O Nome Na Lista
23 Garotos sem camisa
Notas iniciais
Hermione conseguiu fugir de Krum por mais três dias. Estava faltando a muitas aulas, mas realmente não se importava. Mas a cada esquina do colégio, ela estremecia. Chegou a ver Krum diversas vezes, e em todas às vezes ela quase perdeu para o medo.
Hermione estava no campo de futebol, na arquibancada, assistindo de longe o treino dos garotos. Havia varias outras garotas lá também, que queriam ver os garotos sem camisa. Hermione estava lá para ver apenas um garoto. Tudo bem, apenas um garoto sem camisa.
Rony não percebeu a presença dela, mas Harry sim, e acenou. Hermione sorriu.
Ela nunca tinha pensando em ir ao treino até Gina comentar. Estaria cheio e Krum não poderia aparecer…
—_
— Harry! Ei! HARRY! — Cho gritou, correndo pelo campo. Harry parou.
— O que foi, pelo amor de deus? — ele respondeu com raiva.
— Você precisa falar assim comigo? — ela disse com a voz magoada — Eu só vim te dar um abraço! — ela abriu os braços e pulou no pesçoco dele. Ele a abraçou com rapidez. Não tinha paciência alguma com ela.
— Cho, eu tenho treino… Por favor, vá embora.
— Não antes de você me dar um beijinho! — ela fez um beicinho.
Harry simplesmente virou as costas e saiu andando para o vestiário. Lá encontrou Rony, calçando as chuteiras.
— Eu não suporto mais aquela garota. — Harry disse.
— Você está parecendo eu quando tinha que terminar com a Lilá. Faça isso logo. Você pode ter qualquer outra garota do colégio.
— Eu sei mas… — mas ele queria Gina. E era estranho, pois queria Gina de um jeito diferente que queria as outras; não sabia explicar o que era aquilo. Ele apenas sentia. Mas será que aquilo era forte o suficiente para faze-lo largar toda uma reputação, enfrentar Rony, e ter Gina pra ele? Isso ele não sabia dizer.
— Não tem essa de mas. — Rony disse, enquanto saiam do vestiários. — Olhe só para todas essas garotas, — ele apontou para a arquibancada cheia de meninas — Estão aqui só para te ver sem camisa.
Harry olhou ao redor. Viu Hermione sentada no alto, e acenou. Ele tinha certeza que ela lhe sorrira.
— Gina tinha razão, Hermione viera mesmo — disse ele.
— Ah, você acha que ela a convenceu com essa historia de ver esse bando de paspalho sem roupa? DINO, nós ainda nem começamos, pode colocar a camisa de novo! — ele gritou.
— Pare de ser idiota — Harry riu — Fique de olho nela.
— Eu sempre estou! — Rony reclamou — Inclusive não vi o filho da mãe por aqui…
— Nem eu — eles ouviram o apito — Vamos lá!
Os meninos treinaram e as menininhas davam gritinhos a cada gol. Cho gritava ‘HARRY, FAZ UM GOL PRA MIM!” o tempo todo.
— Faz um gol pra ela, Harryzinho! — Rony riu.
— Fique de olho em Hermione e cale a boca! — Harry estava nervoso.
Quando o treino acabou os meninos foram correndo para o vestiário. Já era tarde da noite.
— Vamos tomar uma ducha rápida, Mione está sozinha lá fora…- disse Harry.
—__
Quando o treino terminou, Hermione permaneceu sentada, observando a noite. Havia varias estrelas no céu. De repente ela sentiu frio. Deveria voltar para a escola...
Ela viu os jogadores saindo do vestiário, mas não conseguiu ver quem era quem. Estava escuro e era muito longe da onde estava sentada.
Quando ela desceu da arquibancada, olhou para os lados e foi caminhando pelo meio do campo para dentro da escola. E então percebeu que o silêncio estava um tanto quanto assustador. E quando menos esperou, Krum apareceu de um ponto escuro. Será que ele estivera o tempo todo vigiando-a?
Ela não tinha onde se esconder.
Então correu, correu muito e rápido. Mas Vitor foi mais rápido do que ela: alcançou-a e pulou em cima dela, com fúria. Estavam numa parte escura e escondida perto da entrada do campo de futebol.
— Achei você meu amor... – disse ele, sorrindo de um modo estranho.
Hermione não chorou. Apesar do medo, o que mais sentia era raiva. Não deixaria mais Krum controlar sua vida.
— Me solte. – ela disse com raiva na voz, e ele recuou. Ela se levantou e encarou Krum, que sustentou o olhar – Você destruiu minha vida. Mas agora chega. Já chega, eu não sou mais vulnerável a você. Eu não te amo. Você é ridículo, louco, psicopata, e se acha que eu ainda tenho medo de você, desista: eu não sinto nada por você, apenas nojo... nojo de mim mesma, por ter te tocado, nojo das suas atitudes, da sua cara, de tudo que você é. Você é um assassino, e eu não vou descansar até te ver atrás das grades. – ela disse com autoridade, com raiva, mas ao mesmo tempo se sentiu livre. Nunca mais se deixaria ter a vida controlada por aquele garoto. Ela se perguntava como fora deixar aquilo acontecer.
