Notas iniciais
ola gente! quero agradecer a todas as pessoas bonitas que estao comentando! esse cap vai pra voces (e pra folga da gi) espero que gostem!

O professor vinha passando entre as carteiras. Ela respirou fundo e olhou para os lado. Harry e Rony conversavam rindo no canto. Ela desejou saber o assunto. Ela estava sentada ao lado de Vitor, que estava ocupado demais fazendo coisas insignificantes demais para notar se ela se levantava ou não.

O sinal da ultima aula tocou, e ela caminhou sozinha pelos corredores, já que Krum tinha treino de futebol. Sentia-se péssima.

No jantar, não conseguiu comer direito. Estava sentada a mesa, cutucando a comida. Krum a deixara sozinha naquele dia. Ela se espantou quando Harry sentou-se ao seu lado.

— Hermione. – ele chamou-a, sério.

Ela se virou pra ele, olhando para os lados. Alguém poderia contar para Krum…

— É melhor você ficar longe de mim. — ela avisou.

— Sei que você não está bem. – ele disse para ela.

— Você precisa ficar longe de mim! — ela repetiu.

— O que aconteceu, Hermione? – perguntou Harry. — Não vou sair daqui merda nenhuma.

— Vitor... – ela sussurrou. Harry tinha que sair dali logo...

— Quer que eu bata nele? Quer que eu faça algo? Pode terminar com ele a hora que quiser, Mione, você sabe...

— Obrigada... – ela se levantou – Mas eu estou sozinha nessa, Harry. — Ela disse e saiu correndo, deixando Harry confuso.

Quando Harry chegou ao dormitório, Rony estava em pé, esperando.

— O que você estava falando com ela?

— Ela quem?

— Hermione!

— Escute, ela não está bem, precisa de ajuda...

— Com o que? – Rony parecia preocupado.

— Alguma coisa com o Krum...

—Ah, isso não é novidade nenhuma! Primeiro ele tenta bater na minha irmã, você sabe que ainda não engoli isso… Já chega... Eu vou bater nesse garoto! – Rony gritou, com fúria.

— Calma aí, cara... — Harry tentou dizer.

— Calma aí? Eu não quero ficar calmo, eu quero socar alguém, eu quero... — Porque isso, Harry? — ele perguntou, com raiva. — Eu vou bater nele! – Rony disse, e saiu correndo.

— Não faz isso! ELE VAI TE MATAR! – Harry tentou impedir.

— Não... eu tenho que fazer isso... – Rony disse, decidido.

Harry o seguiu, preocupado. Rony parecia estar fora de si, louco por querer enfrentar Krum.

— Aquele garoto maldito, onde ele está? – EI, VOCÊ! – ele gritou para um aluno do terceiro ano.

— VOCÊ VIU O KRUM? RESPONDE LOGO! – ele assustou a criança.

— Aham... lá fora... – ele respondeu, e saiu correndo.

Já era tarde da noite, mas Harry e Rony conseguiram sair. Não foi difícil localizar Krum. Ele estava perto da entrada, atrás de um poste grande. Havia alguém caminhando com ele.

Rony e Harry se aproximaram, e ouviram vozes.

— Espere um pouco, vamos ouvir. – disse Harry, e Rony concordou.

— É serio… não era eu… eu não estava falando com ninguém… — Hermione disse, suplicando. Krum levantou a mão como se fosse bater nela. Nessa hora, Rony não aguentou e saiu do esconderijo.

— Solta ela! – ele gritou, e deu um soco no maxilar de Krum, que soltou Hermione e gemeu de dor, massageando o maxilar.

Harry apareceu também.

Hermione agachou no chão e passou a chorar compulsivamente. Era de dar pena.

Rony estava tremendo de raiva.

Quando Krum se recuperou, ergueu Hermione do chão com raiva, apertando seu braço.

— É isso que você quer? Ver seu amigo morto? — ele sussurrou pra ela.

— Meninos… Harry.. Rony… P-podem ir embora! — ela tentava se controlar e não dizer tudo em meio a lágrimas, mas era muito difícil. Estava com medo. O aperto de Krum no braço dela doía.

— Hermione...eu... ah... – Disse Rony, ele engasgou e sentiu um nó imenso na garganta.

