Notas iniciais
Yoo Minna-san!
Desculpa por demorar pessoal! Mas meu computador *leia-se: "computa a dor"* deu problema e ainda não concertou, aí ta tudo uma bagunça aqui em casa, mas, consegui postar! Desculpe a demora!

Nós estavamos andando, e eu lá, como um idiota, procurando a placa de ônibus. Yuki parecia mais nervoso do que nunca. Cada pessoa que passava por nós, ele fitava com os olhos arregalados, algumas até corriam de nós.

_ Pare de olhar as pessoas assim. — resmunguei. — Me ajude a procurar a placa do ônibus.

_ Nyaah... Huum... É aquela lá atrás? — perguntou ele, apontando para uma placa com o símbolo do ônibus lá perto da esquina do outro lado.

_ É sim... — murmurei, o fitando.

_ Naah, mas isso aí... Nyah... Eu já vi uns três passando. — resmungou.

_ Então por que não me contou? — perguntei, com os punhos e os dentes cerrados.

_ Naah, eu sei lá, não sabia que tu tava procurando isso, myaa, não me culpe, nyaaah... Nyaah... Nyaaah... — ele miava sem parar agora, como se estivesse meio nervoso e com medo.

_ Você tem medo das pessoas? — perguntei. Não consegui evitar.

_ Vamos. — disse ele sério, olhando para baixo e arrastando os pés.

_ Ei, o que foi? — perguntei.

Eu fui para o lado dele, mas ele estava na rua. Eu só vi um ônibus azul na minha cara e desmaiei antes mesmo que ele chegasse em mim.

...

Abri os olhos e tinha um rapaz de cabelos castanhos escuros me fitando. Levei um susto. Vi o ônibus parado lá, com um motorista fitando a frenteira, onde notei que tinha um belo amassado. Vi também que eu estava sendo carregado, e pior, estávamos em cima do ônibus. Logo o garoto me deixou ali, se sentando ao meu lado e massageando a mão.

_ Doeu. — resmungou.

_ NYAAH, SENHOR ELE ESTAVA ALI! — ouvi uma voz familiar e vi Yuki completamente pálido. — SUMIU DO NADA... NYAAAAAAAHH, NYAAAH, NYAAH!

_ Eu vou tacar uma... — ouvi uma voz do meu lado e meu coração disparou, quando notei que era o garoto de cabelos castanhos. Ele tinha agora uma pedrinha na mão. E, na maior cara de pau, tacou a pedrinha na cabeça do Yuki, que parou de miar na hora, pondo a mão no lugar atingido.

_ MAAIIIII, ISSO DOEU! — berrou Yuki.

_ EU SEI, EXAGERAADO! — berrou de volta o de cabelos castanhos.

Yuki e o dono do ônibus se afastaram de onde estavam e nos encararam.

_ Nyaaah, dono, você está aí! — quase gritou Yuki, tentando alcançar o teto do ônibus com as mãos. — Aaah, eu não consigo subir!

Yuki fez uma cara tão fofa que eu quase peguei ele no colo e levei ele aqui para cima. Era meio uma cara birrenta, mas tava tão... E o que eu estou pensando? Acorda!

Sacudi a cabeça, tentando tirar aquele garoto da cabeça.

_ Isso não vai acabar bem... — pensei em voz alta, pondo uma mão na cabeça.

_ Não vai mesmo. — ouvi e olhei o garoto de cabelos castanhos que me fitava. — Sorte a sua que eu estava por perto. A sua distração quase lhe custou a sua vida. Você tem que prestar mais atenção. Acorde desse garoto e preste atenção em você mesmo. Porque se não você vai acabar em um caixão. Eu não vou impedir a próxima vez depois desse aviso.

E o garoto foi andando pelo ônibus.

_ Ei, como eu vou lá embaixo? — perguntei e ele parou.

Logo o garoto de cabelos castanhos me deixou no chão e Yuki quase pulou em cima de mim.

_ Dono! Dono! Dono! Não faz mais isso comigo nããããoo, nyaaa... — falava sem parar.

_ Calma, calma, está tudo bem, Yuki, relaxa... — falei, sorrindo e passando minha mão por aqueles fios fantásticos daquele garoto, que estavam loiros por causa do sol, e brilhavam tanto que chegavam a me cegar.

