Notas iniciais
Este capítulo é muito especial para mim. O fiz como forma de alegrar e presentear a minha querida e louquinha amiga Vane. Uma @ maravilhosa que entrou em minha vida! O local, o horário em que se passa a história, o clima da conversa, a frase que está entre aspas, o "presente"... enfim, tudo foi escolhido por ela. Eu só estruturei e encaixei no desenvolvimento da minha história. Espero que vocês e ela gostem! Foi de coração amiga! ♥ ♥ ♥

Julieta estava cuidando das rosas na cozinha enquanto esperava a água do café ferver, tinha decidido dar uma folga para Mercedes. Quando foi surpreendia por Tião.

—Visita para a senhora, madame.

—Essas horas da manhã? _ estranhou a Rainha do Café._E onde está?

—Eu pedi que esperasse na sala_ respondeu Tião que recolhia os equipamentos de jardinagem que a patroa havia depositado na mesa.

Julieta se dirigiu para a sala. Aurélio estava parado. Escondia nas costas algo que Julieta não conseguia ver direito.

—Aurélio? Mas o que faz aqui neste horário?

—Me perdoe! Este é o período do dia em que menos me encontrei atarefado. Decidi lhe fazer uma visita.

A Rainha do Café olhava intrigada. Sabia que ele estava escondendo algo nas costas. Mas antes que perguntasse o que era, se lembrou da água que tinha deixado fervendo na cozinha.

—Eu deixei a água do café fervendo, você se incomodaria de esperar ou...

—Não tem problema! Se quiser eu posso te ajudar.

Julieta sorriu e fez um gesto para que ele a seguisse.

A água do café estava no ponto para o preparo do mesmo. Aurélio observava Julieta preparando o café. A expressão dela era serena. Não séria ou fria como costumava ser.

Quando ficou pronto, ela ofereceu uma xícara de café que logo foi aceita de bom grado.

—Então, a mancha da camisa saiu? _ perguntou Julieta enquanto soprava a xícara para esfriá-la um pouco.

—Sim

Aurélio segurou a xícara com uma mão. Levou á boca e sentiu o gosto amargo do café.

—Ah me desculpe!_ disse Julieta ao reparar a expressão de Aurélio. _ Eu gosto de meu café amargo, devia ter avisado. Acho que tenho um pouco de açúcar, se desejar?

—Não, não Julieta! Está tudo bem!

Ambos riram. Aurélio continuava bebendo com uma certa relutância de suas papilas gustativas o café.

—Irá me dizer o que traz escondido nessa sua outra mão?

Julieta estava escorada na bancada da pia como se tentasse ver o que o filho do Barão escondia.

—Ah, um presente! _ disse Aurélio enquanto depositava a xícara na mesa.

—Um presente?

Julieta estava surpresa. Era a primeira vez que alguém lhe presenteava sem ser em seu aniversário ou data festiva.

—Sei que anda um pouco triste então decidi lhe fazer uma surpresa. Por favor, abra!- Aurélio entregou a caixa sorrindo.

Um pouco receosa e curiosa Julieta a pegou.

—Não acredito, Aurélio! _ disse rindo ao ver o que tinha dentro.

—Não gostou?

—Não, pelo contrário! Apenas achei inusitado. Eu já tive um coelho quando criança, mas faz tempo que eu encontro ou vejo um tão de perto.

—E qual será o nome?

—Não sei, quem sabe você não possui uma dica? _ perguntou tirando o pequeno amontoado de pelo branco da caixa.

—Olha, é uma coelha. E segundo o vendedor ela é espuleta, agitada. Só come capim e grama. _Aurélio refletiu_ Acho que Vane seria um bom nome!

— Vane? Vane de Vanessa? _ estranhou Julieta, enquanto sorria olhando para a pequena coelha.

—Foi o primeiro nome que me veio á cabeça, mas é só uma sugestão...

—Eu gostei! Vane! Um belo apelido e um bom nome para uma coelha. Agora irei levá-la ao jardim, espero que não coma as minhas rosas.

—Disso já não tenho certeza- disse Aurélio enquanto caminhava com Julieta para o jardim.

A rainha do café se agachou com a coelha no colo. Fez um pequeno carinho em seu pelo. Beijou ternamente sua cabeça e a colocou na grama.

—Não acredito que ela fugirá, mesmo meu jardim sendo vasto, aqui há muita grama.... ela gostará.

Aurélio concordou.

—Sobre as rosas, todas que ela destruir por favor me conte. Irei entregar outras no lugar.

—Não precisa disso Aurélio! Já me deu a Vane, não há necessidade de rosas.

— Uma rosa para outra rosa, não há mais poesia! _ disse enquanto segurava gentilmente as mãos de Julieta.

Julieta não estava acostumada com aquilo tudo. Presente, carinho, afeto, elogio. Aurélio estava lhe apresentando um mundo que destoava dos tons frios e cinzas a qual estava acostumada.

Ambos ficaram alguns instantes parados, quietos. Os olhos não se desprendiam um do outro. Ás vezes," as mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar."

Julieta deu um passo para a frente. Colocou gentilmente a mão no rosto de Aurélio. Olhou para os seus lábios e sem relutar aplicou um beijo. A madrugada que começou tão fria, estava quente na boca de Aurélio. Podia sentir o gosto do café em seus lábios. Mas não havia amargor, e sim um doce. Um doce que fazia sua cabeça delirar e ansiar por mais. Puxou com força a gola do filho do Barão. Ele respondeu segurando sua cintura, puxando-a mais para si.

Poderiam passar o dia ali. Mas o barulho dos pássaros os lembrou do mundo real.

Quando Aurélio se despediu. Julieta olhou para o jardim. Vane passeava entre as rosas, como se brincasse. Ansiou para que ela destruísse uma, assim Aurélio teria que lhe dar outra junto á uma visita. Riu do pensamento e voltou para dentro. Derramou um pouco de café na xícara e colocou pequenos cubos de açúcar. Parecia sentir de novo o gosto de Aurélio.

Notas finais
Qualquer modificação que vocês acharem que pode melhorar o capítulo é muito bem aceita. O fiz um pouco curto mesmo porque ás vezes pode ficar longo sem necessidade. Amiga, eu espero que você assim como quem estiver lendo, tenha gostado! You are my person! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.