Apenas uma alma desceu do helicóptero, e veio até o carro. Paramos no acostamento e Cal abaixou sua janela do seu lado. Peguei a mão dele, para evitar que tremesse.

-Com licença. O que vocês fazem nessa estrada?

-Nós? Estamos indo para Tucson e a interestadual estava muito cheia. Algum problema?

-Na verdade sim, senhor. Não é seguro estar aqui.

-Seguro?

Perguntei.

-Sim. Foi detectado uma grande concentração de humanos nessa área.

-Humanos selvagens?

Perguntou Cal. Ele era muito bom ator.

-Sim. Aconselho a vocês que partam o mais rápido que puderem, é claro com segurança, para o seu destino.

-Muito obrigada senhor. Iremos o mais rápido que pudermos.

-Não há de que, tome muito cuidado.

O homem subiu novamente no helicóptero e este subiu fazendo um grande estardalhaço. Com meus nervos em frangalhos olhei para Cal, ele tinha uma mão pousada no volante e olhava fixamente para fora, onde começavam a cair leves pingos de chuva.

-E agora pai?

Ele olhou para mim como se tivesse esquecido que eu estava ali.

-Temos que ir para as Cheerios. Elas ficam logo depois de Tucson. Pelo menos três dias de viagem. Teremos que ser discretos e...

-Mas pai... Como você mesmo disse... Nós somos almas. E se as Cheerios não nos aceitarem?

-Então daremos um jeito, porque onde formos estaremos seguros, mas Teresa Marie não.

Ele tinha razão. Eu precisava proteger Teresa Marie, e depois eu pensaria no que fazer.