O Nome Na Lista
37 Luau do amor
Notas iniciais
O dia seguinte foi estranho. Era o quarto e penúltimo dia de viagem. Hermione acordou com o primeiro raio de sol em seu rosto, e assim que se lembrou que havia feito sexo na grama, com Rony, ela gritou.
— Que foi? – Rony acordou, assustado.
Hermione já vestia as roupas. Estava correndo para o quarto, rápida demais.
Cinco minutos depois, Rony a encontrou no quarto. A garota estava no banho, e ele, cansado, apenas deitou na cama e dormiu, o cabelo ruivo cheio de folhas.
— Rony, acorda, vai tomar banho... – Hermione disse, secando o cabelo com uma toalha.
— SÃO 6 DA MANHA! – ele disse com fúria e mal humor.
— Ah... – Hermione disse com voz chorosa, por Rony ter sido rude com ela.
— Desculpa! Desculpa! – ele se levantou, e empurrou a menina para cama, beijando o rosto da menina enquanto se desculpava.
— Sai de cima de mim, você está fedendo. – ela disse com carinho, e beijou os lábios do namorado. Rony riu e foi para o banho. Hermione então, deitou-se na cama e dormiu, afinal, eram seis da manha.
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Gina acordou igualmente cedo. Mas não queria levantar. Então ficou na cama, ate sentir que não sentia mais suas pernas por falta de uso. Sentia-se vazia, somente.
Ouviu batidas na porta, mas não quis atender; sabia que não era Harry, pois ele devia estar na enfermaria, e ela até riu da lembrança de ter feito aquilo. Mas doeu até nela.
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Luna era uma garota magra, que parecia ter engolido uma melancia inteira. A garota vestia apenas roupas extremamente largas, e passava o dia todo lendo no quarto, ou cantando com Neville, ou apenas dançando sozinha... ela se sentia leve e feliz.
E Neville apenas a acompanhava.
E sim, Harry estava na enfermaria a noite toda. Com muita dor, e passou esse penúltimo dia deitado na cama da enfermaria, com gelo, e sentia que a cada respiração iria morrer. Ele não queria matar Gina, mas achara que ela pegou pesado... Pensou, que a primeira coisa que faria era se desculpar por ferir os sentimentos da menina. Mas, por algum motivo, ele resolveu fazer greve. De garotas. Ele não iria ter nenhuma outra garota até ter Gina... não sabia como faria isso, mas faria.
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Hermione acordou no final da tarde. Realmente, ela dormira demais, mas não se importou. Deixou Rony dormindo, vestiu um short e uma camiseta e desceu para ver o tema da festa.
Um luau na praia. Ela resolveu chamar os amigos.
Hermione bateu na porta de Gina diversas vezes, mas a ruiva não atendeu.
Hermione sabia que Gina estava lá dentro, e então começou a chutar a porta vermelha e gritar.
— Abre logo Ginevra!
Gina se levantou da cama, e destrancou a porta, com fúria.
— O QUE VOCÊ QUER SUA CHATA?! – Gina gritou para Hermione. Gina estava descabelada, o pijama amassado e seu rosto inchado.
Hermione fitou a menina, e então Gina bateu a porta na cara de Hermione, correu de volta para a cama.
Hermione abriu a porta novamente e fitou Gina.
— Vamos para a festa; — ela chamou.
— Não ligo. – Gina respondeu, a voz chata.
— Como você é chata garota, que saco! Olha, quero você lá em baixo daqui meia hora entendeu? Eu estou mandando! – Hermione disse com toda sua autoridade, e então saiu do quarto de Gina, batendo a porta.
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Hermione então passou no quarto de Luna e Neville e os dois confirmaram presença no luau. Hermione encontrou Harry fazendo um tremendo drama pelas unhas de Gina, e assim que ele contou a historia para Hermione a garota teve que se sentar pra não morrer de rir.
— Não ria. Aquilo doeu como você nunca vai imaginar! – ele disse indignado.
Os dois estavam no quarto de Harry, conversando.
— Mas você pode ir hoje, não é? Aposto que não está doendo tanto... – ela disse.
— Eu posso ir, mancando, talvez... – ele resmungou.
— Para de ser idiota. Vamos, sério, vai ser divertido... – ela implorou, sorrindo.
— Tem algo diferente em você... – ele comentou, observando o rosto da amiga. – Algo feliz... algo mudou...
— Eu deixo tão na cara assim tudo? – ela perguntou, ficando vermelha e cobrindo o rosto com as mãos.
— Não vá dizer que você e Rony transaram... – ele comentou, rindo, em forma de piada.
Mas Hermione não riu de volta.
— Então... – ela disse apenas.
— O QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE? – Harry gritou, pulando da cama sem dor alguma, os olhos arregalados.
— Ah! Como se você nunca tivesse feito isso! – ela gritou para ele.
— MAS, MAS, OH MEU DEUS! – ele sacudiu Hermione pelos ombros.
— Ah, pelo amor de deus, Harry! Parece meu pai! – ela disse com raiva.
— Você sabe que pra mim você é uma irmã mais nova... não acredito que você cresceu... – ele disse com emoção na voz, mas terminou a frase rindo alto.
— Deixa o meu namorado saber que a irmã mais nova dele anda colocando as unhas onde não deve... – ela comentou, sorrindo.
