O Nomo Negativo.
3 Introdução a chatice Egípcia
Notas iniciais
[Não vem que não tem, Cody! Eu descrevi ela muito bem! *discussão indecifrável ao fundo*]
Bom! Ignorando o imbecil do Cody, vamos voltar à nossa história.
Nós nos levantamos com o susto e nos viramos para observar melhor a nova figura que se formou no topo das escadas.
Ela desceu as escadas com um olhar de soberania sobre nós, ela me fitava de tal maneira que eu cheguei a ficar desconfortável, percebi que Cody estava com o mesmo problema.
— Cody e Sophie, certo? – perguntou ela, sua voz, apesar de ser feminina, demostrava poder, como se ela tivesse nascido dando ordens...tipo eu, sabe?
[Pare de rir, Cody!]
-Certo... – Cody disse meio incerto...irônico, não?
-Eu fiz uma pergunta simples e direta! Cody e Sophie, certo?
-Certo! – dissemos os dois ao mesmo tempo.
-Ótimo! Agora se sentem – ela disse, obedecemos por medo – muito bom, onde eu estava? Ah sim, como eu tinha dito antes, não é a adrenalina que faz o seu cabelo se eriçar, mas não tenho paciência nem tempo para explicar tudo. Jack!!!!!
-Estou indo, senhora! – disse uma voz, parecia vir do segundo andar. Não deu outra, um garoto, de mais ou menos 18 anos desceu as escadas correndo, seus cabelos vermelhos, na altura do ombro estavam totalmente bagunçados, ele vestia...bem...uma roupa estranha! Parecia que ele ganhou aquela roupa de uma pessoa do século anterior! Sua pele era morena, mas parecia que ele não via o Sol há anos! – Aqui estou, Lothos!
-Esses dois são novatos, explique tudo para eles! – ordenou a sacerdotisa.
-Mas senhora, eles não deveriam ser enviados para o salão dos iniciados? – perguntou Jack, com medo de estar irritando Lothos.
-Digamos que esses dois são...especiais. Bom, não tenho tempo para ficar aqui, Jack, esses são Cody e Sophie – disse Lothos. Um brilho de compreensão passou pelos olhos de Jack. Eles trocaram olhares como quem se tivesse acabado de ter uma conversa silenciosa da qual eu e Cody não participamos. Lothos subiu as escadas e sumiu no corredor.
-Bom! Vamos começar pelo inicio! Meu nome é Jack, sou o sub-sacerdote do nomo negativo. Sou o auxiliar da Comandante Lothos – explicou Jack.
-Comandante? – perguntei.
-É como ela gosta de ser chamada – disse o garoto de cabelos vermelhos rindo – bom! Vamos lá! O que vocês sabem sobre o Egito antigo?
-Pouca coisa... – respondi – muita pouca coisa...
-Ok...então isso vai demorar – Jack se sentou – bom, essas histórias de Deuses, magos, transformações, domínio da natureza, o que vocês fariam se eu dissesse que é tudo real?
-Eu diria que você é louco! – retruquei quase que de imediato. Jack riu.
-Mesmo depois de tudo que vocês viram? – perguntou Jack. Hesitei, n sabia o que responder – exatamente, tudo isso existe, porém mantemos em segredo para não causar pânico mundial. Seus antecedentes foram faraós do antigo Egito, e muito poderosos! Eles foram da I dinastia.
-I dinastia? – perguntou Cody.
-Sim, primeira dinastia. Os reinados no antigo Egitos foram separados por Dinastias, começando pela lendária, onde os Deuses comandavam, e terminando na XXXI dinastia, alguns historiadores dizem que termina na dinastia ptolemaica, porém nessa época foi o período greco-romano, e esses dois já tem os problemas deles...- disse Jack – bom, Cody, você é descendente de Menés e de Djet. Sophie, você é de Narmer e Den.
-ok...isso é informação demais para mim! – disse.
-Tem razão, venha, vou mostrar onde fica o chalá de vocês. Vão ter que ficar por aqui por um tempo... – Jack disse.
-O QUE?????? – gritei.
