Notas iniciais
Muito obrigada por continuarem comigo! ♥ Vamos lá?

Depois de ouvir seu namorado falando tais absurdos, ela saiu em disparada pela casa. Só queria sair dali. Passou pela cozinha sem dar esclarecimentos a senhora que estava terminando de passar um café e atravessou a porta da frente. Atravessando a rua, antes de chegar em seu carro ouvira-o chamá-la, ela parou e antes de vê-lo sentira que algo lhe atingira.

Seu nome gritado por seu namorado havia sido a última coisa que ela havia escutado, algo batera nela e com o impacto sua vista embaralhou-se. Ela caiu no asfalto e, ainda atônita, passou a mão por sua cabeça, levando os dedos ensanguentados para que pudesse verificar o que já estava sentindo, um leve cheiro de ferro invadiu seus sentidos e ela apagou.

Ao ver Sara parar de repente para escutá-lo, sentiu um alivio percorrer seu corpo. Mas infelizmente aquela sensação de leveza seria a mais passageira de sua vida, pois ao ver que um carro em alta velocidade tentava, inutilmente, frear em cima de sua, sua Sara, e logo vê-la deitada no chão havia feito-o sentir algo que nunca sentira, desespero, medo e uma agonia avassaladora estava tomando-o conta. Ira do céu ao inferno em frações de segundos.

Viu o motorista descer do carro, assustado, já com o celular em mãos, provavelmente já estava acionando uma ambulância. Grissom ainda estava parado no meio fio sem nenhuma expressão, em seu rosto não havia uma gota sequer de sangue. Sentiu uma mão leve encostar em seu ombro, virou-se e viu sua mãe, chorosa. Correu até sua amada, verificou sua respiração e tentou acordá-la, porém sem sucesso. Ficara com ela até a ambulância chegar, quando os médicos imobilizaram-a ele entrou com ela no automóvel sem protestos, não iria deixá-la só por mais nenhum segundo.

Dentro da ambulância tratou de ligar para os colegas, não podia deixá-los sem saber de algo assim. Quando Catherine o saudou, Grissom contou o que havia acontecido entre soluços.

— Sara sofreu um acidente. — Ele tentava acalmar-se para não alarmar a amiga.

— Um acidente? Sara está bem? Ela corre perigo? — A loira já chamara atenção de toda a sala de descanso do laboratório.

— Ela ia atravessar a rua e um carro veio em alta velocidade.. — Ele parou por um momento, não aguentava rever tudo aquilo em sua mente. — Estamos indo para o Hospital, quando eu souber de mais alguma coisa eu ligo pra vocês.

— Claro Gil. Estamos torcendo por ela. Continue forte como eu sei que é, amigo.

Ele encerrou a ligação e olhou sua namorada deitada, ainda desacordada, na maca da ambulância. Uma teimosa lágrima ainda se aventurava pelo seu belo rosto, agora agoniado. Ligou para a mãe e disse que ligaria se tivesse mais notícias.

Ao chegarem no hospital Sara foi levada para uma sala, iria ser examinada e logo os médicos iriam atualizá-lo. Passara uma, duas, três horas, seus amigos já estavam todos a caminho quando avistara o primeiro médico vindo lhe dizer algo sobre Sara.

— O Senhor é da família da moça? — O rapaz que vinha junto do médico o perguntou.
— Sou o mais próximo que ela tem de uma família. Pode só dizer como ela está? Ela corre algum risco?

— Calma Senhor Grissom. — O médico que já era conhecido dos dois falava com um sorriso confortável em seu rosto. — Sua CSI está com um pouco de dor de cabeça, um pouco ansiosa, mas está ótima. Aliás, erro meu, eles estão ótimos.

— Eles? — Ele perguntara, seu coração acelerado, o que raios o doutor estava falando? Pelo que sabia o motorista não tinha se ferido.

— Sim, eles. Fizemos alguns exames laboratoriais em Sara e, bem o que eu posso dizer? Ela não está mais tão só. — Ele falou, enigmático como o CSI mais velho sempre fora com ele. Vendo sua confusão interna ele resolvera abrir o jogo, sorrindo. — Sara está grávida, Grissom.

Notas finais
E aí? E agora? kk Vejo vocês no próximo. Beijo no ♥