E maciez daqueles cabelos? COMO AQUILO ERA POSSÍVEL? Fechei os olhos ao sentir o cheiro de Yuki. Aquilo era imcomparável. Era quase como o cheiro de chuva e de terra molhada e ao mesmo tempo de madeira e... Eucalipto. Me dava uma tranquilidade sem igual. Parecia que eu tinha ido para o paraíso e voltado.

_ Dono... Que bom que você está bem... Nyaah... Nyaah... — dizia Yuki, esfregando o rosto em mim, como se matasse a saudade. E aquilo fazia com que eu tivesse vontade de fazer a mesma coisa, era incrível!

_ Tudo bem, já chega. — ouvi uma voz e alguém tirou Yuki de cima de mim.

Quando isso aconteceu, eu até gemi de protesto, olhando atordoado para todos os lados. Onde eu estava mesmo? Ah, sim! De repente todas as lembranças vieram á tona, fazendo eu cambalear.

_ Nyaah, nyaah, nyaah, nyah... — miava sem parar Yuki, tentando se soltar da pessoa que o segurava.

Logo notei que era o garoto de cabelos castanhos que me salvara. Ele me fitava com os olhos brilhando. Era até estranho.

_ E quem é você? — perguntei ao de cabelos castanhos.

_ Eu sou Joshua. — disse ele, sorrindo.

_ Eu... — comecei e fui interrompido:

_ Sei quem você é. Posso... — murmurou ele, se aproximando de mim e largando Yuki, que o fitara. — Não...

Logo percebi que ele parecia uma cobra. Quase isso. E os olhos verdes jogavam isso ainda mais na minha cara. E ele parecia ter a língua presa e... Ele parecia imprevisível. Me dava um pouco de medo. Eu desconfiava e muito dele. Parecia daqueles personagens que surgiam em meio a uma musica fúnebre e neve... Espera, no que eu estava pensando? Sacudi a cabeça, piscando um pouco. Mas acho que era por isso que eu estava meio estranho. Eu me sentia estranho. Quase mais dramático... Não sei.

_ Joshua, não? — perguntei, franzindo as sobrancelhas.

_ Ssv... — começou, tossindo e começando de novo. — Sim. Este é meu nome.

_ Hum. — murmurei, olhando para o ônibus com as sobrancelhas franzidas. — Você gosta de... Cobras?

Eu não pude deixar de perguntar. Eu tentei soar casual, mas não sei se deu certo.

_ Por que acha isso? — perguntou ele. — Só porque eu tenho a língua presa?

_ Seus olhos... Tipo... Você me dá medo... Parece imprevisível... — soltei sem querer, me recompondo. — Hum, não, esquece. Tenho... Aula. Tenho de ir para a aula.

Eu tinha era que sair de perto daquele garoto. De qualquer jeito. Comecei a me afastar, junto com Yuki, que me observava receoso.

_ Eu sei o porque de você estar fugindo. — ouvi uma voz na minha orelha e pulei para o lado de Yuki, quase o derrubando no chão.

_ Naah, isso dói! — exclamou Yuki.

Joshua estava me observando de perto do ônibus, com um sorriso no rosto. Olhei para os lados, procurando quem falara aquilo, sem encontrar nada mais suspeito do que Joshua.

_ Como fez isso? — perguntei, com os olhos arregalados.

_ Ouça. — disse ele simplesmente, me passando um IPod e desaparecendo. — Tem uma das músicas aí que me define.

_ Ele me deu mesmo um IPod? — me perguntei, fitando aquela coisa. — Uma maçã? Um IPod Shuffle da Apple? E como é pequeno, hein?

_ Até parece que nunca viu um. — resmungou Yuki. Eu o fitei. — Naah, estou com ciúmes sim. — resmungou, olhando o IPod. — É bonito. Posso ver?

Revirei os olhos e fomos andando, com Yuki ouvindo músicas no IPod. E como era engraçado ele tentando brincar com as músicas!

Notas finais
Então ficou bom? Ta entediante? Dêem reviews, gente! Ajudem a pobre autora aqui a ter idéias! Se vocês não dão a contribuição de vocês, como eu vou dar a minha? Demorei né? Desculpa de novo. Então, ta aí.
Bjs