Notas iniciais
Não consigo dormir faz quatro dias devido ao fato de sentir algo estranho, parecido como ser observado e quando consigo tenho pesadelos não tenho certeza se posso dizer que são pesadelos, pois até tenho um certo gosto por esse tipo de coisa , de certas pessoas morrendo e tendo uma agonia eterna. Comecei de uma maneira errada, não me apresentei primeiro e peço perdão queridos leitores desse fático diário, chamo-me Acaiah e tenho 15 anos e digamos que sou diferente dos outros.

Estranho.

Mais um dia incrivelmente normal na minha mais idiota rotina monótona – acordar, escola, casa, trabalho e dormir – nada de diferente acontece na minha vida desde o ano passado.

Às vezes eu mesmo dou risadas da minha cara, não consigo ver aonde cheguei. Sou um derrotado e tenho apenas 15 anos se pelo menos fosse um derrotado como Hitler com o seu vasto poder de manipulação, mas não, sou apenas um derrotado que tem notas medianas na escola e trabalha como caixa em uma loja de fast food no shopping.

Faz acho que três dias que um estranho fica me olhando no trabalho, quando vou embora fico com medo, pois, ele me segue até no terminal e de lá só vejo ele no dia seguinte. A pessoa que vêm me seguindo tem uma aparência robusta, usa um terno que se parece com o mais caro da loja e o seu cabelo é de uma tonalidade escura. Ele é realmente lindo, uma vez eu perguntei a ele:

— O que você quer me seguindo? Quer me roubar? Quer me matar? — E a única coisa que ouvi foi o silêncio e o som das batidas da igreja matriz anunciando que era nove horas e ao badalar eu olhei para ver o que estava acontecendo e isso foi realmente assustador. O homem sumiu.

No momento em que cheguei a minha casa senti uma energia estranha e uma vibração nem boa e nem má, a mesma que senti quando fiquei perto de tal homem. Algo triste e alegre, prazeroso e doloroso, amor e ódio e o frio e calor. Uma homeostase completa de sentimentos e sensações.

Fui entrando na cozinha e vi a minha mãe morta parecia que foi torturada e mutilada, senti uma dor horrível como se o meu coração fosse esmagado pelo Super Man, o único ser que detinha o meu amor fora torturado por algum bastardo idiota.

— SOCORRO! A minha mãe está morta, me ajudem! Por favor! — gritei para todos os seres do universo escutar e logo chamei a polícia.

***

— Qual é o seu nome, meu filho? — O guarda havia perguntado em um tom de voz carinhoso.

— Acaiah.

— Sabe de alguém que possa fazer isso com ela?

— Não, ela era uma mulher simpática e não tinha inimigos.

— Você brigou com ela recentemente?

— O que o senhor está insinuando?

— Apenas o protocolo, meu filho, precisa que colabore.

— Não, eu nunca briguei com a minha mãe. — E então todos se calaram. Até que o policial perguntou firmemente para o rapaz

— Você tem algum parente distante ou são só você e a sua mãe?

— Não tenho.

— Você irá para um abrigo até que achem alguém, e se não acharem irão te encaminhar para um orfanato. — Uma maravilha, como se nada melhor tivesse acontecido agora irei para o orfanato, minha vida está uma droga mesmo! Um estranho que me segue, minha mãe morta e agora irei para a casa das minhas tias fanáticas religiosas! Por que eu não fui assassinado junto com a minha mãe?

Não havia dúvidas! Eu iria para a casa das velhas que se auto flagelam para se "purificar".