O Olho da Tempestade
28 Fim - Élpis é a última que morre
Notas iniciais
Não me importava sobre o destino de todos nós está nas mãos de Élpis, mas eu decidi fazer minha própria história, ver meu amigo em queda ao núcleo de Júpiter, me fez desesperar. Entretanto, a sorte, que tanto evitei acreditar durante o meu trajeto até aqui, realmente nos ajudou e o nome desta sorte era Niki e Fortuna.
Ambos possuíam asas douradas e voaram em direção a Spencer, ultrapassaram o limite das nuvens inferiores, o suor escorreu pelo meu rosto e me perguntei se seria tarde para pode salva-lo; Eilikríneia e Empistosýni me deixaram a proa da embarcação de Filágeros, corri a amurada e olhei para baixo, das nuvens surgiu Niki carregando Spencer e Fortuna logo atrás.
Niki deixou Spencer ao convés da embarcação de Filágeros, ele estava assustado e com os olhos arregalados, Niki atrás dele com um sorriso malicioso, Spencer respirava normalmente sem o tanque de ar.
— Como? — perguntei.
— Não fale mais nada. — ordenou Spencer.
Olhei para Spencer e Niki, alternando entre os dois, depois abri um sorriso, tinha entendido a situação. Alguns dos garotos de Ékatrea e Dynami surgiram logo atrás de nós: Volúpia, Freudda, Fobius, Demétrius, etc. Eilikríneia, Empistosýni e eu levantamos nossas armas em defesa.
— Viemos em paz! — disse Niki — Nossas mestras estão sendo controlada por Élpis, que durante todo este período nos manipulou, resolvemos está ao seu lado.
— Será um prazer tê-los a nosso lado! — disse.
Então o mais perigosos entre eles surgiu, Scar, seus caninos estavam a mostra e suas cicatrizes mais horrendas, seu olhar furioso fixou a mim, ele empurrou as outras virtudes ao lado, atacou me desarmando e suspendeu-me ao ar pela gola de minha camisa. As outras virtudes estavam prestes a contra-atacarem.
— Parem! — ordenei.
Então retirei do bolso a caveira que Auras havia me entregado, como prometido, mostrei a Scar. Ele me soltou e pegou o pingente no ar, depois sorriu, um cordão surgiu à caveira e a virtude da dor pôs no pescoço, que brilhou.
— Scar ajudar garoto de carne! — disse o garoto de caninos em terceira pessoa.
— Obrigado! — disse me levantando.
Explosão, olhamos para o céu jupteriano e lá estava Élpis com a caixa em mão, absorvendo a magia da Consciência, utilizando da energia da caixa para dizimar as virtudes em pleno ar. As correntes ainda partiam de Élpis e controlava as outras virtudes.
— Vamos atacar todos juntos! — disse.
E assim ocorreu, Eilikríneia tocou em minha mochila e a consertou, se tornou uma mochila voadora. Spencer montou sobre Tsur-U, Fortuna, Niki e as outras voaram ou levitaram sobre o ar, todas atacavam juntos com suas armas, lanças, espadas, flechas, fogo, etc. Entretanto Élpis apenas ria e estagnava o movimento de qualquer projétil no espaço e desintegrava a matéria.
— Quando liberta, eu sou invencível! — disse.
Élpis então bateu suas mãos e tudo em torno parou, tempo e espaço, todo não cursavam para frente. Gritos se silenciaram, explosões foram interrompidas, armas foram detidas. Então meu corpo levitou em direção a Élpis, nosso corpo se aproximou, e Élpis, mais uma vez contra a minha vontade, me beijou; este selo causou dor, minha garganta queimou, meu corpo se sentiu em chumbo, a respiração se tornou ofegante, Élpis me envenenou.
— Está vendo Layer, você não é o escolhido, eu irei consumir sua essência. Por quê? Porque eu te amei. Amei — repetiu Élpis.
E era verdade, meu corpo começou a seu desintegrar, minha epiderme granulava, meus músculo esfarelavam, meus órgãos contorciam, sentia dores, morreria ali, em frente a todos que gostaria de defender.
— Tiro 1! — algo gritou, e uma bala de chumbou acertou Élpis que deixou a caixa cair, o tempo e o espaço voltaram a avançar. Meu corpo voltou a se cicatrizar.
— Ai! — urrei de dor.
— Deixem comigo! — disse Spencer sobre Tsur-U, e voaram em resgate a caixa, segurou em pleno ar. — Peguei! — ele gritou.
Olhei para de onde vinha os projéteis, na estrutura inferior da ilha, uma luz se acendeu, o que indicava que ali existia uma cabine secreta, o metal que sustentavam a ilha na atmosfera, abriam-se portinholas e delas surgiam canhões.
