O Número um da França
11 A Festa - Parte 2
Notas iniciais
Milo não deixou que Camus pensasse duas vezes, caminhou rapidamente até ele e segurou a nuca do francês, colando os lábios em um beijo urgente. As mãos de Camus percorriam todo o tronco do grego, deixando arranhões nas costas largas dele.
Se separaram apenas quando o oxigênio faltou, mas logo o loiro passou a beijar e deixar mordidas pelo pescoço e ombros do ruivo, que se permitia dar leves suspiros com cada toque.
Depois, Milo desceu para os mamilos do outro. Se demorou ali, lambendo, sugando e dando mordidinhas até que ambos ficassem rígidos pelos toques. Camus gemia e, diversas vezes, jogava a cabeça para trás, aproveitando do tesão que os toques lhe causavam. Estava sedento por mais, seu pênis doía coberto pela cueca e calça.
O grego levou o francês até a namoradeira que havia aos pés da cama chique, deitando-o ali. Ao descer os beijos dos mamilos para o abdômen e cintura do ruivo, ele aproveitou para tirar a calça dele, deixando mais aparente o órgão rígido por baixo da cueca. Milo riu safado.
— Ah… Ah… — Camus arfava sem pudor agora. As mordidas pelo seu corpo formavam pequenas manchas vermelhas na pele pálida, mas ele não se importava. Só queria que o grego tomasse seu membro logo. Na tentativa de se libertar, desceu uma das mãos à barra da peça de roupa e a puxou para baixo, mas Milo o impediu. Ele resmungou frustrado — Milô…
— Calma…! — O loiro voltou à boca vermelha do outro, mordendo-lhe o lábio inferior. Sua voz era rouca e sensual — Pode deixar que eu cuido disso…
O ruivo bufou, mas permitiu que o loiro mantivesse o controle. Milo então voltou à cintura dele, era fina porém musculosa, com os ossos bem marcados, ele deixou um rastro de saliva por toda ela. Para o desespero de Camus, ele ignorou o membro pulsante coberto e foi para as coxas bem definidas, onde deixou uma mordida que fez o francês gritar.
Milo estava se deleitando com a entrega do ruivo, não esperava que Camus iria aceitar ser submisso assim, logo ele, sempre tão seguro de si. O loiro se ergueu livrando o corpo do outro. O rosto vermelho, quase da cor dos cabelos, se virou para encarar o grego, os olhos azuis gélidos pareciam pegar fogo.
— O que foi? — Ele perguntou com o sotaque extremamente marcado, fazendo o grego sorrir mais ainda.
Ele não respondeu, apenas retirou a cueca preta do ruivo em um único movimento. O pênis do francês se esticou, pulsando e ele gemeu alto. Não demorou para o grego tomá-lo com a boca. Lambia todo o corpo do membro e sugava a glande, em movimentos que variavam de mais lentos ou rápidos, as mãos hábeis do grego ainda se concentravam em massagear os testículos redondos do francês, aquilo estava deixando Camus louco.
O ruivo segurou os cabelos dourados com as duas mãos, havia se cansado de ser torturado. Passou a empurrar seu quadril contra a cabeça do grego, fodendo a boca dele sem pudor algum. Milo apenas se concentrava para não se engasgar, mas não tentava se livrar, aquela súbita tomada de controle do outro o deixou ainda mais excitado.
Milo aproveitou, livrando suas mãos e passou a acariciar e beliscar os mamilos rosados do francês, que estavam esquecidos. Não tardou para estarem rígidos novamente, cada toque causava uma corrente elétrica no ruivo.
Camus intensificou as estocadas na boca de Milo e gozou pouco depois, relaxando o corpo sobre o almofadado, ele arfava enquanto olhava para o teto, na tentativa de se recompor. O loiro engoliu a maioria do semên liberado pelo outro, e limpou o restante com a boca, não permitiu muito descanso ao francês, pois logo tomou-lhe a boca, em um beijo sem muito carinho, para que ele sentisse seu próprio gosto.
O membro do grego também pedia por atenção, Milo esfregava sua virilha na perna esquerda de Camus e ambos gemiam com os movimentos. Ao se recuperar, o ruivo retirou a calça do grego, expondo-lhe o falo.
Foi a vez do francês explorar o corpo do outro com beijos, mordidas e lambidas enquanto sua mão fazia movimentos rápidos de vai e vem, masturbando o loiro, que gemia alto. Ao contrário do grego, que não queria marcar a pele alva do ruivo, Camus não se importava em deixar chupões por onde passava.
