O Nome Na Lista
40 Formatura
Notas iniciais
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— Isso é um saco… — Rony exclamou, enquanto Hemione ajeitava a gravata dele. Uma mês havia se passado. Um mês em que um não saia da casa do outro, mais unidos do que nunca.
— Você está lindo. — ela o beijou.
— Calem a boca… — disse um Harry Potter extremamente galante, deitado na cama de Rony. Já estava pronto, os óculos descansando na escrivaninha ao lado. Seus olhos eram extremamente verdes, como os de sua mãe.
— Harry! Levante, vai amassar o terno! — ela o repudiou.
Ele se levantou. Ela alisou o paletó dele, e ele pegou o óculos. Rony pegou na mão de Hermione, a fez girar, e sorriu encantado.
— Estamos lindos! — ele disse. Hermione vestia um longo vestido cor de ouro. Desceram a escada. No meio do caminho, o Sr. Weasley tirou uma foto do trio.
— Lindos! — ele exclamou — Agora saia daí, Harry, quero tirar uma foto do meu mais novo casal favorito… — ele sorriu.
Assim que todos saíram da escada, Gina apareceu. Harry prendeu a respiração. Estava com um vestido preto, tubinho, básico. Os cabelos presos em um coque, seu rosto lindo e angelical erguido; ela estava maravilhosa.
O Sr. Weasley tirou uma foto.
— Minha filha é linda, não é Harry? — ele perguntou.
— Linda. — Harry concordou. Gina não sorriu, apenas o encarou. Harry estava tão lindo naquele terno que ela seria capaz de agarra-lo a qualquer instante se continuasse ao lado dele por muito mais tempo. Mas não podia nem ao mesmo sorrir, pois já tinha tomado a decisão de seguir em frente e esquecer aquele garoto. Ele iria pra longe e ela não o veria mais por um longo, longo tempo.
— Vai lá! Quero tirar uma foto de vocês juntos! — o Sr. Weasley empurrou Harry, que se assustou.
Ele postou-se ao lado de Gina, colocou a mão em sua cintura e o silêncio reinava enquanto ele tirava as fotos. Gina sentiu aquela mão quente, e o tremor costumeiro passou pelo seu corpo todo. Perto demais. Será que um dia ela deixaria de se sentir assim com aquele garoto? Assim que Harry se afastou, ela conteve um suspiro.
— Vamos? — disse Hermione. Rony pegou-a pela mão, e juntos foram para a formatura.
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Chegando lá, tudo estava magnifico. O teto parecia um céu encantando, o salão era enorme, parecia feito todo de cristal. Os formandos foram mandados para os fundos.
— Poxa, será que vão deixar a gente aqui sem comer? — disse Rony.
Havia um palco enorme, com um palanque e várias cadeiras para eles se sentarem. Após um tempo, se encaminharam, vestido com a beca, para as cadeiras.
O diretor Dumbledore se dirigiu ao palanque, tossiu ao microfone e todos fizeram silencio.
— É como muito prazer que lhes convido para aplaudir a classe de formandos de Hogwarts desse ano! — ele sorriu, e todos aplaudiram. — Certo, certo… chamo agora, a oradora da turma, senhorita Hermione Granger!
Os pais dela se levantaram e aplaudiram, assim como a senhora Weasley. Ela corou. Chegou ao palanque, e antes de começar seu discurso, percorreu os olhos pelo salão. La estava sua família, a família de Harry e de Rony. Gina lhe sorriu quando seus olhos se encontraram. Luna, sentada junto dos Longbottom, enorme, acariciando a barriga com carinho.
— Hoje, fechamos um ciclo. Quando entrei em Hogwarts, nunca havia pensado que conquistaria tantas coisas. Que tanta coisa mudaria na minha vida. Eu sei que cada um dos meus colegas deve estar pensando agora em tudo que passou nesses longos anos. Os amores, sofrimentos, risadas, aprendizados, ganhos, perdas, festas… — ela riu para si mesma — E agora, estamos aqui, na porta para a vida real. É hora de sair da zona de conforto, nos tornarmos pessoas melhores e… — ela se esqueceu o que estava falando, vendo Luna arregalar os olhos, segurar a barriga e prender a respiração; — Luna.. você está bem?
Todos olharam para Luna.
— Eu estou bem… — ela tentou dizer, mas soltou um grito e se dobrou para aguentar a dor. — Deus! Isso doí! — ela gritou.
O resto fora gritaria, desespero e uma adolescente em trabalho de parto no meio da formatura. Neville saiu do palco e correu até Luna, pálido. Gina provavelmente fora a que mais se assustara, estava do lado da amiga.
— Tudo bem, respire… respire… — ela dizia, talvez mais para ela mesma que para Luna.
— Temos que leva-la ao hospital! -disse Hermione.
Gina levantou-se e olhou confusa pelo salão. Seu olhar assustado encontrou com o de Harry, e ela deixou transparecer sua insegurança.
Não tinha condições da formatura continuar para as pessoas próximas de Neville e Luna, portanto, foram todos para o hospital.
Assim que chegaram ao hospital, Gina já foi explicando tudo.
— Ela está de trinta e oito semanas! Fez todo o pré-natal, aqui está a carteirinha dela e todos os exames…
Graças a deus Gina estava lá para tomar uma atitude. Porque Neville estava verde; não conseguia dizer uma palavra.
Luna teria de tomar um remédio para dilatação, pois estava tendo forte contrações, porém só tinha três dedos de dilatação.
O médico dissera que poderia demorar horas, ou talvez minutos e já estaria tudo pronto para ela ter o bebe.
Gina e Neville ficaram com ela o tempo todo. As contrações vinham de tempos em tempos, e o intervalo entre elas ia diminuindo gradativamente.
