O Namorado Da Minha Irmã
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Então desejo um Feliz Ano Novo...
Enjoy it!
Descemos as escadas e entramos mais uma vez na multidão, sinceramente como uma pessoa consegue se guiar aqui dentro? Eu mal tenho noção em que parte da casa eu estou e olha que a casa é minha!
Continuei tentando andar e após três pisoes em meu pé, cheguei ao canto da sala, aonde havia mais casais se agarrando, que novidade...
Olhei para trás procurando Emily, mas... Ué, ela não estava logo atrás de mim?
Dei uma olhada pela sala e vi minha amiga conversando com um garoto loiro e muito bonito...
-Essa não perdeu tempo... – Murmurei comigo mesma.
Dei mais uma olhada pela sala em busca de meus pais ou de minha irmã, mas não encontrei ninguém, era muita gente junta num mesmo ambiente. Depois de mais alguns minutos procurando alguém conhecido desisti, primeiro: eu não sou obrigada a ficar vendo todo mundo se agarrando (poluição visual); e segundo: eu estava começando a ficar sufocada ali dentro.
Decidi então ir para o quintal dos fundos, bom, com sorte talvez não tenha nenhum casal lá.
Entrei novamente na multidão e andei até que alcancei a entrada da cozinha que estava toda escura, vi que havia um casal no canto e revirei os olhos.
-Agora só peço comida pronta... – Murmurei e fui em direção aos fundos.
Vi que a porta de vidro que dava para o quintal estava fechada e dei um suspiro de alívio, pelo menos isso...
Assim, abri a porta, mas fechei logo que sai para o quintal, queria ficar um pouco sozinha.
-Tem alguém ai? – Perguntei me certificando, mas ninguém respondeu, então deduzi que não havia ninguém lá.
Andei em direção a piscina, as luzes do quintal estavam apagadas, seria uma escuridão quase que total, a não ser por uma das luzes que ficava perto da piscina estar acesa.
Olhei meu reflexo na água parada e não evitei uma leve risada, eu com certeza não estava nos padrões daquela festa! Usava jeans pretos e justos, uma sapatilha com pedrinhas no pé e uma blusa mula-manca também preta mostrando a alça vermelha do sutiã.
Meus cabelos estavam soltos, caindo por meus ombros até quase a minha cintura e não usava maquiagem alguma, tirando o brilho.
-Linda... – Escutei uma voz rouca e grossa falando atrás de mim.
Virei-me assustada e vi ele, aquele mesmo garoto que estava na sala quando entrei.
Por um momento minhas pernas amoleceram e pensei que fosse cair na piscina, meu Deus, ele era ainda mais lindo de perto... Aqueles olhos azuis.
Fiquei sem fala encarando aquele sorriso de canto que ele me dava, estava encostado na mesma parede em que ficava a porta, mas estava num canto escuro, assim não o vi quando entrei.
-D-Devia ter me dito que estava ai quando entrei. – Disse tentando me acostumar com aqueles olhos em mim.
Ele riu.
-Pra você ir embora? Não, obrigado. – Ele disse com um sorriso desleixado. – Era visível que você queria ficar sozinha por um tempo...
Se era tão visível assim, porque ele não me avisou que estava ali?
-Eu não ia atrapalhar seu momento, mas não consegui ficar quieto depois de ficar te observando. – Ele declarou.
Se o objetivo dele era me deixar envergonhada, um ponto pra ele, ele conseguiu. Sorte que estava parcialmente claro, assim ele não conseguia distinguir minha vermelhidão repentina.
Abaixei o rosto e cocei a nuca, eu costumava fazer isso quando ficava nervosa.
Eu não tinha a mínima noção do que falar perto de um garoto desses, ainda mais depois de ele me chamar de “linda”! Ai, que ótimo!
-O que uma garota como você faz numa festa dessas? – Ele perguntou de repente.
Estranhei a pergunta, o que ele quis dizer com isso?
-Como? – Perguntei tentando entender se era um elogio ou uma ofensa.
