Notas iniciais
Galera, até agora só recebi duas fichas... Se conhecerem alguém que gostaria de acompanhar a história, e criar uma personagem, seria muito bom que compartilhassem com ela! Chega de papo. Espero que gostem.

Em um belo parque da cidade do crime, uma bonita, e forte, moça com cabelos ruivos, e olhos verdes observava as árvores, de um banco de madeira velho, desconfortável, porém, agradável.

—Você deve ser a Bana... -sugeriu Dick, que chegava, de óculos escuros e moletom, por trás de uns arbustos, perto do banco da jovem ruiva.

—O nome é Morgana. -respondeu a garota sem se exaltar. -Dick... Presumo.

Ao se aproximar, o ex-Robin notou uma cicatriz que cortava a parte entre a sobrancelha esquerda e a testa do rosto, cheio de sardas, da amazona.

—Ok... -suspirou Dick sentando-se no banco de madeira, junto a Morgana. -Você sabe por que estamos aqui.

—Claro que sei.

—Creio que não será tão fácil te mostrar o quanto nosso projeto pode ajudar a humanidade. -o jovem deu uma demorada pausa, enquanto claramente se recompunha de uma lembrança triste. -Ainda mais depois de o incidente...

A moça levantou a cabeça para encarar Dick, que ainda estava um pouco abalado pelos pensamentos.

—Se acha que um velho ocorrido é o que me impede de praticar atos de justiça com vocês, o senhor está muito enganado. -retrucou. -Como deve ter percebido ao me estudar incansavelmente sem a minha permissão, eu ando ocupada: trabalhos na ONU, gosto de manter os lugares com menos atenção de vocês, heróis, calmos, e, principalmente, mesmo estando longe de minha casa neste momento, meu comprometimento maior é com Bana-Mighdall!

Morgana percebeu que estava em pé, enquanto o jovem Greyson olhava para ela com uma certa satisfação.

—Entendo. -respondeu Dick. -A decisão é sua. Só saiba que quem te investigou foi o Batman. Meus métodos são diferentes. Nem contei a ele sobre este nosso encontro. -continuou enquanto se levantava.

Dick desapareceu, e a jovem amazona ficou lá, de pé, parada, olhando as gramas, ainda ofegante, e inquieta com pensamentos que nem ela sabia quais eram.

—-

Enquanto isso na mansão Wayne, Bruce se aprontava para um evento beneficente que sediaria a noite.

—Patrão Bruce. Antes de os convidados começarem a chegar... Há algo que eu gostaria de falar com o senhor. -pediu Alfred atrás de Bruce, olhando para ele pelo espelho que usava para ajeitar a gravata.

—Diga, Alfred. -ordenou sem parar de ajeitar a gravata. Quase sem nem prestar atenção.

—O senhor está considerando adicionar a jovem Luna à equipe. Não está?

Bruce parou o que estava fazendo, fechou os olhos por alguns segundos, e enfim respondeu com uma certa melancolia na voz:

—Se você acha que é o certo, Alfred...

—Fico feliz em ouvir isso Patrão Bruce. Tenho certeza de que é.

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Segundos antes de abrir a porta para os convidados, o celular de Bruce toca, causando uma séria ansiedade no milionário. Ele sabia que não era boa notícia.

—Bruce Wayne. Boa noite. – atendeu.

—Olá, senhor Wayne... -uma voz familiar ecoou. -Fiquei sabendo do evento que você esta fazendo. Gostaria de ter sido convidado, Brucinho!

—Coringa! -exclamou Bruce já com raiva presente em sua voz.

—Calma! Até parece que não sentiu minha falta...

—O que você quer? -perguntou Bruce num tom ameaçador.

—Gostaria apenas de informar que seu ajudante, que te traiu já faz tempo, já conversou com a jovem Morgana, sem a sua permissão. -disse Coringa referindo-se ao encontro entre Dick e Morgana.

—O que você fez?! -perguntou Batman já preocupado.

—Ué, Brucinho. Só liguei para te avisar. Como um bom amigo faria. -debochou o vilão. -Não preciso ter matado, ou machucado nenhum dos dois para isso! HAHAHAHA...

Alfred viu o patrão guardar o celular com um olhar assustado, e a preocupação tomando conta de seu corpo.

—Quem era? -perguntou o mordomo.

—Não importa. Temos que abrir as portas.

—-

—Muito bom, Senhor Wayne... -soltou entre risos, um dos investidores, depois de alguma piada do anfitrião.

—Se me dá licença. -pediu Bruce, antes de se direcionar a Alfred que tentava falar algo.

—Senhor. Receio que o patrão Dick não esteja causando uma boa impressão... -informou o mordomo.

Bruce desviou seus olhos para perto da porta de saída, onde Dick dava algumas risadas com uma moça bem mais velha que ele.

—Gostei de você... -começou a desconhecida que acompanhava Dick.

—Dick. Dick Greyson. -continuou o jovem estendendo a mão, em uma tentativa de cumprimento, frustrada por um Bruce tentando esconder sua aparente raiva.

—Eu dou a chance para você aparecer em um dos meus eventos e você vem de moletom, óculos escuros, e chama mais atenção do que qualquer outra pessoa aqui... -falou Wayne baixinho, enquanto disfarçava com um sorriso.

—Foi mal. -falou Dick com um tom de ironia -Tive outro compromisso.

—É! Falar com a menina sem a minha permissão!

Dick sem perder o sorriso e a postura mais relaxada olhou para o homem que o treinou e respondeu:

—Sim, mas pelo menos eu estava passando uma boa imagem para alguém.

—Dick, isso não é brincadeira! Recebi uma ligação do Coringa! Ele sabia do seu encontro com a senhorita Grace! -explicou, deixando a sua preocupação aparente.

—Mas eu não falei para ningué... -começou, o garoto, que foi interrompido por um pensamento que rapidamente mudou sua postura, para uma um pouco menos relaxada. -Droga!

Dick fez um gesto com a cabeça, para que o homem o acompanhasse até o jardim externo da mansão, e saiu em disparada. Bruce olhou em volta, para não chamar muita atenção, e o acompanhou.

—Barbara! Eu avisei ela antes de sair. -explicou sem parar de correr.

—Dick, eu preciso ficar. -disse parando de correr.

—Eu te aviso como foi. Preciso falar com ela na torre do relógio! -respondeu, ainda correndo.

—Tenha cuidado. -gritou Bruce vendo o menino atravessar o portão da mansão.

—-

Ao chegar na torre de relógio, Asa-Noturna, obviamente, usou a entrada de cima do lugar, para não ser visto entrando no elevador.

—Barbara! -chamou. -Oráculo!

Batgirl já não era mais a mesma desde um acidente, que aconteceu alguns dias depois da morte de Wally. Mas pelo menos, diferente de muitos outros, ela estava viva.

—Barbara... -suspirou ao entrar e avistar a menina amarrada em sua cadeira de rodas.

—Olá, ex-menino prodígio... -falou coringa levantando uma pistola em direção aos olhos do menino. -Acho que o Batsy não vai gostar muito... Mas é o que a união decidiu...

Dick olhou para barbara uma última vez antes de fechar os olhos, apavorado, esperando pelo som do tiro.

Notas finais
Gostaram? Não deixem de comentar! Muito ainda será explicado sobre Morgana, mas o que acharam do primeiro gostinho?? Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.