O Nome Na Lista
25 Quando a monitoria da o exemplo
Notas iniciais
Não demorou para que todos na escola soubessem quem era Vitor Krum e o que ele fez. E, na segunda feira, Hermione sentia os olhares em cima dela enquanto caminhava pelos corredores. Não se importou de qualquer forma, pois estava livre, finalmente.
Rony passou o domingo na enfermaria, e Hermione não fora visita-lo por vergonha, mas dizia que era por que estava atolada em lição de casa. O que ela diria quando o visse? Voltaria tudo a ser como era antes? Ela tentava reprimir esses pensamentos enquanto ia de aula em aula, distraída, tentando pensar em outra coisa que não fosse Rony.
Faltava ainda cinco dias de detenção para Gina. Ela não aguentava mais. Foi um alivio ser dispensada do jantar, pois disse que tinha muita lição, e se sentiu grata quando o monitor a deixou na frente da torre da Grifinória. Ela se sentou junto de Luna e começaram a conversar baixinho sobre o que fazer. Passou um tempinho até ela ouvir os gritos e vivas perto da porta. Rony finalmente tinha saído da enfermaria.
Quando Rony entrou na sala, uma multidão gritou e bateu palmas. Ele se sentiu feliz.
— Calma gente, não foi nada! – ele sorriu.
Harry deu tapinhas nas costas do amigo, que sorriu.
— Ah, parem... ele só vai ficar cada vez mais metido! – disse Gina, indo para perto do irmão – Ele não fez nada de mais, que coisa...
— Você adora estragar meus momentos né? – disse Rony.
— Você é muito panaca. – Gina sorriu, sínica, mas abraçou o irmão – Se você tivesse morrido, eu te matava. – ela disse para ele.
Quando todos começaram a fazer diversas perguntas para Rony, que contava a historia alegremente, uma garota deu um gritinho e correu em direção a Rony. Todos abriram espaço. Hermione pulou e abraçou Rony com muita força. Estava preocupada com que iria dizer? Aquele abraço dizia tudo. Rony estava bem. Krum estava preso. Ele retribuiu e apertou Hermione com mais força do que o normal. Queria ficar mais próximo. Havia um calor imenso entre os dois, choques prazerosos onde a pele de ambos se tocava. O coração dos dois batia com força, e as batidas se misturavam. Hermione inspirou o perfume de Rony, e sorriu, de olhos fechados. Parecia não existir mundo, não existir ninguém, apenas os dois. Quando Rony e Hermione se olharam nos olhos, havia expectadores ao redor esperando em silêncio, olhando para os dois que pareciam não perceber ninguém que estava lá. Do nada, Hermione corou e Rony também.
— Ah, pelo amor de Deus, vocês vão se beijar agora ou não? – exclamou Gina, com certa raiva – Estamos esperando!
Todos gargalharam.
— Beija! Beija! Beija! – Neville puxou, da mesma forma que Rony fizera com ele, batendo palmas, fazendo muito barulho. Então toda a Grifinória gritava junto dele.
— BEIJA! BEIJA! — Dino e Simas batiam as mãos na mesa, fazendo um barulho enorme,
— Parem com isso! — Hermione disse com autoridade — Até parece que eu, monitora, ia dar esse exemplo para vocês... não vamos fazer isso, eu sou uma moça comporta... – ela ia dizendo, séria, mas Rony a calou com um beijo. Os gritos foram ensurdecedores, mas os dois não podiam ouvir. Estavam ocupados demais em seu próprio mundo. Ela fechou os olhos e deixou Rony explorar cada centímetro da sua boca. Ela sentia seu coração palpitar, podia ter um ataque cardíaco a qualquer momento. Esqueceu totalmente a presença das pessoas ao redor,não podia ouvi-las gritar e comemorar. Rony era ágil: tinhas as mãos na cintura de Hermione, e aos poucos foi descendo um pouquinho... Hermione tinha as mãos no pescoço de Rony, puxava de leve os cabelos do garoto, como se pedisse para ele nunca interromper aquele beijo. Rony deu leves mordidinhas na língua de Hermione, que deixou escapar um gemido abafado. Ela nem ao menos corou, queria mais, muito mais. Como sempre autoritária, ela fez a língua de Rony ficar quieta e brincou, explorando os lábios do rapaz, que apertava Hermione contra seu corpo. Estava realmente quente demais. Ela mordeu e chupou os lábios de Rony, que já estava ficando doido e retomou a beijar Hermione. Parecia não ter fim. Havia um prazer crescente, parecia que iria explodir pelo simples toque....