Ouviram batidas na porta do quarto, junto com a voz de Afrodite que chamava Camus para o café da manhã. Nenhum dos dois sequer cogitou parar o que estavam fazendo para atender ao sueco.
Camus brincava com os mamilos do grego, sem deixar de estimulá-lo. Vez ou outra parava os movimentos para estimular a glande dele, massageando-a levemente e se satisfazendo com os gemidos.
Milo arfava sobre o francês, desviando o olhar poucas vezes, apenas para algum gemido mais forte ou movimento espástico, ele queria admirar enquanto Camus o masturbava, estava vivendo seus sonhos mais pervertidos.
— Camus! — Novamente batidas na porta. O sueco gritava o nome do francês do outro lado da porta. — Eu estou com fome!
O casal se olhou e riu. Não dava para evitar Afrodite.
— Se você não for, ele vai entrar, não é? — Milo riu entre os gemidos, o outro seguia incansável em seus movimentos.
— Com certeza. — Camus massageava o pênis do grego com destreza. Por um segundo, Milo sentiu raiva pois provavelmente ele já havia se deitado com muitos, mas se conteve para não deixar esse sentimento o dominar.
Camus só parou quando seu celular começou a tocar insistentemente, ele se levantou deixando que Milo continuasse sua tarefa. Atendeu e disse ao amigo que já estava saindo, isso enquanto se deliciava com a imagem do grego se masturbando enquanto o comia com os olhos, seu pênis já estava rígido novamente.
Ele tomou um banho rápido e se vestiu, Milo se contia para não impedir que ele saísse e pudessem terminar o que haviam começado.
— Eu vou na frente. — O ruivo se curvou sobre o grego que continuava deitado na namoradeira, apenas observando-o. — Não demore.
— Só vou tomar um banho e já vou. — O grego sorriu sedutor, puxando o outro para um beijo quente, que poderia ter se estendido se Camus não tivesse se afastado.
— Eu quero voltar logo. — Foi só o que o ruivo disse antes de deixar o quarto.
Milo já havia deixado seu pênis, que agora amolecia lentamente. Não havia graça em continuar sem o francês ali. Suspirou, precisaria agradecer a Saga por ter insistido tanto para que ele viesse.
Alguns minutos depois, Milo encontrou Aioria e Marin na entrada do restaurante e seguiram juntos até a mesa onde o sueco comia scones com geléia enquanto bebia um energético. O francês acabava de retornar com um prato com croissants, alguns queijos e uma xícara de café.
Ele perguntou se estava tudo bem ao se sentar ao lado do grego. Ele confirmou, apertando a coxa do ruivo por baixo da mesa, Camus sorriu, encarando o outro que respondeu com um sorriso sacana. Afrodite sorriu de canto ao observar os dois, a tensão sexual entre eles era palpável.
— Aproveitou a noite, Dite? — Aioria perguntou ao apontar para o energético. Geralmente Afrodite e Camus eram os mais controlados com relação à dieta, sempre se alimentando muito bem, era inesperado ver o sueco com algo tão industrializado logo cedo.
— Maravilhosamente, gatinho. — Ele desviou o olhar do novo casal para responder ao inglês, com um sorriso aberto. Havia passado a noite com Matteo e Shura em um ménage eufórico, alguns chupões eram visíveis no pescoço albo dele. — Estou repondo as energias para aproveitar ainda mais.
— Não se esqueça que temos mais 3 dias ainda. — Saori chegou na mesa a tempo de responder ao amigo. Ela e Seiya pareciam completamente descansados, como se tivessem dormido por 12 horas.
Fizeram o desjejum animados, conversando sobre diversos assuntos. Camus estava indignado pela capacidade de alguns em comer comidas tão gordurosas como bacon, salsichas e feijão no café da manhã, Saori sabia do paladar específico do amigo, então havia solicitado que o hotel importasse croissants e baguetes direto de Paris para que ele mantivesse seu cardápio.
Saíram do restaurante e foram para o hall, onde permaneceram conversando, embora o francês estivesse ansioso para retornar ao seu quarto, sempre se apoiando no corpo do grego e cochichando coisas em francês para ele, Saori tinha outros planos para ele.
— Camus, você vai com a gente, não é? — A morena se levantou de repente, pegando sua bolsa e se preparando para sair, Marin a acompanhou.
— Onde? — Ele olhou desconfiado para ela.
— Fazer compras! — A resposta veio da inglesa, que sorria animada. Camus havia se esquecido que havia combinado de às acompanhar.
