O Olimpo em Guerra
5 A fuga de Touma
—Ah,me desculpe...é tão bonito por aqui! Me lembra alguma coisa. Mesmo achando que eu nunca estive aqui antes...a luz das ondas me faz tão bem...
—Está tudo bem, não há ninguém aqui além de mim. Espero que encontre a pessoa que está procurando...
—Bem, na verdade procuro por trabalho...
—Vc tem alguma experiência? O que sabe fazer? Por essas cercanias só há praticamente pequenas propriedades rurais e alguns vilarejos...
—Bem, sabe , moça...eu fui criado em um orfanato e lá aprendi a fazer algumas coisas, pequenos consertos, pintar paredes...coisas deste tipo. E tenho alguma experiência em cuidar de hortas e jardins também.
—Bem, nesta pequena propriedade, que me foi deixada por meu avô, preciso de um ajudante, para pequenos consertos. E ajuda na vinícola, na produção de queijo, com as hortaliças...só não posso pagar muito, na verdade no momento só poderia lhe dar comida e um lugar para dormir...
—Poxa, está ótimo, moça, aceito sim.
—E qual o seu nome?
—Seiya. E o da senhorita, se me permite perguntar....
—Saori...
—Saori...é um nome oriental..mas a senhorita não parece ser do oriente...
—Bem, foi meu avô que me deu este nome. Acho que ele gostava das coisas do oriente. Meus pais morreram logo após eu ter nascido. Foi meu avô quem me criou....venha, Seiya, vou mostrar o local onde vc poderá se instalar...
Enquanto Saori e Seiya vão para o interior da casa, um vulto encapuzado, que a tudo observava por detrás de umas árvores próximas, sem ser notado, começa a se afastar do local.
—Parece que tudo corre bem até agora...
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No quarto de cima da casa, uma verdadeira UTI foi montada para cuidar de Touma. Dois médicos e 3 enfermeiras monitoram os aparelhos que indicam seu estado de saúde. Marin, sentada em uma poltrona próxima à cama, Kiki e. Tatsumi, ambos de pé, observam tudo.
—Como está o estado de saúde dele, Doutor Kurama?
—É incrível, senhor Tatsumi. Pelos ferimentos que sofreu, é um verdadeiro milagre que ainda esteja vivo. Tem uma compleição física e saúde de ferro. Ainda não despertou do coma mas é provável que o faça nas próximas horas. Só não conseguimos remover essa máscara que cobre seus olhos. Parece implantada na pele. Seria necessária uma cirurgia. Mas em suas condições isso agora não seria aconselhável. Na última gaveta daquela cômoda estão guardadas as suas vestes e a armadura que usava. Me desculpe a curiosidade, Senhor Tatsumi, mas o que esse rapaz faz?
—Errr...bem..digamos que ele pertence a uma certa organização militar...errr...meio secreta, sabe...
Neste momento, Jeki abre a porta do quarto.
—Marin, Tatsumi, Kiki...na sala de jantar lá embaixo está servido um lanche. Venham comer um pouco. Principalmente vc Marin, está acordada há mais de 48 horas e ainda não comeu nada...se os doutores e as enfermeiras quiserem, podem se juntar a nós lá embaixo.
—Não obrigado, senhor Jeki. Não podemos sair de perto do paciente neste momento delicado.
—Marin, vão vc e Kiki comerem um pouco. Eu ficarei por aqui por mais um tempo. Diz Tatsumi
Assim que Marin e Kiki saem, uma das enfermeiras pergunta a Tatsumi.: _Desculpe senhor Tarsumi, mas por que essa moça, e aquela outra lá embaixo, não tiram aquelas máscaras? E por que usam aqueles trajes? Pelo que entendo, a que saiu daqui agora é irmã deste rapaz, não?
—Errr... sim, ela é irmá dele. Quanto às mascaras e aos trajes...bem, digamos que elas também pertencem a uma outra organização militar...errr...secreta...seriam agentes secretas de uma organização militar secreta...eheh...é...seria mais ou menos isso...Tatsumi dá um sorriso meio sem graça e coça a nuca
As enfermeiras se entreolham espantadas.
Na sala de jantar, os cavaleiros e as amazonas, e mais Kiki, tomam um lanche e conversam.
—Boa notícia o doutor deu não é, Marin? Seu irmão está melhorando e pode acordar daqui a pouco...
