Notas iniciais
Por acaso vocês sabem como me fazem feliz? Ontem eu praticamente chorei de tantos comentários que tive: me falando o que acharam, comentando e é isso que deixa um autor feliz! (E dançando "I Am The Champion...") - Não que eu tenha feito isso!! *-* ( Autora assoviando descompromissadamente!)
Bom e como uma forma de agradecimento decidi postar mais cedo!!
Esse é um capítulo que eu particularmente me diverti muito escrevendo e espero que se divirtão tanto quanto eu lendo!!
E mais uma vez muito obrigada a todos que me deixaram reviews!!
Boa Leitura...

Desci as escadas evitando olhar para os lados para não correr o risco de ver os dois se agarrando por ai.

Logo que estava novamente no meio da multidão tentei ouvir a música e curti-la, mas estava difícil, era muita gente e... E eu não estava bem no clima para isso, então desisti e decidi dar uma volta pelo jardim, na melhor das opções veria mais gente se agarrando e na pior veria minha irmã se agarrando com... Com ele.

Abri a porta e logo senti uma brisa refrescante no rosto, não pude evitar sorrir, nada era melhor que isso, ar fresco para acalmar a cabeça.

Caminhei pelos jardins, obvio que havia casais se agarrando nos cantos, mas nenhum deles eram... Eles.

Estava tudo bem até que...

-Sozinha princesa? – Escutei uma voz conhecida falando logo atrás de mim.

Revirei os olhos e me virei.

-Olá Peter! – Falei olhando para o garoto loiro que tinha um sorriso maroto na face.

Ele sorriu ainda mais.

-Já sabe meu nome! – Declarou convencido.

-Sim... – Disse me controlando para não dizer que ele era intrometido o bastante para me fazer guardar isso.

-Vi você saindo e não resisti em vir atrás... – Disse se aproximando mais. – Alguém já te disse hoje que você é linda? – Ele perguntou olhando minha boca.

“Sim!” Pensei, mas contando que eu queria esquecer aquilo...

-Não! – Declarei.

Ele sorriu mais e segurou meu queixo erguendo-o:

-Você é linda! – Ele sussurrou pausadamente.

Soltei uma leve risada da sua tentativa de me “conquistar”. Faltava algo, faltava... Ai que raiva, faltava àquela sinceridade!

-Me desculpe, Peter, mas você e eu... – Eu disse nos indicando. – Não vai rolar!

-Por que não? – Ele perguntou se aproximando sua boca da minha.

Mas antes que eu pudesse responder vi que sua boca iria se unir a minha sem me deixar falar nada e quando eu ia me afastar escutei:

-Peter! – Uma voz masculina e rouca chamava por ele com certa... Raiva?

Ambos olhamos para onde vinha a voz e vi ele, Andrew. Estava a alguns metros de nós, com as mãos nos bolsos da frente que percebi estarem fechadas em punhos.

-Que foi Andrew? – Ele perguntou irritado pela intromissão.

Vi que ele olhava de mim para Peter irritado também.

-Sara está te chamando. – Ele disse.

Vi Peter revirar os olhos.

-Manda ela caçar quem a queira! –Ele disse me olhando de novo e voltando a sorrir.

-Peter! – Andrew disse antes que ele relasse em mim novamente.

-Que foi, cara? – Peter perguntou impaciente

-Você deve isso a ela... – Ele disse com autoridade.

Por que será que ele deve algo a essa garota? Fez algo errado? Minha curiosidade perguntou.

Peter revirou os olhos, mas se afastou.

-Volto depois princesa! – E assim entrou na casa.

Logo que ele entrou olhei para Andrew e vi ele se aproximando.

Vamos deixar a curiosidade de lado!

-Não chega perto! – Disse com raiva me afastando.

Ele parou contrariado.

-A gente precisa conversar Margareth! – Ele disse.

Eu ri.

-Você bem que podia ter pedido isso antes de... – Eu não conseguia dizer. – De... Bom, você sabe!

-De ficarmos! – Ele declarou sorrindo com minha dificuldade.

-Exatamente! – Disse tentando não me deixar ser afetada por aquele garoto.

-Você não teria me dado chances se dissesse que tinha namorada! – Ele declarou o obvio.

-Mas é claro que não! – Disse aumentando o tom da voz. – Ainda mais sendo ela a minha irmã!

Ele riu.

-Mas isso nem eu sabia!

-Pouco me importa! – Declarei. – Só pelo fato de você ter namorada eu não iria nem chegar perto!

-Eu sei! – Ele disse se aproximando. – Afinal, você não é como aquelas garotas!

-Não, não sou! – Disse pela segunda vez naquela noite.

Ele riu.

-Olha Margareth, eu até poderia te pedir desculpas... Mas eu não vou!

-Não vai? – Perguntei surpresa.

-Não! – Ele disse se aproximando. – Não sou cínico ao ponto de pedir desculpas por algo de que não me arrependo!

