O Namorado da Minha Melhor Amiga.
21 Capítulo 20
Notas iniciais
. nos vemos nas notas finais .
Já fazia uma semana que eu estava de volta a minha casa. Tive que contar aos meus pais sobre a doença, e eles choraram muito na minha frente. Parece que eles achavam que eu ia morrer, e sinceramente, eu também achava isso. Selena era praticamente minha vizinha e Justin estava em um hotel aqui perto. Eu disse a ele que se quisesse poderia ficar na minha casa, ou até na da Selly... Mas, ele não quis. Bom, não exatamente. Ele também ia fazer um show aqui na cidade e algumas das pessoas da sua equipe estavam aqui. Mesmo assim, vem todos os dias aqui, ficar comigo.
Ah, e como eu estava me sentindo? Deslocada, fraca, mal... Muito mal. Mesmo recebendo apoio de meus pais, da Selena, do Justin e de toda a sua equipe... Eu me sentia mal e excluída, eu não sei. Além disso, eu não tinha fome, nem nada. Minha mãe sempre me fazia comer algo, dizia que eu tinha que comer se quisesse melhorar. Mas, a maioria das vezes que eu comia algo, eu acabava vomitando. E era estranho. Vomitava sangue junto. Eca, não gosto de pensar nisso. Eu ficava mais sentada e deitada... Não tinha animo pra ir a nenhum lugar. Vivia cansada. Eu subia as escadas até meu quarto e já sentia minhas pernas bambearem, e minha visão ficar embasada.
Mas, apesar disso tudo, quando eu ia até o medico ou ele vinha em casa me examinar, ele dizia que eu até que estava indo bem. Estava me recuperando. Lentamente, mas, se recuperando. Perguntei se meu cabelo cairia, e não obtive respostas. Eu adorava meu cabelo, e não suportaria a idéia de ficar careca. Eu sei que tem tantas coisas pra se preocupar quando esta com câncer e que o cabelo é o de menos, mas, eu não deixava de pensar nisso.
– Querida, telefone pra você. – minha mãe gritou, vindo da cozinha com o telefone e um copo de suco na mão.
– quem é? – perguntei enquanto ela me entregava, e colocava o suco na mesinha de centro.
– Seu namorado. – ela sorriu divertida.
– Ele não é meu namorado, mamãe. – ri, sem mostrar os dentes e logo levei o telefone até a orelha. – Lindsay falando. Quem é? – sorri.
– É o Justin. – ele parecia sorrir do outro lado. – Como você está, minha linda? – revirei os olhos e ri ao escutá-lo me chamar assim.
– Estou bem, muito bem. Obrigado. – tentei parecer realmente bem com o tom da minha voz. Porém, eu não estava lá tão bem. Meu corpo estava dolorido e eu estava com um pouco de tontura.
– Fico feliz com isso. – riu. – Linds, se arrume porque o Kenny vai passar aí te pegar daqui uns... Trinta minutos, ok? – disse com a voz calma.
– Por quê? – ri.
– Surpresa. – disse em um sussurro, rindo.
– Sabe que odeio isso, Justin! Diz... Por quê? – fiz uma voz manhosa e ele só riu mais.
– Porra Linds, já disse que é surpresa. Agora, tenho que desligar.
– Tudo bem. Seu chato. – bufei.
– Chata é você que não aceita surpresas. – bufou junto. E eu ri. – Beijos e eu te amo. – antes que eu pudesse responder, ele desligou o telefone.
Ri e joguei o telefone no sofá ao lado. Me sentei no sofá e calcei minhas pantufas. Essa semana eu nem saí de casa. Eu não conseguia andar muito, sentia-me fraca. Mas, Justin sempre tentava me animar. Selena... Bom, eu ainda não a tinha visto essa semana. Me ligou apenas uma vez ou duas, mas, não veio em minha casa. E olha que ela mora aqui ao lado. Acho que ela não se importava tanto quanto me dizia.
– Te vejo sorrir sempre que fala com ele. – ouvi a voz de minha mãe, me fazendo despistar os pensamentos.
– Com quem? – ri inocente.
– Com ele. Justin. – ela riu, revirando os olhos. – Ele deve ser especial pra você. – se aproximou, ficando a minha frente.
– Ele é. Nossa historia é meio complicada, mas, é especial. – ri, a fitando. – Agora, me ajuda a levantar. – estiquei meu braço, e ela logo o segurou, me levantando. Eu parecia uma senhora, uma velha, precisando de ajuda pra levantar, antes do tempo.
– Que historia? Porque nunca me contou? – minha mãe disse, com um olhar curioso e colocou um dos meus braços sobre seu ombro.
