu no mesmo instante.

— Gajeel? – perguntou meio sonolento.

— Estava sonhando... Boa noite. – e deitou, virando-se para o outro lado.

“Não posso... não... posso”. E após repetir mentalmente esta frase, o mago entrou em um sono profundo, tendo sonhos sem nexos até ouvir uma voz ecoando sua mente. Tudo ficou preto, escuro, sem vida.

Gajeel...

Gajeel...

Me... ajude...

A voz era de Levy. Mas, era uma voz que estava longe, quase imperceptível. A figura de frágil de Levy surgiu planando á sua frente. Estava diferente, com cabelos muito mais cumpridos, com vestes brancas. Seu olhar era diferente agora, era impetuoso e emergia seu poder. Não era a mais a Levy McGarden, a nanica que conhecia. Era O Oráculo.

Gajeel acordou assustado e mal esperou o dia amanhecer para começar a arrumar suas coisas e o que levaria. Lily acordou minutos depois dele e fez o mesmo. É claro que, estava sonolento, entretanto desejou ao amigo um bom dia e continuou á arrumação.

Eram sete da manhã quando Gajeel bateu na porta de madeira na casa de Natsu e Happy. E, como todo mundo conhece o Dragon Slayer do Ferro, foi muito “educado” ao bater na porta, quase a quebrando.

— Que é? – Natsu abriu a porta coberto por chamas, completamente irritado por ter sido acordado.

— Vamos logo. – exigiu. Happy se aproximou também sonolento coçando os olhos.

— Desculpem-nos pelo transtorno, mas, precisamos ir imediatamente. Gajeel teve... Hã... Como posso dizer?

— Eu tive a porra de uma visão! Nanica falou comigo. – bufou. Natsu piscou duas vezes até assimilar e quando percebeu pediu alguns minutinhos para se arrumar e voltou logo em seguida.

— Vamos logo então! Bora Happy!

— Aye!

Gajeel, Lily, Natsu e Happy foram de porta em porta chamados pelo pessoal que iriam com eles, exceto as meninas, que moravam em Fairy Hills, Jet saiu correndo adentro do edifício e saiu batendo nas portas de Juvia, Wendy e Charlie. Erza abriu a porta bem na hora que Jet passou e o chutou para longe para fora de Fairy Hills. Com todos reunidos, foram alugadas duas carruagens e Natsu já começava seus enjôos. Wendy prontificou a magia necessária para cessar o mau estar do amigo.

— Já estamos á caminho minha amiga. – disse Lucy, olhando o horizonte antes de subir na carruagem. – Vamos impedir que seja escrava dessa louca.

— Sim... Juvia promete! – Juvia encarou Gajeel olhando para o céu. – Gajeel-kun?

— Eu juro em nome de Metallicana, eu vou destruir essa mulher. – e entrou na outra carruagem.

— Oh... Gajeel-kun...

— Vamos que a Shadow Gear está em missão de resgate! – Bora lá Droy!

— Assim que a salvarmos, eu farei um regime!

— Por favor, né? Por que essa carruagem não aguentará você não!

Depois de algumas horas de viagem. Finalmente chegaram ao vilarejo chamado Theriem. O lugar era enorme, mas, tinham-se pouquíssimas casas. Os moradores olharam para as carruagens sem entender toda aquela movimentação. Quando chegaram, tiveram muita dificuldade em tirar Droy, e depois que pegaram todas as suas malas, os cocheiros saíram do vilarejo apressadamente, sem esperar para receber instruções ou algo assim.

— Bom, depois nos viramos para voltar. – observou Erza sem entender. – Vamos nos informar!

— Sim! – afirmou Lucy.

— Gajeel-kun, sabe onde fica essa mina? – Juvia olhou para o amigo que estava tenso.

— Sim. Tenho as coordenadas. Mas, antes, vamos nos alojar em algum taverna e logo planejaremos como será a ida para a mina.

— Desde quando decide por nós? – perguntou Natsu cruzando os braços

— Desde o dia em que eu sei o que estou fazendo, cabeça de fogo.

— Não comecem – alertou Gray olhando para Erza. – Gajeel, vamos seguir seu plano e depois veremos o resto.

Um senhor foi até o grupo de magos indecisos e com os dentes que lhe restavam deu um sorriso de boas-vindas. E quando Erza perguntou por taverna ou algo assim, o senhor apontou para um local chamado “Os Sábios”. Lá, era uma taverna onde viajantes costumam ir para descansar e ouvir historias. Quando entraram, já um poeta destacava-se em uma multidão de curiosos.

— E ali, no alto da montanha! O Dragão Califar seguia serpenteando o ar! Ah! Ele era majestoso diziam! E... – Parou ao ver novos visitantes á sua taverna. Correu para cumprimentá-los e quase caiu entre os bancos.

— Olá, olá! Meu nome é Usu, sou o proprietário da Taverna “Os Sábios” e também, poeta nas horas vagas...

— Deu pra ver. – resmungou Jet olhando meio torto para o homem magro de roupas divertidas.

— Somos Fairy Tails, magos de Magnólia. – apresentou-os Erza, com sua postura ereta e autoritária. – Queremos dois quartos, por favor.

— Ora, ora! Magos! Adoro magos, sempre tem historias boas. Venham, venham. Há dois dos meus melhores quarto á sua espera. Erza Scarlet.

— Que bom que nos conhece. – disse Lucy, ao vê-lo admirado ao passar os olhos em todos os ilustres visitantes.

— Sim, sim. Por isso que digo que amo magos, e vocês são nossos vizinhos. – Pegou dois molhos de chaves. – Sigam-me. – Subiram as escadas, andou por um corredor estreito e depois chegou em frente á duas portas de madeira fina. – Estes são seus quartos. Aqui. – abriu-as e indicou os caminhos.

— Obrigada. – Erza entrou e pediu gentilmente para que as meninas dormissem juntas.

— Desceremos em breve. – explicou ao admirado Usu. – Preparem o melhor jantar, estamos um tanto mortos de fome. – e sorriu.

— Claro, claro. Apesar de simplória, nossa vila é repleta de suprimentos e possui os melhores animas. Os aguardarei em breve!

Gajeel entrou no quarto mediano, com duas camas beliches. Jogou sua mochila na cama de cima e simplesmente deitou. Exausto por não ter dormido direito na noite passada. Sonhou de novo com a mesma imagem anterior. Mas, Levy estava mais diferente ainda, e ao seu lado possui vários buracos, ou melhor, covas. E uma das lápides estava escrito: Levy McGarden. E o corpo miúdo da jovem estava estirado ao chão com o punhal no peito. E quando Gajeel olhou novamente para quem ele imaginou ser Levy, era agora Chloe.

Gajeel...

Me ajude...

Por... Que...

Não... Vem?

Continua!

Notas finais
E ai gostaram? beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.