-Não se arrepende? – Perguntei surpresa e me afastando.

-Nem um pouco! – Declarou olhando minha boca.

Vi onde estávamos chegando com aquela conversa, ele não se afastava, pelo contrario, apenas chegava mais e mais perto!

-Nem vem, Andrew! – Disse incrédula.

Ele riu levemente.

-Por que não? Não gostou dos meus beijos? – Perguntou fazendo uma cara de desapontado.

-Isso não está em discussão. – Disse.

Mesmo porque seria uma discussão perdida!

-Então gostou! – Disse fazendo uma cara de safado.

Ele se aproximava cada vez mais até que...

-Sai! – Disse me controlando e o contornando até parar atrás dele.

Ele se virou rindo.

-Lembra o que conversamos sobre garotas difíceis? – Perguntou com a sobrancelha erguida.

-Pouco me importa! – Declarei. – Você é o namorado da minha irmã, e eu não sou como ela! Chegue perto de mim de novo e eu vou lá falar tudo pra ela.

-Ah é? – Ele perguntou divertido. – E você é realmente ingênua o bastante para pensar que ela também já não me traiu? – Perguntou.

Bom, pelo que eu conheço de minha irmã, é, realmente, mas mesmo assim, isso não é motivo!

-E além do mais, quanto tempo você acha que eu levo pra fazer sua irmã me perdoar? – Perguntou com um sorrisinho sugestivo.

FDP! Eu bem que podia imaginar!

-Se quer trai-la, ótimo! – Disse irônica. – Mas procura outra!

Ele sorriu.

-Não posso!

-E porque não? – Perguntei.

Ele se aproximou com um sorriso lindo.

-Primeiro porque não estamos discutindo o fato de eu “querer” trair sua irmã, não quero! Mas... Você é diferente Margareth, e eu me senti atraído por você, entende? Você!

Ai raiva! Por que ele tinha de ser tão... Argh!

Ele tava chegando perto... Muito perto... Perto demais!

Margareth! Se controla e toma o controle da situação! AGORA!

-Não! – Disse me esquivando dele de novo.

Ele riu.

-Ficaremos nisso a noite toda? – Ele perguntou debochado.

Idiota!

-Não! – Disse sorrindo. – Mesmo porque eu estou indo!

E assim comecei a andar o mais rápido possível em direção a porta, mas não foi o suficiente, pois logo uma mão puxou meu braço para trás obrigando-me a virar.

-Sabia que tem mais gente aqui? – Perguntei fazendo menção aos casais em volta, não eram muitos, mas era um argumento, qual é! Tava complicando aqui!

Ele olhou em volta sorrindo.

-Não conheço a maioria, e mesmo que conhecesse, eles tem coisas mais importante a fazer do que prestar atenção em nós! – Disse me puxando em direção ao seu peito. – Alias, podíamos seguir seus exemplos! – Continuou sussurrando perto demais.

Espera ai! Como se respira mesmo?

-Me solta, Andrew! – Pedi num fio de voz.

-Por que, ein? – Ele perguntou num tom diferente. – Por acaso quer voltar pros braços do Peter?

-O que? – Perguntei confusa.

-Eu vi vocês dois aqui! Por que acha me intrometi? – Perguntou num tom meio que... Ciumento?

-Isso! Era só o que me faltava! – Disse rindo sem humor. – Vamos esclarecer as coisas, primeiro: foi ele quem veio atrás de mim; segundo: você não é meu namorado, pelo contrário, é o namorado da minha irmã; terceiro: mesmo se eu quisesse, não estou dizendo que quero, mas se eu quisesse ficar com ele você não teria nada, repito, nada a ver com isso! – Terminei erguendo a voz.

-Pois bem! – Ele disse me soltando. – Se você quer assim... Cunhadinha! – Começou com um sorriso de canto. – Mesmo que eu não tenha nada a ver com isso, o que eu discordo, a partir do momento em que “entrei pra família” me tornei de certa forma responsável por zelar por seus membro, assim eu tenho todo o direito de te proibir, repito, proibir de ver esse cara de novo! Ele não é boa companhia. – Terminou com um sorriso satisfeito. – Alias, nenhum dos garotos daqui são bons o bastante pra você!

Minha cara nesse momento era de pura incredulidade, ele só pode estar brincando comigo! Só pode! Quem ele pensa que é pra me proibir de fazer alguma coisa? Puta que pariu! Mais que garoto mais irritante! E então... Comecei a rir, ou melhor, gargalhar na cara dele!

-Essa foi ótima! – Disse tentando me controlar.

-Que bom que você gostou, pois eu estou falando sério! – Ele disse cruzando os braços.

Parei de rir!

-Seu... Seu... Seu... Babaca! – Disse ficando vermelha de raiva. – Quem você pensa que é? Saiba que se eu quiser eu fico com quem e com quantos eu quiser!

-Ah, é? – Ele disse me testando. – Vamos ver então! – Ele riu. – Te garanto que nenhum garoto aqui beija melhor que eu!

