O Oráculo

3 Capítulo 3 - A Escolhida


Notas iniciais
Yay! Espero que estejam gostando, esta é uma das minhas fanfics favoritas ;) Boa leitura!

Levy deu um sorriso amarelo e deu passagem para o gato entrar e desejou que Lily não contasse sobre sua "espionagem". Mas, para o grande alívio de Levy, o gato não contou.

Era por volta de umas dez horas da noite, quando resolveram retornar ao castelo. Droy e Jet tremiam igual á uma vara verde de tanto medo, enquanto Levy e Gajeel seguravam lanternas. Droy fez uma ponte de trepadeiras para passarem por cima do muro desprotegido. Jet foi na frente para averiguar onde estavam os guardas. Apenas dois encontravam-se na frente do castelo, e que foram facilmente desacordados por Levy ao usar "Sleep". Graças a sua dedicação com os livros, sua variedade em magia cresceu muito. Entraram no castelo, que agora parecia mais misterioso e horripilante do que nunca.

Levy grudou no braço de Gajeel ao ouvir um barulho. Gajeel riu, pois se tratava apenas de pequenos camundongos. Depois de um tempo tateando as paredes da biblioteca, — que mais cedo havia visitado, procuraram por vestígios da página, ou algo que falasse sobre Morgan. Levy encontrou um candelabro e o acendeu usando sua magia tão prática. Pode ver melhor o ambiente e avistou, em uma das mesas uma espécie de caderno, muito debilitado pelo tempo. Começou a folheá-lo.

— Meninos venham aqui. — chamou, após ver uma das páginas.

— Que foi? — perguntou Droy, com um pouco de dificuldade, "preciso fazer uma dieta", pensou.

— Escutem:

"Querido diário,

Desde que conheci aquele mulher, me sinto estranha. Como se eu fechasse os olhos e do nada eu soubesse sobre tudo o que estivesse acontecendo. Mas, de uma coisa eu sei, sou uma maga! Contarei á todos sobre o milagre!

Abraços".

— Grande merda... — indagou Gajeel.

— Não é não, é uma pista! — retrucou Levy. — E mais... — continuou. — Ela era apenas uma jovem inocente que caiu em uma armadilha.

— Por que foi burra!

— Ah! Cala boca! — Jet e Droy só olhava para discussão. Ambos se entreolharam e deram de ombros. Bom, é como dizem: briga de marido e mulher, não mete a colher.

— Esse lugar é imenso e até agora não conseguimos pista nenhuma! — observou Jet, já cansado.

— Tem razão... Ai... Que fome.

— Calma meninos... Sei que vamos encontrar a pista certa!

— Mas, Levy-chan... Estamos nisso já tem horas e...

— Achei algo!

Gajeel puxou um livro, ao que parecia, um livro sobre magias antigas, e ao mesmo tempo pode-se ouvir um barulho estranho, como se algo estivesse se deslocando. E estava. Logo, Gajeel soltou o livro e foi para trás, a prateleira onde esta o livro, ou a alavanca, foi para trás, revelando uma escadaria abaixo.

— Onde será que vai dar?

— Só uma forma de descobrir. — Gajeel farejou e ao que parecia, não havia nenhum problema, tinha apenas o cheiro de poeira e de umidade.

— Espere! É perigoso... — alertou a maga.

— Vamos baixinha, não há o que temer... Alias, eu estou aqui. Ge hehe. — mesmo sobre a fraca luz de suas lanternas, pode-se ver, — ou imaginar — as bochechas coradas de Levy.

— Va-Vamos... — empinou o nariz, ignorando o comentário.

— As damas primeiro. — Levy soltou um grunhido de insatisfação com a piadinha, mas, o ignorou o empurrando primeiro.

— Nó-Nós vamos ficar aqui, de... Vigia! — mentiu Droy, era óbvio que estavam com medo.

— Ok. Cuidado! — pediu Levy, já dentro do túnel.

— Igualmente!

— Ficarei aqui com eles! — avisou Lily.

