O Olhar de Um Inimigo
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Acordei com o cheiro reconfortante de GrapeFruit. Ainda estava na estação de Cura e o Curandeiro Fords não estava ali, mas podia ouvi-lo lavar as mãos ali perto. Olhei em volta, procurando meu filho.
Fords voltou à sala e sorriu para mim.
-Ah, ótimo. O Acordar fez efeito. Como se sente Floresta Negra?
Demorei a lembrar que esse era meu nome falso e responder. Esperei que ele achasse que era apenas desorientação por conta do Dormir.
-Bem. Foi mais fácil do que parecia. – Continuei a olhar em volta – Cadê me filho?
Perguntei, já imaginando a pior coisa possível.
-Eu queria mesmo tocar nesse assunto com você – “Por Favor, não diga o que eu acho que você vai dizer...” Pensei. – Na verdade, Floresta Negra, como não quis saber o sexo do bebê – Foi o que eu inventei para não ter ido vê-lo antes – Você também não quis saber quantos eram.
Eu me sentei devagar no catre clínico de qualidade duas vezes melhor do que os de Doc, eu tinha que admitir.
-O que quer dizer, Fords?
-O que quero dizer, é que você teve duas filhas. Duas meninas muito lindas e saudáveis.
Meus olhos se encheram de lágrimas de felicidade. Eu já cogitara essa possibilidade, mas nunca me passara pela cabeça que podiam mesmo ser gêmeos e duas meninas! Eu sempre achei que seria apenas um garoto grande, como Ian. O assistente de Fords, o qual não importava o quanto eu tentasse não conseguia me lembrar o nome entrou no quarto com as minhas filhas nos braços.
Meu coração queria pular para fora do peito. Elas eram simplesmente perfeitas.
O ajudante foi até mim e colocou gentilmente, uma em cada braço meu. As lágrimas rolaram pelo meu rosto sem pressa, era um momento mágico.
A que estava no braço direito era mais parecida comigo – ou com Pet, como for- Delicada, linda, com cachinhos de anjo e dormia tranquilamente, ressonando. A que estava no braço esquerdo, era o retrato de Ian. Os delicados cabelos pretos e a pele morena que contrastava com os olhos neve, safira e meia-noite e sagazes que estavam fixos em mim.
Meus olhos... A falta deles me apunhalou fundo na minha carne e na minha alma. Suas palavras tranqüilizadoras, seu rosto, sua preocupação, Ian...
“-Então não precisa se dar ao trabalho de voltar”.
Suas palavras me vieram à mente. Novas lágrimas rolaram pelo meu rosto, e não eram de felicidade.
-Floresta Negra?
Perguntou Fords me tirando do meu transe.
-Sim?
-Há algumas coisas que precisa levar, meu assistente ajudará a levar até o carro. É tudo o que você precisa para cuidar dos bebês mais ou menos até os dois anos. Certo? Precisa de mais alguma coisa?
-Ah sim. A verdade é que eu moro em San Diego, mas me disseram que você era o mais indicado, por isso eu dirigi até aqui. Eu queria voltar para casa o mais rápido possível, você acha que minhas filhas agüentariam a viagem.
A viagem para as cavernas era apenas metade do caminho, mas dava para pegar como parâmetro.
-Bom... Baseado na fraqueza da raça humana nos primeiros dias, eu não aconselharia. Lamento dizer, mas você devia esperar um pouco. Algumas semanas, pelo menos, um mês.
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