—Sim, Kiki. Fiquei mais animada ao ouvir aquilo.
—Vcs não se veem há muito tempo Marin? Pergunta Nachi
—Ele saiu de casa quando éramos crianças. Ele disse que se tornaria muito forte, e que um dia voltaria para me proteger...nós usavávamos este tipo de amuleto ao redor do pescoço. Marin mostra o colar com o amuleto. —Ele parece nunca ter tirado o colar, pois deixou cair na casa a beira do lago, onde Saori e Seiya estavam, no Japão...foi justamente por isso que soube que ele é o meu irmão...
—Ele deve ter se tornado muito forte mesmo, diz Nachi. _Tornar-se um guerreiro do Olimpo, não é para qualquer um...quer dizer, não deve ser...
—Mas neste processo seu coração endureceu. Quando o encontrei no Santuário estava agressivo e frio ao mesmo tempo, como se desprezasse a humanidade inteira. Só pensava em lutar e derrotar Seiya...mas após Seiya vencê-lo, alguma coisa aconteceu em sua mente, ele imediatamente mudou...tanto que protegeu Athena com o risco da própria vida...
—Por falar em Athena, onde será que ela está? Se indaga Ichi.
—Só posso imaginar que esteja prisioneira no Olimpo. Diz Shina. —E Seiya também. A questão é: como vamos chegar no Olimpo? Espero que o irmão de Marin, ao acordar, possa nos dizer algo, algo que nos ajude...afinal ele vivia no Olimpo, eu acho...
—Nessas horas Dohko sempre tinha algo a dizer...sinto falta dele. Diz Shiryu. _Além de encontrar Saori e Seiya, precisamos achar um meio de libertar as almas dos cavaleiros de ouro daquele selo...
—Que coisa terrível fizeram com eles, Shiryu. Lamenta-se Jabu.
—Mas nós vamos conseguir livrá-los, Jabu. Temos que conseguir. Aliás Hyoga e Shun estão demorando. Eu disse que se demorassem demais eu também iria ao Santuário...
Então gritos e ruídos podem ser ouvidos vindos do quarto onde Touma está sendo tratado.
—Alguma coisa está acontendo lá em cima!. Diz Ban.
Como Ban, Nachi e Ichi estão mais perto da porta, vão para a sala e pulam em direção à escada. Quando estão quase alcançando o segundo andar, a porta do quarto se abre e surge Touma de Ícaro, já trajando sua armadura.
—Ei, aonde pensa que vai??? Grita Ban.
Touma, sem dizer uma palavra, golpeia Ban, que cai escada abaixo por cima de Nachi e Ichi. Os 3 rolam de volta para o primeiro andar. Shiryu e Shina, que estão no pé da escada, pulam para não serem atingidos pelos 3 cavaleiros de bronze. Quando Touma os vê, volta para o quarto. Shina pula para a escada e vai para o segundo andar, mas Shiryu eleva seu cosmos e sua armadura, cuja caixa de pandora estava na sala, cobre seu corpo. Shiryu vai rápido para a porta da rua. Marin o segue. No quarto de cima, Touma se projeta pela janela, cai no meio da rua e de um salto, pousa no telhado da casa do outro lado da rua.
Shina entra no quarto e vê que os médicos e as enfermeiras estão encolhidos, cheios de medo, nos cantos. Tatsumi parece desacordado junto a uma parede, e os aparelhos médicos estão pelo chão, alguns quebrados. Shina também se projeta pela janela e cai no meio da rua. Quando vê Touma em cima do telhado da casa do outro lado da rua, também pula para o mesmo telhado, atrás do guerreiro.
—Pare, Touma! Diz Shina. _Não pode ir embora assim! Vc tem que nos dar muitas explicações! Onde está Athena???
—Não venha atrás de mim, mulher! Eu preciso fazer algo, vc não entende! Diz Touma
Shina eleva seu cosmos, e ataca Touma, jogando seus pés com o intuito de atingir o peito do olimpiano. Touma se desvia facilmente, girando seu corpo. No momento que o corpo de Shina passa ao lado do seu, Touma a golpeia de cima para baixo. Shina é arremessada para baixo e perfura o telhado da casa, em cima da qual ambos estão. Shina cai dentro da casa. Os moradores saem apavorados. Quando Touma faz menção de fugir, aparece em sua frente, no telhado, Shiryu.
