O Oráculo

1 Capítulo 1 - Ambição


Notas iniciais
Esta fanfic é muito antiga, e fora postada há tempos em minha primeira conta, Gabiszszsz, que misteriosamente foi excluída....

Foi baseado no filme da Fairy Tail e entre outros acontecimentos.

Espero que gostem!

Há muitos anos atrás, há aproximadamente 300 anos. Morava, numa pequena vila abençoada pela simplicidade e honestidade, uma jovem, cujo a sua sabedoria era tão fascinante quanto a sua beleza. Seu nome era Morgan, e vivia com livros embaixo dos braços, procurando por mais conhecimentos. Muitos homens a queria como esposa, e algumas mulheres sentiam inveja de alguém tão cobiçado, e que pouco se importava com tudo isso. Morgan tinha olhos castanhos claros e cabelos compridos e negros. Sempre fora fascinada por Dragões e Magia. Ela poderia ser a pessoa mais bela do mundo, mas, era apenas uma humana.

Sua única ambição era em ser uma maga. E, abençoada pelo Destino encontrou-se uma estranha a caminho de casa, onde morava sozinha. Infelizmente seus pais já estavam mortos por causa de uma doença rara, matando os dois em uma só noite. A jovem fora criada por vizinhos que desde pequena cuidava com todo o carinho do mundo. A estranha disse que era possível que pessoas normais terem Poder Mágico, mas, era um custo muito alto. Sem pensar, acabou aceitando fazer o que fosse necessário para ser tornar uma maga. A estranha encapazuda conjurou uma magia, um idioma ainda desconhecido pela jovem Morgan.

— Antes de concluir minha jovem, qual é o seu nome? — perguntou a estranha.

— Morgan...

— Entendo. Hoje, tudo em sua vida vai mudar. Você é a mais bela das mulheres, e mais sábia que as senhoras. Darei-lhe meu fardo. — disse a mulher com expressão cruel.

— Qu-Que fardo? — questionou preocupada. Vendo o ambiente ao seu redor mudar. Algo obscuro estava por vir.

— Hoje, você será Oráculo!

A mulher então transferiu toda a sua magia para a jovem. Um poder anormal estava, agora, no corpo da jovem tão inteligente e bela, a mesma caiu no chão, desacordada, após a poderosa transferência, a senhora por sua vez, simplesmente desapareceu.

Quando acordou, sentiu o mundo girar. Várias imagens, palavras, sons, livros... Tudo simplesmente estava na cabeça dela, dentro dela. Era uma maga, talvez a mais forte de todas. Tinha a magia do saber. Sabia de tudo o que acontecera no passado, estava ciente de tudo o que acontecia em seu presente e é claro, previa os acontecimentos do futuro. Mas, sua benção, virou uma maldição. Virara arrogante e prepotente, deixando a pequena vila sobre suas ordens. Transformara o lugar uma grande cidade. Havia estátuas à sua homenagem entre outros luxos que seu “poder” poderia lhe oferecer... Continuava bela, porém mortal. As pessoas que tentaram desafia-la, sendo mulher ou homem, levava a pior. Ou ela pretendia ou expulsava da cidade.

Uma vez um homem conseguiu roubar seu coração... E este acabou a destruindo, dando aquilo que ela nunca teve por ninguém.

Amor.

Magnólia X791

Shadow Gear se arrastava em direção ao balcão onde Mirajane gentilmente colocava copos com água gelada para os recém-chegados de uma missão. Levy agradeceu mentalmente e satisfez sua sede. Fazia muito calor lá fora, ao que parecia ter uns 40 graus.

— Ob-Obrigada Mira! — agradeceu Levy.

— De nada, está com fome Droy? Tem um frango maravilhoso á sua espera! — ofereceu.

— Mas é claro! — estava praticamente babando, ansiando pelo seu saboroso frango.

— Quer algo Jet?

— Não, só água ta bom. — e suspirou cansado.

— O que vocês foram fazer mesmo? — a albina estava curiosa. Por que seus amigos estavam tão cansados? Normalmente suas missões são simples.

— Procuramos por dias e dias o Livro do Saber, e não achei aquela droga! — Levy fez-se um bico de insatisfação, como uma criança manhosa.

— Ora, ora não se preocupe, você é muito inteligente e logo encontrará.

— Espero Mira, espero. — e deu mais um gole da água fresca.

Levy despediu-se de Mira e chamou os amigos para irem juntos. Droy saboreava seu frango, enquanto Jet e Levy conversavam sobre a missão mal sucedida. O Livro do Saber era um livro antigo, contendo informações raríssimas sobre magia. Era o livro que Levy mais queria em todo o mundo. Os rapazes a acompanharam até Fairy Hills.

— Bom, finalmente vou descansar um pouco. Até mais tarde meninos! — despediu-se.

