O Nosso Primeiro Beijo - O casamento
23 Tempo.
Notas iniciais
Alguns dias depois da pequena festa, Sara, agora mais recuperada do acidente, voltou aos turnos no laboratório, mas muito bem assistida pelos seus amigos e companheiros de trabalho que não a deixavam, por exemplo, pegar um malote de evidências acima do peso.
— Archie! Me ajuda aqui, por favor. — Ela levava uma caixa cheia de pistas sobre o caso que trabalhava e encontrou a sala de evidências fechada. Pediu ajuda
Uma certa loira que passava pelos corredores notou a mamãe do laboratório com pesos além do necessário e se um tal chefe pegasse sua noiva assim sem que ninguém a ajudasse as coisas iriam ficar feias.
— Sara! Pelo amor de Deus, me dá essas caixas. Você só pode querer levar um belo de um carão do seu noivo, não é? — Prontamente Catherine tomou o peso das mãos da morena, que já bufava pela repreensão, e passou pela porta, agora aberta.
Depois de um tempo, Sara conseguiu conviver com os olhos de Grissom por todas as partes do laboratório e até gostava de seu jeito bobo e preocupado de ser. Nunca, em toda sua vida, se sentira mais protegida do que agora. Logo agora, grávida, de um filho tão esperado e que seria muito amado, claro. Mas naturalmente se sentia responsável pela segurança do seu bebê e, sinceramente, tinha medo de que não conseguisse, mas com Grissom e essa sua preocupação toda tinha certeza que conseguiria.
Quanto mais passava o tempo, mais sua barriga se mostrava para que todos vissem que ela nunca mais estaria sozinha. Que estava carregando o fruto de seu grande amor. Quatro meses após descobrir sua gravidez, seu bebê já dava alguns sinais de que estava ansioso por conhecer os pais.
— Gil! — Ela o chamou, no meio da noite. Depois de noivarem, oficialmente, Sara passou a morar junto de Grissom e sua sogra, que alguns dias depois do almoço voltou para sua própria casa.
— O que foi, Sara? — Ele acordou, espantado, ligando o abajur da cabeceira, sem nem mesmo abrir os olhos. — O que houve? Você está bem?
Sem responder, pegou a mão do noivo e pousou na sua barriga saliente.
Era seu primeiro chute, pela primeira vez, sentira o poder do amor deles dois.
Ambos se entre olharam, sorrindo, emocionados e Grissom passou a ser o que Sara nomeou de "momento papai coruja". Deitou perto de sua cintura e passou a conversar com seu filho. Momentos depois os dois dormiam, abraçados no calor de cada um.
Quando o dia raiou, Sara acordou, procurou pelo noivo e deduziu que ele já havia descido. Fez sua higiene matinal, tomou uma boa ducha para espantar o sono, vestiu uma camisa de Grissom e finalmente desceu.
— Ei, meu amor. — O abraçou pelas costas, dando vez ao seu filho de sentir o pai por perto. — Bom dia.
— Bom dia, meus amores. — Se virou e, encarando seus belos olhos castanhos, a deu um leve beijo. — Seu café da manhã está na mesa.
— Esse banquete todo pra mim é? — Ela sentou na cadeira que ele puxou.
— Claro que sim. — Ele sentou, pegou uma torrada e comeu.
— Está lembrado da nossa ultrassom, não é? O trato ainda está de pé, certo? O bolo?
Ele sorriu.
— Claro que sim, foi o que decidimos. Assim que sairmos com o resultado passaremos pela doceria.
— Perfeito! Mas queria mesmo conversar com você sobre o nosso casamento.. o nosso pequeno está crescendo e nós não resolvemos quase nada.
— Não se preocupe com isso, amor. É tudo o que eu posso dizer.
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