— Eu disse cai fora. – disse Krum, rindo – E leve seu amigo com você. Antes que eu mate vocês. — ele ameaçou abertamente. Seu nariz sangrava.

Krum saiu, arrastando Hermione pelo braço.

Rony ficou olhando para eles, viu Hermione mexer a boca, como se tivesse dizendo algo. A menina esperou que Rony lesse os lábios dela, e entendesse tudo, pois ela pedia desculpas.

Harry deixou o amigo sozinho, apenas bateu de leve em suas costas e voltou para o castelo.

Rony permaneceu em pé, olhando para o nada.

Hermione e Krum caminhavam, Hermione chorando baixinho e Krum falando sem parar sobre o quando odiava os amigos dela e se pudesse, os mataria.

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Quando a menina entrou no quarto, não aguentou e chorou por muito tempo, tanto que no dia seguinte acordou com uma dor de cabeça forte, e não fora a aula. Rony também faltou.

Uma semana se passou. Rony e Hermione voltaram às aulas, e Hermione constantemente tinha os olhos inchados.

Harry falava com ambos. Mas Hermione fugia dele como o diabo foge da cruz.

Não é como se tivessem brigado. Era diferente de qualquer outra coisa.

Hermione só andava com Krum e o garoto estava todo tempo junto dela. Rony estava visivelmente abalado.

Era de entristecer do coração, quando Harry pegava o amigo fitando Hermione e Vitor sentados logo a frente deles, com uma expressão indecifrável.

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Agora, toda vez que Harry olhava para Gina, sentia vontade de se aproximar. E quanto mais ele tentava, mais distante ela parecia. Escorregadia. Ainda se lembrava do sentimento de raiva que parecia gritar dentro de si toda vez que lembrava dela com o outro garoto. Tentava buscar em sua mente formas de se manter longe, afinal, era irmã de seu melhor amigo. Se ele tivesse uma irmã, não ia gostar de um cara como ele, cafajeste, se aproximasse... mas Harry não conseguia pensar em outra coisa. Gina sorrindo nos corredores, Gina próxima dele nos almoços e jantares, Gina de qualquer modo. E apesar de, aparentemente estar saindo com Cho Chang, era só isso que pairava na mente de Harry Potter.

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Quando se passou um mês daquela situação, Harry estava passando pelo corredor, e ouviu um soluço alto vindo de dentro do banheiro feminino. Harry hesitou, mas entrou.

Na ultima cabine, estava Hermione, chorando. Harry abraçou a amiga sem dizer nada.

Quando ela se acalmou, Harry implorou:

— Me conte, pelo amor de Deus, o que aconteceu?

— Eu não posso!

— Hermione, eu estou desapontado com você, pensei que você podia mais! Pensei que você podia tudo! Pensei que você tinha inteligência para se livrar de qualquer situação!

— Não dessa vez Harry! Você não entende...

— O que? O que eu não entendo Hermione? — Harry estava desesperado.

Hermione suspirou alto e tentou conter as lagrimas. Reuniu toda a coragem e contou tudo, apesar do medo de Krum aparecer do nada: sobre a festa, Zabini, a bebida alterada, as ameaças para Harry, Gina, e principalmente Rony. Confessou seus sentimentos por Rony. Ela contou sobre a pressão para ela ter relação com Krum, que até agora conseguira evitar com muito sufoco, sobre o medo que sentia, que se sentia presa. E conforme foi contando, foi se sentindo mais leve, mais forte. Estava guardando muita coisa fazia muito tempo.

— Você precisa fazer alguma coisa Hermione! Nós precisamos fazer alguma coisa...

— Eu não posso, Harry! Eu estou com medo! Ah, eu tenho tanto medo dele chegar perto de Rony! Ou de você, ou Gina! Eu estou presa! Sabe o quanto é dificil manter vocês a salvo? Gina não para um segundo de tentar se reaproximar, e isso é muito perigoso pra ela e...

— Fique calma! – disse Harry, mas ele mesmo estava nervoso – Temos... temos que fazer algo. É, temos que fazer algo.

— O que? Não podemos fazer nada! ESSE GAROTO É PERIGOSO! Eu estou tentando proteger vocês!