—Saia da minha frente, dragão. Não vai poder me impedir!
—Não faça isso, Touma. Vc protegeu Athena. Ajude-nos a encontrá-la!
—Eu vou pedir por Athena, mas tenho que fazer isso sozinho...tenho que responder pelos meus atos. Saia da frente, dragão, não quero lutar com vc!
Shiryu começa a elevar seu cosmos. Touma se lança sobre ele e tenta golpeá-lo com a mão esquerda, mas Shiryu defende-se bem com seu escudo. Shiryu, no entanto, não percebe que Touma acabara de gerar um pequena esfera de energia em sua mão direita. Toca com ela o peito de Shiryu, cujo corpo é envolto por uma série de descargas elétricas de cor violeta. Shiryu é envolvido dentro de uma pequena explosão e seu corpo projetado para a casa seguinte, onde arrebenta a parede e cai no interior da mesma casa. Touma pula para o telhado da mesma casa onde Shiryu caiu. De lá ouve Marin gritar seu nome do meio da rua.
—Touma! Por que faz isso?? Tanto tempo se passou até nos reencontrarmos. E agora, vc vai embora novamente?
—M-marin...eu...sei o quanto foi difícil para vc e acredite, para mim também. Eu não estava sendo sincero quando fui duro com vc no Santuário, eu estava sendo um tolo. Mas compreenda, eu agora preciso fazer algo que minha consciência me cobra... vc talvez não entenda...mas eu prometo voltar, Marin, minha irmã....
Touma dá um enorme salto, quase voando, e desaparece no meio das casas do vilarejo. Os habitantes do vilarejo se aglomeram ao redor do local de toda aquela confusão.
Um dos seguranças da Fundação, junto com Jabu, ajuda Shina, que parece bem machucada, a sair do interior da casa onde caiu. O outro segurança e Kiki correm para a outra casa, para onde Shiryu foi jogado pelo ataque de Touma, mas ele sai sozinho e diz com sinais que está bem.
—Ele fugiu, Shiryu. Desapareceu rápido naquela direção. Diz Kiki
—Ajude os outros a cuidarem dos feridos, Kiki. Vou atrás dele, acho que sei para onde se dirige...
Shiryu pula para o alto do telhado, e em seguida também some rápido pelas ruelas do vilarejo.
Jeki tenta consolar Marin, parada no meio da rua, olhando na direção em que Touma fugiu. —Sinto muito, Marin, por seu irmão ter fugido. Logo agora que vcs estavam finalmente juntos. Diz Jeki.
Mas Marin nada diz. Olha por mais alguns segundos, dá meia volta e retorna devagar para a casa onde Touma estava sendo tratado. Dentro, os médicos e as enfermeiras ajudam Tatsumi, que já recobrara a consciência, mas ainda estava um pouco atordoado, a descer do segundo andar.
Um dos seguranças se dirige a Tatsumi: —Senhor Tatsumi, os moradores das casas do outro lado da rua, estão reclamando dos estragos e dos prejuízos. Há uma multidão aí fora.
—Arrghh, minha cabeça...diga a eles que a Fundação pagará todos os prejuízos...emitirei alguns cheques antes de sairmos...vamos desocupar esta casa aqui e retornar ao Japão o mais rápido possível...agora que o irmão da Marin já se recuperou e fugiu, não faz mais sentido isso tudo...
—O que aconteceu lá em cima? Pergunta Marin
Um dos médicos responde: —Eu estava verificando alguns sinais vitais do paciente, de repente senti uma mão segurando fortemente o meu jaleco, na altura do pescoço. Olhei para o paciente e ele estava com os olhos bem abertos. Então seu corpo começou a emanar uma espécie de energia, os aparelhos dispararam, alguns queimaram. Toda nossa equipe médica foi repelida por essa estranha energia que emanava dele. Ele começou a arrancar os tubos e agulhas de seu corpo. Se levantou da cama. O senhor Tatsumi tentou segurá-lo e convencê-lo a voltar para a cama, mas o rapaz tocou no peito do senhor Tatrsumi. Uma espécie de descarga elétrica saiu de sua mão e o senhor Tatsumi foi arremessado contra uma parede e ficou inconsciente. O rapaz apontou para a gaveta onde estavam suas vestimentas e armadura. A gaveta se abriu sozinha e tudo saiu voando dela e cobriu seu corpo. N-nunca vi nada igual...