— Até. — responderam em uníssono, só que, Droy com a boca cheia.

Enquanto voltava para sua casa, — ambos moravam juntos desde muito tempo, Jet estava quieto, pensativo. Droy notara, mas, não quis comentar, imaginando o que tanto o amigo de anos pensava. Até ceder a sua curiosidade.

— O que foi?

— Nada. — respondeu com rispidez, mas, logo parou e fitou o amigo. — Desculpa, estou apenas, cansado.

— Ah ta, quer frango? — ofereceu o pote, Jet negou com a cabeça.

— Vamos para casa meu amigo, não vou nem apostar corrida mais com você. — brincou Jet.

— Sem graça!

Após tomar um banho refrescante e colocar uma roupa fresca. Levy mergulhou em mais de seus livros, caçando histórias perdidas, contos românticos e tudo que um livro permitia a oferecer a uma verdadeira Devora Livros. Ficou imaginando quanto conhecimento a mais teria se um dia encontrasse o tão precioso Livro do Saber. Escrito há muitos anos por alguém tão sábio. Suspirou.

— Um dia vou te achar, e terei toda a sabedoria do mundo! — murmurou para si mesma. Convicta.

Resolveu sair, dar uma volta. No caminho avistou Lucy sentada, balançando as pernas com desdém, perdida em pensamentos.

— Boa tarde Lu-chan!

— Boa tarde Levy-chan!

— O que te faz tão pensativa hoje? — perguntou Levy, sentando-se ao lado da amiga.

— Nada não... Só nas coisas que já passamos sabe... — respondeu um pouco tristonha.

— Tá falando da Eclair? — perguntou.

— Também... Seria até que interessante viver tanto, e ter tanta inteligência, saber de tudo, conhecer o mundo. — comentou a loira.

— É, mas, sempre há um preço enorme a pagar. — disse Levy, um pouco triste. — Quer saber? — mudou o humor. — Vamos falar de coisas boas! A Eclair e o Momon estão perfeitamente bem onde quer que estejam e nós também! Então anime-se!

— Tem razão!

— Lu-chan mudando totalmente o assunto, estou perto de uma incrível descoberta!

— Ah é? O que?

— Um incrível e misterioso livro. Já o procurei em todos os lugares e não acho nada. Só pistas um tanto vagas. — Levy ficou um pouco triste.

— Você vai encontrá-lo, é teimosa o suficiente para desistir. — observou Lucy, rindo.

— Tem razão! Vou procurar por mais pistas!

A pequena maga correu em direção a Guilda se despendido apressadamente de Lucy. Passou correndo pelos portões enormes da recém reconstruída sede, acabou esbarrando sem querer em Kinana, pedindo pelo menos umas mil vezes desculpa. Continuou correndo até achar a biblioteca da Guilda. A biblioteca era recheada por livros e mais livros. De todos os tipos de conteúdos, tamanhos e idades. Os mais antigos eram, para a enorme insatisfação de Levy, os mais altos.

— Droga! Por que nasci tão pequena! — choramingou.

— Quer ajuda ai? — deu um leve pulinho ao se assustar com o Mestre.

— Mestre? O que faz aqui? — Makarov ficou meio corado e não quis dizer, escondendo algo atrás das costas. — Deixa pra lá. — Levy revirou os olhos, já imaginando o conteúdo pervertido dos livros que segurava.

— Parece que quer alguma coisa lá de cima? Quer ajuda?

— Ah! Eu adoraria. — então o pequeno e bom Mestre usou sua magia para "crescer" e pegar sobre os comandos de Levy, os livros que a mesma tanto queria. Leu a capa de um deles e ficou preocupado.

— Cuidado Levy, muito conhecimento pode levar uma pessoa á loucura. — falou sabiamente.

— Um conhecimento há mais não faz mal para mim Mestre, sabe como sou, amo saber sempre mais!

— Isso me fez recordar de uma história que meu avô Robert Dreyer me contara. — falou pensativo. — Mas! Vou deixar que você conhecesse a história por este livro aqui, já que gosta tanto de ler. — apontou para um dos livros que pegara intitulado As Magias Perdidas.

— Hm... Obrigada Mestre!

— De nada Levy.

E saiu junto com seus adorados e pervertidos livros, deixando Levy entrar novamente no seu mundo de histórias e magia antiga. Passou horas e horas lendo aquele livro que nem se deparou que já havia escurecido. E logo, Fairy Tail estaria fechada. Marcou a página onde estava, e pegou o livro não muito grande, e saiu em disparada para o saguão principal. Gritou o nome de Mirajane antes de fechar as portas.

— Oh Levy-chan! Desculpe! — disse a jovem.

— Tudo bem... — respondeu ofegante.

— Está tarde, quer que a acompanhe? — perguntou gentilmente.