— Vocês podem levar o Dite dessa vez.. — Ele suspirou, tentaria, embora soubesse que não ia escapar.
— Ah nem vem! — O sueco respondeu imediatamente. — Eu tenho dois boys me aguardando, sair está fora de cogitação. Por acaso, já estou voltando para meu quarto, até mais!
Ele logo levantou e saiu rebolando e rindo pelo hotel. Os outros presentes apenas riram e aguardavam a decisão do ruivo. Era quase tradicional que Camus acompanhasse as duas nas compras durante a semana da Festa, geralmente elas saiam para comprar as roupas que seriam usadas na festa temática, passando o dia todo fora.
Foram longos minutos de ambas reclamando de como a presença do francês era necessária, sobre a noção de moda dele e de como era importante para elas passar esse tempo com ele.
— Acho que eu e o Japa não somos capacitados para esta tarefa. — Aioria e Seiya riram, realmente, se não fosse pelas duas escolherem as roupas dos devidos namorados, eles sempre sairiam totalmente bagunçados.
O francês bufou. Elas iriam pagar por atrapalhar sua tarde com o grego. Vencido, acabou por aceitar ir com as duas mulheres, mesmo que mal-humorado. Milo sussurrou no ouvido do ruivo antes que ele saísse "Está tudo bem, estarei aqui quando voltar", o que não ajudou muito na vontade do francês em ir.
Milo, Aioria e Seiya ainda conversaram por um tempo até decidirem voltar para seus quartos e descansar. O grego voltou ao seu próprio quarto e ligou para Saga, para saber como estava Belle Époque e o restante das coisas.
"Você sabe que não precisa ligar, né? — O veterinário ralhou pelo outro lado — "Se acontecer alguma coisa eu vou avisar."
— Só queria saber se está tudo bem. — Milo suspirou. Odiava quando sua preocupação era menosprezada. — Não estou fazendo nada…
"Como foi ontem?"- Saga cortou. Sua ideia era o grego descansar, não ficar pensando no trabalho.
— Ah, bem… — Ele não ia falar sobre seu relacionamento com o cavaleiro, ainda tinha dúvidas sobre esse terreno, preferiu contar sobre os prêmios. — Camus ganhou dois prêmios e Belle Époque ganhou como cavalo destaque. Ele agradeceu muito à equipe por isso. Depois do jantar ficamos no bar até de manhã.
"Isso é incrível! Por mais sério e exigente, Camus sempre foi muito grato ao nosso trabalho." Milo não sabia, mas Saga estava com os olhos marejados, era um prêmio importante, ser reconhecido era um combustível para manter o trabalho duro. "Agora vai dormir, que essa noite tem mais."
O veterinário desligou e Milo riu. Sabia que sua preocupação era desnecessária, Saga deu conta de Belle Époque por anos, não ia ser agora que algo mudaria. Não teve muito tempo para pensar, depois que deitou na cama, dormiu em poucos minutos.
Enquanto o loiro descansava, Camus estava emburrado andando atrás das duas mulheres por algumas ruas de Londres. Uma garoa fina os obrigada a usar guarda-chuva e piorava o humor dele.
— Nossa Camus, se eu soubesse que ia ficar com essa cara, teria te deixado lá! — Saori se virou de repente para o amigo, que não mudou de feição.
— Seria um favor. — Ele resmungou.
— Tudo isso é sono, Camus? — Marin perguntou, sabia que havia algo mais. — Você tinha outros planos, não é? O que queria fazer?
Ele respirou fundo, não era justo ficar irritado, elas sequer sabiam o que realmente haviam atrapalhado. Ele ficou sério e olhou para elas.
— Eu ia transar. — Disse simplesmente, com um suspiro.
As duas se entreolharam por um segundo, começaram a dar gritinhos e pular pela rua, o que deixou o ruivo incrédulo e envergonhado, não é como se fosse algo tão inédito assim.
— Você vai nos contar tudo! — A raiva de Saori sumiu e ela abraçou o braço direito dele, enquanto Marin fez o mesmo com o esquerdo, elas começaram a andar rápido, arrastando Camus.
No horário do chá da tarde, Aioria convidou Milo para jogarem sinuca. Trocaram o chá inglês por whisky e se apoderaram de uma das mesas que havia no salão de jogos do hotel.
— Prepare-se para perder, Milo! — Afrodite se vangloriava enquanto mantinha o taco em uma posição sugestiva entre as pernas. — Eu sou o rei do taco e sou muito bom nisso!