Gajeel estava na frente, farejando. Levy estava atrás, observando atentamente os degraus. As escadas levaram ao um tipo de túnel pouco iluminado. Levy percebeu que era um túnel mágico, pois do lado de fora, parecia um simples, — e curto, esconderijo. Estava cruelmente enganados. Os corredores infinitos era o de menos ali, o que mais estava perturbando, era o silêncio entre eles.

Levy tentou por várias vezes conversar com ele. Entretanto, ao que parecia, não era tão corajosa assim. Gajeel parou subtamente e como a pequena maga estava distraída, bateu o nariz nas costas do mago. Massageando o nariz recém-machucado, começou a xingar Gajeel.

— Ah! Por que parou do nada? Seu monte de músculos!

— Sinto um cheiro muito estranho aqui...

— Não é motivo para parar do nada! Talvez seja o cheiro do seu próprio bafo!

— Grr, quieta sua nanica! — e virou para a azulada, praticamente rosnando. — Além de tentar ajudar, ainda me enfio num lugar esquisito e sem fim e você ainda fica me criticando! — "droga, ele tem razão", pensou Levy, com uma pontada de culpa.

— Des-Desculpa, é que esse luga... — de repente, a maga sentiu uma fortíssima dor de cabeça, fazendo-a perder o equilíbrio. Logo, foi segurada pelos braços por Gajeel.

— Está tudo bem?

Ela não respondeu. Se endireitou e seguiu na frente do Dragon Slayer, o mesmo sem entender nada apenas a seguiu. Ela simplesmente sabia o caminho, como, uma lembrança? Talvez. Gajeel não falou nada, no fim tudo fez sentido. O tal cheiro estava vindo dela, não era um cheiro "comum". Ela emanava magia pura, tal pura quanto Etherion, a fonte de poder dos Magos. Ela era o poder.

— Por aqui.

Disse, após isso, continuou o caminho em silêncio. Chegaram em um tipo de altar, com livros e prateleiras empoeiradas e com inúmeras teias de aranha. O mais estranho é que todas as velas se acenderam quando Levy chegou na entrada do altar. Gajeel começou a ter uma sensação rara em seu corpo: arrepios. Nunca jamais ele temeu algo ou alguém, até esse dia.

— Le-Levy? — outra coisa rara era quando ele a chamava pelo seu nome. Levy não reagiu ao chamado. — O que esta acontecendo?

— Já aconteceu... — respondeu. — Gajeel... Eu entendi tudo! — e virou para ele, voltando ao "normal". — Aqui está página perdida... — sem perceber quando e como, um papel de aparência velha estava enrolado nas mãos de Levy. Gajeel ficou mais confuso que o normal. Quando o mesmo ia abrir a boca para comentar, ouviu o som de gritos das escadas.

— Vamos! — disse ele. — Parece que seus amigos estão em apuros...

— Eu sei... — murmurou. — mesmo achando o comentário estranho, o ignorou, segurou o pulso de Levy.

— Você confia em mim?

— S-Sim...

Gajeel e Levy se tornaram sombras, habilidade adquirida por Rogue em sua ultima batalha na época dos Jogos. Assim que saíram, as luzes do altar se apagaram. Graças ao lugar escuro, Gajeel pode "deslizar" pelas paredes com mais facilidade e assim que chegaram á escadas, — Levy pareceu enjoada pela "viagem", depararam-se com diversos guardas na biblioteca. Jet e Droy estavam fortemente presos e desacordados.

— Mas... O que? — ficou sem entender nada, após voltar ao normal. Levy também parecia não se espantar.

— Ora, ora... — uma voz feminina se aproximou da dupla. Era Genivieve. — Quem diria que vocês iriam roubar algo deste castelo...

— Roubar? Não roubamos! Você que nos pediu! — respondeu Levy, já recuperada.

— Por que eu pediria para vocês entrarem no meu próprio castelo? — parecia uma mulher totalmente diferente. — Estou desapontada Fairy Tail... Guardas! Prendam-nos!

Gajeel parecia reagir, mas, a pedido de Levy não fez nada. O que o deixou verdadeiramente nervoso, foi ver Lily desacordado no colo da mulher. A mesma abriu um largo e severo sorriso. Depois, acabaram sendo desacordados por alguma magia, talvez por sleep.