– Você sabe que o Justin era namorado da Selly, né mamãe?
– Sim. Não me diga que... – ela me fitou, um pouco boquiaberta.
– Desculpa, mãe... Não quero falar sobre isso. – me soltei dela quando estávamos ao pé da escada. – tenho que me trocar. Kenny vai me buscar daqui a pouco. – sorri.
– Tudo bem... Quer ajuda pra subir a escada querida? Assim, você pode me contar mais sobre... –
– Não mamãe, obrigado... Vou sozinha. – ri e a abracei como um modo de dizer obrigado.
Subi as escadas um pouco lentamente, aliás, eu estava com um pouco de tontura. Após dez minutos, consegui chegar até o meu quarto, já com minhas pernas doendo. Droga, eu odiava viver assim. Mas, enfim, me vesti com uma roupa bonitinha e qualquer. Aliás, eu não sabia aonde iria, já que o chato do Justin não quis me contar.
Depois que me arrumei, desci novamente até a sala, para esperar Kenny.
(...)
– Af, pra que isso, Kenny? – bufei, quando ele tapou meus olhos com uma faixa ou sei lá o que era aquilo.
– Faz parte da surpresa. – ele riu brevemente e depois puxou meu braço. – Vamos logo, que já estamos atrasados. – o ouvi.
– Atrasados para o que exatamente? – perguntei, mais uma vez. Kenny não respondeu, só o senti puxar meu braço eu sei lá pra onde, e eu tive que andar um pouco mais rápido. – Pode dizer onde estamos indo? Estão me seqüestrando? É isso? Vou chamar a policia! – brinquei, rindo.
Kenny apenas riu junto e continuou me puxando. Realmente, eu não agüentava mais andar. Já sentia minhas pernas doerem, e quase caí uma vez ou duas. Eu nem sabia onde estava, mas, além disso, eu não estava com medo, eu sabia que Justin estaria aqui. Ok, isso já ta ficando meloso demais. Que horror!
Enfim, Kenny me deixou apoiar-se nele e então, continuou andando comigo praticamente pendurada em suas costas, o que me fazia rir.
– Ajude ela a chegar até a banqueta! – Kenny disse pra alguém.
Me soltou e outra pessoa, eu não sei quem porque minha visão estava totalmente tampada, segurou minha mão e foi me conduzindo. Ouvi alguns pequenos gritos, e já imaginei onde poderia estar. Não acredito que Justin fez uma coisa dessas comigo! Enfim, respirei fundo e a pessoa ajudou-me a se sentar.
Me sentei, quase caí pra trás, mas, alguém me segurou. Não esperei nem cinco segundos e rapidamente tirei a venda dos meus olhos. Encarei uma multidão, melhor, um mar de garotas a minha frente e senti meu estomago revirar no mesmo momento. PORRA, Justin, porque fez isso? Eu não posso... Eu... Eu estava no palco.
– Garotas... Lindsay Johnson é uma amiga especial. Ela é uma pessoa especial pra mim. E ela... Está passando por alguns momentos difíceis em sua vida, então, porque não me ajudam a cantar pra ela? – olhei ao lado, vendo Justin parado e sorrindo, de pé em uma pequena escada de metal ou sei lá o que.
Sorri junto.
Justin então começou a cantar pra mim. Depois de um tempo eu reconheci a musica, era One Less Lonely Girl. O que me fez sorrir. Ele dançava e todo aquele mar de fãs, começaram a fazer um coro e a cantar juntos. Justin desceu as escadas e caminhou até mim, pegou um buque de flores e me entregou rapidamente. Eu apenas sorri a ele, de sobrancelhas arqueadas e ele me abraçou e beijou minha testa.
Depois de um tempo cantando e me abraçando por trás ele se afastou e ficou dançando ao meu lado. Sorri e ri involuntariamente. Quando a musica acabou, não consegui me conter, deixei meu buque no banquinho e corri para abraçar Justin. Agradeci inúmeras vezes por tudo que ele estava fazendo pra mim. Ele me abraçou forte e afagou meus cabelos.
– Eu te amo, Justin. – falei perto do seu ouvido.
– Eu te amo mais, Lindsay.
(...)
– Obrigado, Kenny. – o abracei antes de sair do carro, sorrindo. – Até mais tarde. – sorri.
– Até mais, Lindsay. – sorriu.
Bom, o show, pelos menos a parte que eu vi, foi totalmente perfeito. As flores eram maravilhosas. Pena que eu não estava muito bem e tive que pedir pro Kenny me trazer de volta. Mas, Justin prometeu que em alguns minutos estaria aqui em casa, me visitando.