— Olá Layer! — disse uma voz que provinha da Estufa, como se a mesma fosse uma grande caixa de som e transmitia a voz do Sr. Júlio da cabine — Desculpe pela demora, encontramos a sala de tiro, e acredite, existe mais segredos, um conjunto de túneis e... Esquece! Fogo!
Então os canhões foram regulados a certo ângulo e disparados, em direção à embarcação de Dynami, as tropas de xadrez de Justa, os rebeldes de Ékatrea e por fim à Élpis que gritou e quebrou as correntes que prendiam os outros Setes.
— Livres! Livres! — disse Ékatrea em seus dois rostos.
— Enfim liberta! — disse Justa.
— Élpis, você pagará pela morte de meu filho! — disse Prosochí
— Você nos enganou Élpis! — disse Dynami.
— Élpis, você foi julgada pelas virtudes e condenada de traição e abuso do poder, você deve ser aprisionada e contida, e os velhos costumes devem ser estabelecidos, humanos e virtudes tendem a está mais próximas. Sua condenação será voltar a ser aprisionada de volta ao seu fardo, a Caixa de Pandora. — Disse Filágeros atirando uma flecha de seu arco em Élpis.
— Nunca! — gritou Élpis.
Ela manipulou a lança e disparou raios em todas as direções, desviando a flecha e atingindo a ilha, a redoma explodiu. Os ventos jupterianos invadiram Nemo e começaram a abalar as estruturas da estufa. Então as virtudes recuaram e foram a caminho da Ilha, estenderam seus braços e projetarão um novo escudo em torno da ilha.
— Vá! — gritou Filágeros. — Nós manteremos a vila intacta, você é o único que pode deter Élpis.
Filágeros, Prosochí, Dynami, Justa, Ékatrea se juntaram as outras virtudes, e unidas formaram uma esfera de proteção em torno da Ilha de Nemo, energizando. Élpis disparou um raio, mas voei desviando do seu ataque.
— Entregue a caixa! — Élpis se virou ao meu amigo e novamente partiu em sua direção.
— Spencer! Abra a caixa! — gritei.
— Não abre, ela está trancada! — gritou — A fechadura parece ser um objeto de duas pontas.
É claro, o compasso, vasculhei-me o cinto até que encontrei o compasso em que Justa havia me dado antes. Arremessei o compasso a Spencer, Élpis se pôs a frente e tentou agarrar o objeto de medida, mas o mesmo brilhou e atravessou se corpo.
— Impossível! — disse — Ele está morto!
— Hanki nunca estará morto! — disse — A rebeldia existirá em nossos corações!
Spencer segurou o compasso e prendeu na fechadura do baú, girou em sentido horário e levantou a tampa da caixa. Uma luz brilhou e de seu interior surgiu uma garota de metal, igualmente a Sapiens, seus cabelos eram fios de tensão e fibras ópticas, seus olhos safiras e vestido de metal, mas sua essência era o fogo, o fogo pela descoberta. Seu nome... Seu nome era Destino.
— Élpis, você está de volta ao seu verdadeiro templo. — disse Destino.
— Não! Eu não posso voltar! — Élpis gritava. Um vórtice surgiu e agarrou o corpo de Élpis ao ar, começou a suga-la para dentro da caixa, seu corpo cruzou a borda, ela se apoiou e disse suas últimas palavras. — Layer, você ainda morrerá, e se eu não pude realizar meu reino, que assim sinto feliz por ter um fim da vida de meu arqui-inimigo!
A caixa fechou, as virtudes haviam surgido ao meu lado, e uma comemoração começou entre os jovens, Spencer se divertia com as virtudes no dragão de komodo, fiquei feliz em ver ele ao lado de Niki, e também juntos Fobius e Filias, Geras e Affection. A ilha estava com uma redoma nova e transparente para a visão do céu jupteriano, os senhores comemoravam na estufa.
Dynami, Prosochí, Eros, Ékatrea, Justa e Destino se reuniram em torno de mim. Todas elas estavam com um sorriso no rosto e estavam com aparência melhores, todas estavam poderosas.
— Que faça a luz! — disse Destino.
Essências se agruparam, virtudes tornavam a reaparecer. Auras retornou a vida e abraçou e beijou Scar, ao lado de Destino surgiu Sapiens, Tristitia voltava à vida, não sabia que ela foi destruída, ela surgi e beijou o rosto de Gaudium e Ira.
— Você têm uma missão a cumprir! — Sapiens disse.
— Élpis estava certa, a tempestade ainda caminha em direção a Ilha de Nemo?
— Sim! — disse Destino. — Infelizmente, pelas sete foi criada e somente pelas sete deve ser desfeita!
— Ok! — disse.
Destino e as virtudes então me entregaram a caixa que se encontrava Élpis trancafiada, embarquei novamente a Vitória II e partimos ao encontro do Olho da Tempestade. E se algum dia você se encontra a beira de um obstáculo, acredite, a Esperança é a última que morre, mas somente você faz o seu Destino.
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