Se dividiram em dois times: Milo, Aioria e Seiya e Shura, Matteo e Afrodite. Os dois convidados quase nem precisavam jogar, Afrodite era realmente muito bom, todas as jogadas levaram a pontos ou preparação para algo. A primeira garrafa terminou junto com a primeira partida.
Eram quase dezenove horas quando Marin, Saori e Camus voltaram e encontraram os seis homens, semi bêbados, sentados ao lado da mesa de jogo, cansados de perder para o pisciano. Já haviam tomado três garrafas.
— Vocês podem jogar todos contra mim e vão continuar ruins! — Afrodite ria, sentado na borda da mesa de bilhar, com as pernas cruzadas.
— Deixe-me adivinhar. — Marin riu ao se sentar no colo do namorado. — Vocês perderam.
— Nós não somos os melhores jogadores do mundo. — Aioria se justificou enquanto todos riam. — Mas nada justifica o Dite ser tão bom!
— Não só perdemos como fomos humilhados. — Milo riu, sendo acompanhado pelos demais.
Camus se posicionou atras da cadeira onde o grego estava sentado. Milo se apoiou no encosto, erguendo seu rosto para observar o francês atras de si. Camus sorriu e se abaixou, tocando os lábios dele com os seus, os longos cabelos vermelhos formaram uma cachoeira em ambos os lados do rosto do grego.
Aquela atitude foi inesperada, tanto para Milo quanto para os demais, não era comum que Camus demonstrasse carinho em público. Afrodite sorriu para as mulheres que se entreolharam e sorriram de volta. Não demorou muito para que Camus dissesse que estava cansado e iria para o quarto, sendo acompanhado pelo grego.
— Ele está feliz, não é? — Afrodite perguntou, ao observar o casal que se afastava conversando animadamente.
— Sim. — Marin concordou com um sorriso. — Espero que dê certo.
— Ainda mais que, dessa vez, é alguém que vale a pena. — A morena completou e os demais concordaram. Estavam felizes por ele.
Ao chegarem ao quarto do francês, Milo foi ao banheiro, se livrar de todo o excesso de líquido que havia tomado, e Camus se sentou na cama. Por mais que estivesse sedento para ter o grego, a energia extra do MD havia acabado e o ruivo estava exausto. Quando o grego voltou ao quarto, encontrou o outro ressonando tranquilamente.
Milo sorriu, Camus era lindo, na coisa mais inocente que fazia, era perfeito. Se julgou internamente por estar realmente apaixonado, toda sua ideia de se afastar emocionalmente dele havia ido pelo ralo há muito tempo. Já era algo que ele não conseguia, e nem queria, conter.
Ajeitou o ruivo na cama, o cobrindo, e se deitou ao lado. O francês se acomodou, apoiando-se no peito do grego, que acabou dormindo pouco depois.
O barulho insistente do alarme do celular fez Camus acordar. Ele estava aconchegado nos braços de Milo, ficou levemente envergonhado, mas sorriu. Eram quase vinte e duas horas, eles precisavam se arrumar para a festa de hoje.
Ele acordou o loiro acariciando o rosto másculo dele.
— Precisamos nos arrumar ou vamos atrasar a todos. — Camus disse, rindo do olhar manhoso do grego, também não queria sair dali.
Eles se arrumaram, entre beijos e toques pouco castos, e às vinte e três horas, já estavam dentro da limousine indo para a Phonox, boate eletrônica famosa da cidade. Saori abriu um champanhe no caminho, com muita comemoração. Milo teve certeza que beberia mais nesses quatro dias do que em toda sua vida.
Ao chegarem, havia uma longa fila de pessoas que compraram ingresso para a festa, na maioria, pessoas que estavam no evento da noite anterior e que optaram por estender a estadia na cidade. Assim que desceu do carro, Milo ouviu seu nome sendo chamado em uma voz familiar. Ele procurou em volta e encontrou Shaina no meio da fila, a grega usava um vestido curto, verde esmeralda, que delimitava muito bem suas curvas, coberto por um sobretudo magenta, ela acenava para ele.
Pediu licença aos cavaleiros e foi cumprimentá-la, sentiu o olhar do francês o seguindo ao se afastar. A mulher pulou sobre ele, lhe abraçando o pescoço, o que deixou Milo desconfortável. Não via nela o que via antes.
— Oi!! — Ela parecia muito feliz em vê-lo, mas não perdeu a oportunidade de ser venenosa ao questionar sobre os novos amigos dele — Quer dizer que agora você anda com os grandões e não fala mais com os mortais?