— Não tem graça, doeu! – ele disse com raiva.
— Se arruma logo, quero você em vinte minutos lá em baixo... – ela disse, saindo do quarto e batendo a porta sorrindo.
Se ela era como uma irmã mais nova para Harry, com certeza Harry era seu irmão mais velho, sem duvidas.
A menina voltou pro quarto e Rony ainda estava dormindo. Ela o acordou com carinho e mandou ele se arrumar em quinze minutos.
E então, os dois desceram juntos de mãos dadas e caminharam até a praia, que ficava próximo do castelo. Faltava pouco para anoitecer completamente. Neville e Luna estavam juntos, mas Harry e Gina não compareceram.
Chegando lá, várias pessoas estavam sentadas em tocos de arvores, outras sentadas na areia, todos cantando ao som de um violão e ao redor de uma fogueira. Um clima romantico pairava no ar. Rony, Hermione, Neville e Luna se sentaram ao redor da fogueira. Os dois se fecharam em uma bolha, como sempre faziam.
Hermione se aconchegou perto de Rony. Se sentiam muito próximos, unidos, e sentiam que nada poderia separa-los.
O violão tocava. A brisa do mar tocava-lhes os rostos, as ondas iam e vinham.
— Você é a pessoa mais especial pra mim. — Rony disse.
— Você é a pessoa mais especial pra mim. — ela respondeu. — Eu te amo. Meu amor.
— Meu amor. — ele sorriu.
—___
Gina podia ver de sua janela as pessoas indo para a festa. Não sentia vontade de fazer mais nada. Por muito tempo fora forte, resistiu, via Harry com todas aquelas garotas, saia com outros meninos também, mas seu coração nunca se deixou enganar: pertencia a Harry. A mínima idéia de namorar outro que não fosse Harry parecia absurdo…
Era apaixonada por ele desde os seis anos de idade. E desde então, foi crescendo e vendo-o crescer, se tornar lindo, ter qualquer garota que ele gostaria de ter…
Mas agora, sentia que estava em seu limite. Já havia tentado demais, sofrido demais, e talvez, aquela era a hora de seguir em frente, procurar alguém que a amasse de verdade…
Ela saiu da janela e deitou-se novamente.
Gostaria de poder jogar todos aqueles pensamentos fora…
—___
Harry não foi à festa. Não tinha o mínimo de vontade. Ver casais felizes na fogueira enquanto ele estava mais para o maior cafajeste do mundo? Jamais.
Harry nunca se orgulhou do seu passado. Sabia que havia magoado muitas meninas, mas realmente nunca se importou. Mas com Gina… ah, essa mágoa causava.
Olhou para as mãos. As juntas estavam vermelhas, por ter socado a parede com força. O que se passava na cabeça dele quando deu bola para aquela garota?
Quando foi explicado que deveriam escolher uma garota, Harry não pensou duas vezes e escolheu Gina. Seria um recomeço...ele estava pronto para namorar. Estava pronto para ficar só com uma pessoa, como sua mãe sempre dissera… que gostaria de ve-lo namorando…
Até ele estragar tudo. Nunca se arrependera tanto de algo na vida. E agora não sabia o que fazer.
Deveria correr atrás? Deveria lutar por ela? Ou simplesmente esquecer e continuar na vida vazia com diversas garotas que vinha tendo até agora? Harry Potter deu mais um soco na parede.
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O luau terminou umas duas horas da manhã.
— Ei, Ron, vou conversar com Gina… Sinto que ela não está bem… — disse Hermione, já correndo para o quarto de Gina.
Chegando lá, nem bateu na porta. Entrou direto e se sentou na cama, puxando Gina para seus braços. Sentia lágrimas quentes em seu colo.
— Eu estou desistindo, Hermione. — disse Gina.
— Harry me contou. — ela disse. — Gina, você é linda, maravilhosa, e apesar de Harry ser meu amigo… ele é um babaca. Você é uma das pessoas mais fortes que já conheci, sabe disso não é?
— Sei de tudo isso. Mas ainda dói.
— Você deve continuar seguindo sua vida, sendo você mesma. Provavelmente vai ficar um bom tempo sem ve-lo, o que vai te ajudar a esquecer…
—Eu não quero esquecer. Mas eu tenho que fazer isso.
— Só o tempo vai dizer, Gina, por enquanto, chore e se renove. Eu estou aqui com você. — Hermione permaneceu acariciando o cabelo de Gina, cantando baixinho uma música de ninar.
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Harry sentiu fome, e resolveu sair do quarto para comer algo.
No caminho, esbarrou com um Rony com ar abobalhado.
— Hey! Porque não foi hoje? — ele trazia um saco de salgadinho.
— Dor de cabeça. — disse Harry, enchendo a mão de salgadinho.
— Você não parece bem. — Rony disse.
Hary se assustou por um instante. Será que estava tão na cara assim? Pensou por um instante… será que poderia contar a Rony a verdade? Percebeu que sentia vontade. Aquilo estava preso dentro dele à muito tempo, e precisava sair…
— Ron… eu… — ele respirou fundo.
— O que?
— Ah… nada… — a coragem foi-se tão rápido quanto veio. — Quer assistir TV?
Os dois subiram em silencio, Harry com um nó na garganta.
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