— Nah! Fique calma, se alguém vir, eu ataco com este livro aqui. — ergueu o livro de espessura grossa para a maga ver.

— Nossa! Coitado de quem se atrever a te enfrentar! — zombou Mira. Levy fez uma careta.

— Tchau Mira! Até amanhã!

— Até Levy!

Levy foi dando passos largos e rápidos, com medo de estar sozinha, e Magnólia resolveu estar tranquila naquela noite. Não tinha quase ninguém nas ruas, aumentando o medo da maga de escrita sólida. "Sou maga", pensou para não ficar imaginando em prováveis acontecimentos. "Sou forte". Mas, sentiu alguém a seguir, apertou mais ainda o passo. Olhou para trás para verificar se tinha mesmo alguém a seguindo e não tinha ninguém. Até se virar e...

— Ai! — bateu a cabeça em algo relativamente duro, talvez um corpo.

— Boa noite... Nanica. — Levy acariciou ou nariz recém-machucado. Ao perceber quem era só pelo "Nanica", fechou a cara, ficando irritada com a súbita aproximação.

— Droga Gajeel! Que susto!

— Ui ui, que meda. — brincou. — O que pensa que esta fazendo a uma hora dessa e sozinha? — fez o máximo possível para disfarçar o ar de preocupado. Já que ele estavamesmo preocupado.

— Estava tão entretido no livro que não vi a hora passar, quase fiquei presa dentro da Guilda.

— Tsc, não aprende mesmo Devora Livros.

— Bom, preciso ir para casa. Até mais. — saiu de nariz empinado, murmurando xingamentos. Gajeel a observou ficar distante, pensou se a seguiria até chegar em casa, ou deixaria pra lá.

Bufou depois a seguiu, desta vez discretamente para que a mesma não percebesse novamente que estava sendo seguida. Chegou a Fairy Hills sã e salva. Gajeel suspirou aliviado. Aconteceram muitas coisas entre eles, e tanto boas quanto ruins. Talvez fosse o mínimo que faria por ela era "acompanha-la" até sua casa. Levy McGarden seria uma pessoa que ele jamais esqueceria, por motivos óbvios por causa da Guilda, e por motivos um tanto sentimentais.

O dia amanheceu em Magnólia, fazendo menos calor que o dia anterior, ameaçando cair um verdadeiro temporal. Levy acordou, fez sua rotina matinal e retornou a ler o livro. Capítulo V — Oráculo. Levy leu atentamente este capítulo, parecendo hipnotizada pela história resumida de uma mulher, que obteve magia e sabedoria pela eternidade graças a transferência de magia. O que era algo raríssimo de acontecer.

— Quem será esta mulher? E o que ela foi? — refletiu sozinha. Algo a chamava mais por aquela história. Queria saber tudo sobre esta mulher e sobre esta magia tão perfeita para ela.

O trecho que mais chamou a sua atenção foi o seguinte:

"Magia rara e proibida. Exigia que o receptáculo fosse sua fonte de energia, mantendo o prazer de o conhecimento passar por suas veias. Magia e corpo em um só. Normalmente os receptáculos são mulheres jovens, inteligentes e ambiciosas pelo conhecimento. O ultimo receptáculo foi há 100 anos. E esta por sua vez esta perdida no tempo."

Quando foi procurar mais pelo capítulo, uma folha fora arrancada, seguindo para um outro capítulo que Levy desinteressava. A mesma chacoalhou o livro, a procura da página perdida. Uma procura em vão, pois não estava ali. E pelo resto de papéis preso a folha, alguém com muita pressa o arrancaram. Havia um pedaço de papel do capítulo perdido. A palavra restante era "Luz".

— "Luz"? Que Luz?

— Falando sozinha de novo? — Levy virou-se para a dona da voz, era Lisanna.

— Bom dia Lisanna.

— Bom dia Levy, o que esta lendo que tanto a deixou intrigada?

— Fala sobre uma magia de conhecimento.

— Hm! Lembrei! Minha irmã pediu para chamá-la, parece que há uma missão que vai lhe agradar!

Levy agradeceu Lisanna pelo aviso e andou pelo centro até chegar à sede. Mirajane a chamou e entregou um papel, nele, estava escrita sua próxima missão e que mudaria a sua vida para sempre. Levy ficou feliz não só pela missão, mas também a recompensa era maravilhosa. Poderia comprar Fairy Hills inteira.

— E então meninos o que acha?

— Nossa Levy-chan, é uma missão simples demais para tanto Jewel — observou Jet.

— E achar um tesouro perdido num tipo de castelo abandonado há dias de Magnólia... Sei não... — também observou Droy, comendo mais uma coxa de frango.

— Não tem vilões, monstro, ou qualquer coisa parecida! E isto aqui, tem a ver com o livro que estou lendo!