— Não sabia que estaria aqui, Shaina. — Ele optou por ignorar a pergunta da mulher e a empurrou levemente para que o soltasse, ela o soltou, mas seguiu muito próxima, expondo seus seios pouco cobertos para ele.
— Viemos avaliar um cavalo que talvez entre para o time, aproveitamos para curtir um pouco. — Shaina olhou com estranheza para o colega, Milo não costumava negar suas investidas. — Você está no Savoy, não é? Muito chique.
— Ah, sim… — Ele riu sem graça, sabia onde ela queria chegar. — Até chique de mais para mim.
— O que acha de nos encontrarmos depois? — Ela sussurrou, com um tom sugestivo, ficando ainda mais próxima. — Seria legal matar a saudade…
Milo não teve tempo de responder pois Afrodite apareceu de repente, enlaçando o pescoço do grego e ficando entre os dois.
— Vamos querido, precisamos entrar. — Ele fingiu só nota-lá agora, olhando de cima a baixo com ar de desprezo. — Ah, oi. Atrapalhei sua conversa?
— Ah… Afrodite… — Milo ficou confuso com a chegada repentina do outro. Shaina olhava com raiva para o sueco que parecia se divertir com aquilo. — Eu já estava indo…
— Que bom, vamos. — Afrodite depositou um selinho longo nos lábios do grego, o que surpreendeu tanto Milo quanto a morena, o puxando em seguida, se virou para se despedir da mulher com muito sarcasmo. — Tchau, querida.
O sueco arrastou Milo até dentro da boate, o deixando ao lado de Camus que aguardava em frente ao bar. O francês sorriu vitorioso ao ver os dois e, imediatamente, o grego entendeu o que havia acontecido e riu.
— Voilá, entregue, mon amour. — O pisciano soltou o grego e se afastou mandando um beijinho para o francês.
— Merci, Dite. — Camus apenas pegou a bebida que estava aguardando e esperou que o grego dissesse algo.
Ficaram em silêncio por alguns segundos, até que Milo resolvesse acabar com o clima tenso que pairava.
— Era Shaina… — Ele disse por fim, por mais que soubesse não dever explicações para o francês, queria que ele soubesse que não havia interesse por parte dele. — Nós trabalhávamos juntos na Grécia.
— Vocês pareciam bem íntimos. — O olhar blasé do francês assustou Milo. Ele podia realmente não estar se importando ou, era frio o suficiente para fingir não se importar.
— Nós transamos algumas vezes… — O loiro disse indiferente porém sincero, realmente não se importava com seu passado com Shaina. — Nunca foi nada além de físico.
— Você pode ficar com quem quiser, Milo. — Ele disse seco, enquanto bebia. Milo semi-cerrou os olhos, iria derreter o gelo do francês na marra.
— Eu tenho um interesse específico. — Ele colou seu corpo ao do outro, o pressionando contra o balcão do bar. Ergueu o queixo dele com uma das mãos e o beijou, inicialmente lento, se incendiando rápido. Camus buscou onde deixar seu copo, sem se separar do loiro, o abraçando em seguida. Entretidos, não notaram quando Saori se aproximou.
— Hanhan — Ela fingiu coçar a garganta para chamar a atenção deles. — Sei que já estão aproveitando a festa, mas precisamos ir para o lounge… Tem um bar lá, vocês podem só mudar de lugar.
Os dois não disseram nada, apenas se afastaram e subiram as escadas junto à mulher, para o andar superior. Era um amplo mezanino, com um bar semelhante ao de baixo, algumas mesas altas, pista de dança, alguns sofás e visão para a pista de dança e cabine de DJ do piso de baixo. Junto deles, havia alguns convidados do bar da noite anterior.
Se juntaram aos demais e conversaram animadamente ao som de música pop de fundo, enquanto as pessoas que haviam comprado ingresso eram liberadas para entrar no andar abaixo deles. Uma vez que boa parte havia entrado, a música eletrônica começou mais alta e um DJ subiu à cabine para animar a festa.
Em pouco tempo já haviam pessoas dançando animadas na pista. Milo se afastou para buscar uma bebida, optou por uma cerveja. Enquanto esperava, apoiado com os cotovelos no balcão, Afrodite apareceu.
— Olha aqui… — Ele não olhava para o grego, estava com as costas apoiadas no bar, olhando para a frente, parecia levemente irritado. — Até algumas horas atrás eu estava comemorando por Camus estar feliz com você.
— Ah…- Milo o encarou sem entender onde ele queria chegar. — Obrigado…?
Em um movimento rápido, o sueco segurou a gola do casaco de Milo, que o olhou sem entender.