-Vamos testar! – Disse confrontando ele.

-Tenta! Tenta que eu te carrego na força! – Ele disse divertido.

-Você não faria isso! – Disse com raiva e meio insegura.

-Ah, eu faria sim! – Ele disse com... Sinceridade.

-ARGH! – Disse com raiva e fui pisando forte retornando meu caminho.

Eu o xingava de tudo quanto é nome que me veio na cabeça... Até que o ouvi me chamando de longe:

-E Margareth... – Disse me fazendo olhá-lo contrariada.

-Que foi? – Perguntei o mais rude que consegui.

-Não me obrigue a te deixar de castigo! – Falou malicioso.

Limitei-me a mostrar o dedo do meio pra ele, e ainda pude escutar ele rindo quando fechei a porta de casa.

Idiota, cínico, retardado, filho duma...

Flashback Off

-Idiota, cínico, retardado, filho duma... – Fui interrompida subidamente ao escutar a porta do meu quarto se abrindo.

-Pensando em mim? – Disse aquela voz grossa que eu tanto conhecia.

-Era só o que me faltava! – Murmurei.

Ele veio entrando...

-Quem te deixou entrar? – Perguntei irritada sentando na cama.

-Sua mãe, e de muito bom gosto, sabia? – Ele disse sentando na minha poltrona. – Na verdade ela elogiou a preocupação que eu tenho com a minha cunhadinha que passou mal...

Cínico...

-Passou mal uma ova e você sabe muito bem... – Disse acusando-o.

-Qual, é! Você estava gostando dos meus carinhos. – Declarou sorrindo e se inclinando na minha direção com os cotovelos apoiados nas pernas.

-Quem te disse isso? – Perguntei sentando de frente para ele imitando seu gesto.

-Nem precisava depois daquele gemid...

-Entendemos! – Eu disse cortando-o e indo para a sacada por causa de uma vermelhidão que, aparentemente, surgiu do nada.

Ele riu do meu gesto.

Eu olhei para a piscina e me lembrei novamente daquele terrível primeiro dia...

-Sabe... – Ele começou sussurrando no meu ouvido e me assustando com a proximidade. – Eu me pego muitas vezes lembrando daquele dia... – E suspirou. – Lembrando do seu beijo... Da sua pele...

Eu estava de olhos fechados escutando-o sussurrar aquilo no meu ouvido, mas, para minha sorte, uma vozinha de consciência me acordou para a vida...

-Para, Andrew! – Disse me afastando e entrando no quarto novamente.

Parei encostada na porta, a uma distancia segura.

Ele suspirou alto e se virou para mim passando a mão nos cabelos num gesto de impaciência:

-Eu disse naquele dia que te queria, que te desejava... E ainda desejo, ainda quero... Por quanto tempo mais você vai ficar fugindo de “nós”? – Declarou frustrado.

Eu ri sem humor.

-Quando é que você vai se dar conta que não existe “nós”?

-Já existiu, Margareth...

-Por uma noite... Por alguns minutos...

-Que foram suficientes para me fazer pensar em você todo santo dia! – Ele disse alterando a voz.

Paralisei com essa declaração... Ele pensa em mim? Todos os dias?

Uma estranha centelha queimou dentro de mim... Uma centelha que não deveria existir!

-Desiste, Andrew! – Disse séria.

Ele riu.

-Isso nunca, Maggie!

Meu Deus, que garoto teimoso! Pensei revirando os olhos.

-Pode escrever uma coisa Margareth! – Ele disse, depois de ver meu gesto, se aproximando com aquele sorriso de lado. – Por bem ou por mal, uma hora, você vai perceber que, como eu, não aguenta mais nenhuma distancia entre nós... E vai ser nesse dia que eu vou te mostrar o tempo que você perdeu sem aproveitar tudo o que eu posso te dar... – Ele estava bem perto e eu me espremia contra porta. – E nesse dia você vai implorar pra ser minha, só minha!

Eu estava sem palavras diante disso tudo.

Meus olhos estavam arregalados, e... Eu sentia... Uma coisa, lá... Embaixo.

Então vi ele se aproximando mais e com o sorriso crescendo por causa de minha reação...

-Melhoras... Cunhadinha! – Sussurrou no meu ouvido.

Assim, vi ele abrindo a porta fazendo com que eu cambaleasse para frente e logo que a ouvi fechando me joguei na cama enterrando a cabeça no travesseiro...

Oh, Meu Deus! O que eu fiz pra merecer isso?

E o pior é que bem lá no fundo, infelizmente, eu desejei que ele fosse um garoto de palavra...

Oh, merda, merda, merda, merda! Eu estou, literalmente e incondicionalmente... Fudida!

-Porra! – Murmurei amaldiçoando o meu... Cunhadinho!

Notas finais
E então... O que acharam?? Me digam!!
Tenham todos um bom final de semana!!
Beijos...