Passadas três horas desde que chegaram ao hospital, Luna, já cansada, exclamou:
— Quantos dedos? Por favor! Já deve dar pra passar um bebe…
— Sete dedos! — o medico sorriu — mais um pouco… e podemos fazer o parto…
— AGORA! — ela gritou, e se assustou quando sentiu as pernas molhadas.
— Sua bolsa estourou! Bom, vamos para a sala de parto…
Neville foi o único que pode ficar dentro da sala de parto. Gina ficava andando de lá pra cá, preocupadíssima.
Demorou mais um menos duas horas e meia para a criança nascer. Na sala de espera, Harry era o unico acordado, observando Gina. Rony e Hermione dormiram em uma poltrona, Dino dormia no sofá, e os pais de Neville, junto de sua avó, dormiam cada um em uma mesinha de café. O pai de Luna andava de um lado para o outro, completamente aéreo.
Neville apareceu correndo quando ninguém esperava, sorrindo abertamente.
— É um menino! — ele sorriu, parecendo muito cansado, mas em êxtase — Eu sou pai! Meu deus! — todos o abraçaram.
— Podemos ver Luna? — Gina perguntou, e não aguardando resposta, já se encaminhou para junto da amiga.
Luna parecia extremamente cansada, porém feliz. Havia um pacotinho aninhado em seus braços.
— Ele não é lindo? — perguntou Luna. O bebe de olhos fechados tinha os cabelos claros de Luna, mas as feições eram de Neville.
— Ele é perfeito! — Gina começou a chorar.
— Você quer ser a madrinha dele? — Luna perguntou. — Neville concordou… na verdade, ele que sugeriu!
— Claro que eu aceito! Vou ser a melhor madrinha do mundo… — ia dizendo, enquanto todos iam entrando no quarto.
— Bom, nós pensamos.. E o nome dele será Charles. — disse Neville. Charlie abriu os olhos; Neville o pegou no colo, e deu um selinho em Luna. — Eu mesmo que fiz… — sorriu como um bobo.
— Posso segurar? — perguntou Hermione. Neville passou o bebe pra ela. Logo após, ele se ajoelhou ao lado da cama de Luna, respirou fundo e olhou nos olhos dela.
Pegou a mão da menina. Tossiu umas três vezes e suspirou.
— Luna… — ele começou. Todos , até mesmo o pequeno Charles parecia prestar atenção. Neville tirou um anel do bolso, desajeitado. — você aceita se casar comigo?
— Claro que aceito! — ela o beijou, com lágrimas nos olhos. Gina e Hermione estavam emocionadas.
Passaram quase o dia todo com Luna e Neville no hospital. Gina pediu para a mãe comprar flores e balões para enfeitar o quarto. Uma áurea de paz parecia ter se instalado entre todos; o pequeno Charles sorria em seu sono.
—___
Restava ainda quase um mês de férias antes da faculdade. Rony e Hermione passavam todo o tempo possível juntos. Harry resolveu se distanciar, para não ver Gina, e passava a maior parte do tempo trancado no quarto.
Estava cansado de todos perguntando “Harry, o que você vai fazer agora?”. Bom, ele iria ficar deitado, apenas. Não queria pensar em futuro ou qualquer outra coisa. Ele só queria voltar no tempo, nunca ter dado chance para aquela garota, ter Gina com ele, mas nunca teria aquilo. Então, o que restava de sua vida além de esperar os dias passarem? Ele não queria saber de faculdade, de garotas, de futuro. Aquilo não significava nada para ele.
Alguém bateu na porta. Ele bufou.
— Entra. — resmungou.
— Harry…- Lily disse, sorrindo apreensiva para o filho. O comportamento rebelde do filho se tornava cada dia mais agressivo, e o diálogo com eles se tornava cada vez mais complicado.
— Se for pra falar de faculdade, olha mãe, eu não quero falar sobre isso… — Harry disse, com grosseria — Porque você e o papai não me deixam em paz?
— Não vim falar sobre isso. — Ela disse com magoa na voz. Já estava cansada de tentar conversar sobre futuro com ele — Seu pai e eu vamos sair pra jantar. Você se vira sozinho?
— Vão embora logo. — ele virou o rosto.
Lily fez como se fosse sair do quarto, mas hesitou. Doia nela ver seu menino magoado daquele jeito. Devagar, se aproximou do filho e lhe deu um beijo na bochecha.
— Pare de revolta, Harry. — ela bagunçou o cabelo dele.
— Tchau, mãe! — ele quase sorriu.
Ficou em casa sozinho então, ouvindo música, sentindo raiva, pensando em Gina, assistindo TV….
Era quase meia noite quando sentiu fome. Preparou um sanduíche. A casa parecia silenciosamente vazia. Se sentou no sofá para comer seu lanche. Comeu enquanto assistia um filme qualquer na TV. Pensou em que os amigos estariam fazendo. Se ele não fosse um babaca, poderia estar com Gina naquele instante. Mas, ele tinha que ter estragado tudo.
Não percebeu, pouco tempo depois, que havia adormecido.
Acordou perto das três da manhã, ainda no sofá. A casa estava continuava silenciosa.
— Mãe? — ele chamou alto. Nada. — Pai? — perguntou novamente.
Subiu as escadas até o quarto dos pais. Estava vazio. Então ouviu o telefone tocando lá em baixo. Correu para atender.
— Alô? Mãe? — perguntou.
— Harry, querido… — era Molly, mãe de Rony.
— A senhora sabe onde minha mãe está? — perguntou ele. Começou a se sentir muito mal, assustado.
— Harry, estamos passando aí. Seus pais sofreram um acidente.
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