O Olhar de Um Inimigo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
OBS: Serena não fazia parte da trama original de A hospedeira, ou The Host.
-Como no menu não apareceu A hospedeira fui forçada à escolher a opção The Host.
Sabe, a vida na terra é muito boa para a maioria das almas, elas acham o amor, sentem todas as sensações e emoções de ser humano e etc... Eu não vejo nada de especial, todos são bondosos, a vida continua na mesma rotina.
Eu às vezes queria conversar com minha mãe, Flor aberta sobre isso. Mas Aposto que ela diria que era só uma questão de tempo para eu me acostumar com essa vida.
Pensava nisso enquanto fitava meus olhos no espelho.
Não. Eu não ia me acostumar.
Meu nome é Serena, e eu tenho 14 anos, e eu acho que sou uma alma, e também acho que sou uma humana.
Olhando meus olhos no espelho eu tinha certeza que não podia ser normal. Sabe, minha mãe é uma alma, mas ela e um humano tiveram um relacionamento à alguns anos. Ele foi pego antes de saber de mim, mas minha irmã já tinha nascido. Alguma coisa deve ter acontecido durante a gravidez ou a fecundação, porque eu e minha irmã, somos completamente anormais.
Nossos olhos que deviam ser violetas como os da minha mãe, ou verdes como os do meu pai, são completamente prateados. Nenhuma outra cor. A primeira coisa que minha mãe fez depois que eu nascemos, foi levar-nos até a outra ala da estação de cura, para nos inserirem almas.
Adivinha? Eles não conseguiram. Não conseguiram porque não haiva espaço, nenhuma alma podia se encaixar ali, porque toda nossas espinhas, eram feita de alma, como se alguma já estivesse implantada.
Sabe, essa coisa de não ser normal para as almas é bem diferente. Elas não excluem, mas têm medo. Posso ver isso nos olhos dela. Elas tem medo da minha diferença.
-Serena, querida, está pronta?
-Sim, mamãe.
Ela chegou perto e afastou uma mecha de cabelo dos meus olhos.
-Tudo bem, meu bem?
-Sim.
Menti. Não sabia como eu conseguia nem porque, mas era um instinto grande demais para ser ignorado.
-Então vamos — Minha mãe, assim como todas as almas, era muito ingênua — Chegaremos logo ao deserto para acampar.
Flor Aberta sabia que eu não me sentia muito bem na cidade, e sempre me levava para acampar no deserto. Ela sabia que eu gostava de estar sozinha na natureza, onde nenhuma alma me rejeitaria internamente. Ela sempre odiou, mas ela via que me fazia feliz.
Assim que saíamos de Chicago, meu ânimo subia. Quando chegávamos à loja de conveniência, eu ia à loucura. Comprávamos mais água, e comida para três dias, e começávamos à subir a trilha de carro. Parávamos quando não dava para ver nem sinal de civilização e parecia que só nós existíamos.
-Ah mãe! Eu já disse como adoro esse lugar?
-Já. Agora vamos logo armar essa barraca, antes que fique escuro e você fique encantada com as suas estrelas.
Montamos a barraca e minha mãe imediatamente entrou. Eu peguei a bolsa com o meu telescópio.
-Mãe, eu vou procurar um lugar legal para ver as estrelas, tudo bem?
-Claro, querida, cuidado para não se perder.
Disse ela, com a voz abafada pelas paredes da barraca.
Hoje eu queria ir à um lugar diferente, alto, em cima da pedras, de modo que eu pudesse ver as estrelas nitidamente, e talvez alguns planetas. Estava ficando nublado, mas eu não me importava. Tudo o que eu queria era ver minhas velhas amigas estrelas.
Sabe, tem poucas coisas em que acredito. Acredito em magia. Em humanos rebeldes. E que estrelas são almas. É impossível que as estrelas sejam algo menos puro do que isso.
Cheguei até um lugar plano. Havia uma abertura, por isso tomei cuidado para não chegar muito perto e provocar uma rebelião de escorpiões. Montei meu telescópio e logo estava procurando constelações. Fiquei pensando na minha irmã, costumávamos observar as estrelas juntas. Pandora sempre gostou de viajar, mas ao contrário de mim, ela gostava de pessoas, as pessoas não gostavam dela, mas ela não se importava, essa era a diferença entre mim e Pandy;
Estava tão distraída, que não ouvi os passos atrás de mim, e só senti algo quando o colocaram em frente à minha boca, e o escuro desapareceu, levando minhas estrelas.
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