Novamente, os sonhos sem nexo de Levy retornaram a confundi-la. Agora, ela se via no espelho no corpo de outra mulher, especificamente de Morgan. Acordou aos gritos, na esperança de ser socorrida por um de seus amigos. Esperou em vão, estava sozinha em algum tipo de cela enquanto os outros estavam presos, também presos na cela ao lado. O lugar era escuro e aparentemente estavam sozinhos. O frio e a umidade do lugar faziam com que o ambiente ficasse mais misterioso.

— Meninos? — chamou.

— O-Oi Levy-chan! — respondeu Jet. — Que bom que esta bem... — sua voz quase estava fraca, talvez, seu corpo inteiro estivesse.

— Bom dia. — Genivieve apareceu misteriosamente em frente as celas dos magos, Gajeel nada falou. Ficou em silêncio o tempo todo enquanto Lily recuperava a consciência.

— Genivieve! Por explique o que esta acontecendo! — pediu Levy.

— Minha jovem McGarden, achei que tinha finalmente entendido o que está realmente acontecendo por aqui.

— Co-Como assim? — a mulher se aproximou da cela, onde Levy estava e ao estralar dos dedos o pequeno portão da cela se abriu, a magia da mulher foi tão forte que o portão se entornou ao abrir.

— Você está livre minha jovem. — e sorriu. — Livre para mim. — disse, simplesmente.

— E-Eu não entendo... — disse Levy, recuando.

— Hm, você é bem mais inteligente que isso... Ok, vou explicar! — estendeu os braços. — Você nunca se perguntou de onde veio? Por que esta aqui? Por que conhece essas pessoas?

— Não... Sempre achei que o Des...

— Destino? Há! Não me faça rir! — e virou para Gajeel, que rosnava baixo, que sentia uma presença assustadora vindo da "cliente". — Você nunca se perguntou por que ele está aqui com vocês? Por que ele a crucificou naquela árvore? Ou quase matou os seus amiguinhos? — aquilo sem dúvida feriu os corações presentes. Um passado já esquecido pela Shadow Gear, porém, um passado que secretamente que incomoda Gajeel.

— Não! — gritou Jet. — Gajeel já foi perdoado por aquilo há tempos!

— Ele é nosso NAKAMA! — concluiu Droy.

— Bom... Isso não importa agora. — continuou Genivieve. — O que eu quero está bem na minha frente! — e se aproximou mais de Levy.

— Há quanto tempo você esta atrás de mim?

— Por séculos!

— Is-Isto é impossível... A não ser... — a cabeça dele Levy começou a doer novamente. — Morg-Morgan...?

— Sim... Eu juntei cada parte do seu passado, eu fiz que seus pais se conhecerem, para criar o receptáculo perfeito! .... E esta aqui, bem na minha frente. É jovem, é bela e melhor de tudo, tem sede de conhecimento! Você é perfeita Levy.

O mundo de Levy desabou ao ouvir aquelas palavras. A tão temida Morgan Fortune estava bem diante dela. A maga mais poderosa do Mundo estava há alguns metros de distância. Gajeel tentou em vão quebrar as grades, assim como os outros. E nada. Morgan se aproximava cada vez mais de Levy.

— Você nunca me terá!

— Quer apostar...? — e deu um sorriso malicioso para Gajeel. — Ele me lembra muito com um rapaz que conheci, e sabe o que aconteceu com ele?

— Você o matou. — respondeu Levy, podendo "ler" a mente de Morgan. Gajeel apertou mais as grades.

— Fique. Longe. Dela. — ameaçou, era evidente que o Dragon Sense estava sendo liberado. O que não era bom.

— Não se preocupe... Ela virá até a mim.

E deu as costas até sumir de vista. As grades se desfez, Jet, Droy e Lily saíram correndo em direção á Morgan, mas a mesma não estava mais lá. Levy desabou em lágrimas, era o fim.