Nisso, entram na sala, vindos dos fundos da casa, Shun e Hyoga, trazendo com eles Sorento e Thetis.
—O que aconteceu aqui? Pergunta Shun._ Nós vimos do alto da rua toda a confusão. Aquelas casas em frente danificadas, a multidão aí fora. Resolvemos vir pela ruela que passa por trás da casa para não chamar atenção...e onde está Shiryu?
—O irmão de Marin despertou. Responde Nachi. — Shina e Shiryu tentaram detê-lo ,mas ele conseguiu fugir assim mesmo...Shiryu foi atrás dele.
—Ótimo...um grupo de 6 cavaleiros e duas amazonas de Athena não são capazes de deter um guerreiro apenas...viemos aqui à toa. Diz Sorento
Shina que estava sentada em um dos sofás da sala, se recuperando do confronto com Touma, irritada com as palavras de Sorento, olha para Shun e Hyoga e pergunta: —Por que trouxeram esses dois aqui???
Thetis se adianta e responde: —Queríamos interrogar o olimpiano.
Shina responde ríspida: _Eu não me dirigi a vc, sua sardinha!
Thetis se ofende. _Você! Eu ainda tenho contas a ajustar com você!
Shina se levanta: —A hora que você quiser, querida...
Shun pede calma a todos: —Por favor, Shina...e Thetis, não vamos nos agredir, isso não vai levar a nada, e pela situação por que todos aqui passamos deveríamos nos ajudar uns aos outros...
—Eu disse que isso não ia dar muito certo, Shun. Diz Hyoga coçando a nuca.
—Se não somos bem-vindos...vamos, Thetis... Diz Sorento
Mas Marin intervem: —Por favor, Sorento, e Thetis, fiquem...se quiserem...pelos ferimentos que ostentam parece que vcs passaram por momentos difíceis...
—Momentos causados pelo equívoco de...deixa prá lá, não vou ficar alimentando isso..bem, apreciaria um pouco d’água, se não for incômodo. Diz Sorento
—Venham comigo até a cozinha, Diz Marin. Sorento, Thetis, Shun e também Kiki a seguem.
Na sala Shina indaga a Hyoga. —Por que vcs quatro estão feridos, Hyoga? Vc e Shun lutaram com aqueles dois?
—Na verdade todos enfrentamos uns seres estranhos, grandes e extremamente fortes. Aparentemente estavam no Santuário em busca da urna onde Athena selou o espírito de Poseidon, e também de uma outra urna, cuja existência eu desconhecia...
—E as urnas? Pergunta Shina—Estão com vcs?
Hyoga suspira—Infelizmente não...aqueles sujeitos conseguiram levá-las...
—Caramba, que dia. Diz Jabu. _ O irmão da Marin desperta e foge, e as urnas que estavam no Santuário sob a guarda de Athena são levadas...
—Eu vou levar o báculo da Senhorita Saori para o Japão. Diz Tatsumi. _Vou guardá-lo junto à armadura miniatura dela e à armadura de ouro que Kiki fez em Jamiel. Nos supercofres da Fundação estarão seguros.
—Não sei se vcs lá na Fundação conseguirão impedir que criaturas como as que enfrentamos hoje os roubem, caso estejam atrás deles também, mas no momento não consigo pensar em um lugar melhor e mais seguro. Diz Hyoga
Na cozinha, Sorento e Thetis bebem água e tentam se refazer um pouco.
Thetis esvazia seu copo e de repente percebe que alguém o enche novamente. É Kiki.
—Oi, lembra de mim? Kiki abre um sorriso com seu jeito de moleque.
