O Novo Hades

10 Nine — Encarnação do Mal


Notas iniciais
✺ Cinco dias de atraso. Isso foi dado porque estava trabalhando com design no reabrimento do meu RPG, por isso eu tive muitos problemas, fora as brigas e também o meu retardo mental e os bugs do Nyah! mas está aqui. ✺ Link do card da Clete, como eu prometi: http://imgur.com/M2SzkFj desgustem. Farei uma edição melhor que essa depois, estou procurando uma pessoa mais fácil de se colorir haha. ✺ Quero agradecer ao favorito da Viih!! Muito obrigadíssimo! ✺ Capítulo extremamente melhorado em questão a prévia, não tem sequer comparação. ✺ Agradecer também que as visualizações ao total somando todos os cliques, chegaram a 700. Rumo a 1000, haha. ✺ Desejem/orem/rezem que o pré-debut seja muito bom! Ele começa no próximo capítulo. Estou mega mega ansioso, frio na barriga rs ✺ Uma coisa, coloquem em suas mentes: Não vou abandonar esta fanfic, porque eu tenho respeito por vocês, leitores fixos, que se dão ao trabalho de vir no capítulo e ler. Muito obrigado mais uma vez a todos.

IX
Encarnação do Mal

Mãe? — Falou, sonolento. Seus olhos se abriram lentamente. Margareth estava com uma blusa azul e as lágrimas de emoção vazavam de seus olhos. O choro era acompanhado de um pequeno sorriso labial.
— Ainda bem que você voltou! — Ela abraçou o filho com força. — Você desapareceu por dois dias. Eu senti tanto a sua falta, você não imagina o quanto eu e seu pai ficamos preocupados. — Ela chorava e soluçava. — Nós ligamos para todos os seus amigos. Para a sua escola, mas ninguém sabia de você. A polícia começou a procura hoje de manhã e um dos detetives tinha que considerar a possibilidade de você ter morrido. — Ela apoiou os braços contra o rosto, chorando ainda mais forte. — Eu não aguentaria. Mas, de alguma forma eu sabia que você estava bem e estava vivo. Filho, o que aconteceu? Eu fiquei tão preocupada...
N-nada demais. — Jack mentiu. Não poderia contar o que tinha acontecido, sua mãe pensaria que ele se envolveu com drogas ou coisas do gênero. Ou que teria enlouquecido, porque era simplesmente surreal. — Eu viajei com os meus amigos, mãe. Quer dizer, não os meus amigos da escola. Meu professor disse que eu precisava viajar para algum lugar em Boston para ver as matérias... Tipo a viagem que eu fiz na sexta série e você ficou maluca. E eu esqueci, só foi isso. Por que não ligou para o segundo prédio da escola? — Se ela tivesse ligado, Margareth perceberia na hora que ele mentiu. Mas não.
Jack se levantou de forma melhor e suspirou.
— Mãe. Para todas as coisas, precisamos viver o agora. Quer dizer... Sabe, muitas coisas estranhas tem acontecido. Mas por algum motivo, eu não sei se terá um dia em que eu sairei e..
— Não vai voltar para a casa? — Ela supôs, tensa. — Eu tive um pesadelo com isso. Coisas de mãe, mas... Tudo o que você precisar contar para mim, você pode me contar. Eu estou aqui para o que der e vier, filho.
Jack deu o melhor sorriso que podia.
— Claro. Mãe, eu realmente estou exausto da viagem. Você poderia fazer chocolate com panquecas?
— Claro que sim. Vou preparar uma xícara de achocolatado e fazer as panquecas. — Ela sorriu. — Qualquer coisa, me chame.
Ela saiu, as lágrimas em seu rosto já tinham secado, tinham sido substituídas por um sorriso de alívio e felicidade, de recompensamento. Jack ainda sim, estava tenso de tudo o que tinha acontecido. Ele tinha sentido algo maligno dentro dele, algo com uma aura pesada cheia de preocupações estranhas que ele não conseguia desvendar. Mas ainda sim, não se desfocou de quem criou todos aqueles problemas, tudo isso.
Drake.
Por agora, ele não podia pensar em nada. Nem em vingança. Tomou um banho e trocou as roupas, ligou o aquecedor. Agora estava bem melhor, tinha se recuperado daqueles choques térmicos que tinha recebido.
Ele desceu para tomar o achocolatado junto com as panquecas. Estava muito delicioso, aliás, qualquer coisa poderia ser deliciosa, visto que ele não comia a dois dias. O loiro ainda estava pensativo, porque o tempo que tinha passado naquele local chamado Elafo-sei-lá-o-quê parecia ter sido algumas horas, não dias.