— Não ouse ficar se engraçando com qualquer vadia por aí. — Ele encarou o grego sério. Milo entendeu, no fundo, Afrodite só queria proteger seu amigo, e não mediria esforços para isso. — Não faça eu me arrepender de ter te convidado.
— Eu não tenho nada com o Camus. — O grego aproximou seu rosto do sueco, também sério, segurando o punho com o qual ele lhe segurava. — Mas quero ter, então não se preocupe, não vou fazer nada que magoe ele.
O sueco se afastou, soltando Milo, sem mudar sua feição.
— Além de que, se eu tiver problemas com o Camus… — Milo arrumou sua veste e se voltou novamente para o bar, pegando sua cerveja. — Terei problemas muito maiores do que só o seu arrependimento.
— Eu estou de olho em você. — Afrodite apenas se afastou do grego, voltando para seu grupo de amigos.
Milo não ficou irritado pela atitude do sueco, entendia a necessidade dele em cuidar de Camus, era seu melhor amigo afinal. Mas sim por ele ter duvidado de seu respeito e interesse no francês. Optou por respirar fundo, não iria estragar sua festa.
Ele voltou à mesa e foi recebido com um sorriso por Camus, que estranhou a face séria dele.
— O que houve? — Camus havia visto Afrodite se aproximar do grego, algo havia acontecido para ele ficar sério assim.
— Não foi nada. — Milo riu para aliviar o clima, o ruivo não precisava saber sobre sua conversa com o sueco. Ofereceu sua cerveja para ele, que aceitou um gole.
Quando a atração principal, um DJ internacional, chegou, todos foram à pista para dançar com a batida da música, pulavam e faziam movimentos rítmicos com os braços e corpo. Nada era coreografado, cada um entendia a música de um modo e se permitia expor. As luzes piscavam em tons diferentes, ritmadas. Havia uma fumaça leve que deixava o ambiente quase místico.
Durante uma música, Saori puxou Camus, o afastando dos demais. Milo estranhou, mas permaneceu com Aioria, Seiya e Marin. Não tardou para o francês voltar com três cubos de açúcar.
— Peguem. — O casal e o japonês pegaram sem questionar e, como previsto pelo ruivo, Milo tinha um olhar de dúvida. Ele entregou um meio quadrado, quase destruído ao grego. — O seu é só metade, porque você me dá muito trabalho.
— A divisão foi meio falha. — O loiro observou o doce entregue a ele.
— Só pega logo antes que eu te obrigue a engolir. — Camus rolou os olhos, mas sorriu em seguida. O grego colocou o doce na boca, deixando dissolver.
— Não que eu fosse me incomodar com você me obrigando a engolir algo… — Milo sussurrou para Camus, com um sorriso safado no rosto. O ruivo lhe sorriu de volta.
Com o canto dos olhos, Milo procurou por um local mais vazio do que a pista de dança. Conduziu o menor até lá, se apoiando na parede e o beijou, como resposta, Camus segurou a gola do casaco dele com força para evitar se desvencilhar, não que Milo quisesse.
O grego apoiava o outro pela cintura, mantendo o corpo dele junto ao seu. As mãos do francês passaram a percorrer todo o dorso dele sobre a roupa, o acariciando, queria mesmo era livrá-lo de todas aquelas peças, mas precisava se controlar. Voltaram a colar seus lábios, novamente os sentidos do grego começaram a se misturar, o gosto do francês se misturava com a música e as luzes. Tudo deixava de fazer sentido, ele só sabia que queria continuar junto ao ruivo.
O francês apenas deixava a boca do loiro para beijar-lhe o pescoço, algumas vezes o mordendo levemente, Milo gemia, as sensações causadas pelo toque dele eram ainda mais intensas, sua ereção doía por baixo da calça e Camus, com certeza, podia senti-la.
De relance, Camus viu Yato sair por uma porta próxima a eles, Milo também havia notado e deu um sorriso pervertido para o ruivo, que respirou fundo, como se ponderasse, mas se deixou levar pelo grego. Entraram pela porta, que era um banheiro e estava vazio. Por ser uma área privada da festa, todos os possíveis frequentadores daquele cômodo eram os convidados por eles, o que diminuía a frequência de entrada de pessoas.
Novamente eles se encararam, cúmplices, entraram em uma das cabines a fechando em seguida. Voltaram a se beijar, Camus colocou as mãos por baixo da camiseta que o grego usava, acariciando-lhe os mamilos com seus dedos gelados. Milo mantinha os corpos colados, ambos os membros eram perceptíveis, rígidos por dentro das calças.