O receptáculo foi escolhido e nada nem ninguém poderia deter a Oráculo. Gajeel se agachou, e com o dedo indicador, levantou o rosto de Levy que estava úmido de tantas lágrimas. Lily ia volta para a cela, — que na verdade era parte do castelo, uma pequena masmorra nos fundos — mas ao ver a "prisão" recuou pedindo para que os deixassem sozinhos. Gajeel encostou sua testa com a de Levy.

— Eu vou te proteger, eu juro.

— Mas... Ela... Ela é extremamente poderosa, ela sabe tudo o que acontece, ela prever nossos movimentos, ler nossas mentes... Gajeel... Ela é a ORÁCULO! — respondeu, com pouca força na voz.

— Derrotamos Dragões e magos mais velhos que aquela louca... — disse, permanecendo próximo á maga.

— Ah Gajeel... — ela se entregou ao desespero e recomeçou a chorar, abraçando fortemente o mago.

Mais tarde na Guilda.

— Hm... Que situação... — comentou Makarov, após o caso ter sido explicado por Gajeel e Lily. — Como esta a Levy?

— Na enfermaria, aos cuidados de Mira e dos Shadow Gear. — explicou Lily.

— Está tudo bem Gajeel? — perguntou o mestre, observando a quietude, além do normal do Dragon Slayer.

— Sim... Só estou analisando os fatos... Mestre.

— Deve ter sido um choque á vocês saber de tal coisa... A Guilda inteira deve estar em alerta total. Esta mulher é audaciosa o suficiente para vir aqui e provocar a nossa ira como fez com vocês.

— Sim, Mestre. É o que tememos. — Lily encarou seriamente Gajeel e depois retornou a fitar o mestre.

— Fiquem calmos, faremos de tudo para manter Levy á salvo. — disse Natsu batendo levemente no ombro de Gajeel. O mago nem se quer reagiu.

— Aquela mulher falava sério. — Gajeel não queria demonstrar sua preocupação diante de seus os amigos.

— Sabemos disso Gajeel. — disse o Mestre, se aproximando. — Faremos de tudo para o bem da Levy e desta Guilda. Já viu alguma vez não cumprirmos com a nossa palavra? — o mago balançou a cabeça. — Então! Fique tranquilo...

Gajeel deu as costas para todos, saindo da Guilda e sem seque falar com Lily. É claro que a Guilda estava em alerta para qualquer sinal. Levy estava sob vigia á todo momento. Lucy procurava distrair a amiga com alguns acontecimentos da Guilda, algo que não era nenhuma novidade para a azulada.

—... Ai o Natsu conseguiu tropeçar e deu de cara nos seios da Juvia... Levy-chan você não tem a noção do quanto o Gray ficou bravo com aquilo e... — Lucy parou de tagarelar ao ver a expressão séria da amiga. — Levy-chan?

— Hm?

— Você está bem?

— Sim...

— Não se preocupe, vamos te proteger a todo custo! — a tentativa de anima-la foi em vão.

— Lu-chan, eu vi coisas. A transferência de poderes esta acontecendo e á longa de distância. Nossos corpos estão conectado desde do momento em que a toquei para cumprimenta-lá. — Lucy a encarou perplexa, Levy seria realmente sacrificada?

— Levy-chan, você está sendo protegida por pessoas que te amam. Você não será receptáculo de ninguém. Eu prometo!

Levy não falou mais nada. Lucy a abraçou, mas, também estava temendo o pior. Gajeel estava encostado no batente da porta á todo o momento sem se quer dizer um palavra. Saiu novamente em busca de respostas, nunca ficou tão aflito em toda a sua vida. Tinha como obrigação protegê-la. Ao chegar no Hall principal, onde muitos ainda bebiam, — era por volta da seis da tarde, num domingo. — deparou-se com a gata branca de Wendy, Charlie.

— Como ela está?

— Bem. — respondeu com desdém.

— Eu vi... Algo... — disse Charlie, olhando para Gajeel, seriamente.

— O que?

— Você enfiando uma adaga... Diretamente no coração... De... Levy...

Continua...

Notas finais
Yo! Está ficando bom? Espero que sim! Comentem!