— Gente, vão para o quarto... – disse Gina, separando os dois.
Os dois pararam de se beijar e olharam um nos olhos do outro com ternura. Hermione pode ouvir todos comemorando.
— Demorou hein, Rony, todos esses anos! – diziam todos.
Hermione corou e escondeu o rosto abraçando Rony.
A sala comunal parecia em festa, e o motivo, ninguém sabe. Embora ainda fosse segunda feira, e ainda houvesse aula no dia seguinte, ninguém fez as tarefas, e foram todos dormir tarde. Apenas Gina e Luna foram dormir no horário correto.
Alguém havia arranjado uns salgados e umas bebidas. Parecia véspera de feriado.
Rony estava muito feliz. Muito feliz mesmo. Ele sentia ainda o toque de Hermione em sua pele. Na verdade, não queria se separar dela, queria permanecer pelo menos abraçado com ela o resto da noite.
Rony sorriu como um bobo e fez esforço para retomar a conversa sobre futebol com os amigos. Mas queria parar com aquilo e ir direto conversar com Hermione... beijar Hermione, abraçar...
A festa na sala comunal foi até tarde. Todos foram se deitar, mas não demorou vinte minutos para Hermione perceber que queria mais de Rony.
Então ela correu para a escada do dormitório dos garotos, e a subiu correndo. Entrou no quarto onde Rony dormia, e correu direto para a cama do garoto, que levantou a cabeça assustado.
— O que aconteceu? – ele sussurrou.
Hermione não pensou duas vezes antes de entrar embaixo das cobertas de Rony e abraçar ele com força, sentindo seu calor. Rony retribuiu o abraço.
— O que aconteceu, Hermione?
— Cala a boca.
Estava tão quente, tão perfeito ali, para ambos. Permaneceram abraçados embaixo das cobertas por um longo tempo.
— Dorme aqui... – pediu Rony, fazendo carinho na cabeça de Hermione.
— Eu não posso... – ela disse de um jeitinho meigo, de olhos fechados.
— Por favor... – ele sussurrou no ouvido dela, e mordiscou a ponta da orelha da menina.
Ela riu baixinho e se arrepiou.
— Você sabe que não é permitido... – ela disse. — Eu teria que dar uma advertência pra mim mesma de manhã.
Rony não disse nada e começou a beijar e morder o pescoço de Hermione, que ficou ainda mais arrepiada.
— Para com isso... – ela pediu, com voz de quem queria mais.
Ele não parou e também não respondeu. Começou a distribuir beijos pelo corpo da menina.
— Rony... – ela gemeu baixinho no ouvido dele, quando ele montava em cima dela e brincava com as mãos pelo corpo da menina.
— Sim? – ele perguntou inocente.
— Pare... – ela pediu – Acho que vou para o meu dormito... — ela ia dizendo, mas Rony a calou novamente com um beijo que tirou todo o bom senso restante de Hermione.
— Você é tão melhor que eu nisso... – ela sussurrou baixinho para ele.
— Em alguma coisa eu tenho de ser melhor. Mas você é perfeita. Você é perfeita pra tudo, Hermione – ele sussurrou para ela.
Os dois se beijaram com ternura e muito amor, e permaneceram abraçados na cama de Rony sem dizer ou fazer nada. Apenas sentiam o calor um do outro.
Foi perto do amanhecer que Hermione deixou o quarto de Rony e voltou para o seu dormitório. Ela não conseguia parar de sorrir. Sentia-se fraca, não conseguia parar de tremer. E não era do frio.
