Saí do quarto antes, enquanto Jamie se vestia. Estranhamente, eu me trocava mais rápido que ele. Logo no meu corredor, encontrei com Cal.

-Serena, preciso falar com você.

-Bom dia.

-Bom dia. Lembra-se do que conversamos ontem?

-Sobre Saralynn?

-Não. Sobre seu pai e sua irmã.

É mesmo! Com todo o lance do anel tinha até esquecido que Cal era meu pai! Girei o anel em meu dedo.

-Ah, sim Tanzânia.

-Bom... Eu pensei muito, e... Meu hospedeiro tinha uma filha chamada Tanzânia, por isso eu cheguei à conclusão que talvez eu possa ser seu pai. Mas só não sei porque não me lembro de você.

Dei de ombros e encarei seus olhos de alma.

-Porque meu pai, no caso você, ou seu hospedeiro, nunca chegou, a saber, da minha existência.

-Posso confirmar uma coisa? — Fiz que sim – Pode me dizer o nome da sua mãe?

-Flor Aberta. Ela veio do seu planeta.

Ele afirmou com a cabeça, paramos de andar, e ele abriu os braços. Aceitei o abraço de bom-grado. No fim, o meu plano tinha dado certo. Eu tinha ficado com os humanos, desenvolvido minha parte humana, ficado com Jamie, e não conseguira só pistas do meu pai humano, como eu estava sendo abraçada por ele.

-Eu nunca tive filhos, porque eu nunca achei uma companheira, mas acho que devo respeito ao meu hospedeiro. Vou cuidar de vocês duas.

Sorri.

-Obrigada.

-Sério. Se precisar de qualquer coisa, pode me chamar.

-Vou chamar... Pai.

Ele sorriu e se foi. Respirei e voltei para o quarto, e fiquei esperando na porta. Não queria ir sozinha, muita coisa na cabeça.

Notas finais
O próximo capítulo pode demorar um pouco porque hoje é dia 31, quero que seja bem elaborado.
Vai rolar barraco.