O francês empurrou o grego contra a porta, se abaixando sem quebrar o contato visual, seus olhos queimavam de tesão, nunca havia feito algo parecido, quando se tratava de relacionamentos, sempre foi muito certinho. Milo vinha sendo sua grande loucura.
Ele abriu o zíper da calça dele e a abaixou junto com a cueca, expondo o membro tenso. O loiro arfava e gemia por ter seu falo tomado pela boca quente do ruivo. Ele era muito competente no que fazia, colocava todo o membro na boca e o sugava enquanto uma das mãos massageava os testículos do outro. Quando não estava o estimulando com a boca, fazia os movimentos de vai e vem ritmados, usando sua saliva como lubrificante.
Milo tentava controlar seus gemidos, mas todo aquele conjunto: a possibilidade de serem pegos, a destreza dos movimentos do francês e os efeitos da droga, o faziam ter picos de inconsciência e acabava por deixar escapar alguns mais altos.
Camus voltou a usar a boca, enquanto permanecia com os movimentos manuais, estimulava a glande com a língua, algumas vezes a sugando. O líquido pré seminal já era liberado, por mais que tentasse, Milo não aguentaria por muito tempo.
Ouviram a porta abrir e o som alto da música inundar o ambiente. Camus se levantou e tampou a boca do grego com uma das mãos, mantendo a masturbação, agora com um ritmo mais elevado.
— Shiiiiii — Ele sussurrou, muito próximo ao pescoço do grego. Ouviram o box ao lado ser aberto e fechado em seguida. — Se não vamos ser pegos.
Milo tentava se controlar ao máximo, mas sabia que ele estava o torturando de propósito. Quando o intruso saiu, Camus livrou a boca do loiro que o beijou imediatamente, como resposta, o francês apertou-lhe o membro, fazendo com que ele parasse o beijo para gemer.
— Filho da ma… — Milo arfava, quando o ruivo se abaixou novamente e voltou a estimulá-lo com a boca.
— Não xingue… — Camus riu, mantinha o contato visual enquanto passava a língua lentamente por toda extensão do membro do grego.
Milo não pensava mais, os gemidos já haviam saído do controle. Ele segurou os cabelos vermelhos com uma das mãos, fazendo o outro gemer, e o empurrou contra seu ventre. Camus entendeu o recado voltando a colocar o membro todo na boca.
Os movimentos do quadril do grego se intensificaram assim como os movimentos do francês que já sentia o gosto do sêmem do loiro. Milo gemeu alto quando explodiu na boca do ruivo.
Permaneceu com a respiração descompassada enquanto observava o outro engolir seu gozo e limpar o que havia vazado com a língua. Como podia ser tão sexy, mesmo dentro do box de um banheiro de balada?
Ambos tinham os rostos vermelhos pelo esforço e prazer. Camus se levantou e beijou o grego com ternura, sentia o tremor das pernas dele e o apoiava com seu corpo. Quando ele se recompôs, passou a estimular o membro do ruivo por cima da calça, o francês o ajudou se livrando de sua própria roupa. O beijo se intensificou enquanto o grego massageava o falo do francês, que movimentava seu quadril para aumentar o estímulo.
O celular de Camus começou a tocar insistentemente, ele colocou a mão no bolso do casaco desligando sem se importar com quem era. Abraçou o pescoço do outro, aproximando os corpos novamente. Os movimentos de Milo se intensificaram também. Camus gemia junto à orelha do loiro, fazendo-o morder o próprio lábio de tesão.
Pouco depois o celular voltou a tocar e foi ignorado novamente.
— Camus… — Milo não queria, mas talvez fosse melhor que ele atendesse.
— Foda-se, ah… — A resposta saiu entrepassada por um gemido. — Seja lá quem for, vai desistir…
Milo voltou a atenção de sua boca para o pescoço do ruivo, enquanto estimulava a glande dele com o indicador. Seu próprio pênis já estava rígido novamente. Camus mudou de posição, ficando de costas para o mais alto e esfregando sua bunda contra a virilha dele.
— Hnmmm… — Milo gemeu jogando sua cabeça para trás, voltando a masturbá-lo com todos os dedos enquanto pressionava o próprio membro contra a bunda redonda do ruivo. — Você… Ah… Vai me deixar louco…
— Bom saber. — Ele sorriu, apertando o corpo do grego contra a porta.
Milo ofereceu dois dedos de sua outra mão para que o francês chupasse. Ambos foram tomados pela boca dele sem demora, o grego sentia seus dedos vibrarem a cada gemido do outro.
