Notas iniciais
Bem, ficou bem curtinho, e é o primeiro one-shot que eu escrevo, mas espero que gostem, fiz com todo o amor e carinho ♥ Ah sim, a história se passa antes da história do anime (ressurgimento da Menma) começar ~

“Eu imagino como seria, se aquilo não tivesse acontecido...”


~~


Era de manhã, e, como sempre, eu corria em direção ao nosso colégio, atrasado. Quando eu estava chegando no portão, vi rostos conhecidos: Menma, Poppo, Tsuruko, Analu e Yukiatsu:

- Rápido Jintan – a Menma gritava – Nós vamos nos atrasar

- Tá!

Chegando lá, fomos correndo pra dentro, no meio do caminho, Yukiatsu me deu um tapinha na cabeça, e, sorrindo, disse:

- Idiota

Eu sorri também.


~~


A aula se passou inacreditavelmente rápido. Quando bateu o último sinal, eu estava guardando meus materiais e Menma chegou do meu lado, falando:

- Jintan, vamos chamar o pessoal pra ir tomar sorvete?

- Aaah, sorvete de novo, Menma? Você sempre quer sorvete!

- Ué, é gostoso ta! – ela falou, fazendo biquinho

Os outros chegaram ao nosso redor, e Analu pediu:

- E ai pessoal, o que vamos fazer hoje?

- A Menma quer ir tomar sorvete, eu acho que lámen seria uma boa, pra variar um pouco.

- Hum, vamos fazer uma votação pra decidir, então? – falou Tsuruko

- Por mim tudo bem – falou Menma – E pra você, Jintan?

- Pode ser. Ok, quem quer sorvete levanta a mão.

Poppo, Tsuruko, Yukiatsu e Menma levantaram a mão. Ok, eles venceram:

- Ah, vamos logo então – falei, emburrando

- Então vamos lá, Menma! – Falando isso, Poppo colocou Menma em seus ombros e os dois saíram correndo pelos corredores da escola. Nós, que estávamos saindo da sala, ouvimos os dois levarem uma bronca, e começamos a rir. Enquanto estávamos chegando a porta de saída, Analu deu um tapinha no meu ombro e falou:

- Parece que não foi dessa vez, não é? – ela sorria – Quem sabe da próxima, né, Jintan?

- Sim – respondi

Enquanto íamos para a sorveteria, conversávamos animados. Eu e Yukiatsu conversávamos sobre vídeo-game. Tsuruko e Analu falavam de algo que eu nem me aventuro em tentar descobrir, e Poppo e Menma corriam brincando.

- Menma, você vai cair – gritou tsuruko

Ainda correndo, a garota de cabelos acinzentados disse:

- Não vou na...

Nisso, ela foi de cara no chão. Analu se aproximou correndo e disse:

- É isso que não dá tomar cuidado, Menma – E, pegando 2 curativos, colocou um no joelho arranhado da garota, e outro na sua testa, que também estava arranhada – Tomara que não fique uma marca no seu rosto – ela falou, bufando

- Ta tudo bem, Analu – disse Menma, sorrindo. Se levantando, ela falou – vamos então?

Todos recomeçamos a andar e a conversar. Depois de uns 10 minutos chegamos a sorveteria. Depois de pegarmos nossos sorvetes (eu: limão; Menma: Chocolate; Yukiatsu: Uva; Poppo: Blue ice; Analu: Morango; Tsuruko: maracujá), sentamos em uma mesinha. Menma, como sempre, já tinha sujado toda a cara com sorvete, e Tsuruko limpava com um guardanapo. Embora Menma tenha 15 anos, não aparenta isso.Mas não deixava de ser linda Quando terminamos, já estava anoitecendo, então nós nos despedimos e fomos pra casa. Menma e eu sempre vamos pelo mesmo caminho. Quando estávamos passando pela ponte, Menma pediu pra gente parar um pouco. Nós sentamos no banco. Ela começou a falar:

- Sabe, alguns dias atrás... o Yu... o Yukiatsu se declarou pra mim – Quando ela falou isso, estava extremamente vermelha. Eu, que não estava nem um pouco surpreso com isso, pedi:

- E o que você respondeu pra ele?