— Qual deles? — perguntou ambos em coro.

— Um mais recente ai. Enfim... Vão comigo? — fez uma carinha tão fofa, que ambos não resistiram.

— Sim. — responderam.

Já de malas arrumadas, a Shadow Gear estava apenas esperando o trem para a cidade de Lunar Way, uma cidade antiga e misteriosa. Mas, também, um verdadeiro centro de conhecimento. Pois era recheada de livrarias e bibliotecas. Sonho de consumo de Levy. Lucy acompanhada de Natsu e Happy estavam conversando com Levy, enquanto o trem não chegava. Do nada Natsu enjoou.

— Que isso Natsu por que ta assim? — perguntou Lucy.

— Só de lembrar de viajar em um tre-trem eu já fico assim... — e pôs a mão na boca.

— Ai Natsu, você não muda nunca! — disse Happy, todos riram.

— Boa sorte Levy-chan. — desejou Lucy.

— Obrigada Lu-chan.

O trem finalmente chegara, e a Shadow Gear se despediu do trio do grupo dos magos mais fortes de Fairy Tail. Levy queria ser forte. Forte e Inteligente. É difícil ter as duas coisas? Já pensara nisso muitas e muitas vezes. Mas, no fundo estava decepcionada, achou que certo alguém viesse lhe desejar boa sorte. Sentou no acento próximo a janela. Pensando em que aventuras teriam, e desejando que o Dragon Slayer de Ferro pudesse compartilhar estes momentos. Balançou a cabeça, corando um pouco. Jet e Droy se entreolharam e deram de ombros, sabia da imaginação fértil da amiga e então era algo normal ficar pensativa. Quanto mais se aproximavam da cidade, mais o coração de Levy palpitava. Parecia que sua ansiedade não tinha mais fim. Chegaram à cidade de Giato, que ficava próximo de Lunar Way no mínimo uns dois dias de viagem. Era uma cidade para turistas passar a noite, simplesmente pelo fato de ter inúmeros hotéis, lanchonetes e restaurantes. Os três ficaram maravilhados com o lugar, nunca tinham ido tão de Magnólia. Alugaram dois quartos de hotel, um é claro, só para Levy. Bateram na porta, pediu para entrar já que a voz era conhecida. Levy já estava deitada na cama, lendo um livro romântico para variar.

— Pode entrar Jet, o que foi?

— E ai tudo bem? — tentava disfarçar o máximo possível a preocupação.

— Cansada, mas bem, e você? Parece aflito...

— Um pouco, há algo nessa missão que está muito vago, a pessoa que pediu esse tal tesouro não descreveu o que era e para o que servia.

— Bom, nossa missão é resgatá-lo e só. Não precisa saber o seu propósito. — explicou Levy calmamente.

— Sei... — e sentou-se na cama. Fitando o chão.

— Desabafa... — Levy conhecia perfeitamente cada um de seus amigos. E sabia que algo incomodava Jet.

— Bom... É que... Foi difícil sabe perder você por tantos anos... Eu temo o pior. — desabafou o ruivo, fitando a amiga de anos. — Somos bem mais velhos que você agora. E isso é muito estranho. — a azulada riu.

— Bobo. — pois mão delicada no rosto de Jet, o mesmo corou. — Não importa a nossa idade e nem o tempo... Seremos amigos para sempre...

— Esse que é o problema. — agora quem corou foi Levy. — Mas fazer o que né? Pelo menos o padrinho eu quero ser. — provocou, Mas Levy pareceu não entender.

— Pa-Padrinho? De que?

— Oras! Casamento... — e saiu antes que a ficha caísse, e caiu. Jogando o Livro na cabeça de Jet e o mesmo saiu do quarto choramingando.

— Hunf! Casar! Nunca! Principalmente com aquele... Aquele... Baka!

Levy não dormiu tão bem naquela noite, teve um sonho, — ou pesadelo, com uma mulher. De certa forma muito bela, porém perigosa. Não consegui definir onde estava e o porquê. Era o Destino a chamando naquele sonho. Uma das partes do sonho foi que ela estava com seus amigos na Guilda, e do piscar de olhos estava em um cemitério. E cada lápide, um nome de um conhecido. Nisso, ela acordou desesperada, e aos gritos chamou a atenção de seus amigos esmurrando a porta. Ambos perguntaram se estava tudo bem, e a jovem maga de cabelos azuis acenou com a cabeça em forma positiva, afirmando ter sido apenas um sonho. E se não era uma apenas, e se esse sonho significava algo? Esta incógnita ficou na cabeça de Levy, não a permitindo mais dormir direito.

Notas finais
Bom, lembrando que esta fic também está postada em minha conta no Social Spirit ;)

E ae, gostaram?

Comentem!