Notas iniciais
Desculpem pela demora. Aí está. Espero que gostem. ♥

Como tudo na ciência, nada é certo. Nada é tão certo. Nada é impossível.
Por algum motivo, aí se destaca a fé de cada um, aquela simpática senhora no consultório acertara em cheio o sexo do bebê de Sara.

Era verdade! Uma menininha.

Agora que sabiam que estavam esperando por uma menina, já podiam pensar em como decorariam o quarto reservado ao bebê e pensar em como chamá-la.

— Já tem algo em mente, Gil?

Deitados, depois de um longo e estressante dia de trabalho, os dois descansavam na grande cama que, logo não seria mais tão grande.

— Não sei. — Ele alisava sua barriga, essa sim só tendia a crescer, agora com seus quase sete meses. — E você?

— Angie? Anne? Ana? — Grissom engatou em rir. — Ah Gil! É uma decisão importante e você fica rindo.

— Eu gosto dos nomes, mas eu pensei em outro. — Beijou o topo de sua cabeça. — Por que não colocamos o nome de sua mãe?

— Laura?

— Laura. — Ele confirmou.

Ela o olhou e sorriu levemente antes de abraça-lo.

— Laura é um bom nome. — Ela se juntou as carícias distribuídas pela sua barriga. — Laura é bom, não é filha?

E, coincidentemente ou não, receberam um leve chute.

— Acho que ela gostou.

Um tempo depois estavam dormindo. Haviam combinado de usar a folga do outro dia para terminarem de comprar e arrumarem o quarto da bebê, afinal Sara estava entrando na reta final da gravidez, logo teria que tirar licença do laboratório e ainda havia um casamento para organizar, mas esse não seria uma preocupação tão grande. Tinha os melhores amigos do mundo, eles o ajudaria.

Logo de manhã os dois saíram para o centro comercial de Vegas, não tão longe de casa. Passaram o começo da manhã entrando e saindo de lojas infantis e em cada parada o número de sacolas se multiplicavam. Eram roupinhas, fraudas, brinquedos, móveis e tudo o que uma criança precisaria.

Ao fim da manhã eles resolveram encerrar a maratona de compras, estavam exaustos. Sara, que carregava a pequena Laura, cansava o dobro. Decidiram almoçar por lá mesmo e depois iriam embora.

Foram para a praça de alimentação do shopping e se sentaram, ou melhor, desabaram em uma mesa.

— Meus pés estão me matando. Eu não aguento mais entrar em uma loja sequer, Griss. — Ele sorriu com compaixão e colocou as inúmeras sacolas na cadeira ao lado.

— Não se preocupe, meu amor. Vamos para casa assim que acabarmos aqui.

Ao terminarem de almoçar, Grissom foi em busca de comprar um sorvete que Sara tanto lhe pedia, alegando um desejo insaciável. No meio do caminho, longe da noiva, resolveu checar os preparativos para o outro dia.

— Catherine? Sou eu, Gil.

— E então, papai. Como estão as coisas?

— Estamos bem. Vinhemos às compras, Sara me implorou por um sorvete e eu resolvi te telefonar para saber se está tudo nos conformes.

— Eu diria que está tudo além dos conformes. Ela vai adorar Gil. Não se preocupe.

— Ótimo. Sabia que não iria me decepcionar.

Logo ele desligou o celular e rumou ao encontro de Sara munido do seu precioso sorvete.