-Não me leve a mal... – Ele disse sorrindo e se aproximando alguns passos de mim. – Mas você não me parece do tipo das garotas daqui.
Eu ri com seu comentário. Eu com certeza não era uma dessas garotas.
-Eu não sou como essas garotas. – Disse rindo. – Mas me diga, você percebeu isso porque eu não uso um super decote ou uma micro-saia? — Ok! Eu perco o gatinho, mas não perco a piada!
Ele riu da pergunta.
-Ambos. – Respondeu sincero.
Ri também de sua sinceridade sem hesitação.
-Mas e você... – Comecei a perguntar curiosa. – O que faz numa festa dessas?
Ele sorriu.
-Assuntos pessoais. – Ele declarou.
-Posso até imaginar os tipos de assuntos... – Murmurei pra mim mesma... Bom, foi o que eu achei até ver ele me olhando com um sorriso zombeteiro e com uma sobrancelha erguida.
-Já me julgando? – Ele perguntou.
-Me desculpe... Mas você não pode negar que as conclusões que eu possa tirar não sejam muito... Hã, descentes. – Disse sincera.
-Ah, é? – Ele perguntou ainda com aquele sorriso. – E a que tipo de conclusões você chegou? – Ele perguntou cruzando os braços.
-Bom... – Disse coçando a nuca, nervosismo. – Você é um garoto... – Isso! Começou muito bem, aproveita e pede pra ele abaixar as calças e provar. Idiota!
-Bem observado. – Ele disse sorrindo. – Espero que isso esteja visível em mim, sinceramente.
Realmente, afirmei o óbvio.
-E uma festa dessas... É o melhor lugar para se achar garotas com corpo... E sem cérebro algum! – Declarei o que veio em minha cabeça.
Ele riu de minha resposta e eu acabei rindo junto vendo a bobagem que eu falei, mas era a mais pura verdade.
-Tenho que admitir, isso é incontestável! – Ele disse.
Eu ri mais.
-Vamos dizer que essas garotas realmente não precisem de exatamente um diálogo para cederem... – Ele concluiu.
Com essa eu tinha que concordar! Eu havia visto muito bem a situação dos casais aqui! Ainda bem que tranquei meu quarto...
-Mal precisam de algumas palavras... Dependendo da pessoa que falar. – Eu completei pensando no deus grego que estava na minha frente.
Realmente, pouquíssimas palavras!
-Concordo! – Ele disse se aproximando ainda mais de mim. – Tem algumas que se convencem com um simples “Linda!”. – Ele me disse com um olhar insinuante.
Ok! Acho que isso foi uma indireta...
Me afastei dele sorrindo e percebendo o quanto ele era sincero nas palavras, sempre considerei isso uma qualidade... Uma qualidade que agora me fazia enrubescer.
-Você é sempre assim tão sincero no que fala? – Perguntei começando a contornar a piscina.
-Eu tento! – Ele admitiu. – Acho a sinceridade uma virtude.
-Quando bem utilizada! – Disse pensando sobre.
-Talvez... Mas prefiro pensar de outra forma. – Ele disse começando a contornar a piscina também. – Penso que a mentira ou omissão não levam ninguém a lugar algum, ao contrário da sinceridade. O problema é que ela pode te erguer ou te diminuir.
Tive de concordar com isso.
-Sou obrigada a concordar. – Declarei.
Ele sorriu.
-Por exemplo, agora... Posso ser sincero com você, mas não garanto que você vá gostar ou mesmo que o resultado será bom pra mim!
Parei no lugar e me virei pra ele com uma interrogação implícita no rosto.
-Do que você está falando? – Perguntei confusa.
Ele se aproximou de mim com um sorriso de canto que me sugeria segundas intenções, ficou muito perto, o suficiente para que eu tivesse de levantar a cabeça para encará-lo.
-Eu te quero! – Declarou sem rodeios e... E sincero.
Notas finais
Reviews?
Fale com o autor