Krum parecia sem reação. Não parecia ter entendido de primeira tudo que Hermione tinha falado. Ele pensou por alguns instantes, até que finalmente, ele entendeu. E ficou furioso.
— Acho que eu esperei muito tempo. Te dei chances demais… Já passou da hora de ser inteiramente minha. Só assim vai aprender… — ele apertou-a pela garganta, deixando-a sem ar. Com a outra mão, sem esforço algum, rasgou a blusa da menina.
— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — ela conseguiu soltar o aperto em sua garganta, e gritou com toda a força. Tentou correr, mas Krum agarrou-a pela cintura, pressionando seu corpo contra o dela, por trás. Tenta abrir o zíper da calça jeans dela, que gritava por socorro.
— SOCORRO! — ela gritava, a garganta doendo pelo aperto que Krum tinha dado. — ME SOLTA, SEU ESCROTO! SOCORRO!
— CALA BOCA! Se você relaxar não vai doer… — ele conseguira abriu o zíper. Ela virou-se bruscamente, fechando a calça novamente,apertando a blusa rasgada em seu corpo. Krum novamente pegou-a pelo pescoço, com mais força. — Você vai ficar parada por bem ou por mal! Eu não me importo de te machucar! Você vai ser minha! Você vai me amar!
— EU NUNCA TE AMEI!EU NUNCA VOU TE AMAR! – ela gritou, com raiva, reunindo toda a coragem que sentia. Encarou Krum com força, e cuspiu no rosto dele.
A verdade assim, nua e crua para Krum, foi como um tiro do coração. Ele foi tomado para uma raiva maior do que já era habitual, e tentou socar a garota com mais força do que socou Zabini.
— NÃO TOCA NELA! – disse Rony, com cabelo molhado por ter acabado de sair do banho. Ele pulou em cima de Krum, e então, os dois começaram a trocar socos e pontapés.
—____
Luna abraçava Gina e lhe fazia carinho. Sem querer, lagrimas silenciosas rolavam dos olhos dela. Gina se sentia muito triste com Harry. Achou que seria fácil, que ele já era dela.. Mas estava muito enganada. Harry parecia fugir dela, e Cho… ah, maldita Cho! Não saia de perto um minuto sequer. O que a ruiva poderia fazer? Será que deveria desistir? Estava cansada de lavar pratos, cortar cebolas, picar alho. Por mais que o pessoal da cozinha fosse legal, eles não davam sossego pra ela. Estava se sentindo um lixo por não poder ir ao treino dos meninos. Queria muito poder ajudar a ficar de olho em Hermione, mas estava presa naquele dormitório maldito...
— Vai ficar tudo bem. — Luna dizia. — Harry é um idiota. E você sabe que Cho só quer chamar atenção...
— Eu sei disso. — ela se levantou num salto. — Mas ainda sinto que deveria ter quebrado o pescoço dela, e não o dedo. Preciso tomar um banho, estou naqueles dias… talvez seja por isso que estou tão emotiva… — ela sorriu e limpou as lágrimas.
— Oh! — Luna exclamou. Parecia que tinha acabado de se lembrar de algo.
— O que — Gina ergueu as sobrancelhas, já desconfiada, com a toalha na mão.
Em resposta, Luna correu para o banheiro, o estomago embrulhado. Vomitando diversas vezes, Gina segurando seu cabelo. Quando terminou, estava pálida, os olhos arregalados.
— Luna… — Gina sussurrou. — O que aconteceu?
— Eu não me lembro a ultima vez que menstruei. — ela disse com uma voz muito assustada.
Gina sentou-se no chão, tão assustada quanto Luna.
— Você não pode estar grávida… É preciso ter relação pra isso acontecer… e não aconteceu não é mesmo…
Luna corou. Abaixou a cabeça.
— Bom…
— LUNA! E VOCÊ NÃO ME CONTA? QUEM? — Gina gritava.
— Neville… ele também ficou aqui no natal. A escola toda era nossa... — sua mente começou a trabalhar rápido; estavam na metade de janeiro, portanto, faziam umas três semanas desde que tivera relação com Neville… era impossível… Não podia ser tão rápido assim…
— Quanto tempo você está atrasada? — Gina perguntou.
— Hm… — ela fez as contas rapidamente — Cinco. Cinco dias. Meu deus…
— Tudo bem, tudo bem, vamos comprar um teste, e depois pensamos nisso ok? Provavelmente não é nada! — Luna concordou, sem consegui encontrar palavras para dizer qualquer coisa. Se sentiu enjoada novamente.
Fale com o autor