-Não podemos! Nossas mães estão em casa! Provavelmente já devem ter chamado a polícia! – argumentou Cody.
-Ambas já foram informadas e já sabem que vocês estão seguros, elas sabiam que esse momento iria chegar – essa frase me atingiu como uma bala. Minha mãe não era a minha mãe de verdade, eu fui adotada. Porém isso nunca me impediu de ama-la. Ela sempre foi a pessoa em que mais confiei, e mesmo assim ela nunca tinha me contado isso!
-Impossível! – gritei, estava alterada. Cody sabia que eu estava chateada, então pôs a mão em meu ombro, ele sabia o quanto eu confiava nela.
-Elas foram instruídas a nunca contar nada – disse Jack – era para a segurança de vocês.
-Para o inferno com a segurança! – gritei – não aguento ficar mais um segundo aqui!
-Sophie! Espere! – gritou Cody, mas já era tarde, eu já tinha saído da mansão. Sai correndo pelas ruas, sem rumo, e assumo, eu estava chorando. “Como ela pode me esconder algo?” eu pensava. Me sentia traída. Você deve estar achando que é exagero, que eu estava sendo dramática, mas eu não estava! Minha mãe sabia literalmente tudo sobre mim! E eu achava que sabia tudo sobre ela...pelo visto eu estava errada. Quando dei por mim de novo, eu estava perdida, no meio daquelas construções, todas iguais. A rua estava deserta, percebi que a iluminação estava parecida com a do entardecer, olhei para cima e vi que a bola de fogo tinha se tornado laranja!
Respirei fundo e tentei me acalmar, chorar naquele lugar estranho não ajudaria muita coisa.
-Você está...bem? – ouvi alguém perguntar atrás de mim, rezei para que não fosse comigo, mas quando virei, percebi que além de mim, só havia mais uma pessoa. E foi ela que perguntou, obviamente.
-Estou sim...não houve nada – respondi, tentando parecer bem.
-Não parece – disse a garota. Ela tinha cabelos e olhos azuis, porém era um azul profundo...como o do oceano, ou o de um rio. Ela deveria observar algo muito interessante no chão, pois ela não conseguia me olhar nos olhos. Sua pele era branca como a neve, mas seu rosto estava meio corado...pelo visto ela era meio tímida. Ela usava um vestido longo totalmente branco, parecia que ela iria se casar...no país das maravilhas.
-Estou sim...olha, eu estou meio perdida...você sabe para onde fica a saída? – perguntei.
-Não podemos sair a essa hora! – disse a garota, como se fosse algo estupidamente obvio, o que me fez sentir como uma idiota – os nomos positivos fazem a ronda nesse horário!
-Nomos positivos? – perguntei.
-Isso mesmo! São os outros nomos, os que caçam a gente por ainda acreditar que os humanos e os Deuses possam cooperar – explicou a garota. Ela me encarou por alguns estantes, mas quando reparou que fez isso, ficou mais vermelha e voltou a olhar para o chão.
-May! Então você está ai! – disse outra garota. Que vinha correndo pela rua. O grito fez a garota na minha frente tomar um susto.
-Mya! Não me assuste desse jeito! – retrucou a garota...provavelmente chamada May. Quando a garota que vinha correndo se aproximou que eu percebi...ela era o clone da May! Ela tinha o mesmo formato de rosto, a mesma altura, o mesmo tudo! A única diferença era que os olhos e cabelos da May eram mais escuros que os da Mya. E os cabelos da May eram mais curtos. Ela vestia uma blusa escrito “surf girls” e um short jeans.
-Quem é a sua amiga? – perguntou Mya. May olhou para mim com um ar interrogativo, como se fizesse a mesma pergunta.
-Sophie. Sophie Lefèvre.
-Que nome legal! – respondeu Mya, e sorriu para mim. Essa era tudo, menos tímida – é nova por aqui?
-Sou sim.
-Já tem chalé?
-Ainda não – respondi.
-ÓTIMO! – ela gritou – durma no nosso essa noite!
-Na verdade eu...
-Não aceito um não como resposta! – ela disse e saiu me puxando pelo braço...essa noite seria longa.
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