O telefone de Jack tocou, em cima da mesa. Ele atendeu, era um número desconhecido. Uma voz ofegante, chorosa e tensa falava do outro lado da linha.
— Quem é? — Margareth perguntou.
— Não sei. — Jack olhou perplexo e pegou o celular. — Alô?
J-Jack. — A voz estava um pouco distorcida e soluçando, mas era reconhecível o tom grave. Juny.
Juny? — Ele falou. — Por que você está assim?
J-Jack. — Respondeu. — Estão atrás de você. Aquela coisa... Fez a minha família de r-refém e eu me escondi no armário. — Ela disse, chorando. — Jack, por favor. Por favor! — Pisadas fortes no chão puderam ser ouvidas, como se alguém estivesse subindo. Um barulho de algo se esgueirando, parecido com fogo tinha aberto a porta. Juny se manteu silenciada.
— Não fala nada, Juny. — Jack ficou atônito e tenso. O suor corria pela sua testa. Margareth olhou preocupada para o filho.
— Você acha que me engana? — Uma voz sarcástica, fina e ao mesmo tempo masculina falou. Não era tão fina, mas era irritante. Juny gritou.
E então a ligação tinha sido cortada.
O celular caiu da mão de Jack.
— Filho? O que houve? — Margareth questionou, nitidamente atenta.
Jack acordou do transe.
M-mãe. Fizeram algo com a família da minha amiga. Preciso ir lá, agora. — Ele se levantou e pegou um casaco de lã preta cinzenta e vestiu, abriu a porta.
— Filho! Eu disse para você não sair sozinho. Você acabou de voltar da viagem. — Ela colocou um dos pratos na pia e pegou as chaves do carro perto do fogão. — Eu vou com você. Vou ligar para a polícia.
O loiro assentiu.
Jack só teve tempo de concordar, sua amiga estava em perigo por causa dele. Eles fecharam a porta e foram para a garagem, entrando no carro e saindo.
Algo ruim tinha acontecido com Juny. Se ela morresse, Isabella choraria por anos. E Jack iria se culpar para sempre, por ter sido a causa da morte de uma família inteira. O que quer que Clete falasse que ele estivesse destinado a enfrentar, agora não importava. A adrenalina cobria a sua mente e o desespero também.
Agora era torcer para que não tivesse acontecido nada com Juny.
Entraram no carro, Margareth dirigiu rapidamente pela pista com o Volkswagen Voyage. Jack até se surpreendeu, mas não tinha nada a comentar, sua voz e até seus pensamentos tinham sido calados pela culpa e pelo desespero. Margareth dirigia com uma mão e estava com o celular na orelha esquerda na outra.
— Alô? Amor, só estou passando para avisar que e eu e Jack não estamos em casa agora. Aconteceu algo com a família da amiga dele e estamos indo para lá chamar a polícia.
— Se eu estou levando uma faca? É claro que não! Por que eu levaria? Eu sei que esse bairro é um pouco perigoso, mas não para tanto.
Ela abriu um dos porta-itens que tem na frontal ao lado do painel do carro. Uma pequena pistola prateada estava lá, carregada. Jack ficou embasbacado, Margareth também. Ela fixou o celular na orelha o pressionando com o pescoço, enquanto fechava o porta-itens e colocava a arma no colo do filho.
— Por que você tem uma arma no carro?
— Entendo, muito obrigado por pensar na nossa família, mas vou ter que desligar porque estou saindo da pista principal. — Ela falou tensa. A loira já estava ficando também um pouco afetada pela situação.
— Onde fica a casa dela? — Ela virou para o filho.
Jack foi falando o endereço.
— Obrigado, mãe. Mesmo.
— Não se preocupe, filho. Pais servem para isso. Vá ligando para a polícia.
A casa de Juny não estava tão longe. Um quarteirão e duas curvas. A aura pesada aumentava em Jack, que só ficava ainda mais tenso.
"É uma ótima situação"
"Mas tenha cuidado"
Ele juraria ter ouvido aquilo. Seu corpo estava ficando mais pesado e mais forte, aquela sensação de energia estava aumentando novamente. Era possível ver um traço preto delineando o corpo de Lians.

Notas finais
✺ Next chapter day 20! ✺ Mistakes? Comment! ✺ Sugestões? Comente! ✺ Até dia 20, pessoal. Amo vocês!! Abraços e beijos. *insira emoticon de beijinho aqui*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.