Estava tão abobada que acabou perdendo a hora. Perdera o café da manha e a primeira aula. Mas não se importou: quando desceu as escadas, ela cantarolava e até saltitava. Sentia-se a garota mais feliz do mundo!
Ficou triste ao ver que só teria a quarta aula junto com Rony. Mas também ficou feliz, porque sabia que se distrairia totalmente se o garoto estivesse junto dela, e ela precisava estudar.
Quando chegou a quarta aula, Rony lhe deu um abraço apertado, mas não a beijou. Ela ficou feliz com essa atitude, porque Harry estava ali e os três permaneciam sentando juntos, e Harry sempre ficava no meio de Rony e Hermione.
Não existiu clima tenso. Pareciam amigos como sempre, sem excluir Harry em nenhum momento.
É claro que existia o desejo de ambos de ignorar tudo e todos e ficarem juntos ali mesmo. Mas acabaram se contendo e se despediram com um breve aceno.
Ela caminhou lentamente para a quinta aula, mas mal conseguiu prestar atenção. O pior momento foi quando a professora perguntou por que ela estava sorrindo.
— Está sabendo de alguma piada, senhorita Granger?
— Não, senhora, me desculpe... – ela respondeu em um fio de voz.
— Então foi algo que eu disse? – a professora perguntou – Compartilhe a piada, senhorita.
Hermione lançou um olhar maquiavélico à mulher.
— Não é nada. – ela disse com raiva, e passou o resto da aula olhando para o teto.
No final da sexta aula, Harry e Rony vieram convidar todos para ir ver o jogo de futebol que ia acontecer no dia seguinte, para o campeonato que ocorria todo ano entre os próprios alunos.
Por conta do jogo, os meninos treinaram bastante e ao chegarem tarde da noite na sala comunal foram direto dormir.
Rony bem queria que Hermione viesse fazer uma visita para ele.
Mas a garota não foi, pois pensava que não seria bem vinda.
—___
Harry e Rony acordaram dispostos no dia seguinte, o jogo seria no fim da tarde.
Harry como era o capitão do time, saiu mais cedo para o campo para arrumar as coisas e também para refletir. Gina estava muito quieta ultimamente. O que significava que ela estava prestes a aprontar.
Muitas vezes ele era pego pensando em Gina, e em Gina fazendo coisas tensas com ele... e era nesses momentos que ele dava graças aos céus por Rony não souber ler mentes, porque o soco que Harry levaria com certeza iria acabar com ele.
Ele caminhou para o vestiário e se sentou no banco. Dali a pouco os meninos estariam ali para o jogo...
Ele vestiu o uniforme, e ficou esperando.
Quando ouviu a porta se abrir, — ele não podia ver a porta, sentado onde estava – ele disse:
— Até que enfim, escuta cara, você viu minhas caneleiras? – ele perguntou para a pessoa que estava entrando.
— Essas aqui? – perguntou a voz de Gina, e o coração de Harry deu um salto.
— Ah, oi Gina... pode me devolver? – ele perguntou, se levantou, olhando nos olhos da garota.
Gina sorriu e caminhou lentamente até Harry.
— Vem buscar. – ela desafiou.
— Gina... para com isso... – ele disse tenso.
— Isso o que? Eu não estou fazendo nada! – ela sorriu e ele quase sorriu também.
— Devolve. – ele disse firme.
— Eu já disse, vem pegar. – ela desafiou.
— Gina... – ele pediu.
— Sabe, estamos aqui, eu e você de novo, sozinhos em uma sala vazia... – ela refletiu. Os dois estavam bem próximos um do outro – E você disse que aquilo não iria acontecer de novo. Você consegue resistir, Harry Potter? – ela terminou com um sussurro no ouvido dele, e logo após mordeu e chupou com força o pescoço dele.
Harry gemeu e pegou Gina pela cintura.
— Você vai deixar marca... – ele disse.
— Pelo visto não, você não vai conseguir resistir...
— Eu vou sim, eu só estou... eu só estou...