Ajeitei o buque em meus braços e abri a porta. A fechei logo em seguida. Fitei a escada e ouvi risadas vindo da sala, rapidamente andei até lá. E avistei Selena sentada no sofá e minha mãe em pé em sua frente. As duas riam e conversavam como adolescentes de 15 anos.
Quando perceberam minha presença cessaram as risadas e me fitaram apreensivas.
– Não parem de rir só porque eu cheguei. – sorri de canto.
– Que flores lindas, querida. – minha mãe caminhou até mim e pegou as flores dos meus braços. – deixa que eu coloque na água pra você. – ela sorriu e logo se retirou da sala.
Suspirei e me sentei no sofá, ao lado de Selena. Ela apenas me fitou pelo canto do olho e não disse nada. Às vezes eu queria saber o que ela pensava sobre tudo isso que havia acontecido entre nós.
– O Justin te deu as flores, é? – ouvi Selena perguntar ao meu lado.
– Sim. – suspirei. – Ele cantou aquela música pra mim, One Less... –
– É. Eu vi. Ele já cantou pra mim também. – ela disse rápida e ríspida. O que me fez fitá-la por alguns minutos.
– O que aconteceu com você, Selly? – perguntei, suspirando mais uma vez. Ela voltou seu olhar pra mim, e não estava com uma expressão muito boa.
Selena às vezes parecia bipolar. Antes estava rindo com a minha mãe, e agora que cheguei, ela fechou a cara e ficou assim, triste. Emburrada.
– A pergunta é o que aconteceu com você, Lindsay. – enfatizou e me olhou, raivosa. – Fica se fazendo de coitadinha! Só pra ele ter dó de você. – praticamente gritou. E onde está minha mãe em uma hora dessas?
– Como é que é? Eu estou doente! E não tenho culpa disso! – aumentei meu tom de voz, do mesmo modo que ela.
– Sabe o que eu acho? – ela se levantou, ficando de frente pra mim, me olhando seriamente. Nem parecia mais minha amiga. – Eu acho que você ficou doente exatamente por isso. Sua doença é como um castigo, Lindsay. Você foi castigada. – ela gritou, praticamente. Apontando o dedo pra mim e batendo os pés.
– Castigada por quê? Por amar? — me defendi, rindo ironicamente.
– POR ME TRAIR! – gritou descontrolada. – Eu fui boazinha demais. Aceitei suas desculpas e tentei continuar sendo sua amiga, mas, não dá, Lindsay. Eu vou revidar. – dizia fria, ríspida, decidida. O que me deu medo. Eu estava fraca agora. Não sabia o que fazer, o que dizer... Não tinha forças pra exatamente nada. Apenas, para observar.
Ficamos quietas por um momento, apenas ficamos nos fitando. Neste momento não parecíamos mais as amigas que éramos desde os seis anos. Parecíamos inimigas, com medo de falar e só esperando pra ver quem ia atacar primeiro. Era estranho o clima entre nós. Selena parecia tão bem na viagem, nunca parecia pensar sobre “vingança” ou algo do tipo. Selena não era vingativa.
Meus pensamentos foram interrompidos quando ouvi a porta se abrir. Olhei pra mesma e lá estava Justin. Ele nem apertava mais a campainha antes de entrar. Já era de casa. Me levantei rápido e corri até ele, o abraçando.
– Como você ta, pequena? – riu e assim que separou do abraço beijou a ponta do meu nariz.
– Obrigado, eu... –
– JUSTIN! – ouvi a voz fina de Selena e logo ela apareceu correndo da sala, como um vulto.
Pulou no pescoço de Justin e logo após vi ela lhe dar um selinho super demorado. Fiquei de sobrancelhas erguidas. Ou Selena estava bêbada ou ela realmente havia pirado de vez. Justin se afastou dela dando um passo pra trás e me fitou logo em seguida, desentendido.
Justin ia abrir a boca pra falar algo, mas, Selena a tapou. E antes que dissesse mais algo, eu rapidamente subi as escadas e fui em direção a meu quarto. Não sei como consegui forças pra subir a escada rápido, mas, consegui.
Bati a porta e me joguei na cama. O que Selena queria? Que eu morresse? É isso? Queria minha morte?
Notas finais
Me digam,.. me deixem feliz vai çç
HUAHSUAHS , obrigado. Amo vocês. E só vou poder postar depois do dia 10/01, porque vou viajar, ok amores? Espero que entendam. Obrigado lindjas. De vdd.
beijosss ♥♥
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