- Que eu já gosto de alguém – a cabeça dela estava ligeiramente abaixada, e sua franja não deixava nossos olhos se encontrarem.

- Ah é? E quem seria essa pessoa? – meu rosto estava vermelho, e eu achava que já sabia a resposta, mas pedi do mesmo jeito

- É-é-é-é vo... voc... – num pulo, ela se levantou e gritou, enquanto corava loucamente – É você, Jintan!

Eu senti meu rosto queimar, e meu coração acelerar de alegria. Percebi que ela ia tentar fugir. E agarrei a mão dela e a abracei:

- Menma, eu posso te contar um segredo? – sussurei, no ouvido dela.

- Si-sim – ela respondeu.

– Eu também gosto de uma pessoa. O nome dela é Honma Meiko. Gosto tanto dela que poderia me casar com ela – Senti o abraço dela ficando mais forte – Então, será que se eu pedisse pra namorar com ela, ela aceitaria?

– Eu acho que sim – disse Menma

– Então, Honma Meiko-chan, você quer namorar comigo?

Eu senti as lagrimas dela entrando em contato com a minha roupa, quando ela me respondeu:

- Sim, Jintan. Eu te amo muito, muito, muito, muito, ta?

- Eu também te amo muito, muito, muito, muito, Menma.


~~


Mas é claro que tudo isso não passa de um sonho bobo meu. Afinal, não tem como nada disso acontecer. Porque a Menma está morta. Ela morreu quando nós éramos crianças. Enquanto todos nós crescíamos, Menma ficou presa no tempo para sempre. Seus sonhos para o futuro foram levados com a correnteza. A pessoa que eu amava foi levada pela água. Quando eu penso no desespero que foi para ela, quando sentiu o ar deixar seus pulmões, e seu corpo ser invadido pela água, não consigo deixar de sofrer. Será que ela sofreu muito? Por algum motivo estranho, eu não consigo imaginar ela gritando, ou chorando. Até hoje, eu só consigo lembrar do rosto de Menma sorrindo. Afinal, era assim que ela sempre estava. Eu devia ter morrido naquele dia. Se eu estivesse lá para ela, nada disso teria acontecido.

Faz um bom tempo que eu não falo com os meus amigos de infância: O Poppo, o Yukiatsu, a Tsuruko e a Analu. Faz mais tempo ainda que eu não falo com a Menma. Eu realmente queria que ela voltasse a vida, para eu poder pedir desculpas. Pedir desculpas pelo que fiz para ela, pedir desculpa por ter me afastado de todos, pedir desculpas por ter separado os “ Super defensores da paz”.

Eu realmente acho que esteja onde estiver, Menma está triste por ver todos nós assim. Feridos, magoados, tristes. A Menma era a cola que nos unia, mas eu só percebi isso depois da sua morte. A Menma era como a luz. Como está sempre aqui, a gente não vê sua importância. Mas, quando ela começa a ir embora, nós corremos atrás dela, pedindo para ela voltar.

Nunca mais vou poder falar com a pessoa que eu amo, afinal, a conrrenteza a calou para sempre. Nunca mais vou poder falar com a Menma. Assim como eu nunca vou saber o nome da flor que vimos naquele dia. Ela tremia levemente com a brisa, e arranhava um pouco ao ser tocada. E quando você aproximava o seu nariz perto dela, você percebia um cheiro suave como a luz do sol. Ela tinha o cheiro da Menma.

Infelizmente, essa flor nunca mais vai desabrochar.

Notas finais
E ai, gostaram? Espero que sim ^^ Comentem, por favor. Essa história está sendo postada pelo meu usuário no AS também. Meu twitter: https://twitter.com/Meeviada
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!