— Tudo bem, eu entendo. – ela sorriu lindamente, e deu um abraço longo em Harry. Era aquilo que ela precisava: um abraço daquele que amava. Faltava uns dias para a detenção acabar, sua melhor amiga estava grávida, e o garoto que ela amava não sabia o que queria; Ele sentiu o coração de Gina saltar, e ficou surpreso de sentir o seu próprio bater mais forte.
Vozes próximas podiam ser ouvidas. Gina os separou, e Harry deixou escapar um gemido de fúria, incrivelmente, ele não queria se separar de Gina.
Gina deixou as caneleiras de Harry em cima do banco e saiu sem dizer nada. Harry ainda sentia o calor daquele abraço.
Perto da porta, encontrou Rony.
— O que você estava fazendo ai dentro? – ele perguntou.
— Harry esqueceu as caneleiras... – ela disse.
— Mas ele podia ter pedido pra eu trazer... – ele disse, meio irritado.
Gina não disse nada, apenas riu da cara do irmão, que pareceu não entender.
Dentro do vestiário, Harry se olhava no espelho. Ele tremia levemente, e havia uma marca roxa em seu pescoço.
Ele parou para refletir. Gina era linda e tinha um corpo espetacular. Era divertida e inteligente, e uma ótima amiga. Ela não tinha medo e era verdadeira. Essas eram as coisas que ele mais gostava dela.
Na maioria das vezes que pensava nele e em Gina como um casal, imagina mais coisas físicas, e nunca chegou a pensar em sentimentos para com a menina. Não até ela começar a fazer aquelas coisas com seu coração. E o coração de Harry saltava toda vez que ele pensava na menina.
Mas agora, depois daquele abraço, e em como seu coração bateu forte, e em como ela era perfeita em tudo que fazia, ele estava pensando nela de um jeito diferente. E era assustador, pois ele nunca tinha sentido aquilo.
— Harry, vamos? – disse Rony.
— Ah... vamos sim, vamos sim...
O time saiu do vestiário para o jogo. As arquibancadas estavam cheias e gritaram quando avistaram os jogadores. As meninas iam ao delírio.
Quando a partida começou, tudo estava bem. Mas passados dez minutos Harry havia perdido um gol.
— Poxa, Harry, esse já estava praticamente feito! – disse um garoto do time.
— Desculpe... – disse Harry.
O jogo foi um sufoco, mas no final os meninos conseguiram vencer por um a zero, e o gol fora feito por Dino.
— O que aconteceu com você,Harry? – perguntaram todos.
— Nada, gente, já falei... acho que estou com dor de cabeça, eu vou dormir. – ele disse após tomar banho no vestiário, e saiu andando.
Não estava com sono e muito menos com dor de cabeça. Apenas se sentia confuso. Não queria ver ninguém, nem mesmo Gina, queria apenas ficar sozinho e pensar na vida, tomar certas atitudes.
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Luna suspirou e entrou no quarto de Neville. Sabia que ele estava sozinho. Todo o resto da escola estava vendo o jogo.
Ele sorriu e deixou ela se deitar ao seu lado na cama.
Os dois ficaram vários minutos olhando para o teto, de mãos dadas, em silêncio.
— Preciso te dizer uma coisa. — Luna disse.
— Eu também. — ele afirmou. — Pode falar primeiro.
— Não, vamos falar juntos. — ela se sentou, para olhar nos olhos dele.
— Tudo bem. Então no tres… 1… 2… 3… Eu te amo.
— Eu estou grávida. — Luna disse ao mesmo tempo.
— O QUE? — ele berrou, pulando da cama.
— E eu também te amo. — Luna concordou.
— O que? Grávida de MIM? — ele gritava, os olhos arregalados.
— De você — ela afirmou.
Neville respirou fundo diversas vezes. Quando os olhos de Luna se encheram de medo, ele correu até ela e abraçou-a.
— O que a gente faz agora… — ele disse, enquanto passava a mão tremula na barriga dela com carinho, seus olhos cheios de lágrimas.
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