— Eu sei mas... mas... tem que haver algo, isso não pode ficar assim. Estamos sofrendo também!

— Tudo que eu fiz foi para o bem de vocês..

— Rony nunca esteve tão mal. Ele não sorri mais. Ele sente sua falta.

— Não mais do que eu... – ela sussurrou – Escute Harry, obrigada, mas tenho que voltar, Krum está no treino agora, não há lugar algum em que eu esteja segura...eu não posso arriscar a vida de vocês assim…- ela disse, e saiu correndo do banheiro.

Harry saiu logo em seguida. Nunca imaginou que a situação fosse tão grave.

Krum era perigoso, e descontrolado.

No dia seguinte, Hermione se sentou com Vitor, e Harry não conseguiu parar de observar.

Hermione tinha nojo dele. Tinha medo. Fazia esforços para não olhar para Rony.

Rony estava cada vez mais calado.

Harry não via como sair daquela situação, estava também nervoso e preocupado com Hermione e Rony.

Todas as suas tentativas de conversar com o amigo falhavam.

Ele não queria conversar sobre ela, sobre nada. Queria apenas ficar olhando para o nada.

Em uma noite, um dia antes de voltarem para a casa nas férias de natal, os dois conversavam enquanto arrumavam as malas.

— Minha mãe disse que você, sua mãe e seu pai vão passar o natal conosco. – disse Rony.

— Que novidade... – Harry resmungou, sem querer seu pensamento voou até Gina.

— Escuta, Rony, eu sei que você esta mal...

— Eu? Não, eu estou bem, sério, é só uma crise sabe, muita coisa na escola...

— Eu sei que isso é mentira. Precisamos conversar sério. — Harry contaria tudo para Rony, no momento certo. Não faria aquilo agora pois sabia que o amigo explodiria e iria se meter numa confusão tremenda. Primeiro, faria um plano, depois tomaria as providências.

— É sobre Hermione? — Rony perguntou. -Precisamos ajuda-la, Harry, mas não sei como…

— Assim que chegarmos em casa podemos pensar em algo. — disse Harry. — Vamos conseguir.

— Ela não está feliz com o Krum. – Rony disse.

— Claro que não está! Será que deveríamos chama-la para o natal?

— Poderíamos tentar…- respondeu o amigo.

Arrumaram as malas e desceram para a viagem de volta.

—__

Hermione terminou de arrumar a mala no dormitório vazio. Duas semanas livre de Krum. Parecia um sonho.

Ela fechou a mala e virou para a porta. Krum estava lá.

— Você não vai a lugar algum. — ele disse, batendo a porta. — Vai passar o natal comigo.

— Eu não posso, prometi a minha mãe que voltaria. — Hermione respondeu. Não queria ficar ali com Krum de forma alguma.

— Você vai ficar comigo e me dar o que eu quero! — ele gritou, agarrando ela pelo braço — Eu cansei de esperar! — jogou a menina na cama.

— NÃO! SAI DE CIMA DE MIM! — ela gritou, na esperança de alguém ainda estar perto e ouvi-la. Krum passava a mão pelo seu corpo, e ela fechou as pernas com todas as suas forças. Aquilo não podia estar acontecendo. Seu medo era tanto que achou que perderia as forças.

— Não negue… você quer… — ele parecia inebriado. — É melhor parar de gritar…

— SAI! — Hermione lutava. Tinha que sair dali. Olhou ao redor, e viu o abajur em cima da comoda. Esticou o braço. Faltava pouco para alcança-lo…

— VOCÊ VAI SER MINHA! — Krum tentava beijar ela, que ficava virando o rosto. Quando enfim ela conseguiu alcançar o abajur, bateu com força na cabeça dele, quebrando-o.

Krum desmaiou e passou a ser um peso morto em cima dela. Ela começou a chorar, de alivio, medo, nojo, tudo. Conseguiu se levantar, e tremendo, desceu correndo as escadas para ir embora, sempre a espera de ver Krum em qualquer esquina, pronto para se vingar e toma-la a força.

Notas finais
gente, desculpa os capitulos pesados, juro que o proximo vai ser bem mais amorzinho pra compensar! espero que gostem e comentem ♥ até a proxima!