—Hum, vc é aquele fedelho da telecinese...me deu trabalho lá no fundo do oceano..obrigada pela água. Thetis fala em tom amistoso e desarruma um pouco o cabelo de Kiki
—Marin, vc sabe quem é Abel, na mitologia grega? Pergunta Shun
—Abel....eu já li algo a respeito, Diz Marin. _Saga, quando se fazia passar pelo Patriarca, uma vez trouxe da biblioteca de Star Hill alguns livros raros e muito antigos, aos quais só Athena e o Patriarca tem acesso. Iria emprestá-los a Camus e me perguntou se eu não gostaria de ler alguns deles. Saga devia estar na sua fase boa naquela ocasião. Eu peguei um livro sobre mitologia grega escrito por um antigo Patriarca, coisa de uns 8oo anos atrás. Folhas de pele de carneiro e letras gravadas em ouro e muito bem conservado. Uma obra singular. Se bem me lembro havia um pequeno capítulo sobre Abel. Ele não é citado nem por Hesíodo nem pela tradição órfica. É praticamente um maldito, que os deuses do Olimpo quiseram esquecer. É filho de Zeus e irmão de Athena. Mas tentou sentar-se no trono do Olimpo em lugar de Zeus. Zeus, com a ajuda de Apolo, conseguiu derrotá-lo depois de uma luta duríssima, o que atesta o grande poder de Abel. De alguma forma conseguiram separar seu espírito de seu corpo e selá-lo em uma urna, com um selo do próprio Zeus. Mas não havia no livro menção a que tal urna estaria no Santuário de Athena. Abel deve ser tão temido no Olimpo que quiseram manter isso em segredo....
—Não estou gostando nada disso, Diz Sorento. _O que alguém iria querer trazendo à vida plena um sujeito como esse tal de Abel? Boa coisa não pode ser. Sobre o Imperador Poseidon, não acredito que alguém queira libertar seu espírito, pois se o fizesse se arrependeria amargamente. Ele não deve estar de muito bom humor, principalmente depois do que Kanon fez. E se pretende assumir seu corpo verdadeiro, seu poder se elevaria a um patamar extraordinário. Thetis...vc não consegue sentir a cosmo-energia do Imperador? Talvez pudéssemos localizar a urna novamente...
—Já pensei nisso, Sorento. Sinto às vezes algo como um sinal tênue, mas indefinido, como se sofresse a interferência de outra cosmo-energia. Antes eu sentia claramente, podia até compreender o que ele queria, mas agora...
—Sorento, se Poseidon retornasse a seu corpo no Olimpo, acha que poderia ajudar Athena? Pergunta Shun
—Não vejo porque não. Diz Sorento. — Como já lhe disse, não creio que Poseidon ainda alimente sentimentos hostis em relação a Athena, uma vez que tentou ajudá-la na luta contra Hades. Lembro-me que o Imperador disse aos generais marinas, uma vez, que Zeus se encontra ausente do Olimpo. Portanto, isso que está acontecendo com Athena, e também agora com Poseidon, não deve, certamente, estar partindo de Zeus...
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Monte Olimpo. A seus pés encontra-se um portal que conduz à dimensão do Olimpo, a morada dos deuses. Uma suave briza balança as árvores e os arbustos próximos.
De repente um vento impetuoso toma conta do local, os pássaros param de cantar. Touma de Ícaro se aproxima em grande velocidade e pára diante da montanha. Olha para trás e pensa: —Sei que o cavaleiro de dragão vem em meu encalço. Mas não vai chegar aqui a tempo...
Touma olha concentradamente para a montanha, eleva seu cosmos. Uma neblina branca e densa aparece de repente e domina todo o local. No céu acima de Touma, um redemoinho assustador de nuvens começa a relampejar. Os relâmpagos caem ao redor de onde Touma está. Então a neblina esconde totalmente o corpo de Touma e se projeta velozmente para o redemoinho de nuvens acima. Pedras e árvores são atraídas para cima por uma espécie de força antigravitacional
—Espere Touma!!! Shiryu vem correndo em grande velocidade e se joga contra o que restou da neblina que elevou Touma, mas é atingido por um relâmpago e arremessado para longe, caindo a uns metros do local, desacordado.
A neblina que envolve o corpo de Touma se dissipa completamente. Diante de Touma o Olimpo se mostra em todo seu esplendor. Um céu de um azul profundo onde, mesmo com a claridade, pode ser divisada uma miríade de estrelas e galáxias. Abaixo, uma paisagem deslumbrante de montanhas e florestas, planícies, rios e lagos, permeadas por exuberantes estruturas, palácios e templos magníficos.
—Então este é o Olimpo...
Touma se assusta ao ouvir essa frase, vindo por detrás dele. Se volta e olha surpreso. Ikki de Fênix acabara de atravessar o portal, junto de Touma.
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