Novamente o celular do francês tocou. Ele bufou, liberando os dedos do grego, atendeu o aparelho, Milo fez menção de parar seus movimentos, mas o ruivo segurou a mão dele com a sua, o forçando a continuar.
— O que é? — Ele disse mal humorado, enquanto se controlava para manter a respiração o mais normal possível.
"Caralho Camus, onde você tá?!" — Afrodite precisava gritar por conta da música. — "Não sabe atender o celular não?! "
— Estou um pouco ocupado. — Milo viu a portunidade perfeita para devolver a tortura anterior, passou a lamber o pescoço dele, enquanto aumentava a velocidade da sua masturbação. O ruivo gemeu baixo, torcendo para o sueco não ter escutado. — Ah…
"Com o que?! O que você está fazendo?!"
Milo estava adorando aquilo, terminou de umidificar seus próprios dedos e passou a massagear a entrada do ânus do francês enquanto mordiscava os ombros claros. Pela primeira vez notou sardas acobreadas que se espalhavam pelos ombros e costas do outro, sorriu pela delicadeza que isso gerava.
— Estou, hnm, no banheiro. — Precisou morder seu lábio para conter um gemido mais alto.
"Faz uma hora que você sumiu!"
— Lógico que não, Afrodite! — Ele tampou o microfone do celular com a mão, para abafar o gemido de quando o grego o penetrou com um dedo. Deixou de conseguir controlar a respiração.
"Se você não aparecer em dois minutos, eu vou te buscar!" — Ele gritou e desligou em seguida.
Milo cessou seus movimentos e retirou seu dedo de dentro do francês, deixando o outro respirar. Camus bufou.
— Por que… Nunca conseguimos terminar algo?
— Não se preocupe… — O grego mordiscou o pescoço dele, sussurrando e deixando sua respiração quente arrepiar os pelos ruivos da nuca do francês. — Essa vai ser a última vez que você irá escapar.
Ele voltou a se virar de frente para o loiro e teve os lábios tomados em um beijo intenso, a contragosto, se afastou para que ambos pudessem arrumar suas vestes. Riram ao ajeitar os cabelos emaranhados um do outro, e saíram do banheiro como se nada tivesse acontecido.
Encontraram Marin e Aioria no bar, eles não pareciam preocupados com o sumiço do francês, conversaram um pouco e pediram novas bebidas, Milo optou por um drink com vodka enquanto Camus pediu um moscow mule. Afrodite os encontrou, pouco depois, pareciam bem normais, encarou o grego com desconfiança, mas Milo apenas ignorou, estava muito bem para se preocupar com a opinião do sueco sobre si.
— O que houve, Afrodite? — Camus questionou, irônico. Carregava um sorriso de lado. — Matteo e Shura não estão te dando atenção o suficiente?
— Onde você foi?! — O sueco bufou, queria uma resposta, não ia cair nas provocações dele.
— Eu não saí daqui. — Camus olhava nos olhos do amigo, dando de ombros, Milo se surpreendeu com a capacidade de atuação do francês, não dava nenhum sinal de estar mentindo. — Estava dançando, bebendo, conversando, não sei porque está tão irritado.
Por mais que o francês mentisse bem, Afrodite sabia que não era verdade, mas aceitou que ele não teria sua resposta agora. Talvez, em algum outro momento, Camus lhe contasse a verdade, mas por hora iria deixar passar.
Camus e Milo aproveitaram o restante da festa com os amigos, dançando e com muita bebida. Cantaram juntos quando o DJ tocou um remix de "In the name of love", como uma declaração mútua de que estariam juntos a partir dali, para o que outro precisasse.
Estava quase amanhecendo quando Saori juntou todos para brindarem com as pessoas do piso inferior, com uma dose de tequila por conta da casa. Foram todos ao parapeito do mezanino e brindaram, era como um agradecimento por estarem ali.
Eles voltaram ao carro pouco depois, o clima no caminho até o hotel seguiu animado, com todos muito embriagados, as luzes piscavam e o som era mantido alto, a limousine parecia uma continuação da boate. Poucas conversas faziam sentido e muito provavelmente não seriam lembradas no dia seguinte.
Milo procurou pelos lábios do francês, passando os braços por trás dos ombros dele, o puxou para si, enquanto sua outra mão apalpava a coxa firme dele. Camus resistiu por um segundo, seus amigos estavam ali, não era adequado… Mas o sabor do grego dissolveu seus pensamentos. Eram seus amigos, não precisava se preocupar, enfim.
Fale com o autor